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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Audi A3 Concept: Futuro substituto do A4 agora em detalhes

A Audi mostrou no Salão de Genebra o A3 Concept (veja aqui os sketches), cuja carroceria usa a plataforma do RS 3 Sportback que garante um bom comportamento dinâmico, ainda mais equilibrado pelo formato de carroceria sedan, inédito na linha. Feita a partir de CFRP (plástico reforçado com fibra de carbono, a nova coqueluche em construção de carrocerias rígidas e ao mesmo tempo leves) com peças como portas, capô e tampa do porta malas em alumínio. Algumas partes são compostas de CFRP como os para-choques dianteiros e traseiros, a grade e até as rodas de 20 polegadas, com reforço de alumínio. Isso garante um peso contido nos dias atuais em 1.500 quilos. Lembre-se que, apesar dos sedans e coupés com pretensões esportivas de antigamente pesarem metade desse valor, eles não eram jogados contra uma parede à 60 km/h, chocados contra outros veículos e acertados por um aríete nas laterais e ter que apresentar uma cabine intacta e as quatro portas abrindo sem emperrar. E que se esse carro fosse contruído em aço tradicional, ia pesar algo em torno de duas toneladas.
A cabine é somente para quatro passageiros que encontram um display escamoteável no painel que apresenta saídas de ar e botões de controle do sistema de climatização com inspiração aeronáutica. Os freios a disco com quatro pistões fazem parte do controle dinâmico ESP que também atua no torque fornecido às rodas pelo sistema Quattro de tração integral, e que pode ser desligado caso o piloto queira ter mais "emoção" ao volante. Há também um "controle de lançamento" caso um "apzeiro" ache que dá para encarar só porque pôs um turbo com "três kilo" no Ap 1.8l, se bem que esse blogueiro não recomenda rachas de rua. Por melhor que seja um piloto, pode acontecer uma merda e dessas que não tem como limpar.
O formato de carroceria passa do antigo formato hatchback para a de um sedan notchback, cuja a tampa do porta-malas de 410l leva junto a janela traseira, formato muito apreciado em alguns países da Europa, e sumariamente rejeitado por aqui apesar da praticidade. Mesmo assim, poderá substituir sem problemas o A4 como o sedan médio-compacto de entrada da marca já que ele cresceu e amadureceu e poderá, na próxima geração, alçar uma categoria superior.
As saídas de ar lembram turbinas de avião e o volante esportivo ganha base chata para facilitar o acesso. Os controles de ar-condicionado automático ganham três botões dedicados. O sistema MMI foi melhorado que substitui o botão giratório por um touch-pad semelhante ao usado nos notebooks.
A cabine aproveita bem o generoso entre-eixos de 2,63 m dando um bom espaço para o condutor e seu acompanhante na frente e também para os joelhos dos passageiros traseiro ficam à vontade com os bancos esportivos que acomodam e seguram bem o corpo dos ocupantes.
Os faróis e lanternas traseiras ganham um desenho mais leve graças à tecnologia LED, como se os elementos estivessem flutuando, e os espelhos retrovisores com repetidoras laterais são fixadas acima do "ombro" como um carro esporte.
O motor desse conceito é um 5 em linha com turbo, injeção direta com 2,5l de deslocamento e que rende 405 cv de potência e o torque tem impressionantes 51 kgm/f que está disponível na ampla faixa plana de torque que vai de 1.600 a 5.300 rpm.
Acoplado a um câmbio de sete marchas S-tronic, a potência é transmitida às rodas pela tradicional tração Quattro que catapulta o carro da imobilidade aos 100 km/h em 4,1 segundos. A máxima é eletronicamente limitada a 250 km/h. Lembre que é um sedan de 1.500 kg de peso.
O consumo é de 11 km/l, mas a Audi não informa se é ciclo misto e se as normas são européias ou americanas. Mas o motor conta com gerenciamento de energia térmica e recuperação cinética de energia, itens imprescindíveis nesses tempos de máxima eficiência energética.
O câmbio S-Tronic pode ser usado em modo automático (P-R-N-D) e o controle de tração promete arrancadas espetaculares quase sem queimar os pneus no asfalto. O cambio é de dupla embreagem com duplo circuito de engrenagens que por fim transmite a tração...
...Para o sistema Quattro que agora conta com embreagem multidisco que distribui o torque igualmente entre as rodas. Quando uma roda patina, o sistema controlado eletronicamente redireciona o torque excedente para as outras rodas com melhor tracionamento.
A suspensão dianteira é McPherson com eixo de apoio independente, com sistema de assistência eletromecânica de esterçamento, que economiza energia quando as rodas estão alinhadas. A traseira é uma 4-link montada em um subchassi de aço. As rodas são de 20 polegadas com pneus 245/30.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Aston Martin Virage: Nem muito luxuoso e nem pouco esportivo

Os fabricantes de automóveis detestam quando aparece algum vácuo em sua tabela de preço. E assim como a pressão atmosférica, sempre se esforçam em preencher esse vazio. Enquanto a atmosfera preenche de ar o vácuo, os fabricantes criam novas versões e modelo. Um deles é a Aston Martin com o Virage. Segundo a diretoria da casa de Gaidon, o novo Virage, que significa "curvar", "virar" (uma curva), "mudar de (direção, rumo)", em francês, é o meio termo entre o esportivo DBS e o luxuosos DB9. A sofisticação fica por conta do interior requintado e a suspensão ativa que "lê" o chão pela frente e o "copia" através do sistema ADS (Adaptive Damping System) e do sistema de controle dinâmico ajustável em cinco níveis e não muito "intrusivo" segundo a fábrica. Para diminuir a interferência do controle dinâmico é só apertar o botão do sistema por cinco segundos, para "destravar" totalmente o carro e ficar por sua conta e risco, é só segurar por mais cinco segundos.
O Diretor de Desenvolvimento de Produto da Aston Martin, Ian Minards explica: "O novo Virage representa um outro marco para a Aston Martin na classe esportivo GT, combinando o luxo com o desempenho. Nossa equipe de engenharia tem procurado equilibrar os elementos de design contemporâneo, as credenciais de um forte desempenho e fluidez na condução. Focalizamos os principais pontos da performance automotiva e controle (de estabilidade e dinâmica), assim como os intrincados detalhes de conforto, funcionamento e artesanato. "
A lista de equipamentos é enorme como bancos aquecidos (somente na conversível), acabamentos em bambu, piano negro (Black Piano), mogno, "tamo" cinza, além de vidros e espelhos com escurecimento automático, sistema de rastreamento com kit de primeiros socorros e um sofisticadíssimo aparelho de som BeoSound com 100 watts de potência da conceituada Bang & Olufsen.
O coupé é somente dois lugares, se quiser levar mais amigos opte pela versão conversível que leva mais dois anões com bom conforto. Mais alto que isso os passageiros terão um prazeroso sacrifício em se encaixar nas conchas, assim como os bancos dianteiros que são feitos de sete tipos de couros escandinavos, que o fabricante chama de banco traseiro.
O câmbio automático Touchtronic 2 de seis marchas acionado por botões no painel nas posições "P, R, N, e D" e aletas no volante para a troca de marchas. Banco com costura artesanal, cujo acabamento leva 70 horas, o som compatível com MP3 e I-Pod além de conectividade Bluetooth e painel iluminados por LED´s orgânicos, mais econômicos que LED´s comuns além do GPS e sistema de monitoramento de pressão dos pneus.
Detalhes de acabamento do Virage como os faróis que integram LED´s nas luzes auxiliares e faróis Bi-xenon no mesmo corpo, as rodas de 20 polegadas de medidas 8,5 "x 20" calçadas por pneus Pirelli P Zero 245/35 na frente e 11 "x 20" com pneus 295/30 também P Zero na traseira que abrigam os enormes discos de freios em carbono-cerâmica que segundo a marca são suaves em qualquer temperatura.
O motor é um V-12 de 6.0l, 48 válvulas na dianteira, que rende 490 cv a 6.500 rpm com torque máximo de 58 kgm/f a 5.750 rpm. Com ele o carro faz o 0-100 km/h em 4,6 segundos e vai até a máxima de 299 km/h, dados do fabricante. O câmbio Servotronic é montado no transeixo traseiro ligado ao motor por um tubo de torque de fibra de carbono, onde é efetuada a tração através de um diferencial de escorregamento limitado.
A suspensão dianteira é uma dupla A (doble Wishbone) com molas helicoidais com amortecedores adaptativos com sistema anti-merguglho, a traseira é por braços duplos com barra estabilizadora e mola anti-mergulho na traseira. O diâmetro dos discos do freio são 398 milímetros com seis pistões na dianteira e 360 milímetros de diâmetro com quatro na traseira, com ABS, EBA (frenagem de emergência) e ESP (controle de estabilidade).
Voltando ao câmbio Servotronic de seis marchas, além dos botões no painel, o condutor pode mudar as marchas através das aletas de magnésio revestidas com o mesmo couro fino finlandês atrás do volante. Há ainda um botão "sport" caso se queira mais emoção ao dirigir, com mudanças mais rápidas e com corte de giros mais perto do limite de corte do V-12.
Para garantir uma maior rigidez do coupé e do conversível há um sub-chassis traseiro e dois painéis, o tradicional corta-fogo na dianteira e um adicional traseiro. Além de aumentar a rigidez da carroceria, esses painéis também recebem material fonoabsorvente extra para aumentar o silêncio a bordo.
O conversível que recebe bancos aquecidos em dois níveis para enfrentar as manhãs frias e o conforto é garantido pelas 10 posições de ajustes dos bancos. A capota recebe uma camada extra de ThinsulateTM que garante um conforto acústico semelhante ao da versão fechada quando está fechada. E para variar, os sete diferentes couros escandinavos costurados por artesãos durante 70h/carro.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Alfa Romeo 4C Concept: "meio" motor, metade do peso e prazer de dirigir por inteiro

A Alfa Romeo apresentou no Salão de Genebra esse "meio" 8C Competizione em versão conceito. Insisto que é "meio" porque ele tem praticamente metade do peso de seu inspirador, um motor 4 em linha contra o V8 sub-emprestado da Maserati que por sua vez o pega emprestado da Ferrari que há 30 anos atrás iria excomungar alguém direto para o inferno sem dó nem piedade se pensasse numa possibilidade dessas. Hoje em dias as antigas arqui-inimigas convivem dentro de um mesmo departamento dentro do gigantesco Grupo Fiat e as diferenças foram se diluindo aos poucos com plataformas, motores e componentes compartilhados.
O objetivo do 4C é resgatar a emoção de se dirigir rápido um carro leve, preciso e estável, coisa que foi deixada para trás com a inversão de valores em que agora um carro "deve" bater com segurança em um obstáculo em vez de se desviar dele. A característica estabilidade em curvas sinuosas, coisa que os brutais esportivos americanos não tem a finesse de lidar com seus eixos rígidos saltitantes, torna a direção (e as viagens) bem mais divertidas, mais ao gosto europeu que prefere enfrentar uma estrada sinuosa do que ficar queimando pneu em cada abertura de semáforo.
A tração é traseira e o motor turbinado com injeção direta é posicionado na parte central do carro dando uma distribuição de massas na ordem de 40% na frente e 60% na traseira, perfeito para quem quer se divertir com a arisca tração traseira, sem a anestesiada e segura tração dianteira dos esportivos de hoje, dessas que precisam de muita provocação começar a ficar com a testa enrugada. E nem a neutra tração integral que às vezes tem crise de identidade quando se puxa o freio de mão com o carro em movimento...
As boas notícias é que se for provado que é balela aquela história de calendário maia, o carrinho estará a venda em meados de 2012. Quanto a chegar aqui é uma outra longa história...
O "motorzinho" turbo de 1,750l rende 200 cv, contra 450 do 8C, e que faz o carro ir de 0-100 km/h em 5 segundos e a máxima de 250 km/h. Parte do milagre é graças a caixa "seca" Alfa TCT de dupla embreagem que em breve estará disponível no Giulieta.
O peso é praticamente a metade de um 8C, com 850 kg com uso extensivo d fibra de carbono e alumínio para garantir uma boa rigidez e estabilidade ajudada pela suspensão que vem com um paralelogramo de Watt na dianteira e uma McPherson agora na traseira.

terça-feira, 22 de março de 2011

Fiat 500 Coupé Zagato Concept: um capetinha

A encarroçadora Zagato era famosa por seus modelos especiais derivados tanto de carros comuns quanto de esportivos consagrados. No final da década de 50 era comum versões e estudos de carros de linha, além de encomendas especiais que não raro eram unidades únicas de valor inestimável, de encarroçadores famosos como a Pininfarina, Ghia, Frua, Bertone, Fissore dentre outros. No começo da década de 60 a Zagaro apresentou um belíssimo coupé que usava a mecânica da "Nuova 500" e mais de 50 anos depois o atual 500 ganha uma versão coupé 2+2 do mesmo encarroçador. Mesmo não sendo tão bonito quanto o modelo de 50 anos atrás, ele é bem mais entusiasta que muito esportivado por aí. Os dois "calombos" no teto é para permitir que piloto e navegador usem capacete sem ficar com a cabeça roçando no teto ou com o pescoço torto e a traseira ganha um caimento mais fast-back. O interior é um 2+2 com detalhes em couro e bancos esportivos com detalhes em branco. O alvo é o público masculino entusiasta por automóveis esportivos, apesar das namoradas se sentirem em casa devido á escolha dos materiais no interior e por ter central multimídia habilitado para interagir com um smartphone com o aplicativo chamado "My Port" instalado para acessar a internet e receber e fazer ligações.
É o passado redesenhando o futuro...
A ferinha tem motor de 105 cv com 16 kgm/f de torque. As rodas de cromo polido aro 17 vem calçadas por pneus de medida 205/40 R17 e os discos de freios nas quatro rodas são perfurados.

sexta-feira, 18 de março de 2011

BMW Vision ConnectedDrive: mais um carro "on-line"

Parece que o futuro vai ser plugado na internet, e os carros estão cada vez mais integrados com essa mídia. Um exemplo é esse concept inaugurado no finado Salão de Genebra feito exclusivamente para mostrar as teconologias do sistema ConnectedDrive, que abrangem desde a integração do GPS com sistemas de rede wirelles, além da detecção de objetos em torno do veículo e passando por um sistema que ilumina a carroceria em diferentes cores para mostrar aos outros condutores a intenção do condutor naquele momento. Há três areas de luzes na carroceria, começando com a vermelha que representa a segurança e atenção com que o veículo está sendo conduzido. O cone vermelho demonstra de frente para trás o fluxo de informações e a atenção do condutor à estrada.
A azul, que abrange mais espaço da carroceria e indo até as antenas que ficam no lugar dos retrovisores, mostra a conectividade e as informações trocadas entre motorista e passageiro e dos mesmos para o mundo. E temos a verde que ocupa áreas mais externas da carroceria e mostram o conforto que recebem o passageiro e seu condutor.
Show mesmo é o sistema head-up display, que agora recebe tecnologia 3D e sem aquele óculos chatos que somos obrigados a usar no cinema. Além das informações do sistema de entretenimento, o painel define a prioridade da informação colocando-a em primeiro ou segundo planos, para determinar ao motorista a prioridade da mensagem. O passageiro também tem outro sistema de head-up exclusivo para ele, onde pode navegar, ouvir música e assistir filmes. Tudo em 3D.
Do celular para o volante: realidade aumentada no sistema head-up display em cores e 3D.
Os espelhos retrovisores externos são substituídos por antenas de recepção wireless.
Os faróis que também agregam sensores para detectar objetos à frente e ao lado do veículo.
Superfícies transparentes e condutores de luz iluminam a carroceria com as cores temáticas.
A dianteira mantém os tradicionais faróis redondos e a grade de duplo rim.
Os designers optaram por um roadster para facilitar a visualização do cockpit.
As portas se abrem em duas partes e em sentidos opostos que desaparecem na carroceria.
As rodas são de 20 polegadas e são os únicos dados mecânicos desse concept.
"Antenado" esse concept detecta objetos atrás e à frente e avisa o condutor.
Na parte traseira há cameras e sensores para detectar pessoas e veículos.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Opel Zafira Concept: Salão de festa?

A Opel Zafira, cuja versão Chevrolet tem futuro incerto por essas bandas e talvez um sucessor (veja aqui) em breve já que a maioria das plataformas Opel estão sendo descontinuadas por aqui, ganhou esse concept já com cara de carro de produção no Salão de Genebra. Usará a plataforma mais moderna do Insignia (veja aqui a versão VXR feita pela subsidiária inglesa Vauxhall) enquanto o Orlando usará uma plataforma derivada da falecida Daewoo e que aos poucos substituirá as plataformas Opel que compõem os carros daqui.
"Transpusemos para um automóvel a ideia de uma sala-de-estar relaxante e criámos um oásis de conforto sobre rodas, um lugar para descontrair. Trata-se de um espaço amplo e confortável onde as pessoas gostarão de estar – quer para nas deslocações diárias quer numa longa viagem", afirma Mark Adams, Vice-Presidente de Design da Opel/Vauxhall. "O Opel Zafira Tourer Concept afirma-se também pelo visual moderno e elegante e pela elevada qualidade".
Nesse conceito haverá sete lugares, que podem ser virados um para o outro transformando a cabine, bem iluminada por um amplo teto de vidro com iluminação a LED e controle de iluminação externa, em uma sala de reunião. Mas os dois tablets que podem ser descolados dos encostos dos bancos dianteiros praticamente transformam essa van em uma versão ambulante de lan-house. Se precisar de mais espaço, os bancos da terceira fileira podem ser escondidos no piso e o banco do meio da segunda fileira pode virar um confortável descansa braço. Todos os bancos podem ser deitados, tornando-se uma grande cama, hábito de europeus que adoram viajar.
O interior desse conceito mostra que o antigo sonho da Opel de competir no segmento de alto padrão continua com couro de boa qualidade, detalhes em alumínio e um elegante design ergonomico tipicamente alemão. A tela no console central é sensível ao toque.
Amplo interior com espaço para sete lugares, com o banco central da segunda fila se transformando em apoio de braço. Os monitores afixados nos bancos dianteiros na verdade são tablets, a nova onda da maçã...
Detalhes do concept como o sistema óptico com LED´s e bi-xenon inspirado no híbrido Ampera, as belas e sóbrias rodas de alumínio de 20 polegadas, e o teto de vidro panorâmico que tem partículas metálicas que podem diminuir ou aumentar a luminosidade da cabine.
A motorização segue o conceito de downsizing, no qual um motor 1.4l (na versão brasileira é de 2l) turbo com sistema start & stop. A suspensão tem sistema adaptivo FlexRide com controle eletrônico do grau de atuação dos amortecedores.
As lanternas traseiras são ligadas por uma barra cromada no porta-malas e são integralmente em LED´s. O desenho ascendente da linha de base da janela em formato de taco de hóquei é para dar uma impressão mais dinâmica ao veículo segundo a Opel.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Tata Pixel: Futuro do Presente

A indiana Tata marcou presença no Salão de Genebra com seu concept Pixel. A proposta é modernizar o desenho do Nano que vai mal das pernas na Índia e mostrar para os europeus que um city-car pode sim, transportar quatro adultos com algum conforto e sem aperto em pouco mais de três metros. Sem desperdício de espaço e sem soluções mirabolantes como configurações 2+2, 3+1, ou somente dois ou três lugares. As portas tesouras não estão lá para enfeite, mas por questões de praticidade já que as vagas em estacionamentos estão cada vez mais estreitas e os carros atuais continuam com o mesmo tamanho. A sua abertura para cima facilita o acesso dos passageiros ao interior, sem encostar no carro ou obstáculo ao lado. O motor foi pensado para consumir menos é de baixo atrito, além de ter bomba injetora e lubrificante variável. E para contribuir com números mais baixos de consumo e emissões, sistema start&stop e pneus de baixo atrito de rolamento.
O toque "futurista" fica por conta de um tablet, item que virou moda após a Apple lançar o i-Pad, que de modo semelhante à VW Bulli, controla o sistema de entretenimento e configurações gerais do automóvel como ar-condicionado e sistemas de aquecimento e ventilação além de mostrar dados de desempenho do veículo. Acontece que boa parte dos carros de alto padrão tem isso, só não passaram para os tablets ainda. Se esse carro é a visão do futuro da Tata, podemos dizer que quase tudo que foi mostrado aqui já faz ou fará parte do presente do automóvel, só que em um pacote compacto. Talvez porque na India os carros os carros ainda são do século passado.
Outra novidade é o sistema de info-entretenimento que usa um tablet que conecta o usuário com o carro e a internet.
O motor é um diesel de três cilindros de 1.2l turbo com bomba variável posicionado na parte traseira que promete consumos de 30 km/l e emissões de 89 g/km.
As rodas dianteiras e traseiras estão conectadas por um câmbio toroidal de variação contínua que também esterça as rodas dando um diâmetro de giro de apenas 2,6 m.

sábado, 12 de março de 2011

VW Bulli: Reedição da Kombi não irá atender o japonês da feira

A boa e velha Kombi está com seus dias contados por força de decreto. Em 2014, quando for obrigatório a adoção de air-bags e abs, a nossa velha conhecida irá nos deixar para desespero do pessoal da feira, desde o japonês que frita pastel, do baiano da banca de fruta, do paraíba especializado em verdura passando pelo mineiro que traz queijo fresco, meia-cura e aquela goiabada cascão direto da roça.
Foi assim com o Vocho, a versão mexicana do nosso Fusca, que era adorado pelos taxistas de lá mas com o decreto que obriga os táxis de lá a ter no mínimo quatro portas também obrigou o fim da produção de lá. Os tecnófilos estão felizes com esse conceito elétrico, mas com plataforma pronta para receber um mais realista motor a explosão. E se confirmar a sua fabricação no México poderia vir para cá, sem a cobrança de impostos de importação via acordo Brasil-México.
O que eles esquecem é que essa nova versão da Kombi, chamada pelo carinhoso apelido dado pelos alemães, Bulli é só uma minivan quem mesmo em versão comercial não teria todo o espaço e a praticidade que a velha Kombosa tem, mesmo com o motor traseiro praticamente roubando espaço da porta traseira. Uma marca registrada desde os primórdios de sua fabricação em 1950 quando aproveitava o motor boxer do Fusca.
A Volks afirma que a Bulli é a reedição da "primeira van mundial" mas esquecem da Tempo Matador que foi lançada meses antes com o mesmo motor, só que com tração dianteira, cuja empresa foi absorvida pelo grupo Daimler (Mercedes) na década de 60. Outra pioneira, que hoje faz parte do Grupo VW é a DKW com seu F89 lançada dois meses após a Matador, em novembro de 1948. Também tinha tração e motor dianteiros liberando o compartimento o acesso pelo piso da parte traseira do compartimento de carga. E só em março de 1950 é que a velha Kombosa saiu das linhas de montagem e sete anos depois viria para São Bernardo do Campo para nunca mais sair de linha. Pelo menos até agora...
Voltando ao presente, e talvez futuro, essa revisão do conceito Microbus apresentado em 2001 está praticamente pronta para ser produzida. A plataforma flexível poderá receber motores 1.0l e 1.4l a combustão e relativamente potentes graças ao downsizing motorizado e que também poderá ser feita em diferentes tamanhos para se adequar às peculiaridades dos mercados regionais. Em tamanho compacto, esse conceito tem 3,99 metros de comprimento, 1,75 de largura e 1,70 de altura, esse monovolume pode servir de taxi ou furgão comercial com relativa desenvoltura nos grandes centros congestionados das grandes metrópoles.
E voltando aos tecnófilos, meus caros, se a Kombi sobreviveu até hoje e será retirada de produção por decreto, não é o mercado aqui que é atrasado mas o conjunto das qualidades do veículo que se fazem impor. Agora tentem convencer o feirante e o pequeno empresário que há coisa melhor no mercado...
O painel remete a simplicidade de sua inspirado e o multimídia é controlado pela onda do momento, um tablet como o i-Pad afixado no console central que também controla o sistema de climatização e aquecimento. O quadro de instrumentos é composto por um grande velocímetro que circunda um display que exibe informações do veículo e do multimídia controlado pelo tablet.
Apesar de compacta, tem espaço de sobra para seis pessoas e ainda sobra 370l para a bagagem. Se precisar de mais espaço, 1.600l são possíveis com os bancos traseiros rebatíveis na proporção um terço/dois terços (40/60) abaixados ou que podem formar uma confortável cama.
A versão elétrica tem 115 cv e torque de 27,5 kgm/f e leva o veículo aos 100 km/h em 11,5 segundos. A máxima é de 140 km/h e as baterias podem ser recarregadas no modo carga rápida em uma hora e dão 300 km de autonomia.
O entre-eixos é de generosos 2,62 m ladeado pelas exageradas rodas de 18 polegadas, que virão menores em uma possível versão de produção. Essa pintura "saia-e-blusa" que relembra a Kombi Lotação era chamada de "Samba" na Europa.
Faróis, lanternas e luzes indicativas e diurnas seguem a nova linguagem visual da marca e são compostas por LED´s. A tampa do porta-malas segue o mesmo desenho do conceito antecessor Microbus, mostrado em 2001 no auge do sucesso do New Bettle...