sábado, 30 de janeiro de 2010

VW Tiguan: Mamã! Sin las manas: Park Assist faz quase tudo sozinho ao estacionar

O VW Tiguan chega no Brasil à linha 2010 com uma novidade que irá alegrar e muito os barbeiros de plantão: o Park Assist. Item revolucionário no concept Futura (veja aqui em matéria do engenheiro André Dantas no Blog Autoentusiastas), no longínquo ano de 1989, o Park Assist assume quase todo o controle do carro para estacioná-lo.
Na linha 2010 continua o motor 2.0 Turbo TSI 16 válvulas, que atinge 200 cv de potência a 5.100 rpm e 28 kgfm de torque entre 1.700 e 5.100 rpm, com injeção direta de combustível acoplado à transmissão automática Tiptronic de seis velocidades.
Bem equipado vem com duplo airbag frontal, airbags laterais dianteiros e do tipo cortina, computador de bordo, volante de direção multifuncional em couro, retrovisor interno com sistema antiofuscamento, sensores de estacionamento e de chuva. E o conforto é garantido pelos bancos com revestimento de tecido, ar-condicionado de duas zonas, CD Player com MP3 e entrada multimídia para fontes de áudio externo, oito alto-falantes, descansa-braço central dianteiro e traseiro, mesas dobráveis na parte de trás dos encostos dos bancos dianteiros e acionamento elétrico para vidros, travas e retrovisores.
O carro é equipado de série com rodas de liga-leve R17” Boston e pneus 235/55 R17. Opcionalmente pode vir com bancos em couro com aquecimento e ajuste elétrico de altura e do apoio lombar para o banco do motorista, teto solar panorâmico (skyview), faróis de xenon direcionais com lavador, pintura metálica ou perolizada, rodas de liga-leve aro 18” New York, gancho para reboque e módulo off-road.
Aqui começa o pequeno milagre: A operação é simples: quando o motorista encontra um espaço para parar, só precisa acionar o botão de comando (canto superior esquerdo), localizado no console central do veículo, antes de passar pela vaga. Um sensor posicionado na lateral do para-choques dianteiro verifica se o espaço é suficiente para o tamanho do Tiguan (canto superior direito), enquanto o condutor posiciona o carro à frente, para iniciar a manobra. O espaço disponível é mostrado no display do quadro de instrumentos por meio de três retângulos (canto inferior esquerdo), representando os dois carros já estacionados e o espaço entre eles. Se a vaga tiver dimensões adequadas, basta acionar a ré e tirar as mãos do volante.
A partir daí, o único trabalho do motorista é controlar a velocidade de manobra pelo pedal do freio, enquanto o Park Assist se encarrega de virar o volante na direção e na medida exatas para acomodar o carro. Caso seja preciso, nas vagas mais apertadas, o motorista pode movimentar o carro para frente, posicionando a alavanca do câmbio em Drive (D). O Park Assist continuará no comando do volante até o carro estar corretamente estacionado. A novidade também vai estar disponível na linha Passat.

Mega-Recall da Toyota: Inferno atinge a GM e é confirmado na Europa


Bem, a GM pretendia dar uma rasteira na Toyota e tentar recuperar o posto de maior fabricante do mundo quando surgiu essa bomba: o Pontiac Vibe, feito em cooperação com a marca nipônica também vai passar pelo mesmo recall causado pelo acelerador que trava, com e sem tapete.
E por falar em tapete, esse segundo mega-recall vai sim afetar alguns modelos da Toyota, mas nenhum da Lexus. São mais 1,8 milhão de carros que passarão por troca dos aceleradores, dos modelos AYGO (Fev 2005 – Ago 2009), iQ (Nov/08 – Nov/09), Yaris (Nov/05 – Sep/09), Auris (Out/06 – Jan/10), Corolla (Oct/06- Dez/09), Verso (Fev/09 – Jan/10), Avensis (Nov/08 –Dez/09), RAV4 (Nov/05 – Nov/09). Por enquanto nenhum modelo vendido oficialmente pela Toyota em território nacional foi afetado pelo problema, que é suspeito de causar alguns acidentes fatais nos EUA, já que os veículos importados são de origem japonesa. E para encerrar o assunto, o fabricante do acelerador alega que seguiu todas as especificações da Toyota. Se por acaso alguém tenha feito importação independente dos EUA ou Europa, cheque se o carro está na lista.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Mega-Recall da Toyota: O inferno continua


Depois das 2,300 milhões que podem passar por recall, sendo que dessas pelo menos 1 milhão pode ser chamado de novo (veja aqui), o problema com o acelerador que trava com tapete ou não ainda rende dores de cabeça à Toyota.
A National Auto Auction Association, maior entidade que reúne leiloeiros de veículos nos EUA, recomendou a suspensão de venda de oito modelos da Toyota. As locadoras seguiram o mesmo caminho e não alugam mais veículos da marca em suas frotas.
E para piorar a situação, parte dos veículos produzidos e vendidos na Europa tem o mesmo sistema de pedais dos veículos americanos e podem passar por recall, mas a divisão européia ainda não tomou nenhuma atutude.

Honda pode fazer recall do Fit: modelo brasileiro pode entrar na roda


Parece que a onda de recall's atingiu a Honda (sem trocadilho). Se você é um dos felizes proprietários (sem ironia), fique atento, se bem que posso avisar por aqui quando a fábrica soltar alguma novidade. O problema é causado por um componente da janela que permite a entrada de água e se atingir o interruptor do vidro elétrico pode causar um incêndio.
São 600 mil unidades envolvidas produzidas em países como Japão China, Tailândia, Malásia e Índia e algumas fabricadas aqui podem ser convocadas.
“A Honda Automóveis do Brasil, em conjunto com sua matriz no Japão, está analisando se o problema encontrado também abrange os veículos produzidos em território nacional. Tão logo tenhamos uma posição, voltaremos a informar”, informou a assessoria em nota.

Honda inaugura posto de hidrogênio à energia solar experimental

O sonho de todo ecologista é ter um transporte que atenda as suas necessidades sem depender de fontes de energia que de algum modo prejudiquem o meio ambiente. Só para se situar cada uma delas tem alguma desvantagem. As hidrelétricas podem afetar os seres aquáticos que habitam nos rios que são represados, a fauna local e a flora, as solares tem baixo desempenho, as eólicas costumam vitimar pássaros que não calculam direito o movimento das hélices e por aí vai.
A Honda, junto com a BMW e a Mazda, apostam no hidrogênio, tanto que desenvolveu uma estação alimentada por baterias solares que pode produzir durante 8 horas meio quilo de hidrogênio, o suficiente para abastecer uma célula de combustível. Segundo a Honda é suficiente para percorrer 16 mil quilômetros por ano, acima da média dos brasileiros que é de uns 12 mil quilômetros/ano, mas pouco para quem costuma usar o carro para trabalhar, que é praticamente o dobro disso.

Compacta, a estação eliminou o compressor que era o item mais caro e o menos eficiente. Tem 48 células solares que produzem 6 kw produzidas pela Honda Soltec, e a energia excedente pode ser usada para abastecer a rede elétrica, fazendo que o usuário tenha menos custo com a energia ou até receber pelo excedente caso o consumo de energia seja ínfimo.

O sistema é amigável e o usuário não precisa se preocupar em enrolar as mangueiras que são autoretráteis. A Primeira estação funciona em Los Angeles em um concessionário da Honda.

Problemas com a servidores de imagens - Atualizado

Quem estiver tendo problemas para visualizar as fotos desse blog, nos posts antigos estou atualizando para um servidor de imagens novo: o Postimage, mas para carregar o blog rápido voltei ao bom e velho Picasa, mas com baixa resolução e qualidade. Então se quiser fotos em boa qualidade é só clicar em cima e para voltar use a tecla "Backspace" do seu teclado. Os dois servidores de imagens que estava utilizando para dar uma maior velocidade no carregamento do blog e substituir o Imageshack, que adora deixar uns buracos e simplesmente fica inoperante por dias, simplesmente sumiram junto com as imagens, em espaço de 30 dias.
Estou realizando uma nova migração de imagens e espero resolver o problema em breve.
Se alguém estiver procurando no blog artigos antigos entre dezembro e outubro e não aparecer nenhuma imagem, solicito um pouco de paciência. É provável que semana que vem as imagens dos post de novembro já estejam de volta.
Quem estiver usando como navegador o Internet Explorer 6 e estiver tendo problemas de visualização, atualize ou experimente o Google Chrome (eu uso, aqui) ou o Mozila Firefox (aqui em português brasileiro, quem preferir em português de Portugal ou inglês os ícones estão abaixo). Eu sugiro atualizar o sistema operacional e o navegador.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Toyota FT-EVII: Elétrico reciclado é mostrado em Detroit


Parece que a Toyota levou a sério o conceito dos "três erres" com o su conceito FT-EVII.
Para começar, Reduzir: desde a sua primeira versão apresentada nesse mesmo salão, só que no ano passado, ele tem 2,7 metros e leva quatro pessoas ao contrário do smart que leva duas e tem o mesmo tamanho.
Reciclar: O conceito havia sido apresentado no salão de Tóquio já na segunda edição...
Repensar: Desde que abandonou a Fórmula 1 junto com a BMW esse ano e seguindo o exemplo da Honda que fez o mesmo o ano passado, tem usado a mesma desculpa das duas: temos que pensar verde, por isso não competimos mais...
Na verdade, faz um tempinho que a Toyota está trilhando esse caminho mais "verde" desde o lançamento do híbrido Prius que poderá ganhar uma versão de testes totalmente elétrica com baterias de íons de lítio esse ano.
Interior bem minimalista e cabem quatro passageiros em vez de "três e meio" da plataforma original do iQ graças aos joysticks que substituem o volante e os pedais de freio e acelerador.

Instrumento flutuantes que lembram filmes de ficção científica do tipo "Duna" ou "O Quinto Elemento", monitores fazem papel de retrovisores externos, substituídos por câmeras.
O painel minimalista tem até um porta-copos, item obrigatório nos EUA, o display em primeiro plano controla as funções de entretenimento do carro.
Já andei em um Escort sem tampa e com o suporte quebrado à noite e a sensação não era agradável toda vez que a luz de freio traseiro acendia. Pela foto as vigias das lanternas traseiras refletem a luz dos LED's, apesar do objetivo é iluminar o interior.
Ser plugável é agora obrigação de todo elétrico com alguma previsão de ser vendido no futuro. Com toda a nóia sobre aquecimento global, vai pôr a tomada aonde? Em casa, quando é abastecido por uma termoelétrica a carvão ou em alguma distante e disputada estação com célula solar ou eólica?
Os onipresentes LED's permitem esses desenhos afilados e economia de energia, fora o acendimento instantâneo.
Os faróis também são em LED's, mas a fábrica não deu detalhes. Na versão de produção talvez sejam substituídos pelos que são encontrados no iQ.
Essa os deficientes físicos vão adorar: além do carro não ter comandos de pés como acelerador e freios, as portas são corrediças o que garante um acesso fácil ao interior.
Desempenho: máxima de 100 km/h, o suficiente para andar em vias de trânsito rápido sem incomodar os mais apressados. E a autonomia é de 90 km.
Mesmo que o apocalipse do aquecimento global não nos apanhe, podemos ter outra crise de petróleo (que por sinal já aumentou dde novo) como em 73, o que pode decretar o fim do motor movido a combustível fóssil como meio de transporte.
"Agora, mais do que nunca, enquanto nós estamos tão focados sobre questões urgentes do presente, não podemos perder de vista o nosso futuro", disse Irv Miller ainda no Salão de Detroit no ano passado, vice-presidente do TMS (braço siderúrgico a Toyota), e de assuntos ambientais e públicos. "Em nenhum lugar isso é mais importante do que o dever da nossa indústria e do nosso compromisso em oferecer mobilidade sustentável com veículos que reduzam significativamente o consumo de combustível e a nossa emissões de carbono e gases causadores do efeito estufa global".
"No verão passado um galão de gasolina a quatro dólares não era nenhuma anomalia. É um breve vislumbre do nosso futuro ", disse Miller. "Temos de lidar com a inevitabilidade da alta do petróleo através do desenvolvimento de veículos movidos por alternativas ao combustível líquido, bem como novos conceitos, como o iQ, que são mais leves e menores em tamanho. Este tipo de veículo, eletrificado ou não, é onde a nossa indústria deve concentrar o seu foco criativo".

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Toyota FT-CH concept: um possível compacto híbrido

"Nos próximos 10, 20 anos, vamos entrar em um período onde a procura por combustíveis fósseis vai exceder a oferta" disse Jim Lentz, presidente da Toyota Motor Sales, subsidiária da Toyota nos Estados Unidos. "Um século após a invenção do automóvel, é preciso reinventá-lo com motorizações que reduzam ou eliminem o consumo de petróleo como fonte de energia. Por isso, avançaremos na eletrificação do automóvel", completa o executivo.
Pois é sabichão, com o tempo e as pressões de grupos de eco-chatos apavorados com um possível dilúvio causado pelo apocalipse do aquecimento global antropomórfico, mudar os seus produtos e o modo de apresentá-los ao consumidor com um novo enfoque é a estratégia mais acertada a fazê-lo.
A rede de fast-food MacDonald, por exemplo, passou de vilã para o sistema cardio-respiratório e empresa sem escrúpulos com a saúde de seus consumidores para uma empresa socialmente responsável com mudanças no cardápio, agora com opções mais saudáveis, e ações beneméritas como apoio a ONG's e instituições de combate ao câncer dentre outras.
Ao apresentar um compacto híbrido, 50 cm mais curto que o Prius, a Toyota tenta convencer o consumidor americano a abandonar as gigantescas picapes, SUV's e "trucks" onipresentes no transito de lá sempre descarregadas e bebendo gasolina em galões por quilômetros por um modo de vida mais comedido e frugal.
E pretende vender um milhão de híbridos na próxima década, com uma familia completa composta por oito modelos.
O seu comprimento de 3,85 metros é um pouco maior que um Uno, mas o suficiente para um paulistano dirigir sem maiores complexos de culpa pelo caos que é o trânsito da capital e da região da Grande São Paulo, como se fosse dele mesmo. Afinal, qualquer coisa maior que um Gol é considerado um crime nas ruas congestionadas da capital, causando uma inversão de valores, onde o consumidor é obrigado a comprar o que os "intelectuais" e "pensadores" acham o que é suficiente para cada um, e não o que é suficiente para ele. E esses "intelectuais" e "pensadores" foram influenciados por Karl Marx, Leon Trotski e outros autores de uma ideologia falida em que agoram misturam com a chantagem eco-político-charlatanismo em quinto grau.
Lembra daquelas cadeiras de plástico trançado que o pessoal usava para sentar e ficar olhar o movimento da rua na varanda?
Ele pretende levar confortavelmente quatro pessoas, mas não foi informado o tamanho do porta-malas.
O painel futurista pode ser substituído por um bem mais conservador, lembre-se que é um Toyota e não um Honda.
As grades, recortes e reentrâncias não estão aí à toa, projetado pelo Centro de Design e Desenvolvimento da Toyota na Franca (ED2)...
...o fluxo aerodinâmico foi maximizado para melhorar o desempenho e economizar energia.
Ao contrário da concorrência que aposta nas baterias de íons ou polímero de lítio, para alegria de Evo Morales cujo país detém 80% das jazidas do mundo, ela insiste em níquel-hidreto metálico.
As linhas externas se inspiram na geração 8-bit, tecnologia que, nos anos 80 dominou o desenvolvimento na indústria de vídeo games.
Isso lhe lembra alguma coisa do Atari? Do Amiga? Do PC XT-AT? Do Gradiente Expert com drive em fita K-7?
A Toyota se inpira no 8-bit que é considerado um estilo retro e engloba manifestações culturais na música, na moda e nas artes plásticas, tendo como características a cor, a diversão, a inovação e elegância, pontos de atração para o público jovem. Será que o MIDI volta a moda?
A idéia é cativar o público jovem que não se indentifica com os modelos híbridos à venda no mercado. Vindo da extremamente conservadora Toyota, isso significa que os fabricantes precisam rever os seus produtos urgentemente...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Renault Master ganha nova geração: de novo só na Europa

Seis meses antes a Renault Brasileira tinha lançado a Master com frente nova (veja aqui). E não é que seis meses depois a Renault européia lança a Master em nova geração por aquelas bandas? E seria muita cara de pau se o leste europeu ainda continuasse com a geração antiga, mas nunca se sabe...
Se o internauta mais atento percebeu, esse aí das fotos é a versão Opel-Vauxhall da van o Movano, do mesmo modo que no Brasil a Fiat vende a Ducato e a Citroën e a Peugeot vendem as versões Boxer e a Jumper respectivamente.
Interior está mais multifuncional, apesar do painel de instrumentos ser meio minimalista para uma van a diesel.
Além dessa prancheta do tamanho de papel A4, porta-luvas refrigerado, tem vários porta-objetos e porta-copos, um GPS da marca Tom-Tom com indicação da concessionária mais próxima...
Virá para o mercado europeu com três motores a diesel, enquanto a Petrobrás não disponibilizar um combustível mais limpo, eles não virão ao país: um de 100 cv e 29 kgm/f, um de 125 cv e 32 kgm/f e um de 150 cv e 36 kgm/f que podem ser acopladas a uma caixa manual de seis marchas ou a uma caixa automatizada.
E a confiança no motor é tão grande que segundo as marcas, porque foi projetado para durar 400 mil quilômetros antes da primeira retífica.
E essa é a versão Renault que muda só a grade e o capô. Independente da versão os faróis acompanham as curvas e a van vem com ABS, ESP, ASR, freios de emergência EBA que reduzem a distância de frenagem para no máximo 48 metros a 100 km/h.
A van tem versões com rodado duplo, simples, tração dianteira e traseira, à escolha do freguês. Em breve será disponibilizada a versão chassi-cabine.
E o vão de carga é o mais baixo do mercado com 600 mm na versão de rodado simples e 700 mm na versão de rodado duplo. Tudo para facilitar o carregamento e descarregamento da mercadoria. E o revestimento com protetores de madeira é opcional.

Nissan Tiida Flex muda só a grade e ganha mais equipamentos

A Nissan apresenta a versão 2010 do Tiida Flex que só ganhou uma retocada na grade para se adequar a linguagem visual da marca, baseada segundo o release em dois modelos que não tem expressão no mercado aqui: o Murano que não vende e o Máxima que não é vendido.
No mais, é o velho hatch mexicano que ganhou o motor flex ano passado junto com o sedã Sentra.
Antes de você por um "kit flex" no seu motor caso tenha uma unidade 2008 saiba que a unidade ganhou uma nova ECU e componentes internos, que foram desenvolvidos para resistir à ação corrosiva do etanol hidratado. Além disso, ele recebeu válvulas de admissão, válvulas de exaustão e vedadores de válvulas com novos materiais, primeiro anel dos pistões feito de aço, sonda lambda com dupla camada de proteção, bielas mais resistentes e injetores próprios para o uso do etanol.
Segundo a visão de Mário Furtado, Gerente de Marketing – Produto: “É um novo patamar para o modelo, que é uma opção mais sofisticada que o Livina e mais acessível que o Sentra.”
E complementa: “O Tiida Flex tem um excelente custo-benefício, qualidade superior, design atualizado e desempenho acima da média e mesmo assim é também um dos modelos mais econômicos da sua categoria”
A fábrica é pretenciosa já que listou entre os possíveis concorrentes Citroën C4, Chevrolet Vectra GT, Hyundai i30, VW Golf, e Ford Focus. Só que se esqueceu do pé-na-cova Stilo, do matusalém Astra, do monovolume Fit, do Peugeot 307 e todos tem alguns atributos que podem roubar clientes do Nissan. Se continuar assim será a "Ford" das "Newcomers", que devido a estratégias erradas sempre acaba amargando o último lugar apesar de bons e elogiados produtos pela imprensa especializada.
Ao contrário do Sentra, há a opção de ar condicionado digital na versão top SL e vem de série em todas as versões com vidros e travas com acionamento elétrico, direção elétrica com assistência variável, travamento automático das portas com veículo em movimento.
A iluminação do painel minimalista deixa de ser avermelhada e ganha tons laranja, e foi mudado os tipos na numeração dos instrumentos para garantir uma melhor visualização. Um marcador de temperatura faz falta.
Os painéis da porta e os bancos ganharam novos tecidos nesse ano-modelo e a versão de entrada ganha ajuste de altura no banco do motorista.
Ponto negativo: o quinto passageiro fica com cinto sub-abdominal e sem encosto para a cabeça. Os bancos traseiros são reclináveis e deslizantes na horizontal na versão top SL.
Novidade nesse ano-modelo de 2010 é a chave presencial I-Kei que já estava disponível no Sentra. Ela comanda a abertura e fechamento das portas, do porta-malas e do acionamento do alarme.
O carro ganha rodas de alumínio de 16 polegadas com novo desenho, também exclusiva para a versão SL. Todas as versões são equipadas com air bag duplo frontal. As opções SL recebem também ABS integrado ao controle eletrônico de frenagem (EBD) e ao assistente de frenagem (BAS).
O motor é o 1.8 16v CVVTCS (de Continuosly Variable Valve Timing Control System, ou variação da abertura das válvulas através de variador de fase) que desde o ano passado ganhou a tecnologia "flex": Rende 126 cv a ácool e o torque fica na casa dos 17 kgm/f.
A nova grade é tudo o que muda esteticamente no Tiida para 2010, que agora diminui o número de filetes para três e o brasão da marca perde o escudo a lá "Oldsmobile" e fica em posição flutuante central.
Duas opções, um excelente câmbio manual de seis marchas, única no segmento, que mereceria uma versão automatizada, e por R$ 4.000,00 a mais pode trocar por uma defasada caixa automática de quatro marchas. A fábrica prevê vendas em torno de 40% do mix com essa opção.
Traseira não mudou nada, mas poderia ter ganho uma melhor abertura do porta-malas já que objetos volumosos podem se enroscar nas lanternas traseiras e na base da abertura exagerada do "V" do desenho da porta.
Consumo: Ele faz 11,7 km/l de gasolina com transmissão manual, e 16 km/l no ciclo rodoviário. Na automática, são 11,4 km/l e 17,1 km/l. Com etanol, ficam respectivamente em 7 km/l e 9,6 km/l na opção manual e em 6,9 km/l e 10,3 km/l na automática.
Em relação ao desempenho, o Tiida com o câmbio manual de seis marchas atinge 195 km/h de máxima e leva 9,6 s para acelerar de 0 a 100 km/h – com o combustível mineral, os números ficam em 9,7 s e 194 km/h. As versões com caixa automática aceleram de 0 a 100 km/h em 11 s e chegam aos 178 km/h de velocidade máxima. Quando abastecido com gasolina, os resultados mudam para 11,1 s e 177 km/h.
Preços estão R$ 2.900,00 mais baixos em relação ao ano passado e talvez justifiquem a otimista previsão de vender 500 unidades/mês esse ano. São pedidos R$ 48.990 na versão S e R$ 53.990 na Top SL. Só reiterando, com caixa automática são R$ 4.000,00 a mais.