sábado, 6 de fevereiro de 2010

Yamaha T115 Crypton 2010: O retorno da pequena guerreira


Descontinuada em 2005, coube à Yamaha Neo (veja aqui), erroneamente chamada de scooter pela marca, o papel de moto de acesso à linha nesses quase 5 anos. Antes de prosseguir é comum a confusão entre CUB's e Scoosters são bem comuns quando as marcas associam erroenamente um veículo de uma categoria em outra por razões mercadológicas e de marketing. A NEO também é uma CUB por não ter plataforma de apoio para os pés sem divisão. O fato de ter câmbio automático não a define como uma scooter apesar de ser um recurso muito comum na categoria, a Vespa e a Lambreta possuem câmbios manuais por exemplo. Definição de uma CUB, que na verdade é um "crossover" entre uma moto e uma motoneta (definição em português Brasil de "Scooter" que é um termo bem europeu) é uma moto com motor mais a frente, com cambio manual, semi-automático ou automático, que possui um espaço entre o guidão e o banco que facilite a passagem da perna do motociclista, que vai sentado, e não montado, na motocicleta. É uma "mobilete" crescida na melhor das definições.

Junto do velocímetro que foi redesenhado está o marcador analógico de nível de combustível com indicação de reserva com 645 ml de combustível no tanque, que tem capacidade total para 4,2 litros e as luzes espias, entre elas a "Top", que mostra engrenamento da quarta e última marcha. Vem também com hodômetro e luzes espia incluindo indicador de ponto morto, pisca e luz de anomalia no circuito elétrico do motor.
Os comandos elétricos dos punhos do guidão também são novos, com mais ergonomia e facilidade de utilização.
Faróis e piscas ganharam novo desenho na diateira com lentes em policarbonato, ao contrário do conjunto ótico traseiro.

Debaixo do banco há um porta-objetos com 4,0 litros de capacidade.

Há uma versão com partida a pedal e freio dianteiro a tambor de 110 mm (K) e uma versão com partida elétrica e freio dianteiro a disco de 220 mm (ED). A Yamaha Crypton tem rodas raiadas de 17 polegadas de diâmetro, suspensão dianteira telescópica conta com garfo de 26 mm de diâmetro, da marca Kayaba de 100 mm de curso.

Novidade é o motor de quatro tempos (o mesmo da Neo) que passou de 102 à 113,7 cc de cilindrada, agora com a potência máxima de 8,2 cv a 7.500 rpm e o torque máximo de 0,88 kgfm a 5.500 rpm. Ainda carburada, está adequada ao Promot 3 de controle de emissões.

O câmbio tem quatro marchas com alavanca acionada pelo pé esquerdo e a embreagem é automática. Tem novo quadro underbone e o freio traseiro é a tambor com 130 mm de diâmetro.

Tudo bem que é um produto de entrada, mas as lanternas que foram restilizadas poderiam ser de policarbonato e os piscas com lentes transparentes como é bem comum entre a concorrência, especialmente entre as newcommers chinesas e na quase onipresente Bizz.

A Yamaha quer vender a Crypton ao público de baixo poder aquisitivo, a quem está fugindo do transporte coletivo e a quem quer ter acesso ao seu primeiro veículo motorizado. A moto tem um ano de garantia sem limite de quilometragem.

A Yamaha T115 Crypton chega a Rede de Concessionárias Yamaha no final do mês de março aos preços público sugerido posto Manaus de R$ 4.550,00 na versão K e R$ 5.200,00 na ED.

As cores disponíveis são o preto, a prata e o vermelho.

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