quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Toyota NORI: Organicamente certificado

Quem está acompanhando os conceitos que concorreram no Design Challenge realizado no Salão de Los Angeles viu que com rara excessões, a maioria dos concorrentes pretendem literalmente cultivar as carrocerias de seus modelos. Moldar, soldar e fundir está ficando demodê, e a Toyota seguiu à risca a cartilha da maioria dos concorrentes.
O concept propulsionado por quatro motores elétricos localizados em cada roda e com a bateria destacável recebe uma carroceria chamada PODULAR com partes em fibra de carbono revestida de bioplástico fabricado a partir de algas. A própria carroceria gera energia para o veículo, já que entre a trama de fibra de carbono e bioplástico estão inseridas células solares. E para garantir que o cultivo de partes das carrocerias não seja prejudicial ao meio ambiente, somente agricultores com certificação de plantio orgânico é que farão o manejo.
A carroceria foi projetada para evitar o problema de ter que ajustar ou adaptar a mecanica facilitando o planejamento de execução da montagem, e partes da mesma podem ser retiradas para caso o condutor e os três passageiros possam sentir o vento no rosto ou se proteger de algum clima ruim. A Toyota não deu detalhes se o concept será fabricado ou se o conceito em si será aproveitado em algum projeto futuro da marca.

A carroceria do NORI será cultivada em fazendas com certificação orgânica, isto é: sem uso de insumos artificiais.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Nissan iV: Maglev sobre rodas

Mais um concorrente do Design Challenge do Salão de Los Angeles, a Nissan apresentou o iV, que seria a visão da marca de um carro que seria fabricado em 2.035. Da mesma forma que alguns outros conceitos concorrentes anteriormente apresentados, a sua carroceria é feita também de componentes biológicos de origem vegetal. O diferencial é o sistema de tração, que além de ser integral, esterça as quatro rodas e ainda faz a função de suspensão. Como? Por meio da flutuação magnética, o "eixo" não entra em contato com a roda que recebe imãs permanentes e com a ausência de atritos de tração e de transmissão de força o carro está apto a alcançar altas velocidades com pouco gasto de energia.
Baseado no seu programa Eporo (veja aqui) que se baseia no comportamento de cardumes de peixes, o sistema de segurança Safety Shield™ permite que o veículo preveja eventualidades e evite acidentes independentemente da vontade do condutor. Por isso os designers da marca abriram mão de itens de segurança como para-choques, vigas e colunas de reforço estrutural e air-bags, diminuindo o peso final do veículo. E para armazenar a energia coletada de painéis solares espalhados nas janelas de bio-polímero há uma bio-bateria que em conjunto com um supercapacitor que recupera e armazena até 60% energia cinética obtida com as frenagens e que de outra forma seria desperdiçada. Orgulhosa por lançar o Leaf nesse ano que finda (agora aqui), a Nissan afirma o seu mantra com convicção: inovação pata todos!
E pra variar, depois das fotos outros dois videozinhos, não oficiais, em inglês do conceito.
A carroceria é composta por painéis vegetais unidos com cola derivada de teia de aranha que garante uma carroceria leve e super resistente.
A cabine tem espaço suficiente para quatro ocupantes usufruirem com bastante conforto e os parabrisas permitem a sensação de vento no rosto sem nenhuma abertura.
Segundo a Nissan, o conceito tem um bom desempenho com praticamente zero de culpa, já que a fabricação do carro não emite gás carbônico, o temível CO².

Mercedes Benz Biome: Quando um problema se torna a solução

Os automóveis sempre foram apontados como vilões do meio ambiente, e às vezes com dados inflados por ONG´s verdes que responsabilizam os veículos por 90% das emissões de poluentes quando a média correta nos grandes centros é na casa dos 20%. Problemas causados por emissões de hidrocarbonetos e óxidos nitrosos responsáveis pela chuva ácida foram no mínimo esquecidos com a histérica caça ao CO², que apesar de não ser poluente, é tido como o novo catalizador para as alterações do clima.
E os governantes, sobretudo na Europa baixam medidas para obrigar os fabricantes a aumentar a eficiência de seus produtos. Uma delas é obrigar os fabricantes de produtos que emitem algum tipo de poluente a compensar as emissões que seriam geradas em toda a vida útil do produto. Um exemplo é a Peugeot que comprou uma área enorme situada no centro-oeste brasileiro, quase na divisa com a Amazônia Legal, para servir de sumidouro de CO² ao plantar árvores para compensar os seus mais de 3 milhões de veículos vendidos ao ano.
Mas um belo dia não haverá espaço para plantar tanta árvore e ainda não foi pensado algo que fizesse a fixação mais eficiente do CO² por meio industrial. Mas se em vez de se conformar, soldar, injetar ou usar algum outro método para produzir peças, pudéssemos plantá-las? E com o crescimento dessas peças o CO² fosse fixado? E acoplado a um motor que não emitisse, o veículo não gerasse, mas absorvesse CO²? A Mercedes pensou no carro conceito Biome cujo nome em português significa Bioma que explicando em miúdos para quem não sabe "ecologês" é uma área em que os seres vivos estão integrados em delicado um ciclo natural de sobrevivência.
As peças seriam fabricadas em biofibras que já cresceriam no formato final da peça, e de quebra iria fixar o CO² durante o seu desenvolvimento e liberar oxigênio no processo. E o material é mais leve e ao mesmo tempo mais resistente que o aço temperado. Outra vantagem do processo é que nas estufas em que as peças seriam cultivadas, haveria a absorção de parte do calor proveniente do Sol e assim ajuda a reduzir a temperatura ao redor da fábrica.
Cada peça é geneticamente modificada através do DNA por engenharia genética e cada peça cresce em um molde banhado em nutrientes especiais contidos em um bionectar, este produzido por árvores especiais que ainda gerariam energia para a planta fabril, para adquirir a forma final quando estiver pronta para ser colhida. Esse é mais um conceito "orgânico" que transforma o que seria um problema para o meio ambiente em uma solução para o futuro. E o ecossistema global agradece. Quando teremos o Biome ou um carro baseado nesse conceito ninguém sabe.
E no final das fotos o video completo (em inglês) do conceito...
O chassi é feito a partir de duas sementes que crescem até se fundirem e gerarem uma peça única.
Cada roda é cultivada separadamente a partir de uma semente cada, antes de ser integrada ao veículo.

E no final da vida útil do carro os componentes que são biodegradáveis podem virar compostos orgânicos ou serem reaproveitados na construção civil.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Mazda MX-0: Nem sempre tirar zero é algo negativo

Li uma vez no Blog do Mulsanne (veja aqui) que a melhor forma de melhorar o desempenho, a estabilidade e a dinâmica de um veículo é reduzir o seu peso. Dos banhos ácidos aos materiais exóticos, a busca pelo menor peso sem abrir mão da resistência e durabilidade atravessou o século passado e se mostra cada vez mais imprescindível nesses tempos em que reduzir o consumo e emissões se torna algo cada vez mais exigido por governos, ong´s e por fim consumidores, mas sem abrir mão do desempenho. Nessa difícil equação em que nem sempre o que se ganha de um lado compensa as perdas do outro, a Mazda tem uma resposta: Zero.
A marca não informa o peso do conceito que dentre os apresentados é o mais sóbrio e viável, mas como a sua construção é feita a reduzir o número de componentes, que em um carro popular bem básico chega a algumas dezenas de milhares de peças, pretende reduzir a massa total do veículo. Com o alto torque instantâneo do motor elétrico que está disponível a 0 rpm, a marca espera uma dirigibilidade inacreditável em um carro de produção e um desempenho surpreendente. Por isso os engenheiros acham que vale a pena a busca pelo zero, já que zero massa é igual a velocidade máxima.
Segue abaixo das fotos um vídeo (em inglês) do conceito...
O MX-0 de lado mostra a suspensão traseira com menos componentes e que lembra o sistema monochoque típico de motos de trilha.
A marca viabilizar o MX-0 para 2020, acreditando que o uso intensivo de materais mais leves e resistentes tendem a cair com a fabricação em massa.
A marca pretende vender pelo menos meio milhão de unidades por ano do MX-0 ou do veículo de produção derivado desse estudo.

Maybach DRS: O riquixá elétrico de Sindelfingen

Quando os japoneses introduziram o riquixá por volta de 1870, eles não imaginavam o sucesso que esse tipo de veículo faria na Ásia. Usados como táxis de baixo custo, virou febre em vários países asiáticos. Mais tarde, vieram os ciclo-riquichás que na Europa e Cuba sobrevivem atualmente como táxis-ecológicos em pontos turísticos e após a Segunda Guerra Mundial vieram os auto-riquichás, que ganharam a fama por fazerem parte da paisagem dos grandes centros indianos. A fusão do ciclo-riquixá com o auto-riquixá é a proposta da Maibach para o desafio do Design Challenge de Los Angeles com o Den-Riki-Sha. Como um autentico riquixá, o motorista vai na parte da frente, onde fica os comandos do carro e um par de pedais que serão acionados pelos pés do mesmo para recarregar as baterias.
Há um computador de bordo que além de equilibrar o veículo utilizando acelerômetros do mesmo modo que os Segways e assemelhados (veja aqui o conceito P.U.M.A. feito em conjunto com a GM e o U3X da Honda aqui) ele conecta os usuários a uma rede que além de informar sobre o trânsito, mapeia os melhores destinos ou pontos de interesse na localidade em que o veículo se encontra. E o interior desse riquixá futurista não fugirá do exigente padrão de qualidade e luxo exibido nos carros da marca.
A proposta de construção da carroceria é a partir de um casulo que seria desenhado a partir de um DNA geneticamente modificado e que seria cultivado utilizando engenharia e bio-mecânicas avançadas chamadas MNV (Naturally Manufactured Vehicle ou Veículo Manufaturado Naturalmente). Então esqueçamos tudo o que nós sabemos sobre "design orgânico" e pode se acostumar com a idéia de ter um biólogo, um bioquímico e um bio-engenheiro nos setores de fabricação dos veículos...
Abaixo das imagens um filmezinho com detalhes (em inglês) do concept...
O híbrido humano-elétrico tem um computador que equilibra o carro nas duas rodas, semelhante ao Segway
Os motores elétricos ficam um em cada roda de desenho orbital e as baterias podem ser recarregadas por um pedal na cabine do condutor.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Honda Air: O poder do ar e dos sonhos

Dentro da proposta de fazer um carro com 454 quilos, ou 1.000 libras para quem não usa sistema métrico, a Honda apresenta o Air. O carro dispensa a capota para que os quatro ocupantes, condutor incluso, aproveitem a brisa do mar, já que a proposta do carro é de ser um "cruzador costeiro". Os pneus são de uretano e para diminuir ainda mais o peso que chega a impressionantes 362 kg (lembra do L1? Veja aqui e o antecessor 1 Litre Concept aqui) os cubos e o sistema de transmissão são minimizados para diminuir o peso flutuante. Os bancos são confeccionados em fibra de vidro e a carroceria tem resistência para proteger os ocupantes em alguma eventualidade. A propulsão é a ar comprimido que dá uma autonomia de 160 quilômetros e o tanque de ar comprimido, que na verdade é a estrutura tubular do chassis, pode ser abastecido com um desses calibradores de pneus comuns em postos de gasolina ou por um compressor doméstico comum e quem sabe futuramente energizado por uma célula fotovoltaica (painel solar se preferir). Essa é a proposta da Honda de um carro sem emissões de poluentes.
Abaixo das imagens um vídeo (em inglês infelizmente) do concept.
A carroceria aberta recebe painéis de polímeros vegetais e ganha um desenho inspirado em algumas das mais modernas montanhas-russas.
O tanque é na estrutura tubular do chassi, que também recebe os outros componentes como cockpit e carroceria egarante 160 km de autonomia.

Voltando de Férias: Los Angeles Design Challenge

Voltando das minha merecidas férias, farei um especial com o Design Challenge, evento ocorrido no Salão de Los Angeles que encerrou nesse fim de novembro. Nessa edição os organizadores convidaram a sueca Volvo e a alemã Mercedes, sendo que tradicionalmente o concurso só era aberto para quem tinha centro de estudos de design sediadas nos EUA. Outra novidade é a inclusão de um desafio, que nesse ano limitou o peso dos projetos em 1000 libras ou 454 quilos sem afetar o desempenho, conforto e a segurança de seus quatro ocupantes. Como o objetivo da prova é soltar a imaginação e ser bem criativo, os estúdios participantes repensaram até na maneira de produzir esses veículos, já que metais e outros compostos comuns usados na confecção de carros foram substituídos por materiais alternativos e de montagem e confecções diferenciadas e inusitadas. Inclusive alguns conceitos levam ao extremo o termo "orgânico" já que suas peças são cultivadas, e não moldadas, prensadas, soldadas ou outro tipo de conformação mecânica. Espero que divirtam-se continuem prestigiando o blog no próximo ano.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Zil Concept: Relembrando os bons tempos da cortina de ferro

Na época da Cortina de Ferro o governo russo tinha à disposição as limousines ZIS e ZIL que serviam os membros do Partido Comunista. Muitas foram destruídas quando deixavam de servir aos altos dirigentes do partido para que não caíssem nas mãos de camponeses e operários. Hoje 12 anos depois da queda do Muro de Berlim, em tempos agora democráticos, o governo russo serve ao seus altos dirigentes com as Mercedes S600, mas apesar dos bons serviços que o modelo presta, um carro de fabricação nacional cairia muito bem.
Por isso foi aberta uma licitação pra escolher um projeto para a nova limousine ZIS, sigla que vem de Zavod imeni Likhachova uma fabricante de armas da antiga URSS ainda em atividade, e que irá fabricar o veículo. Um dos projetos apresentados é do escritório de designer industrial Slava Saakyan com colaboração de Andrey Chirkov que tenta dar imponência e sobriedade o novo meio de transporte oficial russo. Mas o que acabou resultando é uma mistura de limousines feitas a partir dos Lincoln Town Car dos anos 80 com carruagens do século XVII. Causa estranheza a ausência do vidro traseiro, mas as portas são amplas. Mais simples seria comprar o chinês Faw Hongqi, mas ele tem dois problemas: o preço acima dos 500 mil dólares e o fato e se parecer com o Mercedes Classe S que eles estão tentando substituir...
Não foram divulgados dados técnicos, mas o motor deverá ser um diesel de caminhão com bom torque e potência. O motivo é a blindagem pesada que deverá ser do nível 6, o que faria essa limousine passar fácil das 3 toneladas.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Chevrolet Camaro Neiman Marcus: Presente de natal "some" em três minutos

A loja de departamento chique Neiman Marcus sempre prepara uma edição especial com algum automóvel premium (não confundir com os compactos empiriquitados vendidos aqui, estou falando de BMW para cima...) em seu catálogo de natal, no ano retrasado foi com a BMW Série 5 com direito a esquiar nos Alpes e ver o seu carro sendo fabricado, ano passado foi o novo Jaguar XJ. E esse ano o "presente" está mais modesto, mas nem por isso o "brinquedo" é menos interessante: é um plebeu e ignorante Chevrolet Camaro Conversível que recebe uma exclusiva cor "Bordô" camaleão, que muda com a incidência da luz, se for mais claro a cor o tom fica mais avermelhado e se o ambiente estiver mais escuro a tendência é ficar mais violeta. As rodas de alumínio polido são de 21 polegadas calçados por Pneus de alta performance Pirelli P-Zero e a moldura do parabrisas é na cor prateada. Os faróis recebem halo de LEd's para iluminação diurna e o carro recebe sensor de ré. O interior é baseada na versão SS com bancos em cor ambar, painéis e acabamento em cor negra e costuras com linhas vermelhas. Vem com som Boston Acoustics e conectividade Bluetooth além de outros mimos. O preço? Agora eu não sei, mas enquanto essa versão especial esteve no catálogo por TRÊS miseráveis minutos, isto é, o tempo em que as 100 unidades disponíveis estiveram disponíveis em cartaz, era de 75 mil dólares.
A mecânica estúpida desse Camaro justifica a categoria "muscle-car" do qual faz parte: São 426 cv e torque de 58,1 kgm/f na versão com câmbio manual e 400 cv e torque de 56,7 kgm/f na versão com câmbio automático, todas com seis marchas.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Mental Breakdonw: Kombão Nervoso

Quando escrevi no post da Millyard V10 (veja aqui) que o Salão de Essen mostra o mais bizarro e surpreendente no mundo automobilístico e também motociclístico não estava exagerando. Um desses exageros, se bem que perto de um dragster "normal" ele se mostre bem comedido, é o Mental Breakdown que usa como base nada mais que a nossa velha conhecida Kombi de primeira geração.
Com um V8 Hemi de 8.4l e 1.700 cv preparados pelo especialista Keith Black, ele é ainda modesto perto de alguns dragsters profissionais que costumam ter 5 vezes mais potência e alguns chegam a dar trabalho para turbinas a jato que também participam da modalidade. A única parte original que sobrou foi a parte dianteira da cabine quase rente ao chão, aonde se aloja o piloto. O restante é montado sobre um chassi tubular sob medida, com o motor em posição ideal que é a central entre-eixos e um imenso aerofólio para garantir que as enormes rodas tracionantes do eixo traseiro fiquem pregadas na pista.
O criador, o inglês Wayne Allman, se diverte colocando motores "inadequados" nos mais diferentes veículos, como essa Kombi que trocou o motor 1.500 por um 8.400.
O lendário Hemi preparado por Keith Black usa compressor para ter 1.700 cv, bem longe dos 36 cv originais de quando foi lançada há 60 anos.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Millyard Viper V10: Superlativa

O engenheiro britânico Allen Millyard tem como hobby fazer as mais diversas e absurdas alterações em motos da japonesa Kawasaki. A última delas deu às caras no não menos bizarro Salão de Essen, na Alemanha. Espécie de SEMA européia, essa e outras preparações que beiram o absurdo picam o cartão todo ano por lá. Voltando à moto do nosso amigo engenheiro, ele simplesmente instalou uma moto em um motor V-10 usado no Viper e em alguns modelos da inglesa Bristol. O resultado é que a moto é bem mais manobrável que a pioneira Tomahawk da própria Chrysler, apesar do seus 640 quilos. E esteticamente deve agradar em cheio os fãs de motos naked como a boa e velha CB400 apesar de não ser tão exagerada quando a Amazonas, que usava um modesto motor 1.600 da Volks que rendia somente 64 cv...
O V-10 rende 500 cv mas o engenheiro deve ter amansado a fera para poder pilotá-la nas ruas.
Dois feitos: chegar a 331 km/h na pista e ter licença para ser usada normalmente no trânsito.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Bell Aurens Longnoose: Para atravessar montanhas

Uma das idéias mais extravagantes é o Longnoose da Bell Aurens, uma pequena empresa anglo-alemã que pretende vender essa versão de "nariz longo" com motorizações que começam na casa dos 250 cv. A base é o Land Rover Defender 109 que foi vendido nos anos 60 e 70, que na transformação ganha 1,83 m só de focinho para caber, desde o "modesto" motor V8 Rover que desenvolve potências a partir os 250 cv a até um motor V12, o Meteor da Merlin que desloca titânicos 27 litros e que pode gerar 1.500 cv como a projeção que abre esse post. Nada mal para um fanático entusiasta do lendário Defender que socou um V8 no seu e o apelidou de "pequeno Lúcifer". A única limitação é a velocidade máxima que fica em torno de 200 km/h por motivos de segurança.
Não espere muito luxo ou extravagâncias, já que o clássico imortal tem um interior espartano, mas que pode ganhar alguns acessórios e revestimentos mais sofisticados, mas dentro do que se espera de um autentico fora de estrada rústico. As cores vão do preto, passando pelo verde britânico de corrida ao bege deserto. A pequena fábrica artesanal pretende confeccionar somente 10 focinhos longos por ano, com preços a partir de 140 mil libras.
Uma das características do Longnoose é os escapamentos que saem das laterais e passam por baixo do veículo.
Aqui nessa criação digital de seus projetistas ganha o verde britânico e mantém a traseira reta típica de um jipe.
Mas se o cliente preferir, tem essa traseira chamada "tail-boat" que lembra a popa de um barco e dá um ar mais exclusivo ao utilitário

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Gillet Vertigo 5: Esportivo Belga ganha coração novo

A Europa tem tradição em carros artesanais, e cada país tem um que se destaca, como os Wiesmann na Alemanha (veja aqui) e os Morgan (veja aqui) na Inglaterra. E na Bélgica temos a Gillet para honrar o país com um esportivo artesanal mas com desempenho profissional.
O Vertigo 5 que nem parece ter 18 anos ganha nova motorização e está um pouquinho mais de sobrepeso em relação ao modelo que usava motor Alfa Romeo. Agora são 420 cv do V8 Maserati (fornecido pela Ferrari...) contra 350 cv do motor Alfa. A carroceria é feita de materiais leves e resistentes como fibra de carbono e nomex e pesa somente 990 quilos, contra 1.200 a 1.600 quilos comumentemente encontrado em superdesportivos. E mesmo assim porque o chassi foi reforçado pra aguentar a potência do V8, já que com o antigo motor Alfa pesava só 700 kg.
O desenho da carroceria foi aprimorado aerodinamicamente com a experiência de Gillet na Fórmula 1 e em diversas competições. Para quem quiser ter um desses em sua garagem separe pouco mais de 140 mil euros sem impostos. Aqui no Brasil multiplique o preço por 4 e terá uma idéia de quanto irá ficar.
As portas são um misto de asa-de-gaivota com tesoura (lambo door) e o interior é confeccionado artesanalmente recebe acabamento em couro e alcântara costurados à mão. O câmbio é seqüencial de seis marchas com embreagem hidráulica.
A suspensão é duplo wishbone sobreposto e os freios são a disco ventilados nas quatro rodas sendo os dianteiros de 330 mm com pinças de 4 pistões e os traseiros de 300 mm com pinças simples.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Local Motors Rallye Figther: Te leva para o mau caminho e te tira dele

O Sema Show é um daqueles eventos em que amantes da preparação se programam para ir todo ano. E sempre tem surpresas agradáveis no mar de carros super-preparados e algumas bizarrices que aparecem por lá. Uma delas é o Rallye Fighter da Local Motors que afirma que o desenvolvimento do carro é aberto. Isto é, qualquer um que tenha experiência no ramo pode dar seus pitacos e ver as suas idéias aproveitadas no maior esquema Creative Commons, em que importante é liberar o conhecimento mas dando o crédito ao autor.
O projeto já tem em seus pontos definitivos um chassi de aço e suspensão com mais de meio metro de curso para enfrentar desertos e outros lugares íngremes. A tração é somente traseira, acoplada a um câmbio de seis marchas que a liga a um motor BMW, que pode ser a diesel com modestos 265 cv ou um mais alegre a gasolina com 430 cv. O carro é fabricado sob encomenda e custa 50 mil doletas para o afortunado e abastado comprador.
A cabine foi inspirada no avião Mustang P-51 e cabe quatro adultos, ou dois adulto e três crianças na apertada cabine.
As rodas são de 18 polegadas na dianteira e 20 na traseira com pneus preparados para o todo-terreno.

sábado, 18 de dezembro de 2010

LMC Continental: Fabricação americana e criatividade alemã

A customizadora alemã LMC mostrou a sua última obra chamada Continental, com chassi e peças próprios. Além da modernidade dos faróis e lanternas em LED's, a mototem inovações como o resfriador de óleo dentro de tubos que fazem parte da estrutura do quadro. Com aletas que complementam o design, os quase 5 litros de óleo saem do motor e circula por dentro dos tubos e volta ao carter resfriado, já que o motor é um bicilindrico em "V" que é tradicional nesse tipo de moto. O piloto vai sentado a pouco mais de 38 cm do chão e como é típico desse tipo de modelo que é feito praticamente para cada dono, os controles vão bem à mão.
Farol em LED no detalhe. O motor de 2.0l de cilindrada e rende 135 cv com mais de 9 kgm/f de torque, o cambio é de 5 marchas.

A roda traseira tem nada menos que 300 mm de largura na medida 300/35-17 e a roda dianteira se conteta com metade disso com medida 150/60-17.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Xenatec Maybach 57 Coupé: Mais uma "arte" da preparadora alemã

A inquieta Xenatec faz de tudo, desde carros e vans blindadas, uma inusitada BMW série 7 com teto elevado em 12 cm, esportivos esticados ou em versões shooting brakes, Tem também versões picapes da Touareg e Cayenne, Audi Q7 com focinho de Bentley e versões limousines tanto para luxo como para táxi. E também tem uma das preferências da preparadora: versões inexistentes de fábrica como um série 6 da BMW com quatro portas e baseados no CLS de primeira geração tem um conversível ou uma perua, e bem, se o leitor quiser ter uma idéia de como será a versão da segunda geração do CLS transformada em perua pela Xenatec, veja o conceito da Mercedes Shooting Brake publicado no meu blog (veja aqui).
Agora em parceria com a Maybach, braço de alto luxo do Grupo Mercedes Benz, a Xenatec lança a versão coupé da versão mais curta, a 57 S (veja a versão sedan exposta que ganhou alguns retoques no Salão de Pequim aqui). Construída pela Special Purpose Vehicles, encarroçadora de veículos especiais adquirida recentemente da ThyssenKrupp Drauz Nothelfer baseada na cidade alemã de Weinsberg, a versão terá acabamento artesanal e personalizado a gosto de cada cliente. Essa versão coupé do Maybach 57S foi desenhada pelo mesmo projetista que criou outro coupé memorável, o Excelero feito em uma única unidade para a fabricante de pneus Fulda (que aliás equipa essa versão com seus pneus especiais que calçam as rodas de 20 polegadas de série nessa versão ou de 21 opcionais), o designer Fredrik Burchhardt. Para quem quiser ter um desses na garagem, precisa desembolsar a bagatela de 675 mil euros, praticamente 50% a mais que um Maybach "normal", fora os impostos.
Para-choques dianteiro e traseiros, portas, janelas laterais, painéis são novos e a inclinação do vidro traseiro é maior contribuindo para melhor fluidez do desenho sem comprometer o conforto dos passageiros dos bancos de trás. Há a opção de blindagem da carroceria, uma das especialidades da Xenatec.
O interior continua extremamente luxuoso e há a opção de um teto de vidro eletrocrômico que fica opaco eletricamente. Agora o dono de um Maybach pode desfrutar do desempenho de seu carro ao volante, cujo motor V12 de 602 cv e torque de quase 102 kgm/f, leva o coupé a 275 km/h de velocidade máxima.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Spartan V - Espírito Guerreiro dos 300 de Esparta

Quem assistiu o filme ou leu a graphic novel 300 de Esparta escrita pelo genial Frank Miller sabe como os espartanos são obcecados pela técnica e eficiência na arte da guerra. Com estratégias eficientes e o patriotismo quase à beira da insanidade o rei Leonidas e mais 300 guerreiros leais seguraram o imenso exército de Xerxes e decretou o fim do império persa, hoje reduzido a um estado teocrático islâmico isolado por sanções econômicas e cujo presidente reeleito por um pleito duvidoso só irrita os pares ao dizer bobagens pirotécnicas, revisionistas e delirantes. Um carrinho baseado no espírito guerreiro de um espartano foi desenvolvido por dois irmão que costumam fabricar bugues com motores de moto na Austrália, o Spartan V. Não há os luxos atenienses de um Bugatti Veyron e nem pomposidade romana de uma Ferrari ou uma Lamborghini. Tudo o que é fútil, supérfluo ou desnecessário foi retirado e mais alguma coisa. Não há faróis e piscas, o chassi é de aço montado em treliça com barras anti-capotamento opcionais que podem ser substituídas por uma barra da FIA específica para competições oficiais,
mas por não ter alguns equipamentos obrigatórios ele só pode ser usado em lugares privados e em competições.
O chassi peso-pena de fibra de carbono é fiel a máxima de Colin Chapman gênio criador da Lotus, que sempre dizia que "aumentar a potência deixa você rápido nas retas, tirar o peso deixa você rápido em todo o lugar". Pesando somente 300 quilos sem contar o motorista e o resultado é que o "coice" que as costas recebem ao acelerar o carro é realmente forte, e acredite, ele só é meio segundo mais lento que o todo-poderoso Bugatti com seus 1.200 cv tendo só um sétimo da potência e torque de seu motor, somente dois em vez dos 16 cilindros, sem turbos, com um só radiador, 8 válvulas em de suas 64 válvulas de admissão e escapamento e com um pouco mais de um sexto de seu peso. E o preço? Por módicos 64 mil euros qualquer mortal pode ter um em casa, já que um Porsche GT2 RS custa o dobro disso sem impostos, e também significa que o preço pedido por um Veyron daria para comprar pouco mais de 15 mil desses pequenos bólidos. Mas a diversão é a mesma para qualquer um dos três e garantida.
Para dois ocupantes, a cabine só tem dois bancos Sparco de competição com cintos de quatro pontos ancorados no chassi e as pedaleiras são de competição. O único luxo é o painel de instrumentos emprestados da supermoto Ducati 1998S. O câmbio é seqüencial de seis marchas e a suspensão Ohlins é duplo wishbone tanto a dianteira quanto a traseira.

O motor de 1.2l refrigerado a água rende 170 cv a 9.750 rpm com torque máximo de 13,4 kgm/f a 8.000 rpm. O 0-100 é feito em 3 segundos e a máxima é de 280 km/h. Os freios são a disco ventilados nas quatro rodas com quatro pistões em cada pinça da marca Wilwood e os pneus de competição 205/45 R17 calçam rodas de liga leve de 17 polegadas.