segunda-feira, 31 de maio de 2010

Recordar é viver: McLaren F1 - 20 anos de fibra e vitórias

Quando o F1 saiu das pranchetas de Gordon Murray para as ruas, nascia um dos ícones do mundo restrito dos super-carros. Com um motor V-12 de origem BMW, rendia monstruosos (para a época) 627 cv que eram transferidos às rodas por um diferencial de escorregamento limitado com um câmbio de seis marchas entre eles. Há uma versão raríssima de 5 unidades, a LM que chegava aos 689 cv com torque de 71,9 kgm/f que foi feita para comemorar a vitória nas 24 horas de Le Mans.
A versão "normal" quebrou duas vezes o recorde de velocidade na época, a última com 386 km/h graças ao enfoque na aerodinâmica, que só foi batido em 2005 pelo Koenigsegg CCR com 395 km/h e que atualmente é do Bugatti Veyron, com 407 km/h. Tenho que lembrar que o motor do F1 é naturalmente aspirado, já que o CCR usa compressor e o Veyron é quadri-turbo. O chassi é bastante rígido garantindo uma boa estabilidade ao carro, ao mesmo tempo que mantinha o peso em contidos 1200 quilos, sendo que foi usado em profusão a fibra de carbono, que na época era considerado um material "exótico", mas que era leve e resistente.
Uma das curiosidades é que esse carro tinha três lugares, um central para o motorista que segundo o projetista garantia uma melhor visão de condução, e mais dois para os passageiros.
Foram fabricados somente 100 unidades somando as 64 "normais" e as versões especiais e de competição, culpa do altíssimo preço de mais de 1 milhão de libras.
"O F1 é um tour-de-force tecnológico e um triunfo real em termos de packaging e design. Quer em corridas de resistência, ou na estrada, é extremamente rápido, ágil e ainda é confortável. Seu estilo é atemporal e nunca irá desvanecer. Gosto de dirigir a minha hoje, mais do que nunca, porque acho que a sua pureza técnica é altamente satisfatória, a F1 continua a ser uma das mais orgulhosas realizações da McLaren. "
Palavra de Ron Dennis, presidente executivo da McLaren Automotive e ex-chefe de equipe da McLaren na F1.
Um F1 "normal" e um dos três "Longtail's" construídos para comemorar à vitoria em Le Mans.
O McLaren GTR que ganhou as 24 horas de Le Mans pilotado pelo trio JJ Lehto, Yannick Dalmas e Masanori Sekiya...

...era menos veloz que o de rua por causa dos apêndices aerodinâmicos que o deixava mais rápido em curvas.

Mitsubishi Lancer Evolution X: O youkai dos ralis em terras brasileiras

Um dos ícones do rali mundial finalmente aporta aqui. Antes que alguém escreva alguma coisa, o Lancer foi vendido aqui na década de 90, mas com versões mais mansas. Se na época o Lancer Evolution fazia falta, especialmente para quem assistiu o filme "Quem eu sou" com Jackie Chan, onde um Evolution de rali roubava a cena onde fugia de dois BMW's, agora três evoluções depois a situação estava ficando desesperadora. Mas agora a fábrica traz o Evolution e ainda promete fabricar a partir de 2011 ou 2012 as versões mais mansas.
Caracterizado pelo focinho que o Outlander (veja aqui) antecipou, o carro conta com faróis de bi-xenon possuem lavador e controle automático de altura, além de contar com faróis de neblina e sistema AFS (active front system), que oferece maior visibilidade em curvas.
O interior é dos mais completos: No painel de instrumentos, com luminosidade prateada e detalhes esportivos como os ponteiros em ângulos retos, o computador de bordo oferece 19 funções diferentes: indicador de marchas, temperatura do motor, combustível, posição de tração, posição de transmissão, advertências diversas, temperatura externa, idiomas disponíveis, rest reminder, menu setup, autonomia, momento de manutenção, odômetro parcial, velocidade média, média de consumo, s-awc, abastecimento e aviso de portas abertas.
O volante incorpora os comandos de áudio, piloto automático e paddle shiftters (aletas de mudança de marcha).
Vem ainda com sensores de chuva (acionando automaticamente o limpador de pára-brisa), de luminosidade (acendendo os faróis e painéis de instrumentos quando há pouca iluminação natural) e ar condicionado automático.
Disponível a partir de julho, é um autêntico carro de rali disfarçado de pacato "estradeiro", sendo que a esportividade é demonstrada pelas entradas e saídas de ar situadas no capô de alumínio e pelo enorme aerofólio na traseira que não tem função decorativa.
Painel completo e volante com multifunções, que inclui aletas de mudança de marchas atrás do volante. Os bancos esportivos da marca Recaro® possuem aquecimento dianteiro e são revestidos em dois tons de couro, sendo um deles Alcantara.
Saídas de ar para refrigerar o compartimento do motor 2.0 turbo com duplo comando de cabe;çote e 16 válvulas cujo bloco é de alumínio e rende 295 cv com torque de 37,3 kgm/f. O desempenho promete: segundo a Mitsubishi inglesa o 0-100 é feito em somente 4,7 segundos e a máxima é limitada a 250 km/h.

Os pneus 245/40 R18 93Y calçam as belas rodas BBS raiadas de 18 polegadas e os freios são da tradicional Brembo, com a suspensão composta por amortecedores Bilstein (invertidos na dianteira), molas e barras estabilizadoras Eibach sendo a configuração dianteira McPherson e a traseira multilink.
O câmbio automatizado de seis marchas com dupla embreagem pode desagradar os puristas, mas garante o bom desempenho e alguma diversão no modo "super-sport". Há ainda as opções "sport" e "normal" sendo nesta há promessa de média combinada de 9,7 km/l em ciclo europeu, que é mais otimista e sem 25% álcool anidro na gasolina.
A tração integral tri-mode (AWD) permite ao condutor escolher três diferentes tipos de calibração: 1) asfalto 2) terra e/ou asfalto molhado 3) neve e/ou lama. O sistema S-AWC (Super All Wheel Control), com quatro diferentes controles de tração e frenagem independentes em cada uma das rodas: ACD (diferencial central ativo), ASC (controle de estabilidade ativo), ABS-S (sistema anti-bloqueio de freios esportivos) e AYC (controle de aceleração lateral).
A carroceria do Lancer Evolution X conta com o sistema RISE de segurança, exclusividade da Mitsubishi, e inteiramente projetado para alta absorção de impacto ao preservar a célula dos passageiros. E conta com o sistema "full airbags", composto por dois frontais, quatro cortinas, dois laterais e um específico para o joelho do motorista.

Disponível a partir de julho desse ano, o Lancer Evolution X chega ao mercado em cinco cores: preto, vermelho, prata, cinza e branco. Não foram informados o preço e nem o tempo de garantia.

sábado, 29 de maio de 2010

Os ônibus e as frases das seleções - Grupo D

Para encerrar a semana, mas uma análise mega-resumida e destrambelhada da Chave D encabeçada pelos alemães (se quiser clique nas letras se quiser ver as chaves A, B e C). Logo no primeiro jogo eles terão que enfrentar os cangurus e dingos vindos da grande plainície australiana. Na seqüência têm que encarar os sérvios que pretendem acabar com os alemães e o resto do grupo D, assim como tentaram fazer com os bósnios. E para finalizar tem os ganenses que sonham em ser os novos "Camarões" dessa Copa e trazer a taça para o coração do continente negro.
Alemanha: No caminho de ganhar a Copa!
Austrália: Ouse sonhar, avance Austrália
Gana: A esperança da África

Sérvia: Jogando com o coração, andando com um sorriso!

Fiat Palio Fire Economy: Sem evolução


A Fiat lançou a versão ano-modelo 2011 do Palio Fire Economy que ganhou direção hidráulica de série, brake light e as lanternas "fumê" emprestadas da antiga versão do 1.8R. Mas motor novo que é bom, que nada. Em vez de equipar com a nova versão Fire EVO (veja aqui), manteve o velho Fire Economy debaixo do capô. Apesar de manter a mesma potência do Evo, 75 cv no etanol e 73 na gasolina à altas 6.250 rpm, pelo menos o torque máximo de 9,9 kgm/f viria mais cedo, a 3.850 rpm contra 4.500 da versão antiga, o que contribuiria para a redução do consumo, já que o foco do carro é a economia do consumidor, e não da fábrica.
Então, com o fim da redução do IPI, o carro fica R$ 1.000,00 mais caro e o consumo, de bons 18,8 km/l (G, A=13,9 km/l) em ciclo estrada e 14,2 km/l (G, A=10,0 km/l) em ciclo urbano se mantém, assim como o desempenho modesto apesar do câmbio curto, já que para esse tipo de consumidor isso não é uma prioridade: 0-100 em 15,2 segundos (A, G=15,8 s) e máxima de 157 Km/h (A, G=156 Km/h).
Obs: A=Álcool, G=Gasolina)
De série para kit: o Celebration 11, que oferece ar-condicionado, travas elétricas e vidros elétricos dianteiros por R$ 3.710,00, segundo as contas da Fiat é uma economia de R$ 1.264,00 se os itens fossem comprados separadamente.
Tanto na de 2 como na de 4 portas, o carro ganha direção hidráulica de série. E o econômetro continua no painel (na foto o do ano passado) com o básico necessário: Velocímetro, medidor de nível do tanque e da temperatura.
Na parte externa continua os para-choques na cor do veículo, a ausência de frisos e cromados e a nova grade com os "bigodes" do 500 ladeando o símbolo da marca e a grelha nova na entrada de ar inferior.

Na traseira o carro ganha terceira luz elevada de freio (brake-light) e as lanternas "fumê" emprestadas do antigo Pálio 1.8 R. As calotas ganharam novo desenho tanto no aro 13 como no 14.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Atomik 500: Choque Brutal

Depois do Audi e-tron (veja aqui) não imaginava que algo tão bruto movido por eletricidade apareceria tão cedo. E muito menos por um pequeno fabricante. A francesa Atomik Cars desenvolveu um pequeno carro elétrico com potência e desempenho de carros maiores. E para isso pegou emprestado a carroceria do 500 (veja aqui e compare), tirou os simpáticos bigodes e a logomarca da fabricante de Turim e aplicou uma mecânica elétrica própria. Serão somente 50 unidades a serem produzidas e o preço deverá ser extremamente salgado.
São dois motores do tipo síncrono que rendem 107 cv em cada eixo somando 214 cv, mas com torques diferenciados: na dianteira são 85,6 kgm/f e na traseira brutais 174,4 kgm/f.
E o desempenho corresponde: São necessários menos de 5 segundos para se chegar aos 100 km/h e a máxima é de 200 km/h, mas limitada eletrônicamente em 180 km/h.
O chassi é reforçado, especialmente na parte traseira, com nomex para suportar o enorme torque. Atração é integral com distribuição de torque em 33% na dianteira e 77 na traseira com controle de estabilidade. E a autonomia é de razoáveis 200 km.
O chassi: as baterias são de ferro com fosfato de lítio (LiFePo4) e precisam de pelo menos 10 horas para ter 80% da carga em 220V, com 330V, dependendo da tomada, de 1 hora e meia a 3 horas de recarga.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Os ônibus e as frases das seleções - Grupo C

Hoje sai mais um grupo de ônibus e frases de seleção e uma análise bem superficial da situação do grupo.
Parece que os súditos de vossa majestade terão vida fácil nessa chave. O rival mais conhecido tem um time desacreditado pelos próprios torcedores que acham que futebol é coisa de mulherzinha e preferem o chamado futebol americano, em que as finais fazem os filmes “Fúria de Titãs” e “300” parecerem balé de escola infantil.
Os argelinos tentarão dar algum trabalho apesar do presidente da confederação de futebol do país negar que vá chicoteá-los caso não cheguem na final como fez o ex-colega iraquiano e os eslovenos finalmente conseguiram um maçarico para saírem da cortina de ferro, vamos ver se eles tem gás para chegarem até às quartas de final.
Inglaterra: Jogando com orgulho e glória

Argélia: Estrela e crescente com um objetivo Vitória!

Eslovênia: Com 11 corações valentes até o fim

Estados Unidos: Vida, liberdade e a busca pela vitória!

Subaru Impreza Cosworth STI CS400: Os ingleses não conseguem ser alegres o tempo inteiro...

Os ingleses sempre foram referência em música pop-rock desde a chegada dos Beatles, mas às vezes mostram o quanto é difícil viver em um lugar que está constantemente nublado, chuvoso e cheio de frustrações que se escondem abaixo da aura fleumática que eles insistem em manter.
Movimentos musicais como os góticos nos 80, o Trip-Hop nos 90 e agora o New Grave nesse fim de década mostram o quanto os caras são depressivos e a sua tristeza transparece de tempos em tempos como ondas de ressaca que arrebentam nas praias levando qualquer vestígio de alegria embora.
Longe de serem tão ridículos como os emos que misturam choradeira de novela mexicana com "pérolas de sabedoria" extraídos de livros de autores diversos como Paulo Coelho e Lair Dinheiro os ingleses descontam suas frustações nas pistas e em algumas estradas pouco fiscalizadas, e para isso eles tem um remédio e dos mais divertidos.
Febre nos anos 80 aqui no Brasil, os pockets rockets sempre fizeram a cabeça dos ingleses, mais fanáticos pelo esporte automotor. E todo fabricante que se preze lança sempre alguma versão apimentada na terra de vossa majestade. Uma das tradições são os Ford Escorts e agora Focus RS (veja aqui), que deixam o nosso inesquecível Escort XR3 comendo poeira e ainda dão outra volta antes que a nuvem abaixe.
Os japoneses da Subaru, que sempre deram trabalho para a Ford e a Citroën em campeonatos de rali com carros de tração integral com equilíbrio impecável e motores brilhantes. Não tão bem assim é a Cosworth, preparadora tradicional dos Ford, que em sua volta na Fórmula 1 está sendo duramente criticada pelo fraco desempenho do motor. Quando uma equipe de F1 como a Willians endossa alguma crítica de Rubens Barrichello é porque a situação está feia...
Mas se na volta da F1 as coisas não estão bem, na volta aos carros de rua ela surpreende e aqui a missão foi mais fácil: melhorar algo que já estava bom. O motor ganhou 33% a mais de potência e algumas melhorias como suspensão mais baixa e interior esportivo.
Terá três cores disponíveis, prata faísca, cinza escuro e vermelho San Remo, e garantia de 3 anos ou 36 mil quilômetros e 12 anos contra corrosão. São somente 75 unidades unidades destinadas somente aos súditos de vossa majestade, todas com volante na mão inglesa, com preços a partir de 49.995 libras, cerca de 60 mil euros.

Interior recebe bancos Recaro pra motorista e passageiro da frente e todos os lugares recebem o nome "Cosworth" bordado no couro negro. O porta-malas tem 301l mas que chega 1216l com os bancos traseiros rebatidos. As lanternas traseiras usam LED's e os faróis são xenon. Todas as 75 unidades são numeradas e certificadas.
O console central do painel recebe acabamento em "black piano", o sistema multimídia vem com disqueteira com capacidade para 6 CD's, 10 auto-falantes e navegação por satélite, tem air-bags frontais, laterais e de cortina. Recebe vidros fumê para aumentar a privacidade dos ocupantes.
Motor ganha 100 cv, pulando de 300 para 400 cv que chegam a 5750 rpm e o torque de 55,3 chega mais cedo, a 3950 rpm. Para chegar a esse número surpreendente a Cosworth reforçou bielas e pistões com os mesmo materiais usados na F1 e refez o sistema de exaustão cujo catalizador não é restritivo e ainda trocou o turbo.
O câmbio é manual de seis marchas e a tração é integral e permanente (4DW) com diferencial central de acoplamento viscoso, com isso a distribuição de peso e potência é na casa dos 50% podendo ser alterado eletronicamente de acordo com a situação. A suspensão leva molas Eibach e amortecedores pressurizados Bilstein e é 1 cm mais baixo na dianteira que o modelo normal de produção.

Os escapes duplos mostram que o Impreza não está para brincadeira. São 0-100 em 3,7 segundos com máxima de 250 km/h limitados eletronicamente. Só para se ter uma idéia, o Porsche 911 GT2 RS faz o 0-100 em 3,5 segundos com tração traseira, 700 quilos a menos e com 220 cv e dois cilindros a mais...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Mitsubishi L200 Triton passa por recall


A Mitsubishi Motors do Brasil convoca recall da L200 Triton para a troca do braço superior da suspensão dianteira. O motivo é os parafusos do pino articulado que podem perder torque (aperto) e provocar alguns barulhos. Em casos extremos há risco de colisão caso haja perda de dirigibilidade causada pelo problema. Os chassis abrange do número 0001 a 15347 e o serviço estará disponível a partir de amanhã, dia 27. Outras informações pelo site ou pelo fone:
0800 702 0404

Veículos elétricos: tão perto e tão longe


Enquanto o presidente Lula cancela uma cerimônia que mostraria o novo regime automotivo para veículos elétricos para evitar alguma "pataquada", o pessoal da Anfavea dava um suspiro de resignação e aguarda com paciente ansiosidade que o governo tome alguma iniciativa. Em matéria de veículos elétricos operantes, só temos algumas dúzias de trólebus que circulam por teimosia dos operadores de transporte coletivo locais, e algumas motos e bicicletas elétricas importadas.
“Vamos continuar conversando para, provavelmente, formular uma política mais ampla. Não saímos frustrados. Não é uma questão de dias ou semanas que vai frustrar nossas expectativas” afirma Cledorvino Belini da Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores).
De carros elétricos, só temos projetos experimentais como a Fiat Pálio e o Iveco Daily em versões elétricas que só estão disponíveis para alguns setores dos fabricantes, desenvolvedores e geradores e distribuidores de energia elétrica. E a India tem a Reva (veja aqui) que acabou de ter 55% de seu capital comprado pela Mahindra e a China o melhor expoente é a BYD (e aqui) que já fabrica suas próprias baterias de íons de lítio e as fornece para grandes empresas como a Toyota.
Enquanto isso a cidade de São Paulo assinou um acordo de implantaçào de infra-estrutura com a Renault-Nissan (veja aqui) e uma distribuidora de energia com capital português, a EDP Bandeirante, instala três postos de recarga para veículos elétricos e doa 12 bicicletas com motorização elétrica para a guarda municipal, em Guarulhos.
E esse blog não propõe a substituição do carro a combustão interna por um estritamente elétrico, mas que esse seja uma alternativa no transporte individual urbano, já que ele apresenta ausência de emissões e um custo de rodagem bem menor. E aproveitaria a capacidade ociosa da rede de distribuição de energia durante a madrugada, que se mantiver o custo reduzido, tornaria ainda mais competitivo os custos já baixos de rodagem.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Os ônibus e as frases das seleções - Grupo B

Vamos mostrar as frases estampadas nos ônibus das seleções do Grupo B. Quem não viu do Grupo A clique aqui. “Los Hermanos de Corazon” tem um time de peso mas não estou falando do técnico Maradona, que mandou um cinegrafista para o hospital por passar em cima do pé do infeliz, mas de estrelas do naipe de Messi e Tevez. Ainda bem duplo: o cinegrafista é argentino e Maradona estava dirigindo um levíssimo Mini, não um Hummer com suas seis toneladas...
Os nigerianos podem surpreender, especialmente com suas danças tradicionais e alegria incontida ao marcar algum gol. Os gregos por sua vez poderiam aprender a gerenciar crises com os argentinos que são experts no assunto e parar de dar presentes por aí, mas podemos abrir uma exceção: pode presentera os argentinos à vontade...
Só sobrou os sul-coreanos, mas é bom ficar de olhos bem abertos com eles.
Argentina: Última parada, a glória.
Coréia do Sul: Os gritos dos vermelhos, união da Coréia do Sul
Grécia: A Grécia está em toda a parte!

Nigéria: Super Águias, super fãs unidos venceremos.

VW compra ItalDesign: uma bela rasteira na concorrência

Parece que a VW está se tornando uma espécie de "GM" européia. Após adquirir a Porsche, agora ela abraça 90,1% das ações do estudio ItalDesign de um dos mestres do design Giugiaro numa das mais importantes aquisições do mercado automotivo como o recente acordo entre a Renault-Nissan e a Daimler (veja aqui). As "carrozzerias" estavam em dificuldades e trocaram de mãos como a Pininfarina e a Bertone (veja também aqui).
Agora a concorrência terá que desenvolver seus próprios carros ou depender de um estúdio que é subordinado a um concorrente direto, o que custará alguns milhões a mais e competitividade de menos.
Giorgetto Giugiaro desenhou carros que nós mortais dirigimos, como os VW Passat, o Golf e Polo, todos da primeira geração. Pela Fiat temos o Uno, as fases 2 e 3 (a que mais gosto) da família Pálio. A primeira geração do Hyundai Excel também passou por suas pranchetas. E ainda revolucionou o mercado na década de 80 ao apresentar o conceito Lancia Megagama que deu origem às minivans familiares, como a Nissan Prairie no Japão, Renault Espace na Europa e Dodge Caravan nos EUA. E dentre os superesportivos temos o Jensen Interceptor na década de 60, que inclusive gerou polêmica com nossos nacionalistas de plantão por ter desenho semelhante ao Uirapuru, e o queridinho dos playboys americanos, o Lamborghini Gallardo.
"Com esta participação na Italdesign, faremos parte de um dos mais renomados estúdio de design e de desenvolvimento com uma das mais ricas tradições na indústria do automóvel. A Italdesign é o carro-chefe do criativo design automobilístico italiano e tem sido fundamental ao moldar a face da indústria automobilística mundial. Como criador do Golf I, Giorgetto Giugiaro estabeleceu uma nova base para o design da Volkswagen na década de 1970" afirma o executivo Prof Dr. Martin Winterkorn, presidente do Conselho de Administração da Volkswagen.
Com o desenvolvimento do conceito Up!, que será a base de novos modelos compactos da marca já em desenvolvimento pela ItalDesign, o executivo sonha em passar a Toyota em oito anos.
"Uma nova era na parceria estratégica entre as nossas empresas começa hoje. A Italdesign torna-se um membro permanente da família global Volkswagen", disse Winterkorn. "O Grupo Volkswagen irá continuar o seu modelo inicial para os próximos anos e se beneficiar da capacidade e competência da Italdesign. A empresa vai dar uma contribuição importante para a nossa estratégia de crescimento global até 2018", completa.
"Cada gota perde-se no mar, mas ela se torna o oceano. Poucos dias atrás eu vi essa frase quando estava lendo O Mundo de Sofia (do escritor escritor norueguês Jostein Gaardner). Estamos a gotejar. Tornar-se parte do Grupo Volkswagen significa reavaliar a nós mesmos e a nossa força. Entrar na Volkswagen significa abrir uma perspectiva promissora para o empresa", afirmou Giorgetto Giugiaro.
Essa "gota no oceano" tem 800 funcionários e faturamento estimado em 100 milhões de dólares, boa parte vindo de clientes asiáticos como algumas empresas chinesas e a malaia Próton.
Posteriormente a VW comprará mais alguns títulos e a tornará uma divisão dentro do grupo, da mesma forma que o estúdio Ghia, hoje pertence à concorrente Ford.
Giugiaro continuará na empresa mas deixa de tomar parte na decisões dela que serão tomadas pelo conselho da VW dirigido por Martin Winterkorn. Na foto os dois executivos no ato de fechamento do acordo.
Carros como o Passat, Uno, Scirocco que inspirou o nosso Gol (foto), o inesquecível De Loeran DMC 12 da franquia "De Volta Para O Futuro", Lotus Sprit (o carro "submarino" do filme do 007 "Somente Para Seus Olhos", só para ficar nos mais conhecidos aqui passaram por sua prancheta.
O último projeto apresentado no Salão de Genebra é o conceito EMAS desenhado para a fábrica malaia Próton que consiste nesse modelo "aventureiro" de 3 lugares, um compacto curto 3+1 e um com 4 lugares. Será híbrido e terá fabricação planejada para reduzir ao mínimo o impacto ambiental.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

CityEL: Três rodas, um lugar e nenhum poluente

Um dos carrinhos mais estranhos e longevos, em se tratando de um elétrico, é esse aí. O CityEL é um dos veteranos na época em que carros elétricos não passavam de experimentos limitados de fabricantes e sonho de ambientalistas que sonhavam com um mundo melhor e sem multinacionais corporativistas. A fabricação começou em 1987 por uma empresa dinamarquesa que faliu cinco anos depois. A fabricação foi retomada por outra empresa suíça que se instalou na Alemanha, na pequena cidade Aub e 23 anos depois comemora algo como 6 mil carros vendidos.
O desempenho não é algo entusiasmante, tem um razoável espaço de carga de 280l, que aliás é quase o do Gol quadrado a água descontando o estepe na diagonal, e só leva uma pessoa, mas um fanático por carros elétricos ficará muito muito feliz por ter um desses na garagem e um painel solar no teto.
O carro é extremamente leve, pesando somente 280 quilos com baterias de chumbo ácidas, mas que pode chegar a 230 com as atuais de íons de lítio. A carroceria é confeccionada em plástico. O peso bruto total (condutor+carga+peso do veículo) pode chegar a 400 kg. Para carregar, 8 ou 9 horas, mas com 75% da carga disponível em 4 horas. O preço de catálogo da versão básica parte de salgados 10 mil euros. Com 7.500 dá para comprar um Logan e equipá-lo.
Para entrar, tem que subir todo o teto. A tração é traseira e o motorista irá encontrar um volante e um painel espartano com velocímetro e indicador de carga. Se as três rodas garantem uma redução de peso e uma boa dirigibilidade, a estabilidade não é das melhores podendo sofrer com ventos laterais. Vem em versões de teto rígido e targa e os freios são de acionamento hidráulico.
O carro mal chegava aos 55 km/h no série 1 que usava três das pesadas baterias de chumbo-ácido e um anêmico motor de 3,4 cv e a autonomia era de ridículos 40 km. Com o Série 2 que usava 4 baterias e motor de 5,3 cv ele chegava a razoáveis 63 km/h e a autonomia pulava para 90 km. Agora o motor tem 6 cv e autonomia máxima de 120 km. A máxima fica entre 40 e 63 km/h dependendo da versão.