terça-feira, 31 de agosto de 2010

Mercedes Benz CLS: A segunda geração continua tentando ser o que não é

Ainda continuo xiita quando se fala em carrocerias. A Mercedes nem tanto, tanto que na segunda geração do polêmico CLS ela insiste em chamar o modelo de "seu coupé de quatro portas". Para quem é leigo no assunto, o CLS é classificado como um sedan. Mas o departamento de marketing da marca resolveu criar uma nova categoria para o carro chamando-o de coupé-sedan ou coupé de quatro portas, o que não existe. Sim, tem sedans de duas portas, mas o são somente se tiverem o mesmo desenho que o modelo de quatro portas. Os coupés, mesmo pertencendo à mesma família do sedan, tem um desenho mais esportivo que o restante da família e somente duas portas. Podemos tomar por exemplo a família Opala (Opel Reckord para os europeus, mas com motor 6 em linha emprestado do Impala que equipava as picapes GM brasileiras) que reinou aqui no Brasil de 1968 a 1992. Ele tinha as versões perua (de duas portas), sedã de quatro e o fastback de duas portas, esse sim um coupé legítimo.
O CLS de primeira geração vendeu no mundo todo mais de 170 mil unidades segundo a fábrica e pretende repetir a dose com a segunda geração: "Clientes do mundo todo se beneficiaram pela nossa ousadia em lançar um novo conceito de veículo completamente inédito no mercado, " explica Dr Joachim Schmidt, membro do conselho de administração da Mercedes, "e com design excitante, o nosso novo coupé de quatro portas, o novo CLS, é privilegiado por estar uma geração à frente da concorrência.
Polemicas à parte o novo CLS continua com seu jeitão estradeiro, ou gran turismo se preferirem, com seu desenho com elementos abaixo da linha de cintura do concept Shooting Brake (veja a lindeza aqui) o que faz o blogueiro torcer por uma versão perua, já que a Mercedes não liga de ter uma linha grande e diversificada. E o teto do "coupé de quatro portas" vem de outro concept, o F800 Style Research (veja aqui) e que talvez ajude a gerar um novo Classe S no futuro com suas linhas da cintura para baixo. O resultado é um desenho menos "pesado" em relação à geração anterior, apesar de manter as linhas com o mesmo tom aristocrático.
"O novo CLS aponta para novos rumos para a concepção da futura linguagem visual da marca", afirma Gorden Wagener, chefe de design da Mercedes, "ao mesmo tempo em que se inspira na grande tradição de estilo e refinamento esportivo que sempre foi a marca registrada dos nossos coupés." O acabamento é o que se espera de um carro da Mercedes Benz como se poderá conferir abaixo.
Personalizado: o interior oferece cinco opções de cores, cinco tipos de acabamentos e três tipos de couro, tanto que vai ser difícil confundir um carro com outro, já que dificilmente teria dois iguais. E se o cliente quiser ainda tem três tipos de madeira para decorar o painel. As saídas de ar são galvanizadas e os centrais fazem conjunto com o monitor que mostra as funções do carro e multimídia, além do GPS integrado.
Os instrumentos analógicos são combinados com o display em alta resolução colocado no centro do velocímetro que passa as informações do computador de bordo. O volante de três raios com acabamentos metálicos incorpora algumas funções de multimídia e GPS para que o motorista não precise tirar as mãos. Há um relógio analógco de alta qualidade no centro do painel.
O couro tem pré tratamento pra que não se deforme ou trinque quando exposto ao sol e as costuras são feitas manualmente. Os estofamentos e espumas dos bancos também são de alta qualidade. E dependendo da escolha do cliente, pode haver acabamento em fibra de carbono ou black piano, este último que recebe vários polimentos até ficar com acabamento brilhante.
Os coupés não são muito democráticos em matéria de transporte, e esse quatro-portas segue a tendência. Na parte de trás da cabine alguns porta-objetos e somente dois lugares no banco traseiro, todos com apoios de cabeça ativos e cintos de três pontos com pré-tensionadores. A seção central pode virar um descansa-braço, tipo poltrona de avião executivo.
Detalhes como o couro perfurado do volante e as costuras feitas a mão do acabamento do console central mostra a preocupação em mostrar requinte nesse carro. No painel e console central acabamento de madeira que é feito artesanalmente, e o cliente pode escolher entre nogueira marrom, alamo acetinado ou desse modelo em preto brilhante.
Xenon Out: xunners do Brasil, a moda agora é LED, já que a Mercedes que ainda insistia em combiná-los com faróis xenon, aposentou este último em nome da praticidade e economia de energia dos primeiros. São 71 elementos que segundo a marca garantem uma luminosidade mais eficiente.
Apesar de srr considerado uma "revolução" pela Mercedes, o carro mantém algumas tradições como a grade. Para demonstrar o carater desportivo do carro a estrela de três pontas desceu do capô para o centro da grande com duas barras horizontais ladeando-a.
Mais influências da Shooting Brake nos paralamas traseiros abaulados que recebem o vinco descendente que parte dos faróis que segundo a marca pretende lembrar as coxas de grandes felinos na hora de desferir um ataque. As belas rodas de cinco raios da AMG expõem os discos de freios sendo os dianteiros perfurados e os traseiros sólidos.
Não foram divulgados dados de motorização, suspensão, freios, carroceria e outros detalhes técnicos. A marca pretende divulgar mais dados no Salão de Paris quando o sedan, ops, "coupé de quatro portas" será finalmente apresentado.
Na traseira além dos escapes na seção inferior do parachoque traseiro, que acompanha o desenho elegante das alnternas traseira, também integralmente composta por LED's, há uma moldura superior metálica da placa de registro que divide a tampa do porta malas e ressalta o "rabo de pato".

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Honda Jazz Hybrid: O Fit europeu ganha versão mais "verde"

O Fit europeu que lá se chama Jazz vai ganhar uma versão híbrida que será apresentada no Salão de Paris em outubro. O carro ganha algumas novidades estáticas como os faróis que ganham uma máscara azul (que é a cor "verde" na Europa), nova grade prateada e interior mais escuro com iluminação dos instrumentos e do rádio em azul.
O sistema híbrido paralelo é o mesmo dos Honda CR-Z e Insight, com um motor 1.3 i-VTEC com 123 cv de potência e com torque de 12,5 kgm/f e câmbio de varição contínua, e no meio um motor elétrico auxiliar de 13 cv e torque de 8 kgm/f que ajuda o principal nas arrancadas e retomadas e permite uma maior economia de combustível, mas sem desligar o motor a combustão em baixas velocidades. A Honda não revelou mais detalhes, mas vai custar mais que a versão "normal". Mas para quem está preocupado com o planeta, dinheiro é a menor de suas preocupações.
As lanterna traseiras ganham lentes fumê e a moldura de placa é prateada nessa versão híbrida.

sábado, 28 de agosto de 2010

Citroen C3 AIRCROSS: O espírito de aventura fica só na intenção

Lançado em definitivo no mercado, o aventureiro Citroën AIRCROSS deixa de ser C3 Picasso para se tornar um modelo independente, como a Nissan fez com a Livina X-Gear (veja aqui). O fato de uma versão se tornar um modelo à parte é às vezes comum, como em alguns carros da Toyota, as versões Bel Air, Impala e Caprice que compartilhavam a mesma plataforma da Chevrolet por exemplo. A fabricante classifica o AIRCROSS como um "autêntico SUV e um Crossover Compacto Premium", sendo que a C3 Picasso não é nem um nem outro mas um monovolume. Para ser um SUV precisa ter vocação para o 4X4 e ter pelo emnos alguma versão com opção 4X4. Quanto aos crossovers como a Journey (compare aqui) e o Soul (e também aqui), são utilitários adaptados para para rodar no asfalto como um automóvel.
Virá em três versões: a básica GL que vem de série com ar condicionado, computador de bordo, vidros dianteiros e retrovisores com acionamento elétrico, abertura das portas com acionamento à distância, as barras de teto longitudinais, pára-choque dianteiro e traseiro na cor do veículo, estepe com dispositivo antifurto e aviso de destravamento no painel, bancos traseiros rebatíveis 1/3 e 2/3, porta-malas com travamento elétrico; a intermediária GLX que além dos equipamentos da GL, possui de série rodas de liga leve Buggy, bússola, inclinômetro (horizontal e vertical), vidros traseiros elétricos, faróis de neblina, regulagem de altura do banco do motorista e sistema de som com Rádio/CD mp3 e entrada para iPod e a topo de gama Exclusive que vem com ar condicionado digital, bancos de couro, airbag duplo, Rádio Pioneer for Citroën, ABS + EBD, limitador e regulador de velocidade, volante em couro, rodas de liga leve Buggy, bússola, inclinômetro (horizontal e vertical), vidros traseiros elétricos, faróis de neblina e regulagem de altura do banco do motorista. Opcionais: sensor de estacionamento traseiro, acendimento automático de faróis, sensor de chuva, airbag lateral e sistema de Navegação MyWay.
Apresentado em abril de maneira inusitada, através do Twitter (veja o post aqui), o veículo pretende agradar o mesmo público da Hoggar (veja também aqui) cuja campanha publicitária ressaltava que os consumidores desse tipo de veículo não viviam de modo descolado, fazendo esportes radicais e "curtindo" a natureza, mas que queiram parecer que vivem assim.
Então vivemos um joguinho de faz de conta, em que o consumidor almeja um modo de vida que não é dele e que só vê pela TV (a cabo) e os fabricantes fazendo carros que aparentam fazer o que fazem, mas que somente aparentam.
Segundo a Citroën, o interior tem o menor nível de ruído devido ao tratamento acústico da carroceria, para-brisas com camada interne redutora de ruídos e a maior quantidade de material fonoabsorvente. O painel deixa de ser central e digital como a versão européia e ganha mostradores analógicos. O ar não é bi-zona, mas é digital e o sistema de som Pioneer tem o sistema Hifi-Like que com 6 auto-falantes melhora a ambientação espacial.
Painel central em duas versões: Com os instrumentos aventureiros de sempre como bússola e inclinômetros lateral e longitudinal e rádio com com reconhecimento de MP3 à esquerda e o opcional multimídia com tela de 7 polegadas com o GPS My Way integrado no painel com Bluetooth, primazia no mercado nacional. São mais de 1.300 cidades mapeadas Brasil afora com controle no volante.
Os bancos e acabamentos do interior recebem os tons escuros tão apreciados pelos brasileiros, o traseiro não tem o deslocamento de 15 cm do Fox, mas rebate em 40/60% ajudando a ampliar a capacidade do porta malas de 403 para 1500 litros pelo sistema VDA. Mancada é o cinto de três pontos ausente no banco do meio e a retirada do sistema Isofix para fixação de cadeiras infantis presentes no C3 Picasso europeu.
Os vidros elétricos do C3 AIRCROSS "migram" do incômodo lugar no centro do painel para o ideal que é na braçadeira da porta. Manopla do câmbio semelhante ao C3 hatch é muito recuada a ponto de ter reclamações de se encontar o cotovelo no encosto ao se engatar as marchas pares. Os porta-trecos espalhados pelo interior e o segundo retrovisor interno para monitorar os passageiros de trás, sobretudo crianças, não negam a origem de monovolume do modelo.
Os faróis dianteiros seguem a mesma linguagem visual presentes nos C5 e C4, na traseira as lanternas são fumê, mas não recebem LED's. Dequalque AIRCROSS branco ou preto dependendo da cor do veículo é presente em todas as versões. O estepe pendurado na porta traseira obrigou a mudança da placa de licenciamento do centro para a direita, além de ser um incômodo para os carros de capô mais baixo. Estão presentes também luzes e lanternas de neblina.
Elementos em prata fosco como retrovisores e barras do teto que nascem das colunas dos parabrisas dão o ar off-road urbano. O parabrisa tripartido além do tratamento acústico diminuem os pontos cegos ao "afinar" as colunas que cegam do lado esquerdo, problema típico de monovolumes e de carros que apresentam a coluna "A" muito avançada. Sensor de estacionamento e a futurista capa para o estepe é para esconder a feia roda de aço com calota, já que a roda diamantada no estepe só na topo de linha.
De motorização somente a 1.6 que apesar do câmbio de cinco marchas com embreagem hidráulica estar encurtado em uns 15% se esforça para arrastar os mais de 1.300 kg do carro. Tanto que não foi divulgado nenhum número de desempenho e consumo. São 110/113 cv (g/e) de potência @ 5.800 rpm e 14,5/15/8 Kgm/f (g @ 4.000/e @ 4.500). Motor 2.0 e caixa automática por enquanto somente em sonhos, já que Citroën não informou se pretende oferecê-los no futuro.
Os freios sofreram uma involução: os traseiros abandonam aos discos sólidos e retornam para os arcaicos freios a tambor. ABS com EBD e luzes piscantes em frenagens de emergência só na versão de topo. A suspensão dianteira é independente, tipo McPherson, com molas helicoidais, barra estabilizadora e amortecedores pressurizados. Na traseira vem com travessa deformável (barra de torção), com molas helicoidais, amortecedores pressurizados e barra estabilizadora.
A Citroën garante que o seu carro é o "mais verde" com 20 quilos de material "sustentável" ao usar PET e Polipropileno nas partes plásticas internas e esternas, mas os eco-chatos de plantão não consideram couro, disponível só na top, e madeira e Woodstock (serragem com resina), como elementos ecológicos. Só o consumidor típico desse tipo de automóvel aventureiro que se acha mais próximo da "natureza" ao comprar um é que cai em mais desses "contos de marqueteiro".
A garantia é de três anos, com 3 revisões gratuitas programadas a cada 10 mil quilômetros, em condições especiais de lançamento. Mas as peças de desgaste natural ou fluidos que forem trocados serão cobrados à parte. Após isso terá preços de revisão fixos em tabelas afixadas em concessionários da marca com possibilidade de pagamentos em 3 parcelas fixa. A carroceria recebe garantia européia contra corrosão: 12 anos.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Recall: Chevrolet Agile com risco de incêndio

A Chevrolet convoca todos os modelos Agile em circulação em território nacional, já que ele é produzido na Argentina, para a troca da mangueira de combustível que segundo a empresa apresentou uma "não conformidade". Nesse caso detectou-se que a mangueira ganha fissuras internas que com o tempo causa vazamento de combustível e risco de incêndio. Os carros chamados incluem também os modelos 2010 com chassis de AR1000003 a AR191692 e 2011 de números BR1000008 a BR143441. Os proprietários devem entrar em contato com a concessionária mais próxima e agendar a verificação que começa agora na segunda-feira. Para maiores esclarecimentos visite o site da empresa (aqui) ou entre em contato pelo fone:
0800 702 4200

Chevrolet Orlando: De Paris a Paris

O Chevrolet Orlando reestréia em Paris, mas agora como modelo de produção definitivo. A multivan terá capacidade para sete lugares. O desenho que lembra bem um SUV casa perfeitamente com a nova linguagem visual da marca, dando um ar mais imponente, especialmente com essa frente de caminhão que causou polêmica com o Agile (e o blogeiro foi um dos que desgostaram no novo compacto premium da GMB).
"O Chevrolet Orlando dá início a um ambicioso plano de se lançar sete novos modelos em 15 meses" afirma Wayne Brannon, presidente executivo da GM européia.
"Estamos confiantes de que o Orlando não só trará uma grande valorização para o seu dinheiro no seu segmento, mas também um novo MPV - algo funcional e com atitude do jeito que você gosta - e para nós é a oportunidade de continuar aumentando o nosso volume em toda a Europa. Acredito que (o MPV) também irá trazer ainda mais novos clientes para a marca Chevrolet. " completa o executivo.
O MPV tem em seu interior, que comporta sete lugares, os mesmos elementos visuais vistos no Agile (veja aqui) e no Spark (e aqui) como o painel simétrico, por exemplo. O carro estará disponível para a venda no ano que vem na Europa.
Baseado na plataforma do Cruze, que se espera suceder o "Astrão" Vectra aqui, o carro tem motor 1.8l de 141 cv a gasolina e um 2.0l a diesel em duas versões: uma pacata de 131 cv e uma mais voltada para desempenho com 163 cv. Haverá três níveis de acabamento e virá de série, airbags, espelhos elétricos, ar condicionado e controle de estabilidade.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Alfa Romeo 2uettottanta by Pininfarina: O nosso sagrado direito ao prazer de dirigir

Quando se junta algo como 180 anos de tradição, só pode sair algo verdadeiramente bom em se tratando de automóveis. Nesse caso especialíssimo juntou-se o centenário da Alfa Romeo com os 80 anos da Pininfarina e nos presenteia com esse belíssimo "spider": o 2uettottanta, que pode ser traduzido literalmente como "duas vezes assim", indicativo que em sua cabine só vai motorista e um sortudo passageiro.
É também uma homenagem ao Duetto, apelido carinhoso dado ao Alfa Romeo Spider 1.600, produzido de 1.966 a 1.993 em quatro gerações e que ficou imortalizado no filme "A Primeira Noite de Um Homem" com Dustin Hoffman tendo o privilégio de dirigir um nas filmagens e que foi também desenhado pela Pininfarina que montou o carro em suas instalações nos dois primeiros anos.
É um dos raros concepts cujo o foco é o puro prazer de dirigir, prazer esse que tem sido combatido por neodevotos de Gaia cujo maior pecado mortal é ter pequenos prazeres em objetos manufaturados, e que a maior preocupação é por o motorista em contato com com o seu habitat: o asfalto.
Para quem gosta de carros antigos e sonha visitar algum concurso de elegância, desses realizados em Vila D'Este, Pebble Beach, ou mais modestamente, Águas de Lindóia, verá que as linhas do carro foram desenhadas como antigamente, em que as formas e proporções são feitas em cuidadosa harmonia. Até a cor é especial, com o vermelho tradicional dos carros italianos de competições para ressaltar a veia esportiva da Alfa Romeo, que antes da Segunda Guerra Mundial enfrentava de igual para igual as míticas e quase imbatíveis Flexas de Prata alemãs.
A Pininfarina afirma que o conceito é um estudo livre de estilo, mas torcemos para a Fiat autorizar a Alfa a produzir um modelo definitivo. Afinal, acima de quaisquer discussões iniciadas por urbanistas marxixtas-leninistas que querem ver as ruas atulhadas de ônibus e minivans e ecochatos cujo ideal de vida é a lama de Woodstock, nosso prazer de dirigir ainda é sagrado.
Feito para duas pessoas, a Pininfarina afirma que o interior recebe os dois ocupantes como quem dá um abraço ao rever os amigos, coisa típica de italianos. As protuberâncias aerodinâmicas típicas dos roadsters abrigam os cintos de três pontos retráteis.
Detalhe da manopla do cambio com detalhes do túnel em fibra de carbono que faz parte da estrutura revestido com couro. Atrás da manopla o seletor de comportamento dinâmico do carro em três posições: Normal, Dinamico (esportivo) e All Weather (baixa aderência).
Mais detalhes do 2uettottanta em que a fluidez de linhas mostra a preocupação com a aerodinâmica mas sem perder a elegância e o caráter musculoso do roadster cuja traseira lembra uma lula em homenagem ao Duetto de primeira geração. Faróis e lanternas são compostos integralmente por LED's.
O motor é um 1.750 cc turbinado que rende 200 cv e 32,6 kgm/f de torque emprestado da Alfa 159. A escolha do motor foi proposital, já que homenageia o "Osso de Lula" Veloce 1.750. O apelido vem de sua traseira arredondada da primeira geração, já que a segunda adotada a "Coda Tronca" ou "rabo cortado semelhante ao nosso Puminha.
A caixa é uma automatizada seqüencial de seis marchas de dupla embragem e para parar essa "macchina" são utilizados freios da tradicional Brembo de carbono-cerâmica desenvolvidos em conjunto com a Alfa Romeo. Nota-se o desenho do spoiler integrado com as entradas de ar para os freios.
As belas rodas de cinco raios de alumínio são uma livre interpretação dos cinco círculos presentes nas rodas dessa marca, calçadas por pneus Dunlop que receberam estudos aerodinâmicos e de componentes para reduzirem o consumo.
A traseira mostra a preocupação aerodinâmica com essa reinterpretação do clássico "Duetto", com o belo desenho dos retrovisores, das laternas compostas em LED's e os dois escapes que se integram ao desenho do carro.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Mercedes Benz O 500U Low Entry: O BRT é aposta para a Copa

A Associação Nacional de Empresas de Transporte Coletivo fez um seminário em Brasília semana passada. Na pauta a discussão sobre a Copa 2014 e os investimentos no setor. E como tudo que é feito por aqui, aponta-se como a única solução "milagrosa" para o aumento da demanda por transporte coletivo por causa do evento, o sistema BRT (Bus Rapid Transit).
Com apregoados dois terços a menos no custo de implantação do sistema, se comparado ao metrô, tem sido apontado pela entidade como o "Santo Graal" para os problemas de mobilidade urbana que aflige as grandes metrópoles brasileiras.
E a Mercedes Benz não perdeu tempo e apresentou o chassi para ônibus articulado low entry (piso baixo) O 500U para os empresários do setor e expôs as vantagens de seu produto:
“A grande maioria das 12 cidades que receberão os jogos da Copa já optou pelo sistema BRT. Elas se apoiam em vantagens como custos de implantação até dez vezes menores e um prazo até 2/3 menor em comparação com outros modais, como trem e metrô, para transportar a mesma quantidade de passageiros”, diz Gustavo Nogueira, especialista em Sistemas BRT da área de Marketing de Produto – Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil. “Esses benefícios também são válidos para quaisquer outras cidades que queiram prestar um serviço de transporte coletivo de maior qualidade para a população”.
Uma coisa que governos municipais e estaduais, especialistas e diretores de sistemas de transporte coletivo e secretarias de planejamento devem ter em mente que um só tipo de sistema nunca será perfeito. O melhor será se os sistemas de BRT's, Metrô, linhas alimentadoras, e até sistemas de aluguéis de veículos (compartilhados ou não) como carros, bicicletas devem trabalhar em conjunto, e não em detrimento em favor de um só tipo de sistema de transporte de passageiros, como a NTU vem pregando em seus boletins e usando artifícios espúrios para impor seu ponto de vista. Nada contra os ônibus e transporte coletivos em geral, mas empresários do setor adoram puxar a sardinha para o seu lado. Veja um exemplo (aqui).
O ônibus vem equipado com o motor eletrônico OM 906 LA que fornece 260 cv de potência a 2.200 rpm e torque máximo de 96,9 kgm/f na faixa entre 1.200 a 1.600 rpm. O câmbio é automático de 4 a 6 marchas com sistema de freio auxiliar integrado. O chassi de 11,7 m pode receber carrocerias de até 12 m, mas pode ser alongado pelo encarroçador em até 13,2 m.
O carro dianteiro conta com freios a disco nas quatro rodas, coisa rara no segmento que ainda utiliza tambor, a suspensão é pneumática para maior conforto dos passageiros e o sistema ainda faz o "ajoelhamento" do veículo para facilitar o acesso ao interior do mesmo. A preparação para ar-condicionado, rodas de alumínio e freios ABS são opcionais.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Jaguar XJ Sentinel: Segurança à prova de fogo, tiros, granadas, explosivos...

A Jaguar lançou no Salão de Moscou o XJ blindado que ganhou o sobrenome Sentinel. O Salão de Moscou deve ser o lugar mais indicado, devido ao terrorismo e à algumas máfias que andam infernizando por lá. Afinal o carro recebe blindagem B7 capaz de suportar explosões de até 15 kg de explosivos TNT e granadas, inclusive no assoalho.
“O XJ Sentinel foi desenvolvido em parceria com empresas líderes no segmento de veículos blindados e incorpora o que existe de mais moderno e avançado em termos de blindagem, ao oferecer altíssimos níveis de proteção, ao mesmo tempo em que mantém uma aparência bastante discreta, excelente desempenho e um belíssimo design. O modelo é ideal para governantes, empresas ficadas em segurança e usuários civis em geral”, afirma Mike O’Driscoll, diretor geral da Jaguar.
A célula de blindagem foi desenvolvida em conjunto com a empresa especializada Centigon, com especialização reconhecida mundialmente, e recebe além do aço balístico, reforços em kevlar (aramida para os íntimos) e recebeu a certificação da Qinetiq, órgão certificador de teste balísticos e de explosão. Além disso o carro tem pneus run flat que não "murcham" quando perfurados. Outra vantagem é que o carro blindado quase não tem diferenças visíveis em relação ao modelo "civil", tornando-o menos chamativo.
O motor é o 5.0l Gen III aspirado que rende 383 cv de potência e tem torque de 52,5 kgm/f acoplado ao automático de seis marchas, o suficiente para levar as quase 4 toneladas do carro a 100 km/h partindo da imobilidade em 9,5 segundos e a máxima de 195 km/h.

Chevrolet Camaro SS: Somente com caixa automática

A Chevrolet acabou de confirmar o modelo que será trazido para ser vendido aqui oficialmente e que também virá para o Salão de São Paulo. A versão será a SS, com um V8 de 6.2l de 406 cv, e torque de 55,6 kgm/f conjugado a uma caixa automática de seis marchas. A GM não mostrou os números de desempenho, mas os 20 cv a menos e os quase 3 kg de torque podem fazer alguma falta para os fans que querem um desempenho mais esportivo à moda do Tio Sam.
Mas a GM brasileira acredita que acertou na escolha, apesar de algum eventual protesto de autoentusiastas que preferem sentir o carro mais a mão:
“O câmbio sequencial, com borboletas no volante, é uma unanimidade hoje. Praticamente todos os superesportivos e até os carros de corrida utilizam esta tecnologia. É um item fundamental, para conseguir aliar em um único carro a agressividade de condução com mais de 400 cv de potência, ao conforto necessário para se rodar também nas grandes cidades”, afirma Ronaldo Znidarsis, diretor geral de Vendas e Marketing da General Motors do Brasil.
Sintonizado com os novos tempos em que aparência é mais importante que o conteúdo e que a eficiência e economia de combustível é item obrigatório em carros esportivos, o coupé traz o sistema de desligamento de cilindros, que desliga quatro dos oito cilindros para economizar combustível. Para os fans que mesmo assim não conseguem conter a ansiedade podem receber novidades via Twitter (aqui) e no site oficial do carro (agora aqui) que disponibilizará papéis de parede e vídeos do Camaro.
Detalhe do volante com a aleta de mudança de marcha manual, que segundo a GM é o jeito "mais esportivo" de se trocar as marchas. Ela esqueceu de mencionar que os câmbios seqüenciais esportivos são automatizados...

O cambio automático seqüencial de seis marchas Hydra-Matic (de onde vem hidramático...), que como o motor foi modernizado tem aletas atrás do volante para as trocas de marchas manualmente sem tirar as mão do voltante.
Mais uma para irritar os fans: o carro vem com controle de tração, mas que pode ser desligado caso se queira queimar os pneus, nas medidas 245/45 ZR20 na dianteira e 275/40 ZR 20 na traseira, no asfalto.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Peugeot 408 América Latina: Da China para a Argentina

Conforme já foi antecipado (aqui) a Peugeot confirmou que o 308 chines, o 408, será feito na Argentina na planta de Palomar. Já é a segunda vez que um sedan "chinês"da Peugeot é transplantado aqui, já que o pioneiro foi o 307 com sua traseira sem inspiração alguma. Se você tem algum receio de projetos chineses, dê uma olhadinha com cuidado nos Mac's, Dell's e outros fabricantes de componentes eletrônicos. Quando querem, os chineses sabem fazer produtos de boa qualidade, ainda mais quando tem uma "grife" como a Peugeot por trás. A marca declara que o carro foi desenvolvido em conjunto com os escritórios de engenharia argentino e brasileiros. Tanto que o capô dianteiro perdeu o exagerado vinco que o modelo chinês, fabricado por lá desde abril, ostenta. O carro traz o novo padrão de projeto e de design “Motion & Emotion” e promete dar também as caras no Salão de São Paulo.
O carro estreará o novo logotipo comemorativo dos 200 anos da Peugeot na América Latina.

sábado, 21 de agosto de 2010

Ford New Fiesta: "Grand Fiesta" ou "Mini-Focus"?

A Ford brasileira lançou nessa semana o novo Fiesta, aqui no Brasil. O sedan vem preencher o buraco entre o velho Fiesta (aqui) e o Focus (o 1.6 aqui e o 2.0 aqui) na faixa de preço entre 49 mil e 56 mil. Mas por enquanto somente a versão sedan intermediária do novo Fiesta com passaporte mexicano virá para cá, beneficiado pelo acordo Brasil-México que isenta veículos de ambos os países de impostos. Fica a dica para Ford trazer o hatch que daria uma canseira no Punto e quem sabe o novo Ka vendido na Europa para dar um pouco de trabalho para o smart e também para o 500. A versão que está vindo é a intermediária, que em alguns itens é mais bem equipada que o Focus de entrada, e que perde alguns itens como o controle de estabilidade disponível nas versões vendidas no México e nos EUA, mercado a que se destina o carro.
Se trouxesse a versão mais equipada, iria competir com o Focus com o motor 1.6 Sigma, que aliás é o mesmo que equipa o sedan trazido para cá, já que o que "matou" as vendas do Focus anterior foi a falta de um motor flex.
"O carro global da Ford é um sedan esportivo, criado para inovar o chamado segmento B Premium, formado por veículos de porte compacto com conteúdo. O New Fiesta foi concebido para ser referência em design e segurança, sem deixar de lado a qualidade e dirigibilidade com eficiência, apresentando a melhor relação custo-benefício da categoria", diz Marcos de Oliveira, presidente da Ford Brasil e Mercosul. "O New Fiesta é um símbolo do atual momento de renovação da Ford no mundo. Foi projetado para ser um dos expoentes do nosso crescimento”, completa o executivo.
O carro compartilha o design Kinetic (não o de Camaçari) com o Focus brasileiro e o europeu (veja aqui) cuja linguagem moderna, traz como elemento principal um efeito de “energia em movimento”. Através desse desenho fluído, com planos rápidos e jogo de luz e sombra, o objetivo da equipe de design foi criar um veículo atraente, onde sobressaem os contornos, as proporções e a harmonia. “O New Fiesta oferece o design mais atual da sua categoria. Ele é um carro que se destaca, à primeira vista, pela grande beleza exterior. Criar um carro bonito para agradar diferentes pessoas e culturas foi o objetivo central do projeto. O resultado é um sedan esportivo e com personalidade e muito caráter", diz João Marcos Ramos, gerente de Design da Ford sul-americana.
Em matéria de segurança o carro passou com louvor no quesito equipamentos, apesar da falta do controle de estabilidade já que conta com sete airbags, um de joelho para o motorista, os tradicionais frontais, dois de cortina (se a Caoa publicar alguma coisa, podemos "subir" o número para 9, já que ela duplica os airbags de cortina) e mais dois laterais para os passageiros dianteiros além do ABS. E milagre, o banco traseiro conta com três cintos de três pontos retráteis e seus respectivos encostos de cabeça. Além disso tem alarme de série, aviso sonoro de faróis acesos, cinto de segurança dianteiro retrátil e com ajuste de altura, ganchos para ancoragem de cadeira de criança, trava de segurança para crianças nas portas traseiras e sistema Ford antifurto EPATS.
"O New Fiesta é um carro que foi desenvolvido para atender as máximas exigências de segurança. Ele recebeu a nota mais alta, cinco estrelas, nos rigorosos testes de impacto da agência Euro NCAP, órgão Europeu mundialmente reconhecido", diz Luis Muniz, da Engenharia de Desenvolvimento da Ford. Isso significa carroceria mais rígida com reforços nas portas (ponto fraco em qualquer quatro portas) na célula de sobrevivência (onde fica os passageiros) com zonas de deformação para absorção de choques e conseqüentemente menos ferimentos para os passageiros e condutores do veículo. Agora entendem porque os carros mais novos estão um pouco mais caros e pesados? E porque vejo com reservas a vinda dos chineses? Se bem que com a criação do China NCAP (veja aqui) a tendência é que se equiparem aos carros europeus e ocidentais no quesito segurança em poucos anos. E antes que esqueça, o carro foi desenvolvido lá, já que os chineses adoram um sedan.
Bem equipado vem de série com espelho retrovisor elétrico, vidros verdes, ar-condicionado com saídas de ar direcionadas para os bancos traseiros abaixo dos bancos, aquecedor, vidros elétricos dianteiros e traseiros com acionamento a um toque para o motorista, trava elétrica das portas com controle remoto, dois alto-falantes e dois tweeters frontais, ajuste de altura do banco do motorista, ajuste de altura e profundidade da coluna de direção, travamento automático das portas a 7 km/h, tomada de força no painel, limpador do vidro dianteiro intermitente e com velocidade variável, desembaçador do vidro traseiro, console central integral com portas-objeto, luzes de cortesia e leitura dianteiras, para-sol do motorista e do passageiro com espelho de cortesia, banco traseiro bipartido, jogo de tapetes frontais e encosto de cabeça dos bancos ajustáveis e removíveis e luz elevada de freio.
O interior recebe itens de acabamento como anéis de saída de ar com acabamento cromado, inserto cromado no painel central, bancos revestidos em tecido, alça de abertura das portas na cor prata, manopla com inserto cromado e revestimento parcial das portas em tecido.
Quanto ao espaço interno, suas dimensões são de 4,41 metros de comprimento com cerca de 1,70 m de largura, 1,45 m de altura e 2,49 m de distância entre-eixos, é o mesmo da categoria "premium" que vai desde o gordo e desajeitado Agile (olhe aqui), passando pelo esbeltico e menos espaçoso Punto (agora aqui) e o esticado Linea e vai até o inflacionado (monetariamente) City (e também aqui), com espaço de pernas restrito nos bancos de trás. Vamos ver se o tio Obama consegue convencer os americanos, cada vez mais obesos, a se espremerem dentro de carros desenhados para europeus elegantes e remediados de países em desenvolvimento como Índia, Brasil e México (em Cuautitlán), onde ele é fabricado e também e outras quatro unidades localizadas em Valência na Espanha e Colônia na Alemanha para a Europa, e Nanjing na China e Rayong na Tailândia para a Ásia.
A decoração do painel combina com os instrumentos disponíveis. Possui inserto prateado em vários locais do painel, incluindo as saídas de ar. Os mesmos insertos também estão no volante (somente na versão topo de linha) e nas laterais das portas. A opção "básica 1" inclui ar-condicionado, direção elétrica, vidros, travas e espelhos elétricos, rodas de liga leve de 15 polegadas, CD-player MP3, com entrada auxiliar para conexão de dispositivos eletrônicos, computador de bordo e alarme perimétrico.
Na 2 vem freios ABS. Já na seleção 3, topo de linha, vem bancos de couro, 7 airbags, direção com raios em acabamento metálico e descansa-braço das portas em vinil. O painel exibe em sua parte central uma tela multifuncional de LCD. Ela está posicionada de maneira a facilitar a visão e o acesso tanto para o motorista como para o passageiro. Concentra informações multimídia e de funcionamento do veículo. Os comandos, abaixo da tela, são dispostos em um teclado inspirado em celulares. Integra também o conjunto de som toca-CD com reconhecimento de arquivos MP3 com entrada auxiliar e sistema RDS de informações de rádio.
Nem tudo é perfeito. O painel de instrumentos segue a lógica sem sentido "tex-mex" verificada no Tiida (veja o hatch aqui e o sedan aqui) de não incluir o indicador de temperatura. Mas vem com velocímetro com escala graduada em quilômetros por hora e conta-giros com faixa vermelha iniciando a 6.000 rpm computador de bordo que faz às vezes de hodômetro e o imprescindível indicador de combustível.
Na versão mais completa, os bancos de couro trazem frisos laterais contrastantes. Existem cinco portas-copo (lembre que o carro é vendido para os americanos, o que sobra vem pra cá), bolsa porta-revistas opcional no encosto do banco do passageiro, amplo porta-luvas espalhados pelo interior e ponto de força de 12V no console. Item importante para quem preza o conforto são as saídas de ar-condicionado para os bancos traseiros.
Detalhes externos como grade frontal e régua do porta-malas cromadas, os faróis mais puxados que o do novo Focus europeu, antena no teto, e a bela roda de liga mostram que a procura pela fluidez das linhas é mais feliz nesse projeto que as tentativas de esconder a idade do velho Fiesta feito aqui. O porta malas tem razoáveis 440l de capacidade. A Ford teve o capricho de colocar um filmes de vinil no parabrisas para amenizar o ruído do vento.
O motor é o mesmo do Focus de entrada, o Sigma 1.6 Flex de construção é moderna, contando com bloco, cabeçote, cárter e mancais em alumínio. Possui acelerador eletrônico e produz 115 cv com etanol @ 5.500 rpm e 110 cv com gasolina @ 6.250 rpm e torque de 16,2 Kgm/f com etanol @ 4.250 rpm e 15,8 Kgm/f com gasolina @ 4.250 rpm.
Desempenho e consumo: O carro faz o 0 a 100 km/h em 11,9 segundos com gasolina e 11,5 com etanol. A velocidade máxima é limitada a 190 km/h, com ambos os combustíveis. O consumo de combustível obtido pelas normas NBR6601/NBR7024 e ajustado pelos valores do CONPET/INMETRO, traz 11,9 km/l com gasolina e 8,3 km/l com etanol na cidade. Na estrada, faz 12,7 km/l com gasolina e 8,7 km/l com etanol. O tanque vem com capacidade de 47 litros.
O carro tem cambio manual de cinco velocidades, da família IB5, mas a Ford bem que podia oferecer uma automática moderna de seis marchas como a versão européia. O câmbio é acionado por cabos de aço e a embreagem tem assistência hidráulica. A direção tem assistência elétrica que traz linearidade e progressividade ao volante. Conta também com um sistema de compensação de deriva (DPC) que minimiza a fadiga do condutor em estradas retas e também com um sistema de atenuação de vibrações.
O carro tem tração dianteira, com suspensão também dianteira do tipo MacPherson. Os amortecedores são combinados com uma barra estabilizadora dianteira de 22 milímetros. A suspensão traseira é formada por um eixo “twist-beam”. O sistema de freios é o antiquado e tradicional sistema com freios a tambor na traseira e a disco na dianteira, com ABS opcional. As rodas de liga leve de 15 polegadas são calçadas com pneus 185/60 R15.
O New Fiesta chega ao mercado com 3 anos de garantia e preço a partir de R$49.900,00 (versão 1), R$51.150,00 (versão 2) com freios ABS, e R$ 54.900,00 (versão 3). O carro vem com oito opções de cores: as sólidas preto Bristol e branco Ártico, as metálicas prata Dublin, vermelho Magenta e cinza Varsóvia e as perolizadas vermelho Córdoba, verde Coimbra e azul Montecarlo.
Ele também conta com a vantagem das revisões com preço fixo da Ford, que garantem o mesmo valor em todo o Brasil e permitem ao cliente saber de antemão quanto vai gastar na manutenção. Os preços são: 1ª Revisão: R$164,00; 2ª Revisão: R$212,00; 3ª Revisão: R$296,00; e 4ª Revisão: R$600,00. A Ford diz que o carro tem um dos seguros mais baratos, mas isso o mercado dirá.