segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Porsche Panamera Hybrid S: Gran Turismo herético ganha versão ecológica

A Porsche estende a opção híbrida para o Panamera S que está sendo apresentado no Salão de Genebra. Enquanto os puristas lamentam a heresia de se fazer outro Porsche de quatro portas, a marca já vendeu 30 mil só do Panamera desde que foi lançado. Podemos dizer que idealismos e tradições não enchem barriga, mas qualidade e procurar atender possíveis consumidores com qualidade sim. A versão híbrida se junta à versão do SUV Cayenne (veja aqui) e ao 918.
Muitos eco-chatos irão falar que o Panamera S Hybrid não é um "híbrido verdadeiro" e que nem é plugável e que as emissões de 159 g/km de CO² são acima dos 140 g/km das normas do Euro V e usando pneus de baixo atrito de rolamento. Então meus amigos, a sugestão é andar de Reva e torcer para que sua área seja abastecida somente por energia solar porque nem a eólica agrada os radicais (confira aqui)...
Agora, para quem quer economizar sem fazer nenhuma concessão e sacrifícios à "mãe Gaia" "por uma causa maior que é a mãe Terra" e outros papos de hipongas o Panamera Hybrid é uma boa opção. Apesar do V8 ser considerado, pela potência de 400cv e cilindrada de 4,8l relativamente econômico com marcas de 11,1 km/l ciclo combinado europeu NEDC, o V6 de 3l com compressor dessa versão híbrida rende 333 cv mais os 47 cv do motor elétrico ligado diretamente ao conhecido Tiptronic S de oito marchas que também equipa o Cayenne, que somando também rende 400 cv, faz combinado 14,1 km/l com pneus comum. Se o cliente optar pode usar pneus de baixo atrito de rolamento que aqui foram estreados pelo veterano Mille Economy e faz o Panamera conseguir médias de até 14,7 km/l .
Um dos motivos em que os radicais podem implicar com o Panamera Hybrid é o fato que o carro só anda em modo puramente elétrico por míseros 2 km e a velocidades a até 85 km/h. Mas a velocidades de até 165 km/h o motor a combustão é desligado quando não há necessidade de muita potência para manter a velocidade. O cliente que se dispuser a pagar pouco mais de 106 mil euros na Alemanha pode ganhar, em relação à versão V8, além da suspensão com amortecedores adaptativos um limpador de parabrisas traseiro. Se fosse um Mille entenderia...
Esquema do sistema híbrido que consiste em um motor elétrico entre o motor e o câmbio. O sistema de gerenciamento fica na dianteira e as baterias no compartimento traseiro.
Como sempre presente em híbridos e agora também em carros comuns, sistema de recuperação cinética de energia das freadas e desacelerações, o que alimenta o motor elétrico do sistema.
Suspensão com amortecedores adaptativos com o sistema PASM é de série e o cúmulo da pão-durice é oferecer o limpador de vidro traseiro nessa versão híbrida do "S".

Renault Kangoo Maxi ZE: Eletricidade tamanho família

A Renault vai lançar no Salão de Genebra, que começa amanhã, a sua versão tamanho família da Kangoo ZE que ganha o sobrenome Maxi. A multivan vem com opções de 2 a 5 lugares, e opções de 2, 4 e 6 janelas laterais conforme a necessidade do cliente. As dimensões contidas como a altura de 1,82 m permitem que a van acesse estacionamentos para automóveis cujos tetos costumam ser rebaixados. O preço parte de 21 mil Euros, mas com incentivos que alguns governos oferecem de até 5 mil euros, o preço fica razoavelmente competitivo (um carro popular como os Ladas e Dacias partem de 7.500 euros por lá).
A bateria será vendida em sistema de leasing de 72 Euros por mês, além do custo estimado de 1,5 euro da carga completa da bateria de 22 Kw. A autonomia chega a 170 km e a velocidade máxima limitada eletronicamente é de 130 km/h. O motor tem potência equivalente a 60 cv mas o torque tem picos que podem chegar a 23 kgm/f. O carro não tem câmbio, só um diferencial redutor que liga o motor às rodas. Para quem tem eletricidade a preços razoáveis, é uma boa pedida. Pena que aqui os usineiros vêem o carro elétrico como uma ameaça ao programa do etanol, sendo que um complementaria o outro...
O compartimento de cargas pode chegar a 4,6 m³, 1,1 m³ a mais que a versão curta, e o comprimento do vão de carga é de 2,90m.
A versão de 5 lugares com portas corrediças chega a 4,60 metros de comprimento, 40 cm a mais que a Kangoo normal (veja foto que abre o post acima).
As configurações que vão de 2 a 5 lugares, com ou sem janelas na categoria "crew-cab", opção inexistente aqui no Brasil.
O tempo de recarga pode levar de seis a oito horas e a autonomia pode chegar a 170 km se o motorista seguir as indicações de condução "ecológicas" no painel.
Ausência de escapes é outro indicador de que se trata de uma unidade elétrica do Kangoo Maxi, que custará 22 mil euros e terá 2 anos de garantia na Europa.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Ram Tradesman: Pronta para a aventura

Algumas fábricas aqui no Brasil adoram empiriquitar carros com penduricalhos de plástico e metal e dar um ar de off-road para que motoristas urbanos acreditem que possam enfrentar a "selva de pedra", com excessão de São Paulo que ultimamente está mais para "pantanal de pedra". Algumas fábricas inclusive contam com até preparadoras oficiais como a BMW Motosport que fazem a tão sonhada série "M", A AMG que deixam Mercedes mais nervosas do que são, sem contar as japonesas que costumam ter uma divisão para as suas marcar prioncipais. Nos EUA a Dodge e a RAM podem contar com a MOPAR que atua desde os tempos em que a Chrysler descobriu que o esporte automotor podia dar alguma visibilidade às suas marcas e prepara algumas versões especiais de seus carros. Uma delas é a RAM Tradesman que em português literal seria comerciante, mas que tempos passados seria o caixeiro-viajante e agora ganha o pacote "Code Name: Adventurer". A proposta é o de dar o melhor custo benefício da categoria que a concorrência. Uma das armas está embaixo do capô, já que enquanto a concorrência usa motores V6, quando não é um quatro em linha, na picape é um lendário e poderoso Hemi com oito cilindros em "V", bem ao gosto local, mas com "consumo de V6" já que faz algo em torno 8,5 km/l. Seria bom arranjarem um motor a diesel bem confiável, aí o consumo cairia até pela metade desse V8 a gasolina. "Sabemos que temos a fórmula certa", disse o Presidente da Ram Truck e CEO Fred Diaz, "Só precisávamos de um nome forte para promover o produto e fazer o consumidor ter orgulho dele. Este produto será uma alternativa atraente para jovens ou consumidores que procuram pela primeira vez um desempenho a um preço acessível. Nesse ponto, ele terá mais potência a um preço de entrada mais baixo do que os carros esportivos do do mesmo nível dos concorrentes somando o benefício adicional da praticidade e versatilidade". "Isto é um ótimo visual, uma picape esporte", afirma Diaz, "O consumidor poderá dirigir uma RAM com motor Hemi e ainda sobrar algum dinheiro para comprar outras coisas, como acessórios Mopar. Não há nada no mercado, incluindo picapes e carros, que possam competir com essa mistura de estilo, desempenho entusiasmante e valor custo-benefício". A marca pretende lançar o modelo ainda esse ano.
O motor é o lendário Hemi V8 que aqui desenvolve 390 cv, com 56,27 kgm/f de torque e consumo de V6 segundo a marca.


Virá com rodas de 20 polegadas de alumínio, espelhos retrovisores 6X9, para-lamas com apoios para os pés, bateria reforçada e conector para trailers.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Dacia Duster no EuroNCAP: Três estrelas é o suficiente?

A Dacia, subsidiária da Renault soltou nota "comemorando" as três estrelas obtidas no EuroNCAP, entidade independente de segurança viária. Alegou que os objetivos do projeto foram conseguidos com sucesso ao usar o know-how da matriz francesa. Mas para os detratores, o "Lada" romeno não foi bem o suficiente já que tirar cinco estrelas não é uma vitória, mas sim uma obrigação, mas perto de alguns chineses que foram avaliados no passado foi um resultado exemplar. Resumo: depende do ponto de vista.
Segundo o relatório da entidade, as portas não abriram durante os impactos e quando o carro estava parado foram abertas sem problemas para facilitar o trabalho dos socorristas. Para os ocupantes adultos a proteção chega a 74% e para as crianças chega a 78%. O problema é quando ocorre um atropelamento, já que só conseguiu 29% de aprovação. E para arrancar mais uma estrelinha, não havia controle de estabilidade no veículo avaliado, mas opcional no modelo vendido ao público. A pergunta do título que abre esse post é porque brasileiro é um povo muito exigente quanto a avaliações internacionais, mas que quer preços chineses, uma equação difícil de se resolver.
Célula de sobrevivência reforçada e bancos com limitadores de movimento garantiram algumas estrelas.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Ford Vertrec Concept: Sucessor do Ecosport será global

Para quem estava curioso para saber como seria o carro que sucederá o já veterano Ecosport a resposta está aí. Apresentado no Salão de Detroit, mês passado, agora será a vez dos europeus conhecerem o sucessor do Kuga, um crossover do mesmo porte do nosso nacional.
O design será baseado na linguagem visual Kinetic que já estampa os novos carros da Ford como o nosso "velho" Focus (veja aqui), o "new" Fiesta (confira aqui) e o novo Focus apresentado na Europa (agora aqui). O foco será na economia de combustível e a redução de emissões, especialmente a que tira o sono dos europeus médios, a emissão de CO². Veja o que dizem os principais executivos da Ford sobre o novo conceito:
"O conceito Vertrek é uma solução sem concessões que, na nossa percepção, os clientes de utilitários esportivos vão aprovar em todo o mundo", disse Derrick Kuzak, vice-presidente de Desenvolvimento de Produto Global da Ford. "Ele é uma revolução em relação ao que normalmente se vê nesse segmento na América do Norte e uma evolução de estilo comparado com produtos de outras regiões do mundo. Seu novo design é mais suave e eficiente na economia de combustível e proporciona a capacidade que os clientes de todo o mundo desejam, tanto para os passageiros como para a bagagem."
“As exigências dos consumidores estão convergindo globalmente para um utilitário esportivo que ofereça estilo, prazer de dirigir e, ao mesmo tempo, o conteúdo, o desempenho, a tecnologia envolvente e a economia de combustível que eles esperam”, disse Jim Farley, vice-presidente de Marketing, Vendas e Serviço Global. “O conceito Ford Vertrek nos permitirá ouvir diretamente desses consumidores as escolhas que eles estão preparados a fazer, na medida em que desenvolvemos um futuro modelo de produção para trazer à vida todos esses atributos.”
"Esse segmento é diversificado em todo o mundo", disse Farley. "Na América do Norte, eles são considerados carros pequenos, enquanto na Europa e outros mercados são classificados como médios. Não importa como se queira classificá-lo, o segmento é extremamente importante e apenas os fabricantes que demonstrarem liderança em design, tecnologia com foco no cliente, desempenho e economia de combustível serão bem sucedidos."
A nova geração deverá receber os motores Ecoboost de 1.6l que apesar de não terem a potência anunciada devem render bem mais que os 105 cv a etanol do motor atual Zetec RoCam que equipa o Ecosport, bem como os novos Duratorq a diesel 2.0. E a Ford pretende equipar todos os seus novos modelos com câmbios de seis marchas até 2013. Além da economia de combustível do novo motor, que será equipado também com sistema que recupera o calor perdido nas frenagens para recarregar as baterias e assim poupar mais combustível. Com ele, a Ford pretende substituir o Ecosport no Brasil e América do Sul, o Kuga na Europa e o Escape nos EUA além de algum modelo similar no mercado asiático.

Interior futurista deverá dar lugar a um mais convencional na versão de produção, mas adianta alguns elementos que serão usados no painel da versão de produção.
Mais detalhes do interior, como o console central flutuante com porta-objeto e os detalhes em vermelho. As barras metálicas nos bancos são apoios para a coluna do ocupante.
O console flutuante vai até o banco traseiro, ao lado o controle do multimídia e abaixo o porta-malas que repete os mesmos elementos gráficos dos bancos.

Detalhes do conceito que usa clichês como câmera em lugar dos retrovisores e as enormes rodas que agradam designers e tuneiros.
A frente já adianta de como será a versão de produção do sucessor do Ford Kuga, no qual se inspira, e do Ecosport nacional.
As rodas grandes e os enormes contornos dos paralamas dão a impressão de robustez que os clientes anseiam em um crossover.
Faróis e lanternas recebem tratamento mais refinado, o que deve sumir na edição de produção que receberá unidades mais comuns.

O teto de cristal panorâmico que cobre parcialmente o teto do para-brisas à quinta porta, na altura do defletor que abriga também a luz elevada de freio.

Honda Accord europeu de nova geração é mostrado em Genebra

A Honda está mexendo com sua linha de automóveis mundo afora, lançou o que poder ser o novo "New Civic" nacional (veja aqui), mexeu no Accord americano (confira aqui) e agora mostrará em Genebra a versão européia do último em versões sedan e perua. O Accord europeu sempre teve uma independência de estilo em relação aos irmãos vendidos em outros mercados.Na parte externa os vincos retos em "V" com formato diamante predominam, especialmente nos parachoques e porta malas. Dentre as novidades está um sistema fotosensível que controla os faixos altos e baixos dos faróis bi-xenon direcionais através de um microprocessador que detecta se no sentido contrário está vindo outro veículo. Se tiver em faixo alto ele é abaixado automaticamente para conforto do motorista que só precisa se preocupar em dirigir. E os faróis e lanternas recebem o sistema de luzes ativas em curvas, que acendem um farol baixo ou luz de neblina para o lado que se está manobrando. O mesmo vale para as lanternas traseiras. Para economizar o carro recebe tratamento aerodinâmico no undercar e pneus de baixo atrito que garantem até 11 g/km a menos de CO².
A versão sedan da série S que recebe o motor mais potente da linha que rende 180 cv, mas quem quer economia por lá pode optar por um diesel 2.2l de 150 cv com câmbio de seis marchas.
O interior da versão mais quente S com painel e console central em grafite e acabamento dos bancos em veludo marrom. A iluminação dos instrumentos é azulada nas versões normais e vermelha na S.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

AC Cars MkVI: Clássico híbrido agora usa motor da GM

Que fique bem claro que se o blogueiro se referir a um carro como híbrido e ele somente ter o motor de combustão, é por causa das origens geográficas distintas tanto do propulsor quanto do veículo em si. Esse termo surgiu na imprensa quando começaram a aparecer os primeiros esportivos de origem européia que utilizavam motores de origem americana. Carros clássicos como o Facel Vega e De Tomaso Pantera trocaram os caros, complicados e não muito confiáveis (na época) motores europeus por motores V8 americanos que eram mais robustos que os seus conterrâneos europeus. Mas os árabes e as leis de emissões cada vez mais restritivas estragaram a festa na década de 1970 e muitos deixaram de ser fabricados devido ao petróleo caro.
Um híbrido clássico inesquecível é o AC Cobra, esse carrinho aí em cima com um gigantesco V8 de 7 litros socado dentro do capô. A arte foi do lendário texano Carrol Shelby que até hoje customiza Mustangs para a Ford e também atende alguns clientes. Especialista em dragsters de rua, construiu o SSC Ultimate Aero que está mudando de geração, mas OBRIGOU a Bugatti a acrescentar 200 cavalos a mais para encará-lo. E só com um V8...
Apresentações à parte, a veterana AC Cars volta a Genebra para mostrar a sexta geração do AC, que deixou de ser fabricado na Inglaterra e agora tem cidadania alemã, e comemorar os 110 anos de funcionamento da empresa. A motorização "basica" é um modesto motorzinho de Corvette que rende 430 cv, mas honrando os exageros típicos de Shelby, tem uma versão preparada com 825 cv e brutais 94 kgm/f que fazem o carro alcançar os 100 km/h em menos de 3 segundos e alcançar a máxima de 336 km/h. Se tiver colhões e quiser encarar uma loucurinha dessas o preço é de 110 mil euros fora taxas e impostos. A empresa afirma que os AC´s que serão mostrados no salão não são réplicas, mas sim recriação do clássico que surpreendeu o mundo ao aplicar nos EUA a tradicional fórmula inglesa "tire as gramas e te mostro os quilos perdidos".
O acabamento é típico de um carro inglês e os instrumentos no centro do painel demonstra a intenção de vender com direção tanto inglesa quanto à esquerda.

Audi A3 Concept: Pela primeira vez um sedan

A Audi mostrou os sketches da nova geração do A3 que será mostrada como conceito no Salão de Genebra em março, por isso teremos uma semana para testar a nossa ansiedade. E curiosamente será apresentado em versão sedan, configuração inédita nessa série, mas que terá a missão de substituir o A4 como sedan de entrada da marca. Para quem não se lembra a primeira geração do A3 foi fabricado aqui no Brasil em fábrica compartilhada pela Volkswagen no meio da década de 1990, mas com a descontinuação do modelo que ganhou nova geração na Europa e as vendas abaixo do esperado pela marca, acabou sendo descontinuado também aqui. Em Genebra o carro terá lanternas e faroís com LED´s e o desenho da carroceria segue a escola sedan-coupé iniciada pelo Mercedes CLS (veja aqui) apesar das janelas terem aquele perfil típico de três elementos vistos desde a era dos DKW´s.
O carro terá 4,45 m de comprimento, 1,84 m de largura e 1,39 m de comprimento. Não foi informado o entre-eixos que deverá ser bem generoso para a categoria.

O motor da versão S será um cinco em linha que renderá 408 cv que serão despejados nas quatro rodas por um câmbio seqüencial S-Tronic de 7 marchas.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Honda New Civic 2012 (EUA): Modelo americano mostra como será o futuro Civic nacional


Nos Salões de Detroit e de Genebra alguns concepts com cara de carro de produção dão as caras. Um dos mais precoces é o Honda Civic Concept (veja aqui), que mal foi exposto em Detroit e agora aparece como linha 2012 nos EUA. As maiores mudanças se concentram na traseira, especialmente nas lanternas que ganham formato trapeizodal invertido. Junto com as mudanças estéticas, motores mais econômicos e limpos mas mantendo a marca registrada que é o bom desempenho.
As versões "normais" se juntam com a HF, otimizada para economizar se bem que quase um quilômetro por litro a mais que a versão normal na estrada não seja muita coisa. A versão normal faz até 16,5 km/l na estrada, segundo os padrões EPA utilizados na terra do Tio Sam. A híbrida ganha um motor um pouco maior, um i-VTEC 1.5l de 110 cv que combinado com o motor elétrico alimentado por baterias de íons de lítio promete consumos de até 19 km/l. O câmbio é um CVT, o que otimiza ainda mais o rendimento do motor.
"O Civic é o único modelo na indústria que pode cumprir em todas as frentes, rendimento de combustível, desempenho esportivo, arranjos mais eficientes, combustíveis alternativos e valor a longo prazo" comenta John Mendel vice-presidente executivo de vendas da marca. "Para o Civic de nova geração, nós estamos enfatizando o rendimento de combustível que melhorou em nível geral, desde o sedan híbrido ao modelo esportivo Si".
O quadro de instrumentos continua com dois andares e o velocímetro digital ganha a companhia do display do computador de bordo. O painel ganha console central voltado para o condutor. Haverá opção para gás natural.
Detalhe da traseira que recebe um discreto aerofólio na tampa do porta-malas e a nova lanterna traseira na versão HF que vem com motor 1.8l de 140 cv, com caixa automática de 5 marchas mas que faz até 17,4 km/l na estrada.
O coupé não deverá vir para cá, essa é a versão Si que recebe um novo motor 2.4l de 200 cv e 23,5 kgm/f de torque. Virá com câmbio de seis marchas manual e promete consumos na casa dos 13 km/l na estrada.

A versão sedan adianta o que poderá ser o futuro modelo nacional, essa é a versão Si que deixou de ser fabricada aqui. O modelo "normal" tem motor de 140 cv e câmbio automático de 5 marchas.

Hyundai i40: Substituto do i30 CW aparece em Genebra

A Hyundai apresenta a sua versão européia do Elantra (Avanti em alguns mercados, confira aqui) que lá foi batizada de i-40. A carroceria toma forma de uma elegante perua e foi desenhada pelo centro de estilo situado no velho continente. Com o mote "Novo Pensamento, Novas Possibilidades" pretende oferecer uma qualidade premium com preço mais acessível, se bem que os compradores do Logan e os habituais clientes da Lada dificilmente terão dinheiro para pôr uma dessas na garagem. Allan Rushforth, vice-presidente sênior e CEO da Hyundai Motor Europe afirma que "Oferecer mais por menos sempre foi um princípio fundamental para Hyundai, e que estamos avançando nesse sentido com o novo slogan "Novo Pensamento, Novas Possibilidades". O carro terá como oferta inicial um motor diesel codinome UII de 1.7l que emite 117 g/km de CO².

Destaque para a original e elegante coluna "C" que compõe com as belas lanternas traseiras esse bonito desenho.

Honda Civic LXL SE: Versão de despedida?

A Honda disponibilizou uma versão especial da intermediária LXL que ganha o posfixo SE. A blogosfera e sites especializados dão como certa a substituição do nosso atual "New" Civic por uma nova versão restilizada que foi apresentada recentemente em Detroit (veja aqui), já que o "nosso" Honda segue o design americano. O carro ganhou mais alguns equipamentos, como o sensor de estacionamento sonoro no para-choque traseiro, os faróis de neblina (ausentes na versão da foto), e o ar-condicionado automático digital, além de marcador de temperatura externa no painel, melhorando o seu criticado custo/benefício. Outros detalhes como acabamento no porta-malas e rodas de liga leve de 16 polegadas com desenho exclusivo fazem parte do pacote além da extensa lista de equipamentos.
O propulsor é o conhecido i-VTEC 1.8l SOHC Flex, que produz 140 cv a 6.200 rpm, com etanol, e 138 cv também a 6.200 rpm, a gasolina. O seu torque é de 17,5 kgf.m a 5.000 rpm (gasolina) ou 17,7 kgf.m a 4.300 rpm (etanol) com opção de cambio manual ou automático com paddle-shift, semelhante às borboletas utilizadas em carros de Fórmula 1.
Exemplar na segurança vem com com airbags frontais (SRS) e cintos de segurança de três pontos para os cinco ocupantes. O consumidor pode optar pelas "cores" Preto Cristal Perolizado, Grafite Magnesium Metálico, Prata Global Metálico e Cinza Palladium Metálico. Os preços públicos sugeridos com frete incluso (base Estado de São Paulo) é R$ 67.430,00 (SE MT Flex); R$ 72.165,00 (SE AT Flex); R$ 69.085,00 (SE MT c/ couro Flex); e R$ 73.885,00 (SE AT c/ couro Flex).

Fiat Uno 2012: Até que enfim as duas portas chegaram

O novo Uno finalmente recebe a opção, às vezes esquecida ou descartada pela concorrência, da versão duas portas após a Fiat adiar por duas vezes a apresentação do carro. A versão duas portas estará disponível em todas as versões, e a Fiat espera realizar o sonho de derrotar o eterno líder de mercado Gol, da Volks, com esse reforço na linha. Essa versão ficará disponível até o fim do mês nos concessionários da marca. Confira baixo os preços e versões com duas e quatro portas:
Vivace 1.0 Flex 2 portas R$ 26.490,00
Vivace 1.0 Flex 4 portas R$ 28.140,00
Way 1.0 Flex 2 portas R$ 27.670,00
Way 1.0 Flex 4 portas R$ 29.320,00
Attractive 1.4 Flex 2 portas – R$ 29.840,00
Attractive 1.4 Flex 4 portas – R$ 31.670,00
Way 1.4 Flex 2 portas R$ 30.650,00
Way 1.4 Flex 4 portas R$ 32.480,00
Sporting 1.4 Flex 2 portas R$ 32.170,00
Sporting 1.4 Flex 4 portas R$ 33.970,00
O Uno continua com as opções de personalização, acessórios e equipamentos.

Infiniti ETHEREA: Concept antecipa as linhas de um novo carro de entrada da marca

A Infiniti apresentou fotos do concept que será exibido em Genebra e que antecipa as linhas de um futuro compacto de entrada baseado no concept Essence (confira aqui) apresentado no mesmo salão, só que na edição de 2009. "Compacto" é um termo modesto para um carro com generosos 4.4 metros. O Lancia Ypsilon (veja aqui) tem 60 cm a menos no comprimento, por exemplo, o que o coloca aqui na categoria dos médios. Além disso a divisão de alto luxo da Nissan promete materiais inovadores que nunca foram utilizados em carros de alto luxo. "(O conceito) ETHEREA é sobre um novo tipo de luxo para jovens consumidores" explica Toru Saito, vice-presidente corporativo da marca e chefe de negócios globais, "não um modelo menor feito a partir de um tradicional carro de luxo" conclui.
O concept promete surpreender no espaço interno graças à nova concepção mecânica do veículo e novos materiais.
O formato da carroceria é um dois volumes com feições de coupé, visto de lado é quase um monovolume.
Além do teto panorâmico, a coluna "C" em formato de "lua crescente" é um dos elementos emprestados do Essence.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Lancia apresenta a sua linha americanizada em Genebra

Quem diria, a Fiat está se tornando um clone da GM americana, especialmente na arte de dividir modelos entre as suas divisões. O Freemont por exemplo é um Dodge Jouney (veja aqui), até a hora que você entra no carro e liga a chave quando descobre que debaixo do capô há um motor Fiat quatro cilindros. Agora com a sua marca Lancia que passa a compartilhar alguns modelos da Chrysler ela repete a mesma situação da dupla Opel/Vauxhall.
Enquanto no velho continente todos os carros de luxo da divisão são vendidos sob a bandeira Lancia, nas ilhas britânicas recebem a bandeira e o brasão da Chrysler. Não se sabe se algum modelo menor como o médio Delta e o compacto (do tamanho do Uno) Ypsilon (agora aqui) serão vendidos em terras estadunidenses, mas pode-se descartar a vinda desses europeus para cá, enquanto os Chrysler e Dodges americanos continuarão sendo vendidos aqui. E quanto ao Fiat 500 mexicano, não espere uma grande queda de preços apesar da concorrência ter se mexido a ponto de criar versões mais baratas de seus carros.
O Chrysler 200 que terá versão sedan e conversível (veja aqui) agora se chama Lancia Flavia no velho continente, no velho golpe de marketing de ressucitar grandes nomes do passado. Possivelmente terá a mesma motorização da versão americana mas não foi informado maiores detalhes além da sopa de letrinhas de controle de frenagem, dinâmica e estabilidade além dos mimos luxuosos da cabine.
O 300 (veja aqui) ressucita o nome Thema, cujo antecessor apesar de usar plataforma compartilhada, teve até versão com V8 da Ferrari. Novidade são os motores diesel impensáveis em modelos grandes americanos. Virá com o Pentastar 3.6l com um automático de 8 marchas e dois turbo diesel da italiana VM que debitarão potências de 190 e 224 cv, este último com torque monstro de 56 kgm/f, mas com câmbio automático de 5.
O Lancia Delta ganha uma grade com desenho mais "Chrysler" e novos faróis e lanternas com LED´s, assim como o restante da linha. Esse médio se contenta com um motor diesel Multijet 1.6l de 105 cv, mas pode-se pedir os motores a gasolina 1.4l Turbojet de 140 cv e o Multiair também de 140 cv e o 1.8 Di Turbo de 200 cv todos com automático de 6 marchas. Os outros diesel são os Multijet 1.6 de 120 cv, 1.9l twin-turbo de 190 cv e o 2.0l de 165 cv.
A conhecidíssima Town & Country retoma o nome Grand Voyager sob a bandeira Chrysler. Além do onipresente Pentastar, virá também com uma unidade diesel 2.8l de 163 cv e muitos mimos no interior como a central multimídia com tela sensível ao toque com GPS que reproduz CD/DVD e arquivos MP3 e WMA além de entradas USB e de vídeo RGB nos monitores de 9 polegadas com fones sem fio dispostas na cabina.