Depois dos disse-não-disse sobre a possibilidade da casa de Stuttgart lançar um modelo híbrido, eis que surge um 911 GT3 R...
... Híbrido! Bem, agora o 4.0 boxer de seis cilindros conta com a ajuda de dois motores elétricos que têm torque instantâneo, o que é uma beleza em arrancadas e retomadas. Não se sabe se correrá a tradicional 24 Horas de Le Mans, onde um híbrido, o Peugeot 908 HDI Hibrido-Diesel que bateu outro carro tri-campeão de Le Mans e que 4 anos antes havia surpreendido pela escolha do combustível: o diesel.
Os motores elétricos dianteiros de 160 cv auxiliam o tradicional boxer 4.0 na traseira que já desenvolve sozinho 480 cv.
De resto é um GT3 "normal" que faz parte da vitoriosa história da marca de 45 anos de participação do 911 em competições com mais de 20 mil corridas vencidas.
A Porsche pretende fazer testes de longa duração em um laboratório dos mais exigentes: a corrida de 24 horas em Nürburgring nos dias 15 e 16 de maio desse ano. A idéia não é desenvolver o carro em si, mas melhorar a tecnologia para ser aplicada a outros veículos da marca.
O sistema híbrido não é um paralelo elétrico, mas feito para aproveitar a energia das freadas para diminuir o gasto de combustível e assim diminuir o consumo, o que facilita o trabalho de uma equipe de corrida: ou menos pit-stop ou tanque mais leve.
Curioso é o sistema de recuperação de energia cinética, que é semelhante ao KERS da equipe Willians de F1. Quando o carro freia, a energia cinética é convertida em elétrica pelos motores elétricos (2) na dianteira que mandam pelo cabo de alta tensão (3) para um volante de inércia (4) instalado no centro do carro que pode girar a até 40 mil giros. Isso gera 120 kw de potência, algo em torno de 160 cv que somando aos 480 cv dão um reforço e tanto durante uns 6 ou 8 segundos. Os itens (1) e (5) são controles eletrônicos do sistema.

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