terça-feira, 28 de setembro de 2010

Bentley Continental GT: Esportivo, elegante e flex

A Bentley, depois que foi desmembrada da Rolls-Royce da qual fazia parte desde a década de 30, ficou devendo um modelo verdadeiramente desportivo. Da antiga "devoradora de expressos" com motores com quatro válvulas por cilindro só sobrou o nome, já que os modelos subseqüentes não passavam de versões mais joviais dos mais sisudos Rolls. Tanto que quando lançou o Continental GT, a marca declarou que o modelo representava o renascimento da Bentley como fabricante de carros luxuosos com alguma esportividade.
E ela aproveita o Salão de Paris para apresentar a versão 2011 do Continental GT e algumas novidades como câmbio com engates mais rápidos, um futuro V8 mais eficiente e multimídia com integração com o Google Maps.
“O novo GT coupé tem um alto quilate e está mais esportivo do que nunca. É um gran turismo 2+2 excepcionalmente refinado e confortável com o coração, a alma e a aparência de um supercarro", afirma o diretor de design Dirk van Braeckel. O desenho da carroceria é inspirado no Bentley R-Type produzido nos anos 50, e acredite, o blogueiro que escreve essas linhas gosta, e muito do resultado que combinou a dianteira já clássica do Continental com a traseira fastback do modelo clássico.
O interior não foi esquecido e ganhou algumas novidades como novo som desenhado especialmente para o modelo, mas o interior continua sendo confeccionado de modo artesanal para garantir a qualidade e refinamento que os quatro ocupantes sentirão ao embarcar no carro.
“O interior do novo GT coupé combina design, funcionalidade e inovação. Nossa tarefa consistiu em traduzir os planos de desenho originais para o habitáculo do carro, que eram bastante ousados, quase revolucionários para um Bentley, no desenho final. O resultado é um habitáculo que transporta o Continental GT para a próxima geração", explica animado Darren Day, designer senior da marca. Os primeiros modelos serão entregues em 2011 com preços a partir de 154 mil euros.
O interior do coupé 2+2 onde dois adultos viajam com conforto nos bancos dianteiros e mais dois viajam com algum desconforto atrás. Os bancos de couro tem desenho para poder segurar o corpo do ocupante durante as curvas mais fortes, e opcionalmente podem ter massageadores e sistema de climatização. Os cintos de segurança tem tensionamento elétrico para evitar os eventuais tranquinhos quando se coloca o mesmo.
O painel do Continental lembra vagamente as asas do brasão da Bentley e recebe acabamento em madeira de lei, couro fino (de qualidade, não espessura) e metais nobres. Vários porta-objetos como no console central que pode receber desde canetas, chaves e carteiras. A fábrica garante a qualidade da madeira de lei que recebeu tratamento anti-UV para não descolorar com o tempo e que não economizou no material fonoabsorvente.
O quadro de instrumentos que tem as funções básicas (velocímetro, conta-giros e indicadores de nível de combustível e de temperatura) e conta com uma tela com informações do computador de bordo e informações como temperatura externa, hodômetro parcial e marcha engatada. O acabamento refinado da marca está mais do que presente no acabamento e detalhes dos instrumentos.
O console central tem tela de tela de 8 polegadas sensível ao toque e compatível com o Google Maps (e esse blogueiro irá parar de chamar o Google Maps de "GPS" de pobre) e som Naim, com 11 autofalantes. O sistema tem HD de 30 gb e pode receber DVD com GPS e ainda pode localizar um destino por uma "tag" (informação) contida em uma foto, via cartão SD. Sim, tem DVD, TV digital, compatibilidade com I-Pod e reprodutores de MP3 e capacidade de armazenamento de 15 GB de músicas em formatos digitais.
A Bentley apresenta para Paris o conhecido W12 de 6 litros que agora rende 575 cv e 71,4 kgm/f de torque. Ele agora é flex, mas com o etanol E-85 (que recebe 15% de gasolina em sua composição para dispensar o tanquinho por razões de segurança) e gasolina sem chumbo tetraetila (anti-detonante usando em gasolinas de maior octanagem no exterior, sendo que aqui é substituído por álcool devido à sua toxicidade) em qualquer proporção.
Detalhes como os dois pares de faróis que agora incorporam as luzes diurnas em LED's e as lanternas traseiras de desenho tradicional da marca. Os escapamentos, um em cada lado assumem uma forma mais elíptica de forma a dar maior esportividade sem perder a elegância. Perfis de alumínio e aço mais finos garantem uma redução de peso de 65 quilos em relação ao modelo anterior, que continua com uma massa importante: 2.750 quilos.
Voltando ao motor, o W12 recebeu O carro recebe um novo câmbio ZF Quickshift de seis marchas que permite engates rápidos e dupla redução com aletas atrás do volante (tipo de 6ª para 4ª) para melhorar as retomadas. O carro está 65 quilo mais leve que o modelo do ano anterior e os turbos com baixa inércia e diminuição do atrito interno dos componentes do W12 são responsáveis pelo aumento de 15cv de potência e 5,1 kgm/f de torque.
A suspensão é pneumática com dianteira formada por um duplo triangulo e a traseira por multibraço com autonivelamento, e barra estabilizadora em ambos os eixos. Alguns componentes da suspensão são de alumínio. A tração é integral e permanente com distribuição de potência entre os eixos de 40 por cento na dianteira e 60 na traseira, de forma que em saída de curva é só apontar o carro e acelerar.
E para frear freios a disco ventilados com 405 mm de diâmetro na dianteira e 335 mm na traseira sendo opcionais os de carbono-cerâmicos de 420 e 356 na dianteira e traeira respectivamente. As rodas são de liga leve, a de série de 20 polegadas (9,5J x 20) e opcionalmente 3 modelos de 21 calçados (9,5J x 21) por pneus 275/40ZR 20 na roda de série e 275/35 ZR21 nos demais. E tem controle de tração, de frenagem e o restante da sopa de letrinhas.
O desempenho é superlativo como o carro: faz de 0-100 em 4,6 segundos e a máxima é de 318 km/h. Mas no consumo ele decepciona, somente 3,9 km/l em ciclo urbano e 8,77 em ciclo rodoviário pela norma EPA. Graças aos quatro comandos de cabeçote e as 48 válvulas que permitem o motor "respirar" melhor. E no final de 2011 virá um V-8 mais eficiente segundo a marca.
Não foi informado o combustível usado, já que ele pode receber o E85, e as emissões de CO² são extratosféricas, na casa dos 385 g/km. Um carro com baixas emissões fica na casa dos 99 km/l só de comparação, mas se o cliente usar só o E85 pode derrubar em 70% as emissões de CO², o que daria 115 g/km. Lembre que a cana "fixa" o CO² transformando-o em açúcar, que depois é transformado em etanol e depois para o tanque de combustível. Se fosse usado puro ou hidratado como aqui, ainda ia "fixar" 10% do solo ao consumo.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Recall: Peugeot 207 pode soltar o capot

A Peugeot convoca os proprietários do 207 hatchback para verificação do torque (aperto para os leigos) dos parafusos de fixação da fechadura do capô no concessionário de sua rede mais próximo. A marca fez a constatação de que alguns veículos os parafusos podem se soltar causando ruídos ou pior, se soltar. Os números de série dos chassis dos carros envolvidos vão de AGO 16976 a BG000002 e nesse intervalo há veículos que não estão inclusos no recall já que são 2.238 dos anos/modelo 2009 e 2010. Para maiores informações consulte o site da empresa (aqui) ou ligue para o fone:
0800-703-2424

Chevrolet Montana 2011: De cara nova

A picape Agile herdou o nome de sua antecessora baseada na terceira geração da família Corsa (veja aqui a Montana baseada na segunda geração do Corsa já que a primeira geração não foi vendida aqui), a "nova" Montana. A única resalva que os "especialistas" vão reclamar é o fato da família Ágile usar a plataforma baseada na da segunda geração, a do Classic. Mas pelas reações de alguns jornalistas da imprensa especializada, isso é um fato pra lá de irrevelante já que o hatch tem agradado bastante e picape promete repetir o feito.
“A nova Chevrolet Montana é um veículo para consumidores que buscam design diferenciado e capaz de combinar simultaneamente robustez e conforto”, observa Denise Johnson, presidente da General Motors do Brasil. “Além disso, a Nova Montana herdou do Agile características únicas, como a ótima posição de dirigir e diversos recursos de série”, salienta.
José Carlos Pinhero Neto, vice-presidente da General Motors do Brasil, destaca ainda a importância da Nova Montana dentro de um projeto maior da empresa no País. “Esta nova picape da Chevrolet é o segundo modelo da Família Viva. Ela demonstra toda a competência dos profissionais do Centro Tecnológico da GM, localizado em São Caetano do Sul (SP), o mais avançado da América Latina, que desenvolveram um veículo adequado para o uso no lazer e trabalho e que excede em todas as necessidades para o segmento de picapes derivadas de automóveis”, acrescenta.
Enquanto as antecessoras Corsa Pick-up e Montana de geração (veja aqui) anterior eram mais acanhadas, a nova picape Ágile, agora Montana, peca pelo exagero quase a ponto de ser considerada uma picape média. Ela mede 4.51m de comprimento, tem 1,58 m de altura e 1,70 m de largura e a caçamba é auto-proclamada pela GM como a maior e com mais capacidade de carga da categoria: 1.180l de capacidade e 758 kg de carga máxima. Mais 250 quilos e tração nas quatro com reduzida já pedia um motor a diesel. E ainda tem uma vantagem em relação às concorrentes: a posição de dirigir é mais alta, uma vantagem inconfessada para quem gosta desse tipo de veículo, e passa maior confiança devido ao "command view" mais alto.
Em relação de equipamentos a Chevrolet investiu na quantidade de equipamentos "premium" como controle de velocidade de cruzeiro (ou "piloto automático”) para a versão Sport, computador de bordo com seis funções, ABS para os freios e duplo airbag. Os faróis vem com sensor crepuscular e o recurso follow-me (siga-me) e o carro conta com rádio AM/FM CD/MP3 com Bluetooth®, entrada USB a conectividade com Ipod®, além dos espelhos e vidros (este com aliviador de pressão) elétricos e fechamento automático das portas ao atingir os 15 km/h. E tem algumas conveniências como os faróis com acendimento automático, acendimento automático das luzes externas, quando as portas são destravadas pelo controle remoto, abertura automática dos vidros das portas com acionamento por controle remoto e seta de indicação de mudança de faixa temporizada. Neste caso, basta ao motorista dar um leve toque na alavanca e a seta pisca três vezes, para indicar ao carro atrás a intenção do motorista.
Vem em duas versões: a básica LS que tem quatro configurações e parte de R$ 31.990,00 e a topo de linha Sport que ganha alguns acessórios e adereços de série como faróis com máscara negra, lanternas fumê, frisos, maçanetas e retrovisores pintados na cor da carroceria, barra de proteção no teto, adesivos na coluna e nas portas. Ela também vem com parachoques na cor da carroceria e oferece também de série rodas de alumínio de 15 polegadas, calçadas com pneus 185/60 R15 e faróis de neblina ainda pode ser equipada com alguns acessórios como capota marítima. A Sport parte de R$ 44.040 reais sem os opcionais.
As concessionárias podem oferecer inúmeros itens para equipar a nova Montana como as lâmpadas Blue Vision para faróis, lanternas e farol de neblina, estribo, rack de teto, adesivos na coluna “B”, rodas de alumínio com aros 14, 15 e 16 com desenhos exclusivos e antena esportiva. E ainda tem alto falantes traseiros e dianteiros de 45W e 60W e navegador com GPS integrado ao painel do carro.
Outros acessórios estão disponíveis como porta-óculos, rede de conveniência para a cabine, extensão do console, tapete de carpete, porta-objeto central e estribo lateral, além do kit direção hidráulica e capota marítima (exclusivo da LS). No quesito segurança vem grade de proteção do vidro traseiro, “santoantonio” e kits vidro elétrico, trava elétrica das portas, sensor de estacionamento e alarme.
O motor é o conhecido 1.4 Econo.Flex, que vem com 102 cv a 6.000 rpm, com etanol, e 97 cv a 6.000 rpm com gasolina, com torque de 13,5 kgf.m a 3.200 rpm à etanol, e 13,2 kgf.m a 3.200 rpm, à gasolina. A nova Montana atinje a máxima de 170 km/h, quando abastecido com etanol e com gasolina dois quilômetros a menos. A aceleração de 0 a 100 km/h da Nova Montana é de 12s1, com etanol no tanque, dois décimos de segundo a menos com gasolina. Não foram divulgados dados de consumo apesar da GM dizer que o motor está mais eficiente.

VW Gol Rallye: aventureiro comedido

Ele não vai disputar nenhuma etapa de qualquer campeonato sul-americano de rali, mas promete algumas emoções em estradas de terra e facões de canaviais, mas com algum comedimento. Afinal a única "preparação" que o carro teve foi a suspensão mais elevada que o Gol normal, ficando com altura entre 17,1 cm descarregado e 14,6 totalmente carregado.
O Gol Rallye é dirigido a um público jovem que quer um carro bem equipado e que possa receber uma tocada mais esportiva, mas com a suspensão mais elevada para enfrentar a "selva urbana" composta por crateras, lombadas descomunais e valetas profundas.
“O Gol Rallye foge do formato tradicional dos veículos cross, procuramos dar a ele uma “forma” mais rápida. A velocidade predomina, mas ele mantém o aspecto de força e resistência”, explica Luiz Veiga, gerente executivo de Design da Volkswagen.
Na parte interna a designação Rallye está presente no pomo da alavanca do câmbio, assim como na parte superior dos assentos dianteiros, que trazem uma faixa quadriculada aplicada com tecnologia embossing no tecido em malharia Havana. Os passageiros de trás contam com luzes de leitura individuais, posicionadas no teto. O carro vem de série com direção hidráulica, trio elétrico, abertura interna do porta-malas elétrica, preparação para sistema de som com seis alto-falantes e antena, volante ajustável na altura e profundidade, limpador e desembaçador do vidro traseiro. E a versão I-Motion tem computador de bordo de série com alerta de velocidade, autonomia, consumo médio e instantâneo de combustível, distância percorrida, tempo de viagem e velocidade média. Para os dois modelos, são oferecidos como opcionais ar-condicionado, airbag duplo, freios ABS e volante multifuncional que, no I-Motion, pode incluir comandos do câmbio tipo paddle shift, além do I-System para as duas versões. O Gol Rallye é oferecido em cinco cores, três delas sólidas (branco Cristal, vermelho Flash e preto Ninja) e duas metálicas, cinza Spectrus e prata Sirius, além da cor especial de lançamento, amarelo Solaris.
O painel tem pintura especial texturizada na parte superior e nele se destacam as aberturas de ventilação com molduras metálicas e iluminação com Leds. O velocímetro e conta-giros circulares, com fundo preto, têm grafismo em cor branca, enquanto o mostrador digital retangular ao centro do conjunto utiliza caracteres vermelhos.
O carro ganha novo parachoque com detalhes em preto fosco, emprestado do CrossFox, faixas laterais com inscrições Rallye e rodas de liga leve, com pneus 205/55 R15 e os espelhos retrovisores ganham repetidores das luzes de direção, com a parte debaixo também em preto fosco combinando com as colunas "B" pintadas com o mesmo acabamento.
O motor é o EA-111 VHT de 1.6l flexível com 104 cv a álcool que pode ser acoplado a um câmbio de cinco marchas manual ou automatizado. Faz de 0-100 em 10,3 segundos e tem máxima de 182 km/h se tiver abastecido com álcool. Não foram informados dados de consumo, que podem ser um pouco mais elevados devido à maior altura da suspensão.

Na traseira os parachoques recebem apliques simulando um protetor, ganha lanternas fumê e aerofólio preto com terceira luz de freio elevada (brake-light) integrada. A suspensao traseira recebeu barra estabilizadora mais grossa e nova recalibragem e o eixo traseiro foi trocado por um mais resistente.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Honda New Fit 2011: Mudar pra que?

Mais um que, lançado recentemente, muda só o ano-modelo. O Honda "new" Fit mantém os bons atributos e um defeito típico dos carros da Honda e da compatriota Toyota: o preço bem salgado.
Mas quem compra um sabe que os reais a mais valem a pena em relação à concorrência, já que o carro tem espaço de gente grande apesar do tamanho compacto, bancos reclináveis e lista de equipamentos de segurança ativa e passiva exemplar como a sopa de letrinhas e coisa rara no segmento em carros de fabricação nacional: cinto de três pontos e apoios de cabeça para todos.
A explicação para a exceção que deveria ser regra é que os fabricantes nacionais se valem do argumento que o terceiro ocupante do banco traseiro seria um passageiro "provisório". Mas se o veículo está registrado para cinco passageiros, os equipamentos de segurança deveriam estar dimensionados para esse número, sem gambiarras e desculpinhas só para alegrar internamente o departamento financeiro cheio de "cabeças de planilha" que só pensam em cortar custos e não agregar valor aos seus produtos. E o resultante é que acabamos por pagar mais para ter o que é básico na Europa e EUA.
Os preços públicos sugeridos com frete incluso (base Estado de São Paulo) são: R$ 54.905,00 (LX MT Flex), R$ 58.905,00 (LX AT Flex), R$ 57.860,00 (LXL MT Flex), R$ 61.855,00 (LXL AT Flex), R$ 61.715,00 (EX MT Flex), R$ 65.720,00 (EX AT Flex), R$ 65.660,00 (EXL MT Flex), R$ 71.720,00 (EXL AT Flex).
O modelo tem três anos de garantia, sem limite de quilometragem, e está disponível nas cores Branco Taffeta Sólido, Dourado Poente Metálico, Prata Global Metálico, Grafite Magnesium Metálico, Cinza Paladium Metálico, Verde Vermont Perolizado, Vermelho Rally Sólido, Preto Cristal Perolizado e Verde Deep Perolizado.

Os motores i-VTEC são o 1.4l de 101 cv e 13 kgm/f de torque e o 1.51 de 116 cv e 14,8 kgm/f de torque sempre abastecido com álcool, para gasolina a potência cai 1 cv mas com mesmo torque acoplado a um câmbio de cinco marchas, manual ou automático. Desempenho e consumo? Só fazendo teste mesmo já que a Honda se recusa a dar dados sobre seus veículos. Quero ver quando a etiqueta de eficiência de energia for obrigatória...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Honda Lead 110 Special Edition: Milionária mundo afora ganha edição especial

Parece que as scooters não pegaram aqui, na terra das motos naked de baixa cilindrada, como a campeoníssima CG's 125 e 150 cc. Enquanto a Honda comemora a venda de um milhão de unidades da Lead mundo afora, aqui ela emplacou somente míseras 18.000 unidades até o mês de agosto pela contabilidade da empresa e que segundo a mesma tem 53% do mercado. Ainda bem que ela não é a Rede Globo...
A edição comemorativa ganha pintura two-tone em duas combinações: Preta com detalhes em vermelho e cinza com detalhes em prata. No mais continua a mesma com motor OHC (Over Head Camshaft ou comando de válvulas no cabeçote), monocilíndrico, de quatro tempos eduas válvulas e refrigerado a água de 108 cm³. Com um sistema de injeção eletrônica de combustível PGM-FI o propulsor gera potência máxima de 9,2 cv a 7.500 rpm e torque de 0,97 kgf.m a 6.000 rpm. E para facilitar a pilotagem e a manutenção a motoneta vem com partida elétrica e bateria selada, que não requer manutenção periódica, o modelo apresenta ainda transmissão automática tipo CVT (V-Matic). A scooter vem com farol com lente multi-focal, com lâmpada de 35/30 watts com setas, integradas ao escudo frontal e com lentes multi-refletivas, e na traseira, os piscas são integrados com a lanterna. O tanque de combustível tem capacidade para 6,5 litros (com reserva de 1,8 litro), e está instalado sob a plataforma sobre a qual o piloto apóia seus pés. O acesso ao bocal externo é protegido por capa e tampa com chave, o que resulta em ainda mais praticidade.
O painel de instrumentos, é composto por velocímetro, hodômetro total, marcador de combustível, indicador da temperatura do motor, além de luzes-espia da injeção eletrônica, piscas (com direita e esquerda independentes) e farol alto. O formato do assento é em dois níveis e com 740 mm de altura do solo, para proporcionar conforto para piloto e garupa segundo a marca. O assoalho que permite a proteção e o descanso dos pés do piloto como toda scooter tem formato mais esguio para facilitar o apoio dos pés no chão. Para o garupa, o apoio dos pés são pelas pedaleiras de alumínio retráteis e pelas alças em alumínio, integradas ao bagageiro.
Sob o banco há um compartimento aberto pela chave de ignição, com capacidade para acomodar dois capacetes. Caso o usuário necessite de mais espaço para armazenar outros itens, há ainda um porta objetos localizado abaixo do painel, também trancado com chave, e um gancho de utilidades para transporte de bolsa ou sacola. Completando o conjunto, o bagageiro traseiro, em alumínio, pode acomodar bauleto (disponível no mercado).
O chassi monobloco é do tipo “underbone”, em aço tubular e com distância entre eixos de 1.274 mm e peso seco de 109 kg, a marca garante excelente dirigibilidade para driblar os engarrafamentos do trânsito urbano. As suspensões, do tipo garfo telescópico com 90 mm de curso na dianteira e monoamortecida com 84 mm de curso na traseira, em conjunto com as rodas, com 12’’ na dianteira e 10’’ na traseira. O sistema de freios, composto por disco com 190 mm de diâmetro na dianteira e tambor de 130 mm na traseira, é equipado com o exclusivo sistema de freios CBS (Combined Brake System) da Honda. Devido a este sistema combinado, ao acionar o freio traseiro, o dianteiro é acionado simultaneamente, aumentando a segurança e melhorando a frenagem. Possui também freio de estacionamento, acionado junto ao manete do freio traseiro.

O preço público sugerido da scooter baixou de R$ 6.062,00 para R$ 5.650,00. O valor tem como base o estado de São Paulo e não inclui despesas com frete e seguro. A garantia é de um ano, sem limite de quilometragem.

Citroën C3 Solaris: atendendo o bis

Reedição da mesma série do ano passado, mas que lamentavelmente não tinha fotos em alta resolução para postar aqui no blog, o C3 ganha novamente um teto solar elétrico mas somente em 2.300 unidades a serem comercializadas até o final do ano.
“Atendendo aos muitos pedidos, estamos relançando e ampliando uma série especial do C3 que foi um verdadeiro case de vendas”, afirma Nívea Ferradosa Morato, diretora de Marketing da Citroën do Brasil.
Além do chamado "completo" do mercado, vem com rodas de liga leve e mais algumas coisinhas sofisticadas em matéria de conforto (veja legenda de foto abaixo) e de segurança ativa, o cliente ainda pode pedir banco de couro opcional e o câmbio automático seqüencial auto-active que também é opcional em relação ao câmbio manual de série.
Aliás a caixa seqüencial permite que o condutor escolha a marcha ideal através da alavanca do câmbio. É só deslocá-la à esquerda a partir da posição "D" e subir as marchas dando toques para a frente e reduzir dando toques para trás. Além disso tem modo condução "esportiva" e também "econômica" e o painel indica a marcha que está sendo usada no momento.
A versão é vendida com preços a partir de R$ 46.300,00 com câmbio manual e R$ 48.310,00 com câmbio automático.
O modelo de teto solar "aerofólio" foi escolhido para equipar o C3, que a marca acredita passar um ar de "estilo e elegância", mas na verdade foi para não interferir na estrutura do teto do carro e aumentar os custos de desenvolvimento da versão. Mas aumenta a já boa luminosidade da cabine.
A série é baseada na versão Exclusive e vem com motor 1.6l com 16 válvulas de 113 cv e 15,3 kgm/f de torque quando abastecido com álcool e vem com direção elétrica, Pack Clim Auto (ar condicionado digital, acendimento dos faróis e acionamento do limpador do pára-brisa automáticos), freios com ABS, EBD e AFU, air bag para motorista e passageiro, dentre outros equipamentos.
O teto solar é elétrico e oferece um sistema de cortina corrediça integrada, duas posições de memória pré-programadas, defletor de vento, acionamento “soft touch”, painel de controle elétrico iluminado, função anti-esmagamento automática, possibilidade de abertura de acordo com a preferência do usuário, cobertura de vidro com proteção ultravioleta e que minimiza o calor do sol.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Honda City DX: Mais barato mas nem tanto

Aclamado como o "Civic" dos pobres quando foi lançado, descobriu-se que nem a classe média podia comprar um sem estourar o orçamento doméstico com preços a partir de R$ 56.000,00 enquanto o Civic partia dos R$ 67.000,00.
Bem, a Nissan lançou o seu Tiida Sedan (veja aqui), o ex-Dodge Trazo (e aqui), com preço a competitivo a partir de R$ 44.500,00 e quando esperamos algum movimento por parte da Honda, ela lança uma versão que é só dois mil reais mais barato que a ex-opção de entrada LX, e mesmo assim só com caixa manual já que a automática custa a bagatela de RS 3.900,00.
A "economia" foi conseguida com a supressão do aparelho de som e gavetas embaixo do banco, no resto continua os bons atributos como o excepcional porta-malas de 510l e os bancos reclináveis em dois estágios. O cliente pode optar entre as cores Branco Taffeta Sólido, Dourado Poente Metálico, Prata Global Metálico, Grafite Magnesium Metálico, Cinza Paladium Metálico, Preto Cristal Perolizado e Verde Deep Perolizado. O blogueiro que escreve este post ainda não conseguiu descobrir aonde os departamentos de marketing e de design consegue arranjar nomes tão criativos para designar as cores de seus modelos.
Elementos de segurança ativa e passiva estão em todas as versões do modelo que possuem airbag frontal duplo (motorista e passageiro), apoio de cabeça e cinto de segurança de três pontos para os cinco ocupantes. O sedan compacto foi projetado com o Advanced Compatibility Engineering (ACE) da Honda, que incorpora uma estrutura frontal interna para auxiliar na absorção e na dispersão de impactos em uma grande área. E também os pedestres não foram esquecidos, já que a superfície do capô foi desenvolvida para se deformar, assim como o para-choque, e minimizar impactos de um eventual atropelamento. Agora cabe ao consumidor decidir se vale a pena pagar o que a Honda está pedindo. Todas as versões do City tem três anos de garantia, sem limite de quilometragem, e os preços públicos sugeridos com frete incluso (base Estado de São Paulo) são:
R$ 55.420,00 (DX MT)
R$ 59.300,00 (DX AT)
R$ 57.420,00 (LX MT)
R$ 61.300,00 (LX AT)
R$ 62.975,00 (EX MT)
R$ 66.855,00 (EX AT)
R$ 66.780,00 (EXL MT)
R$ 72.625,00 (EXL AT).
Legenda: MT - Transmissão manual, AT - TRansmissão Automática.
O motor i-VTEC Flex (Controle Eletrônico Variável de Sincronização e Abertura de Válvulas) de 1.5l é o mesmo em todas as versões do City. Este propulsor rende 115 cv a 6.000 rpm, com gasolina, e 116 cv a 6.000 rpm, com álcool e o torque é de 14,8 kgf.m a 4.800 rpm. A Honda lamentavelmente não informa dados de desempenho e consumo.
Opção de caixa automática está disponível em todas as versões e as versão DX e LX tem freios a tambor no eixo traseiro, substituídos por discos na intermediária EX e na top EXL com ABS e EBD (Electronic Brake Distribution), sistema que calcula e distribui a pressão apropriada a cada roda em frenagens bruscas, evitando seu travamento e mantendo a dirigibilidade.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Audi A1 1.4 TFSI: mexe com o pequeno, mexe...

Apesar de tentar, não achei o adjetivo "esporte" no release que a Audi mandou dessa versão do seu pequenino A1, mas pacato ele não é. Com humilhantes 185 cv e torque de 25,5 kgm/f, o seu motor 1.4 de injeção direta, turbinado, com sistema start&stop, e é melhor que muito 2.5 que se vê por aí.
Mas a tendência de "downsizing"(ou compactação para os discípulos mais fanáticos do Cipro Pasquale Neto) só tem razão de ser quando olhamos os números de consumo e missões de carbono, que é um item imprescindível na Europa, em que se mede tanto a eficiência do motor e quanto de imposto será cobrado. Quanto mais consumo e emissões, mais caro fica o imposto.
Ele faz impressionantes, para sua potência, 16,9 km/l e emite somente 139 g/km de CO². E para quem gosta de "cambiar", e bastante, tem o novo câmbio de sete marchas S-Tronic é de dupla embreagem que engata a macha em milésimos de segundo e a última funciona como overdrive, então é uma 6+E. E a tração é dianteira. Nem por isso ele deixa de humilhar muito carro grande por aí com o 0-100 em 6,9 segundos e velocidade máxima em 227 km/h. O segredo é uma combinação de um compressor volumétrico que atua entre as 1.500 rpm e 2.500 rpm, comum na maioria das situações, e deixa o motor cheinho mas sem aumentar o consumo de combustível quando o turbo de tamanho maior e mais eficiente já que só trabalha em altas rotações assume a compressão do ar admitido por volta das 3.500 rpm.
Para parar a ferinha os freios são a disco e os dianteiros são ventilados de 28,8 cm e o sistema de tração tem diferencial com escorregamento limitado e ESP que quando detecta uma possível perda de aderência em curva dá um "toque" no freio da roda interna e recuperando a trajetória do pequeno bólido.
O pacote de segurança é extenso e vem desde o prático sistema de fixação de cadeirinhas Isofix (deveriam dar algum incentivo para adotar esse padrão europeu ou o norte-americano, independente de qual é o melhor, para isso temos o Inmetro), além de air-bags frontais, laterais, de cortina, tórax e bacia.
Os faróis e lanternas é composto por LED's sendo que os dianteiros ainda não abandonaram o Xenon. Luxos típicos de carros maiores como como som BOSE de 465 Watts de potência distribuídos em 14 auto-falantes, sistema com dois navegadores, bancos dianteiros com aquecimento e ar condicionado automático são opcionais.
Para os sortudos europeus que puderem parar 24.250 euros ele estará disponível no final do ano com o pacote opcional Ambition: Rodas de 17 polegadas, pacote estético da linha S e interior iluminado por LED's

Opel GTC Paris Concept: O Astra esportivo de verdade, de verdade

Os carros "esporte" oferecidos hoje no mercado nacional, com honrosas excessões, não passam de "belos Antônios" repetindo o feito do Simca Chambord da década de 1960 que era bonito na aparência mas na hora de acelerar...
São praticamente carros com spoilers e aerofólios, pinturas "esportivas", rodas "ivocadas" na medida do possível do departamento de marketing, mas a fórmula é a mesma: pega-se o maior motor da linha, veste-se uma carroceria esportivada e pronto, temos um esportivo que vai atender o cliente mais urbano que compra um aventureiro mas não quer um jipe: um carro que não terá um desempenho satisfatório, mas só a aparência de quem tem um desempenho satisfatório.
Enquanto isso, na Europa, onde o termo "prazer de dirigir" soa como um inconfessável desejo hedonista de liberdade de ir e vir, e fazê-lo em menos tempo é um indulgência imperdoável, as versões esportivas pululam em todos os fabricantes de automóveis com motores de combustão interna e alguns elétricos e híbridos.
E a Opel não ficaria de fora ao mostrar como conceito, mas praticamente pronto para ser produzido, a versão OPC da nova geração do Astra na Europa, uma a frente do nosso "Vectra" e mais duas do bom e velho Astra de primeira geração, chamada simplesmente de OPC Paris Concept. A fabricante prometeu dar maiores detalhes durante o Salão de Paris.
Faróis de máscara negra mais afilados, rodas esportivas de 21 polegada, lanternas traseiras e luzes diurnas em LED's são alguns diferenciais que mostram a que veio o conceito.
O motor é um 2.0l turbo de quatro cilindros, acoplado a uma caixa se seis velocidades com diferencial de escorregamento limitado eletrônico. O propulsor terá sistema start&stop para economizar combustível.
A suspensão foi pensada para melhorar a estabilidade, a segurança e a dirigibilidade com o sistema Flexride de amortecedores adaptativos e o eixo traseiro agora é multilink (paralelogramo de Watt's).

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Porsche 911 Carrera GTS: Potência com eficiência germânica

Todas as versões esportivas dos Porsches tem nomes de provas famosas. Exceção é o Cayenne que é um utilitário e foi batizado com o nome da capital da Guiana Francesa. Essa versão mais quente do 911, o Carrera, batizado em homenagem à Carrera Panamericana que trouxe tantas vitória e recordações à casa de Stuttgarth no tempo em que seus carros à época usavam mecânica de fusca envenenada que o primeiro sedan da marca também foi batizado em homenagem à prova mexicana.
A Porsche traz o carro à Paris em primeira mão e promete disponibilizar para a venda em dezembro desse ano. Uma das novidades é o motor, 3.8l na tradicional configuração de seis cilindros contrapostos (boxer) está mais eficiente e potente. Pequenos luxos como Alcântara estão disponíveis a quem possa pagar os 105 mil euros pedidos pelo coupé e 115 pelo conversível, preço na Alemanha.
O interior ergonômico somente é disponibilizado na cor negra e recebe Alcântara no centro dos bancos, no volante e em alguns lugares como as braçadeiras das portas.
O motor rende 408 cv e tem 42,8 Kgm/f de torque e tem no coletor de admissão seis borboletas que disciplinam o fluxo de ar que priorizam o torque ou a potência. O escape tem quatro saídas.
As rodas de 19 polegadas são pintadas de preto e contrastam com as pinças dos freios a disco pintadas de vermelho e a lateral recebe a inscrição "Carrera GTS" em prata ou preto dependendo da cor do veículo.
O desempenho é superlativo, faz o 0-100 km/h em 4.3 segundos com o câmbio de seis marchas manual, ajudados pelos pneus traseiros 305/30 ZR 19 que tracionam o carro.
A máxima fica em torno de 306 km/h, mas se o cliente optar pela automatizada de dupla embreagem, também com seis marchas, o tempo cai um décimo de segundo na aceleração de 0 a 100 km/h.
Mas o consumo é de contidos 9,8 km/l em ciclo combinado europeu e as emissões de carbono ficam em altas 240 gramas por quilômetro rodado, o que significa imposto salgado em alguns lugares na Europa.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Honda CRF 230F 2011: Totalmente off-road

A Honda anuncia a linha 2011 da sua CRF 230F e as novidades são o para-lamas traseiro que agora vem na cor branca e o guidão em preto. Totalmente off-road, tem pedaleiras largas e resistentes, proteção do motor em plástico de alto impacto e o tanque de 7 litros com desenho que permite bom encaixe de pernas e as manoplas do guidão e banco recebem textura que garante um bom "grip" nas manobras tanto em pé quanto sentado (tradução: não escorrega mesmo).
O motor é um monocilíndrico de 230 cm³ OHC (comando simples no cabeçote) com potência máxima de 19,3 cv a 8.000 rpm e torque de 1,92 kgf.m a 6.500 rpm e conta com câmbio de seis marchas. A suspensão dianteira é por garfo telescópico e a traseira, do tipo Pro-link, é montada em balança de alumínio. A robustez da motocicleta é asssegurada pelo chassi em berço semi-duplo segundo a marca.
A moto tem preço público sugerido de R$ 10.530,00, (base no Estado de São Paulo), e não inclui despesas de frete e seguro. O modelo tem garantia de três meses, sem limite de quilometragem.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Hyundai ix-20: Mais um concorrente do C3 Picasso é lançado na Europa

Não se sabe se a micro-van vai dar as caras aqui, mas que o segmento das microvans está agitado na Europa, isso tá. Utilizando a mesma plataforma do Kia Venga (Lembre que na Coréia as duas são sócias e aqui são administradas por grupos diferentes, a CAOA com a Hyundai e a Kia com a Gandini, e não se aconselha por os representantes dos dois grupos brasileiros na mesma sala por rixas pessoais e empresariais de deixar a Gaviões e a Mancha Verde morrendo de inveja. Em tempo, o Kia Venga está aqui). Segundo a Kia, a micro-van é destinada para jovens famílias que nesse momento precisam da economia e praticidade desse tipo de veículo. O carrinho já adota a nova linguagem visual da marca com elementos de "linguagem fluída" e características como agrade em forma de losango que estreou no SUV ix-35. A Hyundai promete dar mais detalhes do carrinho no Salão de Paris e por isso não vou dar chutes como o povo da blogosfera está fazendo.
A Kia promete equipar o carro com itens de segurança ativos e passivos...
...e motores com baixas emissões de CO² e econômicos.
O interior bem desenhado e arrojado cujo console central também lembra um celular.