Eu acho uma furada, ainda mais com a planta elétrica européia, baseada em termoelétericas a carvão e quando limpas, nucleares (até chegar a hora de jogar os dejetos fora), mas as fabricantes insistem em investir em carros puramente elétricos. E para piorar as baterias de íons de lítio, que são o novo santo graal da mobilidade verde, sofre com as baixas temperatura, tanto que a Porsche, que fornece bateria de íons de lítios para substituir as tradicionais de chumbo ácido, não recomenda usá-las em baixas temperaturas com risco de perder a metade da carga e da capacidade.
Alguns fabricantes estão indo para outro caminho, o híbrido da autonomia estendida, mas vai ser difícil convencer um histérico ecochato ignorante que 60 gramas de Gás Carbônico (CO²) por quilômetro rodado eventuais é melhor que 120 gramas emitidos sem parar.
Bem, como quem manda é o consumidor e diminuir as emissões de gases estufa está na ordem do dia, pode se preparar para abdicar do seu precioso churrasco mensal, já que um boi emite em seus arrotos e flatulências o Metano que é 21 vezes mais letal que o carbono.
Baseado na Série 1, a BMW que promete uma política mais "verde" daqui diante mostrou um estudo do que seria um carro puramente elétrico no Salão de Detroit, com a promessa desse conceito ser usado para estudos em um futuro modelo a ser comercializado. Ela promete que esse carro é livre de CO², mas ambientalistas afirmam que um microcarro elétrico emite tanto CO² quanto um carro médio a gasolina. No fim dessa briga todo mundo vai acabar tomando um ônibus a hidrogênio lotado para ir para casa...
Uma vantagem desse estudo: ao contrário de outros projetos movidos a eletericidade, ele não sacrifica (muito) o espaço interno oferecendo quatro lugares (válidos segundo a BMW) e um porta-malas de 200 litros. Bancos de couro recebem grafismos referentes a desenhos de circuitos de placas-mães.
No painel um indicador de capacidade de bateria substitui o contagiro. É possível ver a capacidade de carga, autonomia e estações de reabastecimento mais próximas pelo BMW ConnectedDrive. Lembrando mais uma vez que se porventura a fabricante importar esse carro, não sei se teremos esse tipo de serviço, praticamente inexistente aqui.
Vai ser difícil convencer alguém que dirija seu carro esportivamente a trocá-lo por um elétrico apesar da tração traseira e da aceleração forte: motor elétrico não precisa de câmbio. E há um smartphone integrado com as funções do veículo.
O problema é o peso: 1800 quilos distribuídos igualmente em cada eixo. 0-100 km/h em 9 segundos e máxima (limitada eletronicamente para não fritar as baterias) de 145 km/h.
A antena barbatana de tubarão, agora iluminada em azul, e que motiva muitos tuneiros e xuneiros a gastar o seu rico dinheirinho com o acessório continua como marca registrada no teto das BMW's.
Faróis com os "angel eyes" ainda são presentes nos modelos da marca. Quero ver o que os tuneiros farão quando a marca adotar faróis integrais em LED's como fez a Audi com o seu A8. Eles são mais eficientes e consomem menos energia, item importante a considerar em um carro elétrico.
Carga rápida: com uma tomada de três pino com capacidade de 50 ampéres e tensão em 220 carrega-se esse coupé para andar por 160 km/h ou 240 km na simulação da fábrica. Freios regenerativos ajudam a aumentar a autonomia.
Ausência de escape é o único diferencial do elétrico do modelo a explosão: motor elétrico com 170 cv e torque disponível de 26kgm/f a qualquer rotação.
Baseado nos estudos das versões do Mini-E que rodam experimentalmente, o carro será usado por outra submarca a ser criada pela BMW. O carro estará exposto no Salão de Detroit.






















