terça-feira, 31 de maio de 2011

Nissan Tiida: Nova geração pode chegar aqui até 2014

Uma das novidades mostradas no Salão de Shangai foi a nova geração do hatch Tiida que ganha um desenho mais arredondado e nipônico. Se a geração anterior nunca foi uma referência de design, essa segunda geração mostra um desenho do tipo "ame-o ou deixe-o". O "melhor de tudo" Hyundai i-30 tem design semelhante e é o hatch médio mais vendido no mercado nacional....
Novidade na China é ser oferecido um motor turbinado pela Nissan, mas não foram especificados os dados desse propulsor, a não ser o sistema de dupla injeção para diminuir consumo e emissões ao melhorar a queima. Pode-se esperar um motor "downsize" com cilindradas de carro compacto e potência de carro médio. Redundância é anunciar que cumprirá as normas chinesas de emissões, que ainda são brandas perto das européias e americanas, mesmo após o fiasco das Olimpíadas em que maratonistas chegaram a recusar a participar de provas em Beijing.
A cabine ganha um console central flutuante e painel bicolor com acabamento "black-piano" na parte superior e inferior em bege claro, se bem que corre o risco de ser oferecidos bancos bicolores em cores fortes bem ao gosto chinês. O lançamento é no fim desse mês e essa nova geração tem prazo de chegar em outros 109 países, inclusive o nosso, até 2014. Mas como nosso modelo é o mexicano que também é vendido no mercado americano, talvez chegue antes.
Essa cabine é da versão chinesa, a nossa terá especificações do mercado americano.
O entre-eixos aumentou em 10 cm melhorando a habitalidade da cabine.
Um motor cotado é o Nissan HR16DE que rende 112 cv com câmbio CVT.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Mini Clubman Hampton: Bairro suburbano homenageia os 50 anos da Traveler

Hampton é um tradicional bairro londrino localizado no subúrbio. E ao contrário do que os corinthianos imaginam, quem mora em bairro "da periferia" é o pessoal da classe média. Os ricos ingleses preferem as fazendas, se bem que há alguns que tem casas na capital e arredores. E aqui no Brasil foi anunciado pela subsidiária brasileira da Mini essa edição que comemora os 50 anos da perua derivada do Mini clássico (para quem não sabe, ou não conhece, é o carro do Mr Bean...), a Traveler, que foi lançada em 1961, dois anos do pioneiro da configuração de tração dianteira combinada com motor transversal.
A sua sucessora, a Clubman, ganha essa edição especial com fabricação limitada a um ano com alguns diferenciais em relação às outras Clubmans: Interior com costuras e acabamentos em vermelho, espelhos retrovisores e parte do painel com listras vermelhas com fundo negro e inscrições "Mini 50 Hampton" no acabamento prateado que emoldura as repetidoras laterias da seta, plaquinha "Mini 50" na grade e uma medalhinha escrita "Hampton" na coluna "B". Aqui no Brasil será vendida somente 100 unidades baseadas na Clubman Cooper S que custará custará a partir de R$129.950,00. O anuncio da venda dessa edição limitada foi na "Casa Cor", evento o paraíso de vendedores de móveise utilidades domésticas, decoradores e arquitetos em geral que mostram as suas propostas de trabalho e produtos. Em tempo, o carro das fotos é uma Clubman Cooper SD, uma unidade a diesel que não será vendida por motivos legais. Para nosso desespero, isto é, de quem quer um carro potente, rápido e econômico, o carrinho tem um 4 em linha turbodiesel de 2l que rende 140 cv a 4.000 rpm com torque de 31,5 kgm/f. Faz o 0-100 km/h em 8,1 segundos e a máxima fica em torno de 215 km/h. A versão nacional é o 1.6l turbo que faz na estrada algo em torno de 8 km/l em circuito rodoviário contra 22 km/l na versão com tração dianteira.
Interior em couro e detalhes negros recebe costuras e detalhes em vermelho.
Na parte traseira dois lugares reais, com 3ª porta lateral para facilitar o acesso.
As inscrições alusivas às séries e o retrovisor exclusivo com listras vermelhas.
Pode-se pedir faróis em xenon opcional nas versões européias, na brasileira item não consta.
O motor da versão brazuca é o conhecido 1.6l turbo de 184 cv das versões Cooper S.
O carro ganha bonitas e exclusivas rodas de liga em cor negra de 17 polegadas.
A versão a gasolina faz o 0-100 km/h em 7,7 segundos, 4 décimos a menos que a diesel.
Virá ao mercado brasileiro nas cores Preto Noite, Cinza Eclipse, Azul Reef e Branco Pepper

Porsche 911 GT3 RS4: Produção limitada, emoção ilimitada

A Porsche lança em julho desse ano outra versão RS do 911. Desta vez o escolhido foi o 911 "básico" que ganha um poderoso motor de 4.0l de 500cv que o habilita a fazer o 0-200 km/h em humilhantes 12 segundos e o 0-100 km/h em menos de um quarto disso. Além disso, a potência específica é de impressionantes 125cv/l aspirados, levando em consideração que os motores turbos costumam ter potências específicas de 110 cv/l. Quem tem carro 1.0l dificilmente consegue que seu carro chegue aos 100 km/h em menos do que isso. Uma das alterações são o virabrequim que é o mesmo do 911 RSR, além de pistões e bielas forjados em alumínio.
Apesar dos 1.360 kg com tanque cheio, o carro tem boa relação peso-potência em que cada cavalo é responsável por 2,7 quilos. Partes da carroceria são em fibra de carbono como assentos, capôs e para-lamas e a janela traseira é substituída por um composto plástico. Os defletores dianteiros e o enorme aerofólio traseiro são responsáveis por um downforce aerodinâmico de 190 kg.
Preço básico na Alemanha, inclusos impostos e taxas é de 175 mil euros a versão básica e somente 600 sortudos poderão ter um desses em sua garagem, ou se preferir, box.
Essencial: Apesar de ser um esportivo a Porsche manteve o básico. A maçaneta interna da porta é uma fita para ser puxada.
Seguro: apesar do cinto de três pontos, o carro já vem com gaiola de proteção tanto para o piloto quanto para o navegador.
Poderoso: motor aspirado rende 125 cv por litro de deslocamento, são 500 cv no boxer 4.0l de potência e 46,9 kgm/f.
Rápido: faz de 0-100 km/h em 3,9s e de 0-200 km/h em menos de 12s e faz o circuito de Nürburgring em 7m e 27s.
Leve: Apesar dos 1.360 Kg, o uso de materiais leves como fibras de vidro e carbono faz a relação peso-potência ficar em 2,72 kg por cv.

sábado, 28 de maio de 2011

BMW 328 Hommage: Roadster campeão da década de 1930 é homenageado por recriação em 2011

A BMW de vez em quando homenageia algum carro do passado. Dessa vez é um roadster que no aniversário de 75 anos de seu lançamento ganha uma recriação moderna, seguindo os princípios básicos do original: um desenho bonito e uma carroceria leve e equilibrada. Depois de pulverizar a concorrência em competições por diversos países europeus, teve a sua carreira interrompida pela Segunda Guerra Mundial em 1940.
Para homenagear esse carro campeão a BMW mostra essa recriação moderna, que apesar de não usar tanto alumínio, que fica somente em alguns detalhes, e magnésio como no original, mas abusa do CFRP (plástico reforçado com fibra de carbono) para garantir uma leveza igual, mas com uma rigidez maior.
Por dentro luxos inimágináveis para a época, apesar desse conceito ter somente o essencial para o piloto e o seu navegador, se bem que na época essa figura não existia, substituída pelo mecânico que além de arrumar o carro em emergência ainda tinha a função de olhar atrás para ver a posição dos adversários. Com a invenção do espelho retrovisor, essa figura foi transferida aos boxes. Somente em rali é que se correm em duplas, com o navegador.
Couro ocre com costura dupla prateada, com cintos de segurança na mesma cor apoiados por guias de alumínio anodizados. No painel, quadro de instrumentos digitais, exceto pelo conta-giros analógico e no lado do passageiro dois cases que transformam os iPhones em cronógrafos ou GPS para quem quer competir.
"Com o BMW 328 Hommage, queremos prestar homenagem à paixão e criatividade dos criadores do BMW 328", explica Karl Bäumer, CEO da BMW Group Classic. "Eles criaram um ícone, que é considerado um marco na história do automóvel. "
O roadster 328 original, que detém até hoje o recorde de velocidade média da tradicional Mille Miglia, combinava um motor relativamente potente com uma carrocceria leve e equilibrada.
Um 6 em linha com até 136 cavalos casava com a carroceria e chassi construídos em alumínio e magnésio que pesava só 780 kg. Ao lado o concept 328 Hommage.
Bancos recebem couro em cor ocre e o quadro de intrumentos exibe um conta-giros analógico e os demais são em formato digital. Posição do extintor indica DNA de competição.
Detalhes do interior e de acabamento como o bocal do tanque de combustível e à esquerda acima os dois iPhones em cases com apps que os transformam em GPS e cronógrafos de competição.
O rodaster tem cabina dividida pelo console central que "brota do quadro de instrumentos e os cintos de segurança prateados ficam recolhidos nas bolhas atrás do piloto e passageiro.
Mais alguns detalhes como o para-brisas baixo e recortado ao centro, as bonitas lanternas traseiras e as rodas de liga leve foscas com os cintos de couro ocre usados para fechar o capô.
A dianteira com o tradicional "duplo rim" da grade em alumínio fosco, mesmo material do acabamento dos faróis em LED´s, as "fitas" pretas cruzadas é em homenagem às competioções.
Por ter somente o essencial para correr, as portas foram dispensadas em favor de recortes altos que asseguram uma maior rigidez torcional da carroceria. No alto o roadster em ação.
As rodas retornam ao esquema retrô de cubo rápido, que perdeu lugar após a invenção das parafusadeiras pneumáticas que aposentou o martelço de chumbo.
O enorme "extrator" de ar traseiro também abriga um escape de cada lado do carro, o motor é um 6 em linha como o original mas sem ter a potência divulgada pela marcado duplo hélice.
Por trás as "bolhas" típicas dos modelos roadsters a partir do fim da Segunda Guerra e a colméia do "extrator" entre as bonitas lanternas traseiras e emoldurando os canos de escape.

Yamaha Neo 2011: De novidade só a cor vermelha

A "underbone" Yamaha Neo ganha na edição 2011 novos grafismos e a cor vermelha. Eterna concorrente da CUB Honda Biz (veja aqui), tem em comum com ela o fato de ser uma "crossover" (Quadro de motocicleta com posicionamento do piloto tipo motoneta, como a lambreta) de baixa cilindrada para pequenos e médios deslocamentos urbanos. Por serem menores e mais leves acabam sendo preferência do público feminino que a utiliza para fugir do ineficiente e caro transporte coletivo das grandes cidades para desespero dos "cachorros loucos" que não entendem porque aquele ser de capacete rosa decidiu parar em vez de tentar passar naquela fresta entre dois carros de 2 mm de espessura.
A moto vem, como mostrado na edição 2010 (veja aqui) com câmbio CVT, de relações de variação contínua que ao contrário da concorrente que usa um câmbio rotativo de quatro marchas (agora aqui). O CVT tem a vantagem de trabalhar com o motor em seu pico de torque e potência máximos, otimizando o desempenho e a economia. E a transmissão é por uma correia em "V" que tem vantagens sobre a tradicional transmissão por coroa e pinhão ligados por uma corrente, como ausência de ruídos e de sujeira causada pela mistura de poeira e graxa. O motor é um monocilíndrico de quatro tempos e 114cc, OHC (Over Head Camshaft, ou árvore de comando no cabeçote) de arrefecimento forçado a ar, que desenvolve a potência 8,3 cv a 8.000 rpm e 0,80 kgf.m de torque a 7.000 rpm, que conta além de Sistema de Indução de Ar, com catalisador. A alimentação deste propulsor é feita por um arcaico carburador Mikuni com afogador eletrônico, o que inviabiliza uma versão flexível em combustível. A marca garante que o torque já está disponível a baixos e médios regimes de rotação, que facilitaria acelerações crescentes e constantes. O painel de instrumentos vem com velocímetro, hodômetro total, marcador do nível de combustível, luzes espia de indicadores de direção, farol alto e anomalia do motor.
A praticidade vem com dois porta objetos e um gancho para sacolas e bolsas. O preço público sugerido é de caros R$ 6.459,00 e tem um ano de garantia da Yamaha, sem limite de quilometragem.
A primeira opção é a nova cor vermelha, na foto que abre esse post, na foto acima a segunda opção prata. A suspensão é composta por um garfo telescópico com 90 mm de curso na dianteira. E na traseira, conta com braço oscilante composto por dois amortecedores com 75 mm de curso. O entreeixos de 1,28 ajudam na estabilidade e na dirigibilidade.
Terceira opção é o preto. A moto vem com rodas em liga leve de cinco raios e pneus na medida 70/90 16 36 P na dianteira e 80/90 43 P na traseira. Para frear, na dianteira freio a disco com 220 mm de diâmetro, com pinça com dois pistões, e tambor com sapatas auto-ajustáveis de 130 mm de diâmetro, na traseira.

Chevrolet Omega Fittipaldi: Campeão participa de campanha inédita

O Chevrolet Omega Fittipaldi, Holden Commodore para os australianos, ganha uma inédita campanha de lançamento. O ex-piloto Emerson Fittipaldi autografa pessoalmente alguns anuncios do veículo em revistas da Editora Abril, com o nome do assinante do exemplar. Para tornar a peça ainda mais exclusiva, cada anúncio recebeu uma URL (endereço eletrônico) com um código individual que levará o leitor até o site do Chevrolet Omega Fittipaldi, para que ele veja o exato momento em que sua revista foi assinada. No site, mais uma surpresa. O vídeo mostra Fittipaldi saudando cada leitor pelo nome enquanto autografa o anúncio.
A trabalheira vale a pena para convencer o consumidor a levar para casa um sedan como esse. E onde o campeão toca sempre nasce algum tesouro como o modelo único do Chryler "ZZ" Cruiser (veja aqui) que foi parar na coleção particular de carros da banda de hard rock ZZ Top, entusiastas do meio, e de uma série limitada a 50 unidades de uma réplica de um Chevrolet coupé da década de 30 feita para uma empresa de alimentos.
O motor do carro é o V6 Alloytec que desloca 3.6 litros SIDI (injeção direta) com potência aumentada de 254 cv para 292 cv. Também trouxe melhorias em relação ao torque, que passou para 36,7 kgf.m a 2900 rpm, além de ser mais econômico e menos poluente. O sistema de transmissão AT6, automático sequencial, oferece seis marchas com o dispositivo "Active Select" na própria manopla do câmbio.
O computador de bordo vem com funções como medição de temperatura, consumo médio, autonomia, vida útil do óleo do motor, entre outras e o quadro de instrumentos conta com velocímetro, tacômetro (conta-giros), marcador de combustível e luzes de advertência que ganharam fundo com luz branca.
Por dentro, no console central o display de 6.5 polegadas colorido e touch screen (sensível ao toque) multi-função é utilizado para ajustes no rádio AM/FM, CD Changer com capacidade para leitura de arquivos MP3, entrada USB e, também, armazenamento de até 15 CDs na memória do rádio. Outra novidade é o sistema handsfree com tecnologia Bluetooth® wirelless totalmente integrado com o veículo, permitindo o atendimento de ligações telefônicas de celulares com o sistema Bluetooth® pressionando o respectivo botão no volante ou painel central, sem ao menos tirar o telefone do bolso, por exemplo. A tecnologia Bluetooth® permite a conexão do sistema handsfree com celulares dotados dessa tecnologia por meio de conexão por rádio freqüência, sem o uso de fios. O Omega oferece ainda, airbags frontais e laterais. O sedã grande de luxo é oferecido nas cores Preto Phantom e Prata Switchblade.
Interior bicolor, com os bancos, painel inferior das portas agora em couro bege, que garantem uma sensação de mais espaço e conforto.
Camera de ré mostra no display as informações dos sensores de ré com indicações coloridas. Acima as novas rodas de alumínio 17" com pneus medida 225/55 R17.
O sedan acelera de 0 a 100 quilômetros por hora em 6,8 segundos alcançando uma velocidade máxima de 235 km/h (limitada eletronicamente).
Sopa de letrinha: vem com ESC (estabilidade) que gerencia os módulos do ABS, EBD (força de frenagem), EBA (assitente de frenagem) e o TCS (Controle de Tração).

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Alta Roda nº 630 — Fernando Calmon — 24/5/11: ESTRADAS PEDEM SOCORRO

Caros Leitores,

A partir dessa semana o Blog do Play terá a honra de publicar a coluna semanal Alta Roda do colunista Fernando Calmon, um dos maiores especialistas do meio automotivo. Aproveitem:
Foto: Thomaz Scalquo Cia/SXC.hu
Sempre há críticas de que o Brasil se tornou um país rodoviarista e que deveria valorizar trens e navios (cabotagem) para transporte a grandes distâncias. De fato, pelas dimensões continentais do País a malha ferroviária e o modal marítimo poderiam estar bem mais desenvolvidos. Hoje cerca de 70% das mercadorias são transportadas por caminhões, mas este não é um cenário muito diferente da Europa e também dos EUA. Se considerado o valor da carga, os caminhões americanos respondem por algo em torno de 60% do transporte de bens. Lá se vende um milhão de unidades por ano, seis vezes acima do comercializado aqui.
No entanto, há uma diferença fundamental: a qualidade das estradas. Nisso estamos incomparavelmente atrasados em relação a países com grau semelhante de estágio econômico ou mesmo abaixo. Dessa forma, à exceção das ótimas autoestradas no Estado de São Paulo, que pouco ou nada devem às melhores do mundo, viajar de carro no Brasil ainda significa estar sujeito a um nível de risco intolerável.
O problema se agrava além de erros de projeto, qualidade da pavimentação e falta crônica de um programa mínimo de conservação, inclusive da sinalização horizontal e vertical. Grande parte das rodovias é de pistas simples, o que agrava a insegurança do tráfego, considerando o número de veículos pesados dividindo a mesma via com automóveis e outros veículos leves.
Em recente audiência na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, em Brasília, o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, afirmou que para “modernizar totalmente os 56 mil quilômetros de rodovias [federais] brasileiras, são necessários R$ 30 bilhões de reais anuais durante oito anos”. O orçamento anual do Dnit é de somente R$ 10,3 bilhões.
Não ficou claro se essa “modernização” significa duplicar estradas com tráfego saturado e aumentar a segurança. Por esse descompasso entre orçamento e necessidades de verbas já dá para desconfiar que estradas novas, nem pensar. O Brasil possui cerca de 150.000 quilômetros de rodovias pavimentadas, incluídas as estaduais e municipais. Uma malha ridícula para a superfície de 8,5 milhões de quilômetros quadrados do País, mesmo desconsiderando áreas de florestas e rios.
Pagot apontou, com razão, as dificuldades no licenciamento de obras. “Uma caverna aqui, uma aldeia indígena ali, terras de quilombolas acolá e as licenças não saem”, queixou-se. Mas a lentidão do Dnit e seu planejamento falho não podem ser esquecidos. Rodovias pedagiadas em maior número, apenas para manutenção e sinalização, há muito já deveriam estar licitadas. O departamento parece se agarrar às benesses políticas, sobrepondo-as à eficiência administrativa.
Juntamente a essa atrapalhação rodoviária vem o projeto do trem de alta velocidade na rota Campinas – São Paulo – Rio de Janeiro. Ao custo estimado espantoso de R$ 35 bilhões no mínimo, com traçado difícil e perfil topográfico inadequado, pouco vai colaborar para que mais pessoas tenham o mínimo de segurança ao se deslocar. E caminhões continuarão, por falta de opção, se apertando em meio aos carros nas estradas.

RODA VIVA

DISCURSO da Abeiva (associação de importadores) mudou quanto às licenças prévias. Entidade lembra que o setor já conviveu com administração de guias de importação até 2001 e que o governo precisa de informações sobre origem e preço dos veículos. Não devem faltar veículos nas concessionárias, porém estoque baixo costuma pressionar preços para cima.
RETOQUES externos rejuvenesceram o Mercedes-Benz Classe C. Quadro de instrumentos recebeu sistema de alerta contra sonolência e melhor resolução. Suspensão firme, sem causar desconforto. Ponto alto do modelo (R$ 116.900,00 a R$ 191.900) é o motor turbo 1,8 litro, 156 cv a 204 cv, em conjunto com o novo câmbio automático de sete marchas.
SEDÃ compacto JAC Turin fica em patamar acima de outros chineses quanto à qualidade percebida, no uso do dia a dia. Há falhas ergonômicas: volante um pouco enviesado, comandos dos vidros elétricos mal posicionados e destravamento elétrico nos superados pinos de porta. Boa potência (108 cv) e suspensões bem acertadas. Destaque: porta-malas de 490 litros.
RANGE ROVER Vogue agora oferece motor diesel V8, de 4,4 litros, 313 cavalos e mais R$ 5.000,00 no preço sugerido (R$ 421.000). Esse utilitário esporte 4x4 inglês pesa nada menos que 2.580 kg, mas o torque brutal de 71 kgf•m e o câmbio automático de oito marchas lhe permitem acelerar de 0 a 100 km/h em 7,8 s. Não é refinado para dirigir, porém bem civilizado.
CONTA mais fácil para saber se o etanol está competitivo no custo/km: multiplicar o preço da gasolina por 7 e dividir por 10. Preço do etanol deve ser menor que o resultado obtido. Em geral pode se executar o cálculo mentalmente. Dividir o preço do etanol pelo da gasolina só na ponta do lápis, com calculadora ou com conversor do tipo Flexcalc.
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fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Citroën C3 Picasso: Pintor espanhol é homenageado com minivan de inspiração cubista

“O nome Picasso é conhecido em todo o mundo, sendo imediatamente associado à arte contemporânea, ao estilo e à inovação. Uma palavra mágica que reforça os principais valores da marca, como prestígio, requinte, tecnologia, criatividade e estilo diferenciado”, explica Nívea Ferradosa, diretora de Marketing da Citroën do Brasil. Para quem não sabe do que a executiva está falando, Picasso é referência ao pintor Pablo Picasso, um dos mais criativos pintores do começo do século passado, co-fundador do estilo cubista e um dos maiores nomes da arte contemporânea moderna. E associar o nome do pintor à sua linha de minivans é o que a Citroën precisava para dar uma imagem mais sofisticada a seus produtos para atrair um público diferenciado, no bom sentido. Então esqueça aquela piada sobre uma das minivans da marca batendo de frente contra um carro da chinesa Chana.
Lançado em 2009 na Europa, a C3 Picasso veio primeiro com roupagem aventureira Aircross (veja aqui), mas agora em trajes mais civis mostra um design refinado apesar de alguns detalhes diferirem da versão francesa.“O C3 Picasso apresenta um estilo próprio, adaptado ao gosto do consumidor brasileiro. Um design bem integrado, elegante e requintado, mas que também é funcional e protetor”, afirma Nívea Ferradosa. As maiores diferenças são nos para-choques dianteiro e traseiro, no protetor lateral que deixou de ser um "borrachão" semelhante ao novo Uno (confira aqui) para se tornar uma faixa discreta na cor da carroceria e a ausência imperdoável do repetidor lateral que nem é oferecido no retrovisor e as lanternas traseiras que ganham a luz de ré, apesar da luz de neblina continuar a ser uma só do lado esquerdo.
Por dentro itens funcionais e úteis como para-sóis com espelho de cortesia, espelho de vigilância de crianças, porta-objetos e tomadas (12V e USB), que integram o pacote de equipamentos de conveniência e conforto. O destaque fica para as mesas tipo “avião” para os bancos traseiros, apoio de braços para os bancos dianteiros e porta-revistas nos bancos dianteiros, itens já presentes na veterana Xsarra Picasso. O posto do condutor oferece uma visibilidade periférica maior graças ao para-brisa panorâmico dividido em três partes. Seu projto permite afinar os dois montantes dianteiros do para-brisa para melhor reduzir a obstrução dos mesmos na visão binocular: a visão é panorâmica e aberta e oferece não somente ao motorista um conforto visual excepcional em ¾ dianteiros, mas também um ganho significativo em segurança.
Esse “apagamento” dos montantes dianteiros do para-brisa cria um ângulo de visão lateral de 29,5°, segundo a marca o melhor do segmento. O mesmo nível de excelência para a visibilidade alta que chega a um ângulo de abertura de até 26°, interessante para aquelas ruas em que o semáforo fica praticamente em cima dos carros. E ao contrário do modelo francês, o quadro de instrumentos é analógico, e não fica no centro do painel.
Outro foco é o desenvolvimento de "materiais verdes", que chegam a 20 kg usados em detalhes de acabamentos e que segundo a fábrica "retira" 2,5 kg de CO² da atmosfera. Para quem não sabe ou não entende as reportagens superficiais apresentadas na TV, o CO² apesar de não ser um gás poluente, é considerado um "cobertor" atmosférico. E o excesso dele na atmosfera aqueceria demais o meio ambiente causando uma série de mudanças climáticas, e em um cenário apocalíptico, o derretimento das calotas polares e do gelo da Groelândia com inundações em cidades costeiras com o mar de 5 a 7 metros acima do nível normal.
“O desenvolvimento dos materiais verdes do Citroën C3 Picasso foi fruto de muita prospecção e trabalho em parceria com nossos fornecedores de matérias-primas. Podemos citar o caso do tampão de porta-malas com fibra natural, que oferece um nível de prestação acústica superior ao utilizado na Europa”, explica Claudia Landim, responsável de Marketing de Produto da Citroën do Brasil.
A suspensão é composta pela tradicional e independente McPherson, com molas helicoidais, barra estabilizadora e amortecedores pressurizados, na dianteira e por uma travessa deformável, com molas helicoidais, amortecedores pressurizados e barra estabilizadora no eixo traseiro. A direção, segundo a marca é mais direta, para dar mais agilidade ao carro. “Nosso foco foi oferecer ao C3 Picasso o mesmo comportamento do compacto premium C3, com boas acelerações e retomadas de velocidade”, afirma Samuel Dumas, chefe do Produto.“Desenvolvemos um conjunto de suspensões específico para o modelo, com calibragem e leis de amortecimento voltadas para o conforto, mas com grande segurança ativa”, explica o executivo. O motor que tem boa relação de torque e potência pode dar conta dos 1.300 a 1.400 da versão mais completa, mas cobrará o seu preço em consumo, já que o câmbio tem somente 5 marchas na versão manual e somente 4 na automática.
A garantia é de 3 anos contratuais e 12 anos de garantia contra a corrosão perfurativa. Outro ponto importante para os clientes é o Plano de Revisão Recomendada, programa de pós-venda para as revisões em intervalos regulares de 10 mil quilômetros. Os preços são fixos e parcelados em 3 vezes e segundo a diretoria do pós venda os preço foram acertados antecipadamente com a rede de concessionários.
“Estamos oferecendo um pacote bastante atrativo aos futuros clientes do modelo, público que exige mão de obra treinada e capacitada, ferramental adequado e a utilização de peças de reposição originais”, explica Sérgio Rodrigues, diretor de pós-venda da Citroën. Então, se vier de uma concessionária um orçamento com preços superiores aos recomendados pela Citröen na revisão, afirme que só vai pagar o básico ou mude de autorizada. Observe que o crescimento das parcelas acompanha a quilometragem do carro que requer maior número de itens sujeitos a desgaste e reposição a serem verificados à medida que o veículo vai sendo utilizado. Abaixo dos preços das revisões segue os preços sugeridos pela marca:
O painel é semelhante ao usado no Aircross e vem de série com direção assistida, ar condicionado, computador de bordo, vidros dianteiros e retrovisores externos com acionamento elétrico, chave "Plip" com comando de abertura das portas, aviso de não utilização do cinto de segurança do motorista, porta-luvas refrigerado e com iluminação e tomada 12V dianteira. Na topo de linha, airbags de tórax laterais dianteiros e GPS MyWay com tela colorida de 7” são opcionais.
Amplo interior graças ao entre-eixos de 2,54 cm. Vem também com travamento automático das portas com o veículo em movimento e porta-malas de 403l tem travamento elétrico, Os bancos traseiros rebatíveis 40/60 aumentam a capacidade de carga para 1.500l. Airbag duplo frontal é opcional a partir da GLX manual. Na automática sistema de freios com ABS + EBD e acendimento automático do pisca alerta em caso de frenagem de urgência é de série.
Na versão GLX o vidro dianteiro para condutor tem dispositivo "um toque" e antiesmagamento e os traseiros são elétricos, vem com Rádio/CD Player com comando no volante e indicador de temperatura externa, MP3 e entrada para iPod; mesas "tipo aviação" para os bancos traseiros; bancos dianteiros com bolsa porta-revista e o do motorista com regulagem manual de altura; travamento elétrico para vidros traseiros no painel, dentre outros.
A Exclusive vem com ar digital, bancos e volante em couro "3D", Rádio Pioneer for Citroën com kit viva voz Bluetooth®, com entrada USB e iPod, airbag duplo, piloto automático e limitador de velocidade, sensor de estacionamento traseiro, acendimento automático de faróis, para-brisa com sensor de chuva, apoio de braço central dianteiro, alarme, manopla do câmbio esportivo ZAMAC, retrovisores exteriores cromados, entre outros.
O motor por enquanto é o conhecido 1.6l com 16 válvulas que rende 110/113 cv (G/E) com torque de 14,8/15,8 Kgm/f (G/E) que é acoplado a um câmbio manual de 5 marchas ou um automático de 4 com opção de mudança seqüencial. A marca não informa dados de consumo e desempenho e poderia colocar uma marcha a mais nos câmbios.
Na foto, a linha de produção franco-carioca em Porto Real, do C3 Picasso. Os grupos óticos que seguem o novo padrão visual da marca são mantidos. Na dianteira os faróis de neblina descem um pouco em relação à versão francesa e a tomada de ar ganha novo formato no para-choque redesenhado na versão brasileira.
A versão de topo vem recheada com itens de segurança como airbag duplo frontal disponíveis já na GLX, Airbags de tórax laterais dianteiros, sistema ABS de frenagem com EBD, sistema de iluminação Follow Me que mantém os faróis dianteiros acesos por alguns segundos após desligar a ignição, cintos de segurança dianteiros com limitador de esforço e regulagem de altura, mas o central do banco traseiro é somente sub-abdominal, falha imperdoável para o segmento.
Na lateral o carro perde o "borrachão" por um protetor mais discreto e a repetidora lateral, que não é oferecida nem como opcionale e nem no retrovisor, preferência nacional, uma mancada em um carro de seu preço. As rodas de liga leve futuristas foram substituídas por outras de desenho mais sóbrio e aro 216 no mercado nacional, com pneus nas medidas 195/55 R16.
A minivam vem com sete opções de cores de carroceria: Blanc Banquise (branca), Gris Aluminium (prata), Rouge (vermelha), Perla Nera (preta), Gris Cendré (champanhe), Grafito (grafite) e a inédita Bleu Bourrasque (azul). Moldura da placa pode ser preta ou prateada dependendo da cor do veículo
O porta-malas teve a moldura da placa de registro deslocada à direita por causa do estepe da versão AIRCROSS e perde os cromados da versão francesa. As luzes de ré migram para as lanternas na coluna "C" e a lanterna de neblina ganha novo formato no para-choque redesenhado.