sábado, 27 de fevereiro de 2010

BMW X1 volta oficialmente em definitivo

Depois de dar uma prévia (veja aqui e aqui) a BMW finalmente lança a X1 aqui no Brasil. O crossover compacto contará com uma boa variedade de versões. A xDrive 18i e a xDrive18d serão as configurações de entrada, passando pela xDrive20d (177 cv) e a xDrive23d (de 204 cv). A versão topo-de-linha será a xDrive28i, com um 6 em linha movido a gasolina de 3 litros e 258 cv com 32 kgm/f de torque e que atinge a velocidade máxima de 230 km/h e o 0-100 é feito em 6,8 segundos. Os dados de consumo que tenho são europeus, já que nossa gasolina tem um quarto de álcool o consumo e desempenho podem piorar. Faz 10.6 km/l em ciclo combinado europeu e cumpre norma Euro 5 de emissões.
Acima das saídas de ar-condicionado, fica uma tela de LCD, que exibe informações do sistema de navegação por satélite (GPS) e do iDrive, responsável por controlar diversas funções e ajustes do veículo. O desenho do habitáculo segue o padrão de estilo da marca bávara, mas a assessoria brasileira difere da espanhola quanto aos estilo com os brazucas elogiando a linhas "mais sóbrias e elegantes" e os espanhóis achando mais"esportivas e juvenis". O que você, leitor acha?
Grade em em duplo rim e os intocáveis faróis duplos são marca registrada da BMW. Nessa foto e em baixo teste drive feito pela imprensa no seu lançamento oficial aqui no Brasil, cortesia do Orestinho do Blog do Moquenco. A sessão prateada é um protetor para o off-road europeu ou nossas crateras e lombadas.
Apesar da maior altura, o carro tem um cx de 0,32, muito bom para esse tipo de veículo. Para se ter uma idéia, um Tempra tinha 0,30 e era o carro mais aerodinâmico do mercado. Além da sopa de letrinhas, tem o xDrive, sistema de tração total que distribui a força do motor entre os eixos, sendo o padrão 40/60 para os eixos dianteiro e traseiro respectivamente.
Já a traseira conta com lanternas de formato inédito, de bumerangue, que compõem um visual mais esportivo e limpo. O destaque vai para a seção inferior do para-choque, em prata satin, criando um belo contraste com o restante da carroceria.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Por falta de novidades Opel aposta em híbridos em Genebra

A Opel e o seu braço britânico Vauxhall por falta de novidades resolveram apostar em dois conceitos híbridos em Genebra, o Ampera e o Flextreme Concept. O primeiro, baseado no Chevrolet Volt (veja aqui e aqui) será posto em produção e é uma grande aposta do grupo GM para sair da enrascada tanto financeira quanto energética que se encontra, e o segundo é um estudo aerodinâmico com soluções que se já não estão sendo postas em prática, poderá equipar modelos de rua em breve.
Vamos começar com o Ampera que desde ontem está em uma viagem de demonstração que fará o trajeto Rüsselsheim, sede da Opel na Alemanha, até o Salão de Genebra na Suíça. Quem vai se divertir nessa viagem é Diretor de Implementação de Veículos Elétricos da Opel, Gherardo Corsini. "Estou realmente ansioso para colocar um monte de milhas em nosso primeiro protótipo Ampera durante este teste inicial em vias públicas ", diz Corsini.
"Com quase 38 kgm/f de torque elétrico instantâneo sob o meu pé direito, promete ser uma viagem interessante e quase silenciosa para Genebra."
A primeira parte será feita sem emissões de CO², mas quando acabar os 64 km de autonomia das baterias, que foram carregadas na tomada, aí entrará o motor a explosão. Ao contrário da maioria dos híbridos em que o motor elétrico é só funciona para arrancadas e retomadas auxiliando o motor a combustão a economizar combustível e emissões, nesse caso o motor elétrico é usado somente na propulsão do veículo e o motor a explosão somente para recarregar as baterias. Aí é que está o "pulo do gato" do Ampera: como motores a combustão "detestam" mudanças de regime de rotação, sempre os usamos de modo incorreto, já que quando eles são aplicados em projetos estacionários como bombas e geradores os motores sempre trabalham no melhor regime de rotações em que há o maior torque e potência e isso economiza combustível pela melhor eficiência da queima. Isso explica também a multiplicação das marchas, já que diminuindo a faixa de giros ou otimizamos o câmbio, aumentamos a eficiência e o desempenho e ao mesmo tempo diminuímos as emissões e consumos. A previsão é que o Ampera e o Volt sejam fabricados a partir de 2011 ou 12. Abaixo, fotos e informações do Opel/Vauxhall Flextreme Concept, outro híbrido de autonomia extendida com soluções aerodinâmicas interessantes.
Por enquanto algumas fotos e sketches do Flextreme, que tem perfil mais baixo e aerodinâmico, coeficiente de 0,22 cx o que já é uma tradição da Opel. O Calibra, que tinha cx de 0,26 e que chegou a ser importado aqui é um exemplo.
Apêndices aerodinâmicos que são ativados a partir de 48 km/h ajudam a otimizar o fluxo de ar atraz do carro diminuindo as turbulências e aumentando a economia de energia.

As rodas são de 21 polegadas calçadas por pneus 195/45 de baixa resistência ao rolamento. Isso faz aumentar a autonomia e baixar o consumo que chega a 60 km/l e emissões de 40g/km. Amecânica é a mesma do Ampera que faz de 0-99,2 km/h em menos de 9 segundos e a máxima em 200 km/h.
Substituição dos vidros por policarbonatos, sendo o do teto eletrocromático, partes da carroceria por fibra de carbono e estrutura em alumínio reduzem o peso em 40 por cento.

O sistema de portas Flexdoor que estreou na Meriva (veja aqui) também está presente no Flextreme. Não há maçanetas, substituídas por sensores fotoelétricos. Também não há espelhos, substituídos por câmeras instaladas na traseira do veículo.

VW CrossGolf é um mix-over

A Volks deu uma remodelada no Golf Plus para apresentá-lo no Salão de Genebra, que para quem não conhece é um Golf de geração anterior com altura de teto e laterais mais altos, para ter um espaço interno e configuração de minivam. Porquê usei mix-over? Simples, um crossover é a mistura de dois tipos de veículos gerando um terceiro distinto. Um exemplo é os sedãs-coupés que tem desenho de cupés esportivos mas não abrem mão das quatro portas ou das CUB's que misturam o conforto das scooters com a praticidade de uma motocicleta. Os próprios crossovers que não passam de peruas anabolizadas com tração nas quatro rodas ou alguma funcionalidade "off-road" mas sem perder o conforto de carros comuns e o melhor exemplo aqui é a Palio Adventure Locker.
Agora a Dona Volks coloca um Golf de geração anterior a da nova européia, uma minivam e a uns apetrechos aventureiros, bate no liquidificador, pões 20 minutos de forno e voilà! Temos um CrossGolf quentinho saindo do forno...
Assentos com command view mais elevado ganham capas em dois tons e quem senta atrás tem duas bandejas disponíveis e "sacolas" para guardar objetos. O carro vem com ajuste elétrico dos espelhos com desembaçador, vidros "raiban" com isolamento térmico, trava central com controle remoto por radio frequencia com desbloqueio da fechadura do tanque de combustível. Pode vir com opcionalmente em couro no interior.
Ar-condicionado semi-automático "Climatic", banco do condutor ajustável em altura, volante ajustável em altura e profundidade, display multi-função, porta-luvas refrigerados com chave, luzes de leitura na frente e porta-objetos no teto e nas portas, há também suportes para garrafas de 1,5 litro fazem parte do pacote.
Faróis dianteiros podem ser equipados com bi-Xenon direcionais opcionalmente, mas não ganham luzes diurnas a LED's. Para os mais barbeiros é oferecido o Park Assit (veja aqui como funciona) e para quem quer melhor visibilidade traseira uma câmera de ré.
O carro oferece bom espaço atrás, que pode ser ampliado às custas do porta malas, que varia de 395l a 540l, mas com os bancos rebatidos pode ser ampliado para 1540 litros. Os faróis traseiros vem com tecnologia LED.

O carro é dois centímetros mais alto que os Golf's normais, e VW européia acha que é o suficiente para encarar as trilhas. O pessoal da Volks brasileira precisa mostrar as valetas e lombadas daqui...
Motores: Tem três a gasolina sendo um 1.2l de 105 cv e dois 1.4l, um de 115 cv e um TSI (turbo e injeção direta) de 160 cv com 25 kgm/f e que chega a 207 km/h. Vem equipado com um câmbio de seis marchas que pode ser substituído por um DSG (dupla embreagem) de sete. Com qualquer um dos câmbios faz 14,7 km/l, circuito misto e normas européias.

E tem dois diesel common rail, um 1.6 de 105 cv e um 2.0 de 140cv, com torque de 33 kgm/f que faz 18,9 km/l e emite 138 g/km de CO². Pode vir com manual ou DSG de seis marchas. E as rodas são de 17 polegadas.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Porsche Cayenne 2011 ganha mais uma heresia: versão híbrida

Depois da "prima pobre" chegou a vez da prima rica. Se não entendeu a piada, veja aqui o post por ocasião do lançamento dela. Depois do injustiçado 924 (e depois 944, veja aqui a avaliação dele feita a oito mãos pelos AutoEntusiastas Bob Sharp, Paulo [PK] e Arnaldo Keller) que na opinião dos porschistas de plantão cometeu a heresia de usar um motor dianteiro, quatro cilindros em linha, refrigerado a (atenção porchistas fanáticos, vou usar aquela abominável palavra...) água e tração traseira no longínquo ano de 1976. Lágrimas de sangue e ranger de dentes se tornaram rotina, quando a casa de Stuttgart resolveu aposentar o venerado 911 e substituí-lo pelo moderno 928 que enfrentaria com mais galhardia as leis ambientais e a exigência de consumidores infiéis por um projeto mais moderno, mas o velho guerreiro continuou e o "sucessor" foi aposentado em 1995. Mas no fatídico Salão de Frankfurt de 97 a Porsche deu um golpe fatal nos porschistas tradicionais ao substituir o venerado e santificado motor refrigerado a ar do lendário 911 por um refrigerado à água. E cinco anos depois apareceu algo que os porschistas abominam com todas as forças, mas clientes abonados do mundo inteiro adoraram: Um Porsche SUV. Em 2002 surge as primas VW Touareg e Porsche Cayenne. A casa de Stuttgart não quis ficar de fora de um mercado cada vez mais crescente e lucrativo e lançou o seu. Ano retrasado foi mais uma heresia cometida pelo utilitário esportivo, devido às pressões de ambientalistas e governos preocupados com o consumo exagerado e emissões de CO², um motor a diesel emprestados da sócia Audi. E agora em Genebra ela estréia uma versão híbrida que pode rodar em modo totalmente elétrico ao contrário do 911 GT3 R que usa sistema semelhante ao KERS da F1 (veja aqui) para ganhar uns cavalinhos a mais. Não foram divulgados dados de desempenho, mas a Turbo e a Híbrid podem chegar facinho aos 250 km/h tradicionalmente limitados eletronicamente.
Destaque para os bancos traseiro que agora podem ser deslocados em 16 cm

Interior válido para todas as versões, ganhou console semelhante ao Panamera e mais espaço interno.

Essa é a versão Turbo que tem um V8 de 4.8l de 500cv e 71 kgm/f e faz média de 9,1l que é 25% a menos que a antecessora. Vem com câmbio opcional Tiptronic S de oito marchas.
Essa versão custará 115 mil euros sem impostos na Europa, aqui multiplique por quatro.
A foto é ainda da versão Turbo, que junto com as outras versões usam de LEd's combinados com faróis de xenon como manda o figurino. A versão diesel tem consumo contido para o porte do veículo, apesarde estar mais magro em 180 kg: 10,8 km/l feitos pelo motor mais modesto, V6 com 240 cv e 56 kgm/f.
Com grade mais discreta, a versão S Hybrid é apresentada como a versão mais "limpa" de todo o portfólio da Porsche, tem emissões de 193 g/km de CO².
O motor é um V6 supercharged com de 333cv ajudado por um motor elétrico de 47 cv somando 380 cv e um torque de 59 kgm/f disponíveis a abissais mil rotações por minuto.

Ele pode funcionar de modo totalmente elétrico a até 60 km/h, a Porsche ressalta o silêncio nessa configuração para desespero dos ceguinhos que tentam atravessar a rua.
Para economizar ainda mais combustível, já que faz 12,2 km/l, o motor pode ser totalmente desligado em movimento a até 156 km/h caso a central eletrônica detecte que nenhuma energia adicional é necessária para manter a velocidade.

Motores, baterias e sistemas de recuperação de energia cinética estão destacados em vermelho nesse desenho esquemático. Apesar de custar 78 mil euros, a fábrica garante um desempenho semelhante ao V8 Turbo, o que a torna uma opção interessante.

Honda EV-N: Estrela do Salão de Tóquio se apresenta em Genebra

A Honda vai mostrar no Salão de Genebra o seu EV-N, estrela que foi apresentada no Salão de Tóquio do ano passado em um espaço "verde" dedicada a veículos elétricos e a células de combustível chamado HELLO. Infelizmente não há dados técnicos como potência, tempo de recarga e aceleração. A grade de plástico negro tem luzes que reforçam a seta, por exemplo, ou que aumentam a visibilidade do carro para os pedestres. Segundo a Honda todo o carro é reciclável ao fim de sua vida útil. O desenho externo remete ao "Key Jidosha" N360 que a Honda produziu na década de 60 e que curiosamente chegou a ser exportado para os EUA. Os Kei Jidosha sao mini-carros que recebem subídios do governo para serem produzidos como forma de diminuir os engarrafamentos em Tóquio. Tem cilindrada reduzida, atualmente em 660 cm³, não podem passar dos três metros de comprimento e tem no máximo 64 cv de potência. Em compensação o futuro proprietário não precisa levar a planta da casa para a autoridade de trânsito para provar que tem uma garagem, item obrigatório para quem quer comprar um carro convencional.
A fábrica não confirmou (e nem desmentiu) a sua futura produção.

Acha o Uno pequeno? 2.90m de comprimento, 1,5m de altura e 1.4 de largura e o entre-eixos tem 2 metros.
E por incrível que pareça, cabem 4 pessoas aí dentro.
O interior é extremamente minimalista, contendo só o básico como o display de LCD que traz informações como velocidade e carga da bateria e o display do multimídia e GPS. Os acabamentos podem ser facilmente trocados mudando o interior como um passe de mágica.
O inspirador: Esse é o N360 lançado em 1967, o primeiro carro "K" da Honda, atendia a legislação japonesa da época como os espelhos bem avançados e a cilindrada limitada a 360 cm³.

O motor de 360 cm³ tinha impressionantes 31 cv (87 cv/l) a altas 8000 rpm e torque de 3 kgm/f a 5000 rpm. Tinha câmbio de 4 marchas manual ou automático de três e passava dos 115 km/h. Foi produzido até 1974. Na foto um série 3 Touring de 1970.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Honda 3R-C também quer mudar conceito de transporte individual


Segundo dados das secretarias de trânsito, entre 70 e 85% dos carros circulam com o motorista sozinho e os eco-estatísticos nos mostram que um veículo compacto ocupa um espaço de mais ou menos 6 m² o que daria para levar 30 pessoas em pé com relativo (se é que isso existe) conforto em um ônibus. Mas para quem não pode ou não quer abrirmão do transporte individual, a Honda oferece a sua versão de mobilidade individual com o 3R-C, e é bem individual mesmo já que comporta somente uma pessoa. E ela não foi a pioneira, já que concorrentes mostraram as suas diferentes visões como o Rinspeed UC? que combinava carro elétrico de dois lugares e metrô (veja aqui) que postei recentemente, e os mais parecidos Nissan LandGlider (veja aqui) e os conceitos da BMW SIMPLE e CLEVER (veja aqui), e o Twizy da Renault (veja aqui e aqui) que também são conceitos elétricos de três ou quatro rodas com dois lugares, tamanho e comportamento de moto. Não foram passados dados técnicos, mas as três rodas devem dar alguma agilidade já que permite uma montagem mais leve e sem diferencial, já que a tração deve ser na roda posterior e as baterias montadas bem baixo dão mais estabilidade ao descer o centro de gravidade. Agora não basta fabricar um carro elétrico, mas vender um pacote de mobilidade urbana. A pergunta é, o consumidor vai comprar essa nova proposta de mobilidade urbana?

Mais destaques desse transporte considerado revolucionário pela Honda? O parabrisas que protege o ocupante do clima e um porta-malas na dianteira que deve guardar no máximo as compras da padaria.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Audi A5 RS 5 sem limites (eletrônicos)

O Audi A5 RS 5 vai ser apresentado no Salão de Genebra para alegria de quem gosta de carros esportivos disfarçados de sedãs e coupés familiares. Não sou fã de coupés, o fato de correr o risco de dirigir com o joelho de alguém nas costas não me agrada muito, sem contar as portas pesadas e a dificuldade de entrar e sair dos bancos traseiros. Mas depois de esse Audi, penso seriamente em rever os meus conceitos. O motor aspirado exibe boa potência específica de 107 cv por litro, típica de um turbo e em altas rotações, com o torque na casa dos 6 mil rpm e a potência máxima na casa dos 8 mil. Um carro perfeito para levar em um track-day em um final de semana com alguns amigos só para ver até quando esse carro chega ao sair lançado da curva e devorar quilômetros de asfalto da pista.

Interior recebe detalhes em fibra de carbono e acabamento em black piano com detalhes em alcântara, opcionalmente é possível pedir alumínio escovado. Os bancos são climatizados e o volante recebe acabamento em couro perfurado. Para se ter um desse na garagem, basta fazer um chequinho de 77 mil euros (sem impostos tanto lá como aqui, que você já deve saber caso queira trazer, multiplique por 4)
O coração da fera: Um V8 4.2l FSI (injeção direta) com comando de válvulas variável que rende 450 cv e tem torque de 43,85 kgm/f. O carro pesa 1725 quilos que são tirados da imobilidade e atingem 100 km/h em 4,6 segundos. A máxima limitada eletronicamente éde 250 km/h, mas se pedir com jeitinho a Audi libera até 280 km/h. O ESP pode ser desligado caso queira ter mais emoção.

O carro com tração integral tem diferencial central com embreagem multidisco que distribui a potência às rodas que dependendo das condições da pista e dirigibilidade pode transferir 70% da força às rodas dianteiras ou 85% para o eixo traseiro.
Economia: um desempenho monstro com consumo interessante na casa dos 9,2 km/l. O câmbio S Tronic ajuda no desempenho do motor, que transmite a sua força às rodas com o mínimo de escorregamento. Tem três opções: auto, conforto e dinâmica.

Outro item interessante é o aerofólio funcional que somente é acionado quando o carro atinge 120 km/h e se mantém aberto até diminuir para menos de 80 km/h. As rodas de liga são de 19 polegadas de série calçadas com pneus 265/35, opcionalmente, vem com rodas de 20 polegadas e pneus 275/30. Discos de freio tem 365 mm, ventilados na dianteira, mas se vai exigir do conjunto, pode-se pedir um de 380 mm em carbono-cerâmica.

Agora é definitivo: Saab é vendida a Spiker

A GM finalmente bateu o martelo e anunciou a Spyker como a feliz compradora da fabricante sueca Saab. “O futuro da Saab está assegurado. Vamos concentrar nossos esforços em reviver os bons tempos da marca e transformá-la em uma empresa sustentável e lucrativa”, declarou o CEO da Spyker, Victor Muller. Rumores diziam que o objetivo da Spyker, fabricante de luxuosos esportivos é transformá-la em uma "Audi" sueca. Requisitos não faltam para ela, vejam aqui um post do autoentusiasta Juvenal Jorge sobre as inovações da marca.
Depois que a Koenigsegg deu pra trás, o futuro da ex-divisão sueca da GM era a extinção, indo pelo mesmo caminho de divisões centenárias e inovadoras que foram amarradas pela burocracia da própria GM como a Oldsmobile e recentemente a Pontiac.
"Esta transação representa o bom resultado de meses de trabalho árduo e negociações intensas, todas destinadas a garantir um futuro sustentável para esta marca única, e estamos satisfeitos com o resultado positivo", disse John Smith, vice-presidente da GM para o planejamento empresarial e alianças. "Este é um grande dia para os trabalhadores da Saab, revendedores e fornecedores, e um grande dia para milhões de clientes Saab e fãs do mundo inteiro."
"Durante as negociações sobre o ano passado, a GM tem trabalhado com muitos parceiros, incluindo os governos e investidores, para encontrar uma solução para a Saab", disse Nick Reilly, presidente da GM Europa. "Estou muito contente porque nós pudemos chegar a uma conclusão positiva, aquela que apresenta um futuro viável para a Saab e preserva empregos na Suécia e em outros países."
A Spyker vai pagar pela marca a quantia de 74 milhões de dólares em dinheiro vivo, dos quais 50 milhões de dólares já estão assegurados o restante será obtido até julho.

A Spyker ainda vai pagar outros 326 milhões de dólares em ações resgatáveis a longo prazo para os norte-americanos.

VW Saveiro Cross: Versão aventureira ganha parachoque do CrossFox

Versões aventureiras sempre são a mina de ouro do departamento de marketing. Com alguns adereços plásticos, suspensão elevada e alguns adesivos eleva-se o preço e dá-se ao produto uma imagem e concepção todo-terreno que não tem.
E muitos consumidores compram acreditando que estão passando uma imagem de esportista "conectado com a natureza" e que o carro é apto para enfrentar a "selva urbana" comporta por valetas, crateras, ondulações e o que os engenheiros de trânsito tem coragem de chamar de malha viária. O preço disso? Mais consumo de combustível causados pelos pneus inadequados, suspensão elevada (que também afeta a estabilidade ao levantar o centro de gravidade) e adereços que pioram a aerodinâmica. Além disso a suspensão do carro sofre porque o dono acha que pode passar de qualquer jeito nos buracos e lombadas que encontra pelo caminho.
Agora a VW mostra a sua picape aventureira, a Saveiro que agora ganha o sobrenome Cross e os parachoques do CrossFox com os faróis duplos de neblina e milha agregados em uma única lâmpada e refletor (veja aqui). Ganha rodas de liga e os pneus “All Terrain” Scorpion 205/60R15” emoldurados por molduras pretas. A versão anterior baseada na "geração 4" com motor 1.8 tinha o sobrenome mais adequado "Crossover" e depois veio uma versão mais pelada com o sobrenome Titan.
A Volks não informou nenhum dado de segurança ativa ou passiva.
Interior agora é mais requintado com volante multifuncional com controles do rádio e do I-System, o sistema que mostra na tela do painel de instrumentos informações como alerta de velocidade máxima (estipulada pelo condutor), avisos de manutenção e revisão do veículo ou detalhes do consumo de combustível. Esse volante é ajustável em profundidade e altura.

A dianteira ganha rack que vai até a divisa da caçamba, onde se torna um santantonio que vai até o fim da mesma. Na lateral o degrau para a caçamba. Suspensão traseira independente tem mola progressiva e batente em elastômero que adequam a suspensão quando está em carga total. Caixas reduzidas roubam pouco espaço da caçamba.
Disponível somente em cabine estendida, vem com estepe embaixo da caçamba, uma maravilha em dias empoeirados ou com aquela chuva. O motor disponibilizado é o 1.6 VHT Total Flex de 104 cv e 15,6 kgm/f de torque sempre a álcool com a caixa MQN 200 com as primeira e segunda reduzidas.

Lanternas fumê, adesivo "Saveiro Cross" completam o visual. A tampa traseira com sistema de amortecimento por mola à gás evita acidentes no acesso à caçamba. Vem em sete cores, inclusive essa berrante Laranja Atacama que é a cor "oficial" do CrossFox.