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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

smart escooter: mobilidade urbana conectada

Na Europa as scooters (motonetas) são o meio preferido de se movimentar nos grandes centros urbanos que enfrentam congestionamentos cada vez maiores em suas ruas estreitas. Na Ásia, especialmente em países como a Índia, Tailândia, Vietnã, Taiwan e China as scooters vendem tanto quanto as CUB's e "streets". Exemplo é a Lead da Honda que vendeu um milhão de unidades mundo afora e aqui não passou de 18 mil unidades, culpa da preferência do mercado pelas streets e agora as CUB's.
A smart que já vende o seu urbano fortwo em versão elétrica na Europa e nos EUA agora mostra essa motoneta elétrica no Salão de Paris como uma resposta sobre a chamada mobilidade urbana inteligente: "Quando nossos clientes nos falam entusiasmados sobre seus smart's e que descrevem o carro como um perfeito urbanino, já que é prático, manobrável, espaçoso, ágil e seguro e ainda oferece boas doses em prazer de dirigir tanto na estrada quanto para procurar uma vaga no estacionamento (eu não consigo ver ninguém se divertindo em busca de uma vaga em estacionamentos de shoppings e assemelhados, quem eles andaram entrevistando?), Muitas pessoas já estão ansiosas para ver o avanço da "visão smart" de emissões zero com o smart eletric drive, que logo tornará (os produtos da) empresa uma parte da paisagem urbana. E agora estamos trazendo todos esses recursos para duas rodas com o escooter", afirma a CEO da smart Dra. Annette Winkler, "Com a escooter, nós continuaremos a nossa "visão smart": a mesma
condução mais divertida na cidade, mais adaptabilidade, mesmo com os respectivos
ambientes, ainda mais flexibilidade - e não menos importante, pois oferece a possibilidade de ser integrado no nosso conceito car2go (sistema de aluguel de veículo compartilhado)", continua a CEO, " O escooter mostra o que é uma abordagem aberta e integrada que temos sobre o tema "Mobilidade Urbana". Esta abordagem pragmática, combinado com o fator de diversão "smart" típico, é o que torna inteligente, de modo especial. Percebemos a mobilidade como uma combinação de responsabilidade e emoção - e a nossa escooter inteligente preenche este pedido em todos os aspectos ".
A motoneta não nega as origens automobilísticas: ABS, air bag, detector de objetos em pontos cegos. A velocidade máxima é de 45 km/h e as baterias de íons de lítio garantem 100 km de autonomia com recarga a partir de três horas.
Outra novidade do conceito é a possibilidade de se conectar um smartphone, que graças a um dispositivo Bluethooth se conecta com a motoneta e um aplicativo serve de "painel" e GPS.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Kia POP: Kinder Ovo ou mais do mesmo?

A Kia revelou algumas renderizações do seu novo concept car, o POP que terá motor movido a eletricidade e terá três metros de comprimento, e que será apresentado no Salão de Paris que começa no final de setembro desse ano. O carro desenhado pela equipe de Peter Schreyer aposta em linhas mais limpas, mais ao gosto europeu, ao contrário dos conterrâneos asiáticos que sempre se inspiram em gases e líquidos em movimento para desenharem as linhas das carrocerias. O desenho futurista se evidencia na única janela lateral com as extremidades circulares. As portas abrigam uma maçaneta escamoteada e a repetidora lateral de direção. Não foram informados maiores dados, então, nous vous voir à Paris...
Grupos óticos abusam de LED's e virá com uma câmera de ré, que está substituindo os sensores de estacionamento e retrovisores.

Os três metros de comprimento são bem distribuídos, mas em possível configuração 2+1 e o para-brisa se estende até a porta traseira.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Murray T.25: Depois do supercarro revolucionário, o minicarro que pretende mudar o mundo

Gordon Murray é um gênio irriquieto. Da bem-sucedida carreira na Fórmula 1 ao superdesportivo MacLaren F1, sempre houve inovações e peculiaridades, como a posição de dirigir central. Aliás, o F1 (veja aqui) é a sua obra prima, o seu trabalho de autor. Depois veio a SLR McLaren, mas aí ele teve que atender as diretrizes da Mercedes. Não que o carro tenha saído ruim, mas poderia ter sido superior ao F1, e no final acabou sendo mais um superdesportivo da Mercedes, o que o joga na vala comum dos carros de sonhos da casa de Stuttgart.
Agora com a Europa e EU querendo diminuir sua dependência de petróleo, que é caro, sujo e poluidor, e querendo descongestionar as cidades, já que a maioria dos carros tem mais ou menos 6 m² de área e só o condutor dirigindo, o que daria para levar 30 pessoas em um ônibus. Várias propostas de mobilidade urbana para quem não quer ou pode andar de ônibus por causa do número de deslocamentos como profissionais liberais ou estudantes apareceram aqui no blog como o Landcruiser (aqui) e o Eporo (e aqui) pela Nissan, o Segway da GM EN-V (veja aqui), o 3RC da Honda (agora aqui), o conceito da Rinspeed o UC? (também aqui) além dos BMW SIMPLE e CLEVER (e aqui) e o confirmadíssimo Twizzi da Renault (agora aqui e também aqui).
Depois do supercarro revolucionário, Gordon Murray propõe agora um meio termo. O seu T.25 (a gasolina) ou T.27 (elétrico) é um micro carro que realmente justifica a categoria que atualmente está pesada e inchada. Mais curto e mais estreito que o smart, leva um passageiro a mais e ainda tem um espaço de carga para levar pequenas bagagens. E o Gordon ainda promete que o sistema de fabricação dele, tanto em versão a gasolina quanto a elétrica que poderão ser feitas na mesma linha de montagem, será mais fácil, rápido e econômico, sem contar que ocupará bem menos espaço, algo em torno de 20%, que uma instalação automobilística atual.
Gordon Murray, diretor executivo de Gordon Murray Design, afirma: "A tecnologia Strategy Board foi extremamente favorável ao programa T.27 e juntos, estamos trabalhando para manter isso no Reino Unido. É uma grande oportunidade de trabalhar com a Zytek Automotive e outros parceiros nossos neste projeto muito excitante. Nós sempre nos esforçamos para liderar as tendências no design automotivo e a nossa meta atual é maximizar a eficiência dos veículos eléctricos ".
Bill Gibson, presidente da Zytek Automotive disse que "o inovador do powertrain Zytek, desenvolvido a partir de nossa experiência substancial em EV (Eletric Vehicle ou Veículos Elétricos) e em programas de produção de veículos híbridos, irá reduzir substancialmente o peso e custo do motor elétrico, enquanto entrega a qualidade, requinte e experiência de condução que os clientes do T.27 exigem. "
E para finalizar, Iain Gray, diretor executivo de Estratégia de Tecnologia da Câmara afirma:
"Este é outro exemplo do posicionamento do próprio Reino Unido a se beneficiar das oportunidades econômicas oferecidas pelos mercados de carbono emergentes. Estes veículos de baixas emissões de carbono. E isso é maravilhoso, o T.27, é um exemplo fantástico de engenharia inteligente e de design sustentável, e está na vanguarda disso. Nós também estamos felizes que fomos capazes de apoiar um projeto que permitiu a Gordon Murray Design e a Zytek Automotive e os outros parceiros a trabalharem juntos para serem verdadeiramente inovadores. ". Há rumores de que Eike Batista está interessado no projeto e pretende produzi-lo no Brasil.
Depois que saiu da McLaren, Gordon Murray fundou o seu próprio centro de design em 2007, de onde desenvolveu o T.25 e o T.27. Promete construir uma fábrica que irá empregar mais de 6.000 pessoas para produzir o T.25/27 e que será ambientalmente sustentável.
Comparativo de tamanho: Um Golf Mk IV, um 500, um T.25/27, um smart e um Mini e ao centro um modelo com dimensões finais do carro de produção. Os carros urbanos estão inchando e engordando cada vez mais.

A disposição de lugares que Murray batizou de i-Centre, permite levar três pessoas e 160l de capacidade de carga ou só o motorista e 750l e que permite seis tipos de configurações diferentes em 20 segundos. E permite um melhor espaço para as pernas dos passageiros que muitos carros da categoria B como o Fit.
Esse é o esquema mecânico do T.25/27 em que os componentes mecânicos ocupam um sanduíche embaixo do assoalho e significa centro de gravidade mais baixo e melhor aproveitamento do espaço. E a cabine tem uma célula de sobrevivência superior em carros de sua categoria além dos equipamentos de segurança ativa e passiva.
Se aqui pudesse estacionar de frente para a calçada, o T.25/27 poderia ocupar um terço do espaço que um carro médio/médio grande ocupa para estacionar nas ruas. Afinal são 2.5 metros de comprimento e 1.3 de largura e raio de curva de apenas 6 metros. Um carro normal mal vira em 11m. E o espaço está cada vez mais escasso nas grandes cidades.
Segundo Gordon Murray a posição central é ideal para o prazer de dirigir, apesar de dirigi-lo ser bem mais simples que um carro comum, já que há somente dois pedais e a alavanca da "caixa" de marchas tem somente as posições "Drive", "Ré" e "Neutro", o painel vem completo na versão a gasolina e um pouco mais simplificado na elétrica.
A versão elétrica pesa 680 kg e tem um desempenho bom para a categoria: 0-100 km/h em 15 s (tem nacional 1.0 que não faz isso) e máxima de 105 km/h. E segundo o Gordon o carro usando somente a energia elétrica vindo de fontes como termoelétricas a carvão comuns na Europa emite de 28 a 48 g/km de CO², enquanto um elétrico convencional emite 195 g/km.

O desempenho do motor a gasolina deverá ser um pouco melhor que o elétrico devido a baixo peso: 550 kg. E os indicadores de direção em posição mais alta junto com os espelhos mais próximos da carroceria evitam acidentes com motoboys. A cabine basculante facilita o acesso ao interior do veículo, o problema é as intempéries.

terça-feira, 13 de julho de 2010

VW Terrafine: Baratinha sustentável

Sustentabilidade: essa palavra de cunho ambiental virou lugar comum. Vai desde as sacolas feitas de garrafas PET vendidas no supermercado para que você não precise das feitas de plástico descartável para levar as compras e que levam trocentos anos para se decompor na natureza ao modo de como se locomove por lazer ou necessidade.
Também diz sobre o modo com o qual o produto se relaciona com o meio ambiente, isto é, se ele não retira matéria prima demais do lugar ou contamina o solo e água com produtos químicos e dejetos industriais ou se não pertuba o cliclo de vida de algum animal ou planta das redondezas.
Bem, para você que adora o verde e por incrível que pareça atualmente, ainda tem um jipe ou algum tipo de utilitário valente com tração nas quatro, meu amigo, o seu veículo não é sustentável.
Afinal, a maioria são beberrões e poluentes, usa uma quantidade grande de material e por isso são pesados e pouco eficientes como meio de transporte. E as emissões que eles emitem, com grandes quantidades de CO², óxidos nitrosos e hidrocarbonetos, sendo que esses dois últimos, muito presente em carros diesel e a gasolina com carburador são responsáveis pela chuva ácida que afeta o desenvolvimento de plantas e alguns animais, especialmente anfíbios. Sem contar as emissões de monóxido de carbono e ozônio, produtos altamente tóxicos.
Agora se você não liga para a chamada "sustentabilidade" e nunca vai comprar um veículo sem condições de enfrentar uma trilha ligth, como a maioria dos "aventureiros", você é um cara feliz e sem neuras. Agora se você já está pensando em vender o seu véio Bandeirante ou Jeep CJ (Ford ou Willis), o designer industrial sueco Niklas Palm tem uma solução, mas que dificilmente sairá do papel: o Terrafine.
O interior para quatro pessoas é ao mesmo tempo minimalista, retrô e futurista. A falta de teto ou barras anticapotamento obriga o uso do capacete.

Um dos sketches já previa o uso de rodas orbitais, uma obsessão abandonada na década passada pelos designers. O problema é a questão da massa não suspensa, que pode comprometer a estabilidade.
Os motores de tamanho reduzido e a caixa de redução ficam dentro do "cubo" da roda. Como não saiu do papel não temos a potência e nem torque.
O projeto não tem nada a ver com a casa de Wolfburg, cuja marca foi escolhida pelo designer para dar um nome a ele. Poderia ser qualquer outra.
A suspensão usa barras longitudinais para cada roda que podem ser abaixadas ou elevadas para uso em asfalto ou fora dele.

E para terminar, postos de recarga de preferência que utilizem energia limpa, ou o usuário pode comprar um painel solar e instalar em sua casa...

sábado, 10 de julho de 2010

Mercedes Benz SLS AMG E-Cell: Emissão zero e tensão máxima

Ano passado a Mercedes já havia apresentado um sketche da versão elétrica do que seria o seu então futuro SLS AMG (veja aqui). E agora a versão em carne e osso, aliás alumínio, cobre, fibra de carbono e outros componentes foi apresentado semana passada.
Também pressionada pela histeria cataclismica causada pelas previsões sobre o suposto aquecimento global causado pelas nossas emissões de gás carbono, a marca já desenvolve vários projetos tentando substituir os combustíveis fósseis por outras fontes de energia mais limpas.
"Nós levamos muito a sério a responsabilidade social e com o SLS AMG E-CELL nós estamos demonstrando uma nova etapa do nosso programa estratégico "AMG Performance 2015". É o nosso objetivo melhorar continuamente as emissões e a reduzir o consumo de combustível dos novos modelos nos próximos anos, enquanto que, ao mesmo tempo, reforçar o principal valor da marca que é o desempenho ", explica Ola Källenius, presidente do conselho (eleito em 01 de julho 2010) da Mercedes-AMG GmbH.
Depois que a Tesla fez o seu Roadster e mostrou que esportividade e eletricidade podem sim combinar, os grandes fabricantes se animaram a fazer concepts com cara de produção. Dessa safra saiu o E-Tron da Audi (aqui) e agora o DeZir da Renault (e aqui). E esses novos esportivos são nada parecidos com o que os eco-chatos sonham com mobilidade urbana (veja aqui o Citi EL). Talvez o futuro seja menos chato do que os ambientalistas mais radicais e urbanistas marxistas-lenilistas pretendem impor no quesito mobilidade, já que eles esqueceram o fundamental sobre um carro: a liberdade de ir e vir e quando quiser e fazer isso com prazer.
O painel do carro foi redesenhado para acomodar o novo display sensível ao toque de 25 cm que controla os sistemas de climatização, entretenimento e ainda informa sobre o fluxo de energia das baterias para os motores do carro.
Ainda no console central, que recebe acabamento em couro napa, com acabamento em Alcântara no volante, no túnel central e forros das portas. Do lado do motorista, o sistema de partida, e os comandos de marcha (P, D e R) e configuração de atuação do ESP e das memórias dos bancos e afins.
O quadro de instrumentos também foi adaptado para o uso elétrico, sendo que o contagiros foi substituído por um duplo mostrador com indicação de carga de bateria e de recuperação de energia de frenagem, além de mostrar as condições de funcionamento do carro naquele instante.
Como o carro ainda é um protótipo, não foi divulgado o tempo de recarga das baterias de polímeros de íons de lítio, cuja capacidade é de 480 kw. E há um sistema de refrigeração e aquecimento das baterias, que são sensíveis às variações de temperatura, para mantê-las sempre na temperatura ideal e garantir uma maior durabilidade.
Os quatro motores juntos somam 525 cv de potência e 89,7 kgm/f. O desempenho é semelhante ao V8 que equipa a versão a gasolina: 4 segundos de 0-100 e a máxima não foi divulgada, e deve ser baixa apesar dos motores atingirem 12 mil rpm com vibrações a praticamente zero.
O grupo ótico dianteiro é diferente do SLS-AMG a combustão, já que as unidades bi-Xenon foram substituídas por faróis em LED's e adapatativos e a maioria dos cromados foram substituídos por acabamento em preto. E os spoiler dianteiro abaixa sete centímetros para ajudar a melhorar a estabilidade em altas velocidades.
Para parar essa sobre-tensão sobre rodas são usados discos de 402 x 39 mm na dianteira e 360 x 32 mm na traseira compostos por fibra de carbono e cerâmica em um suporte de alumínio. Além do ESP tem ABS, e os componentes 40% mais leves que a versão de produção garantem menor massa não suspensa, melhorando o "grip", isto é, quando o pneu "gruda" e "copia" o chão.
A direção agora é hidraulico-eletricamente assistida e a suspensão dianteira agora é multilink.
Os quatro motores estão perto das rodas e a distribuição de massas privilegia o baixo centro de gravidade, de forma e melhorar o (já bom) comportamento dinâmico.
As rodas de liga e de 5 raios duplos são calçadas por pneus com com medidas 265/35 R 19 na frente e 295/30 R 20 no eixo traseiro. A tração é nas 4 rodas e o torque instantâneo garantem uma condução esportiva e prazerosa, e sem as "cabeçadas" de um câmbio convencional.
Há um spoiler traseiro que complementa o dianteiro ao criar força de sustentação negativa, ao se aproveitar da ausência do escape na traseira (lembre, é um veículo elétrico). As lanternas traseiras também são em LED's, o que ajuda a economizar energia por serem mais eficientes: iluminam mais gastando menos energia.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Renault DeZir: Autoentusiasmo e tomadas combinam?

A Renault apresentou fotos oficiais do seu novo concept a ser apresentado no Salão de Paris que será realizado no final de Setembro. A função desse concept é fazer o consumidor se "apaixonar" pelos novos veículos da serie ZE (Zero Emission) da empresa francesa, tomada por concorrentes que se abastecem por tomada, mas com ares racionais, ou até broxantes demais.
Saído das mãos do designer Laurent van den Acker, o concept abusa das curvas sinuosas e sensuais. Segundo a diretoria da Renault, ele é o primeiro de uma série de carros conceitos na nova linha de desenho chamado "Ciclo de Vida", representado por um casal quando se apaixona, começa a explorar o mundo, começa uma família, começa a trabalhar, se aposentar e ganhar experiência.
"O DeZir anuncia a nossa nova linguagem formal, que exprime o movimento, a sensualidade, a emoção... com proporções ideais, como um objeto desenhado pela natureza. Um design quente e dinâmico, muito Renault”, afirma Axel Breun, Director do Design de Concept e Show Cars.
“O elemento líquido, o movimento das ondas e os contrastes de luz criados pela ondulação da superfície foram a minha primeira fonte de inspiração”, explica Yann Jarsalle, designer de exteriores. “Inspirei-me mais na escultura que na arquitectura, desenhando directamente os volumes e não as superfícies".
O carro consegue ser lindo, mas o release mais parece a descrição de um desfile de alta costura em plena semana de moda francesa...
O interior com bancos e console central flutuantes e iluminação espetacular dão um clima pra lá de futurista, algo que já está fazendo a tradição em carros conceitos franceses. A falta de janela traseira é compensada por câmeras instaladas atrás do carro e mostradas em monitor no painel.
Os bancos são fixos e a cor vermelha do exterior, detalhes do interior quer representar o momento que alguém se apaixona, quanto o amor se torna mais tórrido. E a cabina foi inspirada em caças.
O motor é elétrico montado em posição central traseira que tem 150 cv e 23 kgm/f de torque. Longe de ser animalesco como o Audi E-tron (veja aqui) faz o 0-100 km/h é feito em 5 segundos e a velocidade máxima é de 180 km/h.
O carro conta com sistemas de freios regenerativos que aproveita a força das frenagens para gerar energia para as baterias de íons de lítio que dão autonomia de 160 km com carga total.
Inédita são as portas "tesoura" que se abrem em sentido inverso em cada lado, como uma "amorosa harmonia" como ying e o yang segundo a Renault. As rodas são de 21 polegadas. Faróis e lanternas são em LED's.
Para recarregar tem três modos: em postos especiais o sistema Quick-Drop para troca de baterias em três minutos, uma tomada trifásica de 400 V com 80% da carga em 20 minutos e a normal de oito horas.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Atomik 500: Choque Brutal

Depois do Audi e-tron (veja aqui) não imaginava que algo tão bruto movido por eletricidade apareceria tão cedo. E muito menos por um pequeno fabricante. A francesa Atomik Cars desenvolveu um pequeno carro elétrico com potência e desempenho de carros maiores. E para isso pegou emprestado a carroceria do 500 (veja aqui e compare), tirou os simpáticos bigodes e a logomarca da fabricante de Turim e aplicou uma mecânica elétrica própria. Serão somente 50 unidades a serem produzidas e o preço deverá ser extremamente salgado.
São dois motores do tipo síncrono que rendem 107 cv em cada eixo somando 214 cv, mas com torques diferenciados: na dianteira são 85,6 kgm/f e na traseira brutais 174,4 kgm/f.
E o desempenho corresponde: São necessários menos de 5 segundos para se chegar aos 100 km/h e a máxima é de 200 km/h, mas limitada eletrônicamente em 180 km/h.
O chassi é reforçado, especialmente na parte traseira, com nomex para suportar o enorme torque. Atração é integral com distribuição de torque em 33% na dianteira e 77 na traseira com controle de estabilidade. E a autonomia é de razoáveis 200 km.
O chassi: as baterias são de ferro com fosfato de lítio (LiFePo4) e precisam de pelo menos 10 horas para ter 80% da carga em 220V, com 330V, dependendo da tomada, de 1 hora e meia a 3 horas de recarga.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Veículos elétricos: tão perto e tão longe


Enquanto o presidente Lula cancela uma cerimônia que mostraria o novo regime automotivo para veículos elétricos para evitar alguma "pataquada", o pessoal da Anfavea dava um suspiro de resignação e aguarda com paciente ansiosidade que o governo tome alguma iniciativa. Em matéria de veículos elétricos operantes, só temos algumas dúzias de trólebus que circulam por teimosia dos operadores de transporte coletivo locais, e algumas motos e bicicletas elétricas importadas.
“Vamos continuar conversando para, provavelmente, formular uma política mais ampla. Não saímos frustrados. Não é uma questão de dias ou semanas que vai frustrar nossas expectativas” afirma Cledorvino Belini da Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores).
De carros elétricos, só temos projetos experimentais como a Fiat Pálio e o Iveco Daily em versões elétricas que só estão disponíveis para alguns setores dos fabricantes, desenvolvedores e geradores e distribuidores de energia elétrica. E a India tem a Reva (veja aqui) que acabou de ter 55% de seu capital comprado pela Mahindra e a China o melhor expoente é a BYD (e aqui) que já fabrica suas próprias baterias de íons de lítio e as fornece para grandes empresas como a Toyota.
Enquanto isso a cidade de São Paulo assinou um acordo de implantaçào de infra-estrutura com a Renault-Nissan (veja aqui) e uma distribuidora de energia com capital português, a EDP Bandeirante, instala três postos de recarga para veículos elétricos e doa 12 bicicletas com motorização elétrica para a guarda municipal, em Guarulhos.
E esse blog não propõe a substituição do carro a combustão interna por um estritamente elétrico, mas que esse seja uma alternativa no transporte individual urbano, já que ele apresenta ausência de emissões e um custo de rodagem bem menor. E aproveitaria a capacidade ociosa da rede de distribuição de energia durante a madrugada, que se mantiver o custo reduzido, tornaria ainda mais competitivo os custos já baixos de rodagem.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

CityEL: Três rodas, um lugar e nenhum poluente

Um dos carrinhos mais estranhos e longevos, em se tratando de um elétrico, é esse aí. O CityEL é um dos veteranos na época em que carros elétricos não passavam de experimentos limitados de fabricantes e sonho de ambientalistas que sonhavam com um mundo melhor e sem multinacionais corporativistas. A fabricação começou em 1987 por uma empresa dinamarquesa que faliu cinco anos depois. A fabricação foi retomada por outra empresa suíça que se instalou na Alemanha, na pequena cidade Aub e 23 anos depois comemora algo como 6 mil carros vendidos.
O desempenho não é algo entusiasmante, tem um razoável espaço de carga de 280l, que aliás é quase o do Gol quadrado a água descontando o estepe na diagonal, e só leva uma pessoa, mas um fanático por carros elétricos ficará muito muito feliz por ter um desses na garagem e um painel solar no teto.
O carro é extremamente leve, pesando somente 280 quilos com baterias de chumbo ácidas, mas que pode chegar a 230 com as atuais de íons de lítio. A carroceria é confeccionada em plástico. O peso bruto total (condutor+carga+peso do veículo) pode chegar a 400 kg. Para carregar, 8 ou 9 horas, mas com 75% da carga disponível em 4 horas. O preço de catálogo da versão básica parte de salgados 10 mil euros. Com 7.500 dá para comprar um Logan e equipá-lo.
Para entrar, tem que subir todo o teto. A tração é traseira e o motorista irá encontrar um volante e um painel espartano com velocímetro e indicador de carga. Se as três rodas garantem uma redução de peso e uma boa dirigibilidade, a estabilidade não é das melhores podendo sofrer com ventos laterais. Vem em versões de teto rígido e targa e os freios são de acionamento hidráulico.
O carro mal chegava aos 55 km/h no série 1 que usava três das pesadas baterias de chumbo-ácido e um anêmico motor de 3,4 cv e a autonomia era de ridículos 40 km. Com o Série 2 que usava 4 baterias e motor de 5,3 cv ele chegava a razoáveis 63 km/h e a autonomia pulava para 90 km. Agora o motor tem 6 cv e autonomia máxima de 120 km. A máxima fica entre 40 e 63 km/h dependendo da versão.