quarta-feira, 30 de março de 2011

BMW M3 Pick-up: A saveiro ainda não perdeu o trono

A BMW estava testando alguns de seus novos modelos, alguns inclusive da consagrada série M quando esse modelo pick-up chamou a atenção de curiosos e caçadores de segredos. Depois de lágrimas de sangue, choro e ranger de dentes dos fãs da marca, a BMW soltou nota dizendo que esse modelo é sua brincadeira de primeiro de abril, chamado de fool´s day ou dia dos tolos. Lamento em dizer mas a BMW de tração dianteira ainda está nos planos da marca.
Os fãs da Saveiro podem ficar tranquilo, a BMW afirma que não tem interesse e nem há planos para fabricar esse tipo de veículo, apesar da fábrica na África do Sul e de uma possível planta aqui no Brasil.

terça-feira, 29 de março de 2011

Linha Volkswagen 2012: Boas novidades e a mesma perfumaria de sempre

A Volks apresenta a sua nova linha 2012 que agora conta com algumas boas novidades na virada do ano/modelo que chegará em abril nas concessionárias. Se o caro leitor pretende comprar algum VW nacional no mês que vem, cheque se o modelo é 2012 ou 2011. O conselho é válido porque o cliente VW sempre faz questão de manter a valorização de seu carro, já que um carro "duas cabeças" ou com ano/modelo defasado dá uma boa depreciação no valor de revenda. Mas se você não liga para isso e as novidades que serão mostradas abaixo não são importantes para decidir a compra, então chore. Chore um bom desconto com o vendedor por conta dessa depreciação, pelo menos você sairá com um carro 0 km com preço de semi-novo. Esse conselho é válido também para outras marcas. Voltando para as novidades da safra 2012 da Volks, são oferecidos rádios, de série, opcionais ou instalados na concessionária da marca com entrada USB para MP3/4 players e pendrives e entrada para cartões SD (aqueles de máquinas fotográficas digitais). Para quem não tem intimidade com a tecnologia, digamos que um pen-drive de 2 GB armazena o equivalente a quase 3 CD´s de dados, e enquanto um CD de música comporta no máximo umas 20 músicas de 4 minutos cada, o nosso pen-drive de 2 GB comporta 512 músicas ou aproximadamente 26 Cd´s de música. Para quem prefere contar com o CD Player, a linha original Volkswagen oferece a opção Single Din, para Gol, Parati e Saveiro, e a Double Din, para as linhas Fox, Golf e Polo. Ambos contam também com entradas frontais para cartão de memória SD-Card e dispositivos USB.
Outro recurso disponível nesses equipamentos é o Bluetooth, que, além de ser uma ferramenta de conversação via celular, que possibilita aos usuários falar ao celular sem tirar as mãos do volante, e também capta os arquivos no formato MP3 armazenados em aparelhos que possuem a mesma tecnologia, sem a necessidade de utilização de cabos. A linha de CD Players possui vários recursos como a interface para I-Pod por meio da entrada USB do rádio. O usuário poderá navegar dentro de todas as suas preferências e playlists criados no "I-tunes". Outro recurso é o "Bluetooth agenda" que permite que os contatos da agenda armazenados no celular do usuário sejam visualizados no display do rádio. O nome do contato que está chamando será mostrado caso esteja na agenda mas caso não estiver na agenda, aparecerá somente o número.
Todos os veículos da marca equipados com os rádios originais e sensores traseiros de estacionamento possuem a função PDC Mute, quando a marcha a ré é engatada, o rádio automaticamente ativa a função Mute, para o motorista ouvir o alerta sonoro dos sensores traseiros de estacionamento e assim evitar possíveis danos no seu veículo e também se for o caso, o de terceiros. E ainda tem o Sistema Interativo Volkswagen I-System, que permite visualizar informações sobre o sistema de som no painel de instrumentos, tais como títulos das músicas, artista e número da faixa em reprodução.
Novidades opcionais são as luzes piscantes de emergência em freadas bruscas, em que o pisca alerta entra em ação quando for detectada uma frenagem de emergência, e o pacote tecnológico I-Trend que acrescenta controle de som pelo volante e rádio com compatibilidade com i-Pods e congêneres.
O Gol "G-IV", que esse blogueiro que vos escreve chama carinhosamente de "Bolinha Fase 3" vem em duas versões Total Flex. A "normal" pode receber o módulo Trend, que inclui, entre outros itens, frisos laterais na cor da carroceria, caixas de rodas pintadas de preto e detalhes internos pintados na cor "Shark Silver". A Ecomotion que pretende economizar 10% em relação ao Gol "normal agora vem com um display digital no painel de instrumentos que indica a marcha correta para aquela condição de uso.
Para quem "matou" a boa e velha Parati antes da hora, a peruinha será sendo vendida na versão 2012 com motor 1.6l em duas versões: a "normal" e a Surf que recebem alterações no acabamento interno, como o novo tecido dos bancos em malharia "Mosaico" cinza. O módulo opcional Trend, inclui detalhes internos pintados na cor "Shark Silver" (molduras dos difusores de ar, gatilhos das portas e painel central) e, exteriormente, caixas de rodas pintadas de preto e lanternas traseiras escurecidas. A Surf tem como novidades internas nova serigrafia do instrumento, novo tecido dos bancos em tear "Alliou" cinza, nova cor dos aros das saídas de ar do painel e detalhes em cor "Shark Silver".
A Saveiro tem novos tecidos no revestimento interno junto também com o novo padrão de iluminação da marca (vermelha nas versões de entrada e branca nas versões superiores). As versões Trooper CS e CE têm novas faixas laterais, lanternas escurecidas, rodas de aço em cor Night Black e preparação para som. Também podem receber opcionalmente as rodas de liga leve escurecidas e assim como a Saveiro Cross, revestimento interno dos bancos e portas em Native Vienna preto.
O veterano Golf recebe algumas novidades cosméticas para enfrentar a concorrência enquanto o "Mark VII", nacional ou mexicano, não vem. Todas as versões agora são equipadas de série com freios ABS, airbags frontais e o I-System. A versão Sportline está mais esportivado, recebendo apliques inferiores em preto fosco no parachoque dianteiro, faróis de neblina com molduras cromadas e saída dupla de escapamento cromada (aparente). Internamente, as modificações incluem novos tecidos dos bancos (couro com tear "Spider" preto), banco traseiro bipartido com três apoios de cabeça (e pelo jeito sem cinto de três pontos para o ocupante do banco central) e painel de instrumentos com iluminação branca. Foi mantida a versão Black Edition, que agora traz novo tecido nos bancos, em couro com tear "Spider" preto. A versão Golf GT 2.0 ganhou banco traseiro bi-partido com 3 apoios de cabeça, retrovisor interno eletrocrômico e sensores de chuva e crepuscular.
O Fox ganha as séries com motor 1.0l SilverFox e BlackFox que vêm com perfumarias como os logotipos de identificação nas portas dianteiras e tampa traseira, manopla da alavanca de câmbio exclusiva, piscas laterais nos retrovisores, faróis duplos com máscara negra, antena no teto, lanternas traseiras com lentes escurecidas e faróis de neblina. Esses dois modelos podem vir equipados com o módulo I-Trend, que acrescenta, entre outros itens, I-System, CD-player com interface para iPod, volante multifuncional, quatro altofalantes e dois tweeters. A linha Fox ganha o terceiro apoio de cabeça para o banco traseiro, que é item de série para as versões Prime e CrossFox e opcional para as versões 1.0 e 1.6. O CrossFox traz como novidade uma alteração no visual externo, com a adoção da cor cinza Ubatuba em detalhes externos. A nova cor foi escolhida para se destacar mais nos carros de cor prata, onde no acabamento anterior, em tom semelhante ao da carroceria, era quase invisível.
O Voyage vem com módulo Trend opcional no 1.6. Na Comfortline 1.6l incorpora novos faróis dianteiros com máscara em cromo escurecido, bolsa porta revistas nas costas dos bancos dianteiros, adesivo de proteção nas soleiras das portas dianteiras e nova serigrafia e iluminação do quadro de instrumentos com novas cores para iluminação, sendo vermelha nas versões de entrada e em cor branca nas versões superiores. Vem opcionalmente com pacote I-Trend, e a versão Comfortline virá opcionalmente com o revestimento interno em Native Vienna.
O BlackFox exclusivo com motor 1.0l traz o exclusivo preto perolizado Magic e vem equipado com rodas de liga leve 15" "SPA" na cor "Edelstahl" revestimentos dos bancos em tecido malharia "Spacer" cinza, coluna B com adesivo preto, volante com design diferenciado, parachoques dianteiro com friso cromado na grade inferior, espelhos de cortesia dos parassóis com iluminação, spoiler traseiro e maçanetas das portas na cor do veículo.
Interior do BlackFox com logotipos de identificação nas portas dianteiras e tampa traseira, manopla da alavanca de câmbio exclusiva, piscas laterais nos retrovisores, faróis duplos com máscara negra, antena no teto, lanternas traseiras com lentes escurecidas e faróis de neblina. De série, também no SilverFox (abaixo), o módulo I-Trend, que acrescenta, entre outros itens, I-System, CD-player com interface para iPod, volante multifuncional, quatro alto-falantes e dois tweeters.
O SilverFox também com motor 1.0l traz a exclusiva prata Sargas e vem equipado com rodas de liga leve 15" "SPA" em preto Ninja, revestimentos dos bancos em tecido malharia "Spacer" cinza, coluna B com adesivo preto, volante com design diferenciado, parachoques dianteiro com friso cromado na grade inferior, espelhos de cortesia dos parassóis com iluminação, spoiler traseiro também na cor preto Ninja e maçanetas das portas na cor do veículo.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Ford Cargo 2012: Finalmente uma cabine nova

A Ford lançou na semana passada o novo Cargo, que por enquanto irá ser oferecido em versões superiores, enquanto as mais "urbanas" continuam com a frente antiga. A carroceria foi baseada no modelo turco para economia de desenvolvimento da cabine que segue a tendência iniciada pelo Constellation que integra o desenho da cabine e dos para-choques como se fosse uma única peça e dando um visual mais harmônico e moderno, se bem que à primeira vista lembre os antigos cara-chata da marca dos anos 60. Segundo a Ford os caminhões, que atendem a faixa de 13 a 31 toneladas de peso bruto total, e com capacidade máxima de tração de até 63 toneladas, são o resultado de um projeto global que foi desenvolvido nos estúdios de design e centro de engenharia de Camaçari, Bahia, e de São Bernardo do Campo e Tatuí, em São Paulo, com intensivo suporte das unidades dos Estados Unidos e Europa. A sua concepção teve como base as pesquisas e os testes realizados na América do Sul, o que resultou num produto apto para diferentes mercados, segundo a marca.
O caminhão virá bem equipado com muitos detalhes e itens de conveniência, tanto os oferecidos de série quanto os opcionais. Há pontos a lamentar como a escolha pelas lanternas "Mercedes" que equipam desde o chassi-cabine da Sprinter passando pelos médios, semi-pesados e pesados da marca que ganham dois refletores a mais. E isso ainda inclui os onipresentes ônibus urbanos Marcopolo Torino produzidos na década de 90. Uma oportunidade perdida para se incluir nas novidades farois e lanternas em LED´s que são econômicas e duráveis e se a meta era economizar no desenvolvimento do produto, foi uma economia porca.
Mas em compensação os mimos e atenção para o para o motorista não foram dispensados, a começar pela opção de travamento de portas global por comando remoto e quando o veículo atinge a velocidade de 8 km/h e espelhos com opção de serem ajustados eletricamente. A chave vem com o Sistema Global de Segurança antifurto da Ford (PATS), dotado de código eletrônico, que também permite que o motorista faça o bloqueio eletrônico do caminhão por meio de um código numérico. E para os cavalos mecânicos vem um inédito espelho retrovisor do lado direito ajustado para se obter uma visão do que se passa no solo eliminando esse ponto cego durante uma manobra.
Os comandos dos piscas, farol alto, buzina, lavador e limpador do para-brisas, reunidos numa única alavanca multifuncional, contribuem para que o motorista mantenha a atenção na pista. A vareta de óleo do motor fica protegida sob o capô, fechado com chave. A acomodação do macaco, triângulo e chave de roda sob o banco do passageiro, em um compartimento específico e revestido, aumenta a segurança, facilita o acesso e também evita a geração de ruídos.
O caminhão ainda traz um sistema de freios mais aprimorado e seguro, com uma unidade processadora de ar, composta por secador de ar, regulador de pressão, válvulas de proteção de multicircuitos (6 vias) e limitadores de pressão que contribui para o funcionamento seguro dos sistemas pneumáticos, viabilizando roteiros de tubulações mais simples. No modelo anterior, a válvula de quatro vias e secador de ar não eram unificados. No painel, a manopla do freio de estacionamento e o manetim (freio da carreta) ficam lado a lado, em posição ergonômica e de fácil acesso. Outra novidade é a “pedal box”, que incorpora os pedais de freios e embreagem, com todos os agregados. “O sistema de freios do Novo Cargo está tão bem dimensionado que a sensação é a mesma de dirigir um carro. Além de atender a todos os requisitos de segurança e qualidade, ele aumenta o conforto. As novas tecnologias e ferramentas globais de desenvolvimento da Ford, somadas à experiência dos fornecedores, ajudaram a tornar o projeto robusto”, afirma João Filho, engenheiro-chefe de Desenvolvimento do Produto de Caminhões da Ford.
As vias adicionais da válvula de ar alimentam o sistema de suspensão do banco, o ajuste pneumático da coluna de direção, o freio-motor e permitem outras funcionalidades, como o enchimento de pneus e limpeza da cabine, sem interferir no sistema de freios, que conta com vias específicas para o freio dianteiro, traseiro, de estacionamento e da carreta.
“É comum os usuários fazerem uma bifurcação nos sistemas de ar comuns para limpar a cabine, o que não é recomendado por questão de segurança. Pensando nisso, a cabine do Novo Cargo conta com uma saída de ar específica para esse fim, sem interferir no sistema principal”, explica Sílvia Fioravanti, engenheira de Desenvolvimento de Freios da Ford. O sistema de freios possui nova válvula de seis vias e tubulações simplificadas, com canais independentes para os freios dianteiro, traseiro, de estacionamento e da carreta, livres de interferência dos acessórios.
A nova linha de motores é compostade de quatro versões de motores Cummins que são os seguintes:
O 3.9 ISB 170, de quatro cilindros em linha e injeção eletrônica Common Rail, com 170 cv e torque de 61,2 Kgm/f para os Cargo 1317, Cargo 1517, Cargo 1717;
O 5.9 ISB 220, de seis cilindros em linha e injeção eletrônica Common Rail, com 220 cv e torque de 83,6 Kgm/f para os Cargo 1722, Cargo 2422, Cargo 2622;
O 5.9 ISB 275, de seis cilindros em linha e injeção eletrônica Common Rail, com 275 cv e torque de 96,8 Kgm/f para os Cargo 2428, Cargo 2628;
E o 8.3 ISC 315, de seis cilindros em linha e injeção eletrônica Common Rail, com 320 cv e torque de 131,3 Kgm/f e para os Cargo 3132, Cargo 1932R e Cargo 1932.
Agora caros leitores, quando esse escriba escrever que determinado carro tem torque de caminhão, saberão que não é exagero e muito menos excesso de entusiasmo. E para transmitir toda essa força para as rodas o caminhão recebeu as novas transmissões Eaton das famílias FS, de seis marchas com primeira sincronizada, e FTS, com 13 marchas, totalmente sincronizadas. Todos os modelos trazem ainda embreagem mais robusta e durável e novo acionamento da transmissão por cabo, que torna os engates mais leves, suaves e precisos.
O diagnóstico do motor é de alta precisão devido à inclusão de um visor digital no painel de instrumentos que informa os códigos de falha. A caixa de fusíveis é localizada no painel do lado do passageiro, oferecendo fácil acesso. A limpeza do para-brisa é facilitada por duas alças sob o vidro e apoio para o pé no para-choque. “A Ford investiu alto nesse produto, desde a fase de projeto e testes até o processo de manufatura, em parceria com fornecedores. Esse cuidado e a atenção do time de engenharia da Ford Caminhões visaram a entregar tudo o que o cliente precisa”, afirma João Filho. O basculamento da cabine é feito por um avançado sistema hidráulico, que exige menor esforço e oferece um ângulo de abertura maior para acesso ao motor. A nova coluna de direção, com sistema “lube-for-life”, dispensa a lubrificação por graxeiras.
“Este é o principal lançamento do ano no segmento de veículos comerciais e com a linha do Novo Ford Cargo 2012 a nossa previsão é crescer neste mercado. Passamos a oferecer a cabine-leito, versão inédita na Ford, e os nossos modelos ganharam mais competitividade e estão entre os mais modernos do mundo", afirma Oswaldo Jardim, diretor de Operações de Caminhões da Ford América do Sul.
“Nossas pesquisas mostraram que os clientes ficaram satisfeitos com a nova linha. Tradicionalmente, sempre estivemos entre os principais do mercado e vamos dinamizar ainda mais nossas operações. Oferecemos tudo que o nosso cliente precisa: design, qualidade, desempenho, funcionalidade, versatilidade e serviços. No Brasil, por exemplo, temos 134 distribuidores exclusivos de caminhões perfeitamente aparelhados. Por todos esses aspectos, posso dizer que o Novo Ford Cargo é o lançamento do ano em veículos comerciais", conclui Oswaldo Jardim.
O painel de instrumentos tem velocímetro separado do tacógrafo, de fácil visualização. Diversas luzes de advertência e com aviso sonoro foram incorporadas e o painel mantém-se iluminado em todo o momento, mesmo quando as luzes estão desligadas, na cor Ice Blue. Também há uma central de informações digitais.
Suspensão na cabine, coluna de direção com ajuste pneumático, chave com código eletrônico antifurto, vidros elétricos de série e a opção de bancos com suspensão pneumática extra-conforto, travas e retrovisores elétricos são algumas das novidades.
O Novo Cargo também vem equipado com vidros elétricos de série e a opção de travas e espelhos elétricos. Traz ainda luzes de leitura individuais, acendedor de cigarro, tomadas de 12V e 24V, ponto de ar comprimido para limpeza da cabine, preparação para instalação de som e diversos porta-objetos.
A abertura das portas é de grande amplitude, facilitando o acesso. Os degraus de acesso à cabine são robustos e funcionais e têm piso antiderrapante, com grade vazada em formato colmeia que evita o acúmulo de sujeira. Acima, o espelho extra para facilitar as manobras do cavalo-mecânico.
Na área frontal, destaca-se um conjunto de grades superior e inferior, com desenho característico da marca Ford, com uma tela ao fundo em estilo colmeia. Dois amplos defletores aliam efeito visual de movimento e contribuem para criar um fluxo de ar nas laterais da cabine ajudando a manter as portas limpas.
A nova linha é formada pelos modelos Cargo 1317, Cargo 1517, Cargo 1717, Cargo 2622, Cargo 2628, e Cargo 3132, com cabine-regular; e Cargo 1722, Cargo 2422, Cargo 2428, Cargo 1932R e Cargo 1932, com cabine-regular ou cabine-leito.
A lateral da cabine é limpa e fluída, com ausência de frisos e recortes. Aspecto funcional também foi aplicado na tomada de ar do motor, que fica protegida sob o capô, liberando espaço. A cabine ganhou válvulas de ar na traseira, para renovação do ambiente mesmo com os vidros fechados.
Outra novidade é o eixo traseiro 6x4, da Arvin Meritor, com carcaça mais robusta que visa a durabilidade. A suspensão dianteira foi calibrada para o conforto, junto com a suspensão da cabine. Os manômetros de freio, elétricos e individuais (motores de passo), agora com maior precisão, com aviso de baixa pressão para cada circuito e ponteiros indicadores.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Alfa Romeo 4C Concept: "meio" motor, metade do peso e prazer de dirigir por inteiro

A Alfa Romeo apresentou no Salão de Genebra esse "meio" 8C Competizione em versão conceito. Insisto que é "meio" porque ele tem praticamente metade do peso de seu inspirador, um motor 4 em linha contra o V8 sub-emprestado da Maserati que por sua vez o pega emprestado da Ferrari que há 30 anos atrás iria excomungar alguém direto para o inferno sem dó nem piedade se pensasse numa possibilidade dessas. Hoje em dias as antigas arqui-inimigas convivem dentro de um mesmo departamento dentro do gigantesco Grupo Fiat e as diferenças foram se diluindo aos poucos com plataformas, motores e componentes compartilhados.
O objetivo do 4C é resgatar a emoção de se dirigir rápido um carro leve, preciso e estável, coisa que foi deixada para trás com a inversão de valores em que agora um carro "deve" bater com segurança em um obstáculo em vez de se desviar dele. A característica estabilidade em curvas sinuosas, coisa que os brutais esportivos americanos não tem a finesse de lidar com seus eixos rígidos saltitantes, torna a direção (e as viagens) bem mais divertidas, mais ao gosto europeu que prefere enfrentar uma estrada sinuosa do que ficar queimando pneu em cada abertura de semáforo.
A tração é traseira e o motor turbinado com injeção direta é posicionado na parte central do carro dando uma distribuição de massas na ordem de 40% na frente e 60% na traseira, perfeito para quem quer se divertir com a arisca tração traseira, sem a anestesiada e segura tração dianteira dos esportivos de hoje, dessas que precisam de muita provocação começar a ficar com a testa enrugada. E nem a neutra tração integral que às vezes tem crise de identidade quando se puxa o freio de mão com o carro em movimento...
As boas notícias é que se for provado que é balela aquela história de calendário maia, o carrinho estará a venda em meados de 2012. Quanto a chegar aqui é uma outra longa história...
O "motorzinho" turbo de 1,750l rende 200 cv, contra 450 do 8C, e que faz o carro ir de 0-100 km/h em 5 segundos e a máxima de 250 km/h. Parte do milagre é graças a caixa "seca" Alfa TCT de dupla embreagem que em breve estará disponível no Giulieta.
O peso é praticamente a metade de um 8C, com 850 kg com uso extensivo d fibra de carbono e alumínio para garantir uma boa rigidez e estabilidade ajudada pela suspensão que vem com um paralelogramo de Watt na dianteira e uma McPherson agora na traseira.

Citroën Xsarra Picasso Movie: Série especial com DVD deveria ser permanente

Vem ano, sai ano, mas monovolumes com versões equipadas com DVD´s continuam sendo oferecidas pela Citroën. A anterior do ano passado, a Xsarra Picasso Avatar (aqui) garantiu alguns bons números de venda, o que não ocorreu com a finada Renault Scenic (agora aqui). “Estamos dando continuidade a uma fórmula de grande sucesso, tornando o modelo mais completo e atrativo, além de oferecer diversão para toda a família”, explica Ruy Águas, gerente de produto da Citroën do Brasil.
Como o filme "Rio", sem data de lançamento por enquanto, foi para a sócia Peugeot na campanha do 207, só restou batizar a versão com DVD de "Movie". O DVD Player de teto Clarion, modelo XCM 9501 CBX, foi desenvolvido com exclusividade para o Xsara Picasso e oferecido gratuitamente nessa série especial. O aparelho tem como características a tela de 9,5” em formato Widescreen, dois fones de ouvido sem fio, entradas auxiliares de áudio e vídeo, sistema de áudio independente, splash customizado Citroën e controle remoto.
Também são itens de série na versão GLX, na qual a Movie se baseia, as rodas de liga leve 15” Melbourne e o rádio CD player integrado no painel com comando na coluna de direção e informações no display central. Vem também com direção com assistência hidráulica, ar-condicionado dianteiro e traseiro com filtro antipólen, air bags frontais, painel digital, computador de bordo, vidros elétricos, mesas tipo avião para os bancos traseiros, chave com dispositivo antifurto transponder, pneus 185/65 R15, limpadores de pára-brisa cuja cadência de funcionamento varia de acordo com a velocidade, travamento automático das portas e porta-malas a partir de 10 km/h, retrovisores com comando elétrico e brake light, entre outros.
Quem quiser mais conforto tem a Exclusive, que além dos equipamentos da versão GLX, traz também: ar condicionado automático digital, air bags laterais, freios com ABS + EBD + AFU, faróis de neblina, banco do motorista com regulagem lombar, entre outros. e as cores disponíveis são a Blanc Banquise (branco), Gris Cendré (pérola), Gris Aluminium (prata) e Noir Perla Nera (preta).
Série especial tem preço sugerido a partir de R$ 53.990,00. Vem com motorização 1.6 16V Flex, que gera uma potência de 113 cv e um torque de 15,8 kgfm (ambos com etanol). Uma opção com motor 2.0l seria bem vinda.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Toyota Corolla 2012: Pode vir quente que estou fervendo

A Toyota resolveu não esperar o seu arqui-rival Honda Civic e o "vamos levar vantagem" Hyundai Azera e antecipou o facelift no campeão da categoria, o Corolla. A versão de entrada vêm com airbag duplo frontal, direção com assistência elétrica, ar condicionado com controle manual e filtro de poeira (digital a partir da GLi), travas, espelhos retrovisores externos e vidros elétricos (com acionamento por um toque para o motorista), apoio de braço central deslizante, volante de três raios regulável em altura (até 20mm) e profundidade (até 40mm), tomada de 12 volts localizada no console central (dentro do descanso de braços), luzes de leitura dianteira e traseira, computador de bordo (com funções relógio, consumo médio, consumo instantâneo, autonomia e velocidade média na XLi e temperatura externa a partir da GLi), para-sol do motorista com espelho e porta-documento, além de comando interno para a abertura do tanque de combustível e porta-malas. A GLi vem com vidros elétricos com acionamento por um toque nas quatro portas, além de travas e retrovisores elétricos. Além disso recebe volante que possui o comando de todos os controles do computador de bordo e do sistema de som além do airbag duplo frontal e sistema ABS de freios e soma-se painel de instrumentos com iluminação Optitron (que regula a intensidade das luzes do painel de acordo com a iluminação externa), fechamento de vidros e abertura do porta-malas com controle na chave, espelho retrovisor externo com recolhimento elétrico e banco traseiro bipartido (60/40) com porta-copo e descansa braço central. E a XEi que usa o 2.0 16V Dual VVT-i Flex é acrescido de airbags laterais, acendimento automático dos faróis (assim que o modelo detecta insuficiência na luminosidade externa), conectividade USB para iPod, Pen Drive e MP3/MP4, Bluetooth, luzes repetidoras das setas nos espelhos retrovisores externos, bancos em couro e Cruise Control ("piloto automático").
De novidades mesmo são os motores mais potentes, sendo que a diferença entre eles abastecidos com gasolina é de 3 cv, e quando passa para o álcool, a diferença pula para 9 cv. O torque também segue o mesmo padrão, mas de proporções menores, sendo que na gasolina tem 1,8 kgm/f de diferença e a álcool sobe para 2,1, sendo que na versão 2.0 o torque maior chega entre 200 rpm à gasolina e 800 à álcool mais cedo. Tudo graças à nova razão de compressão que agora é semelhante ao VHC da GM, na casa dos 12:1, o que explica essa diferença grande de potência entre os dois combustíveis. Outras melhorias beneficiaram mais o motor 1.8 que equipa a básica XLi e a intermediária GLi que também ganhou o duplo VVT, o sistema de abertura variável de válvulas que agora não só comanda as válvulas de admissão como agora atua nas válvulas de escape dando mais flexibilidade ao motor. E para enfrentar com galardia o coquetel etílico que algumas distribuidoras e postos de bandeira branca tem coragem de chamar de gasolina com essa taxa de compressão, velas de irídio e pistões refrigerados a óleo. O câmbio manual agora é de seis marchas e a automática continua com arcaicas quatro marchas com uma nova programação chamada Super ECT que promete resolver de vez todas as indecisões que os câmbios automáticos tem quando pegam alguma subida, ladeira, descida e de quebra promete reduzir o consumo ao deixá-los mais espertos. Para os motores 2.0l o câmbio ganha aletas para trocas seqüenciais no volante. Se tivesse umas duas marchas além dessas míseras quatro ia ficar mais divertido...
A boa notícia é que a versão de topo Altis caiu de preço em R$ 2.500,00 mas se der um choro no concessionário quem sabe ganha mais um bom desconto? Na parte externa é a nova grade que nas versões de entrada é cinza escuro e nas privilegiadas com o motor 2.0 de série é na cor do veículo com frisos cromados. O ar condicionado é digital nas versões de topo e todas contam com compressor de cilindrada variável que otimiza o uso do ar condicionado e economiza combustível, além da direção ter assistência elétrica, poupando ainda mais o combustível que nessa época costuma ficar mais caro. Mas fica devendo em relação à concorrência a possibilidade de ter sistema de duas zonas, já que tem veículos, especialmente minivans e utilitários, que já oferecem sistema trizona e quadrizona e com preços semelhantes ao Altis. Outra exclusividade dessa versão são os faróis xenon com lavadores e a câmera de ré com display no espelho retrovisor. Essa versão vem ainda com regulagem elétrica do banco do motorista, acabamento do painel central e das portas em padrão madeira, sensor de chuva, sistema de som que reproduz MP3 e WMA com quatro alto-falantes e dois tweeters. Ainda continuo achando o Altis caro e para piorar a situação além do Civic renovado poderá vir o Azera que já ganhou geração nova na Coréia e em breve estará em nossas ruas com preços semelhantes. Antes que alguém ache que eu pego no pé à toa da Toyota, a Honda também costuma cobrar caro pela qualidade. E ainda obrigam a Nissan a retirar os comerciais do ar...
Para quem quiser ter um na garagem, os preços e versões do Corolla 2012 são esses:
Altis 2011 2.0 16V Dual VVT-i Flex A/T: R$ 86.570,00
XEi 2011 2.0 16V Dual VVT-i Flex A/T: R$ 76.770,00
GLi 2011 1.8 16V VVT-i Flex A/T: R$ 70.570,00
GLi 2011 1.8 16V VVT-i Flex M/T: R$ 67.070,00
XLi 2011 1.8 16V VVT-i Flex A/T: R$ 67.570,00
XLi 2011 1.8 16V VVT-i Flex M/T: R$ 63.570,00.
O acabamento da Altis ganha detalhes de madeira mais escura para contrastar com o bege do acabamento. O ar é digital, mas falta multizona obrigatório em veículos nessa faixa de preço. Parece aqueles carros coreanos importados na década de 90...
Espelho retrovisor ganha display que exibe o que se passa na traseira quando se engata a ré, acabamento bege "premium" com detalhes em madeira e metal acetinado e volante com aletas para troca de marchas. Não convence pelo preço que é cobrado...
As novas rodas de liga leve que equipam o Altis, são de 16 polegadas calçadas por pneus nas medidas 205/55. As novas lanternas ganham elementos compostos por LED´s que no Altis e XEi tem elementos dos freios em branco e nas mais humildes tem coloração vermelha.
Os faróis de xenon vem com regulagem automática de altura e lavador. O motor 2.0l dual VVT-i rende 153 cv com álcool e 142 a gasolina a 5.800 rpm e o torque máximo vem a 4.000 rpm sendo de 20,7 kgm/f a álcool e de 19,8 a gasolina.
Com isso a versão automática com ar condicionado ligado fez o 0-100 km/h em 11,6 segundos com consumos de 6,17 km/l com álcool em rodagem urbana e 10,17 km/l em estrada segundo o Instituto Mauá de Tecnologia. Usual seria usar o cambio manual que agora tem seis marchas...
A suspensão dianteira é a tradicional "McPherson" com barra estabilizadora e a na traseira é utilizado eixo de torção também com barra estabilizadora. Os freios são a discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira e o porta malas comporta 470l segundo a marca.
Porta-malas ganha friso cromado maior e mais delgado que preenche o espaço entre as lanternas. Os refletores agora são retangulares e a camera de ré dispensa os sensores de estacionamento que equipava o modelo anterior.
A versão GLi, que junto com a de entrada XLi ganham grade cinza-escuro e perdem os faróis de xenon, exclusivos da Altis. Contra ruídos há um maior cuidado na carroceria com tratamento galvânico mais cuidadoso, rigidez maior no monobloco e maior quantidade de material fonoabsorvente.
Todas as versões, menos a Altis que é bege recebem esse acabamento cinza bicolor. A versão de entrada vem com alarme com fechamento na chave e travamento automático das portas com o veículo a 20 km/h e entrada auxiliar no sistema de som.
As rodas são de liga de 16 polegadas, com desenho diferenciado da XEi e Altis, e a versão XLi apresenta rodas de 15 polegadas encobertas por calotas e com pneus de medida 195/65. Acabamento perde o padrão madeira e o câmbio automático não tem aletas no volante.
O motor 1.8l ganha o sistema dual VVT-i e agora rende agora 144 cv à alcool e 139 a gasolia todos a 6.000 rpm, bom para que gosta de motor girador. O torque de é de 18 kgm/f a 4.200 rpm na gasolina e 0,6 a mais com álcool, só que com 400 giros a mais por minuto.
O desempenho da versão GLi com cambio automático e motor 1.8 é de 12,17 segundos no 0-100 km/h e o consumo caiu de 6,43 para 7,46 km/l no uso urbano e de 9,97 para 10,95 km/l no rodoviário segundo testes do Instituto Mauá de Tecnologia. Estranho é não usar o câmbio manual de seis marchas...
As cores disponíveis para a linha Corolla são a Prata Supernova, Preta Eclipse, Bege Austral, Cinza Galáctico, Branco Polar, Verde Urano e Azul Cosmos e as cores metálicas ou perolizadas, são R$ 930,00 mais caras que as sólidas....

terça-feira, 22 de março de 2011

Fiat 500 Coupé Zagato Concept: um capetinha

A encarroçadora Zagato era famosa por seus modelos especiais derivados tanto de carros comuns quanto de esportivos consagrados. No final da década de 50 era comum versões e estudos de carros de linha, além de encomendas especiais que não raro eram unidades únicas de valor inestimável, de encarroçadores famosos como a Pininfarina, Ghia, Frua, Bertone, Fissore dentre outros. No começo da década de 60 a Zagaro apresentou um belíssimo coupé que usava a mecânica da "Nuova 500" e mais de 50 anos depois o atual 500 ganha uma versão coupé 2+2 do mesmo encarroçador. Mesmo não sendo tão bonito quanto o modelo de 50 anos atrás, ele é bem mais entusiasta que muito esportivado por aí. Os dois "calombos" no teto é para permitir que piloto e navegador usem capacete sem ficar com a cabeça roçando no teto ou com o pescoço torto e a traseira ganha um caimento mais fast-back. O interior é um 2+2 com detalhes em couro e bancos esportivos com detalhes em branco. O alvo é o público masculino entusiasta por automóveis esportivos, apesar das namoradas se sentirem em casa devido á escolha dos materiais no interior e por ter central multimídia habilitado para interagir com um smartphone com o aplicativo chamado "My Port" instalado para acessar a internet e receber e fazer ligações.
É o passado redesenhando o futuro...
A ferinha tem motor de 105 cv com 16 kgm/f de torque. As rodas de cromo polido aro 17 vem calçadas por pneus de medida 205/40 R17 e os discos de freios nas quatro rodas são perfurados.

Rolls Royce 102EX: Enfim, a eletricidade chega à alta nobreza.

Esqueça os motores com doze ou mais cilindros em arquiteturas de bloco exóticas como "V" e "W". Esqueça também os câmbios automáticos ou automatizados com 7 ou mais marchas. Esqueça também aquele ronco singular e borbulhante que indicava um motor extremamente forte quando provocado, mas dócil e silencioso como um gatinho ronronando em uso mais civilizado. Tudo isso agora é passado.
E a Rolls Royce tem um passado elétrico já que os fundadores, Henry Royce que era engenheiro elétrico e Chales Rolls tinha desenvolvido um veículo elétrico antes de se tornarem sócios, antes da virada do século 20. Com o rápido desenvolvimento dos motores a gasolina, eles optaram pelo uso desse combustível mas mantendo o funcionamento silencioso típico de um carro elétrico, ao invés do pipocar estridente até então visto nos concorrentes. Tanto que um dos primeiros modelos à gasolina recebeu o nome Phantom porque um revendedor ficou surpreso com o silêncio do carro em funcionamento.
"Hoje, a Rolls-Royce Motor começa uma análise sobre as alternativas de trens de força (power-trains", buscando esclarecimento sobre qual tecnologia pode ser a mais apropriada para ser usada em automóveis da Rolls-Royce no futuro. A alternativa de "trem de força" que escolhemos deve entregar uma autêntica experiência Rolls-Royce. Deve ser uma tecnologia que é mais correta para nossos clientes, nossa marca e que nos coloca em uma base sólida para um futuro sustentável. Por isso é que este projeto é tão importante. " afirma o CEO da marca Torsten Müller-Ötvös.
Apesar de ser o futuro em caros de alto luxo, esse modelo não deverá ser produzido, mas servirá como bancada de testes para resolver as freqüentes questões que atormentam um dono de carro elétrico, ou mais recentemente, híbrido plugável: Pode o carro ter uma boa autonomia e sem recargas freqüentes? Ele terá confiabilidade suficiente para enfrentar condições climáticas extremas? Ele terá a qualidade que é exigida em um automóvel do quilate de um Rolls-Royce ou de sua concorrência? Só saberemos a resposta quando o projeto for encerrado no final desse ano e se a marca decidir se vai produzir uma versão "verde" do Phantom ou não.
O espaço interno e a qualidade de acabamento digno de reis e estadistas não nos deixam esquecer que é de um Rolls de que se trata.
Lembram do Chevette com seu bocal de abastecimento na coluna "C". LED´s tricolores informam o status do carregamento e há um botão para interrompê-lo.
Serão dois motores elétricos de 389 cv com torque de 81,5 kgm/f montados no subquadro traseiro com as baterias de íons de lítio montados no encosto do banco traseiro.
O desempenho é típico de um elétrico, com boa arrancada e velocidade final limitada: faz o 0-100 km/h em 8 segundos (contra 5do Phantom) e a máxima é limitada a 160 km/h.
A recarga que varia de 3 horas para tomada trifásica e 8 para a comum garante pelo menos 200 km de autonomia e está também sendo testado um carregador sem fio, por indução.
No mais, a qualidade de sempre, com dezesseis camadas de pintura com a base de quatro camadas chamada Atlantic Chromo cujas partículas tem tamanho nanoscópico, semelhante às estrias de metal polido.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Chevrolet Colorado: Picape Show mostra como será a futura S10

O Salão de Bangcoc é de certa forma um dos mais importantes da Asia. Para quem gosta de picapes, é sempre bom ficar atento ao evento, já que as novidades nesse segmento sempre são apresentadas em "avants premiéres" por lá. Com a nova S10, digo Chevrolet Colorado, não foi diferente. Foi mostrado um show car com todos os elementos vistos no Ágile (veja aqui), mas harmoniosamente esculpidos nessa picape.
"A Tailândia é o maior mercado do mundo para picapes de médio porte, de modo que este é o local perfeito no qual pretendemos revelar o nosso novo Colorado", disse Martin Apfel, presidente da GM tailandesa e responsável também pelas vendas no mercado do sudeste asiático, "A próxima geração do Chevrolet Colorado irá trazer com ela a herança de quase 100 anos da linha premiada de caminhões Chevrolet. Estamos orgulhosos de produzi-la aqui na Tailândia e confiante de que irá ser adequada para os consumidores tailandeses". Onde se lê "tailandeses" leia-se consumidores de países emergentes, como Rússia, India e Brasil.
Alguns luxos como o ar condicionado dual-zone talvez seja oferecido somente em versões topo de gama, os LED´s serão trocado por lanternas mais baratas equipadas com lampadas incandescentes e o motor a diesel será um MWM com cabeçote de 16 válvulas já adequado às normas Euro V e tão econômico quanto o motor usado na nova rival Amarok. A veterana Ranger que se cuide.
O painel ganha mostradores com iluminação azulada e ainda abriga o computador de bordo entre os pares velocímetro/indicador de temperatura e conta-giros/nível do tanque de forma semelhante à Amarok (veja aqui).
O painel "Corvete ´50" está lá, a iluminação "Ice Blue" também, os bancos "embossed" também mas o ar é um digital de verdade e ainda dual-zone, e não só o painel como no Agile. As meia-portas traseiras tem abertura invertida e sem coluna central.
Um detalhe dessa cabine estendida são essas portas com abertura invertida, cuja versão já foi oferecida em outros modelos. Aqui será uma incógnita. As rodas de alumínio desse conceito são de 20 polegadas calçadas com pneus esportivos 285/50R20 ZEON LTZ.

Na traseira as lanternas em LED´s darão lugar à unidades com lâmpadas incandescentes e o tampão marítimo será trocado por um santantonio, mais ao gosto brasileiro, no mais é a mesma picape que chegará em 2012/2013 e será vista no próximo Salão de Buenos Aires.

sábado, 19 de março de 2011

JAC J3: After the "J" Day

Agora não tem jeito. Se o recado for entendido, as quatro grandes e as newcommers que resolveram invadir o mercado de compactos populares agora terão muito trabalho com os chineses daqui a alguns anos. A JAC inaugurou ontem simultaneamente uma rede de 46 concessionárias e 4 pontos de vendas Brasil afora com promessas de ser tudo o que os conterrâneos chineses não conseguiram mostrar aqui e que o consumidor tupiniquim exige: confiabilidade, qualidade e conforto.
Capitaneada por Sergio Habib, dono de pelo menos 15 concessionários da marca, a importadora fez exigências que foram atendidas, ao mudar quase 250 itens em relação ao modelo vendido na China e em outros mercados. Por isso não se assuste se for ao Chile e alugar um, descobrir que o carro vendido no Chile não tem o mesmo desempenho e qualidade que o modelo vendido aqui.
“O experimento mostrou o que já suspeitávamos: os carros da JAC são robustos e resistentes, características singulares às fabricantes de caminhões. Para exemplificar, pastilhas de freio duraram cerca de 60 mil km e a embreagem ultrapassou 100 mil km, em bom estado”, afirma Sergio Habib, presidente da JAC Motors Brasil referindo-se aos 2 milhões de km percorridos em testes. “Estes resultados nos dão a tranquilidade necessária para oferecermos a inédita garantia de 6 anos, bem como oferecer um dos seguros mais baratos do mercado”, complementa.
Os principais problemas apontados nos carros chineses foram atacados sem dó e nem piedade. O principal deles é o interior que recebeu um acabamento mais cuidadoso, com muitos itens que são opcionais na concorrência, e com poucos plásticos toscos aparentes. Outro problema típico de carro chinês são os motores pouco potentes, desses que dão calafrio no motorista só de ver uma ladeira com semáforo ou placa pare no topo. Para quem tem um, deslige o ar-condicionado e engate a primeira e seja paciente. No caso do J3, que virá em versão hatch e a sedan com sobrenome Turin (que virou uma piada pra lá de sem graça na série do mesmo nome vendida nos anos 90 do Kadet), apesar do motor desenvolvido em parceria com a austríaca AVL não ter agradado a exigente imprensa especializada automotiva, já que os 108 cv de potência são alcançados em regime de moto, a 6.000 rpm e o torque de 14,1 kgm/f a também altas 4,500 rpm, mas é suficiente para se dirigir sem se preocupar com ladeiras e o impaciente caminhão (ou Kombi) parado atrás no semáforo. É só saber cambiar no momento certo e não quando o ponteiro do contagiros atinge as 2.000 rpm como muita gente faz. O desempenho não é brilhante, mas também não destoa do que é visto na concorrência nacional, com o 0-100 km/h em 11 segundos e máxima de 186 km/h. O motor tem comando de variável da abertura das 16 válvulas e é acoplado a um câmbio de cinco marchas. A suspensão nas quatro rodas são independentes, com o clássico MacPherson na dianteira e na traseira uma dual link, com braços duplos. Os freios usam a configuração básica de discos na dianteira e tambor na traseira, estes auto ajustáveis, mas dispõem de ABS e EBD.
A lista de equipamentos de série é extensa e contam com ar-condicionado, direção hidráulica, travamento automático das portas a partir de 15 km/h, radio com MP3 e entrada USB com 6 auto-falantes e antena embutida no para-brisas, sensor traseiro de estacionamento, tomada 12 volts e outros itens que agradam bastante o motorista brasileiro. Se a JAC vai ser bem sucedida no mercado brasileiro, isso dependerá do esforço de sua rede de concessionários, distribuição de peças (o que tem se tornado um calcanhar de aquiles em muita marca nova por aqui) e o pós vendas. E o sucesso dela trará outras marcas chinesas, sem o amadorismo das que vieram antes. O preço parte de R$ 37.900 para o hatch e o J3 Turin será comercializado por R$ 39.900.
Detalhes do painel e do console central com iluminação azulada. Contagiros e velocímetro concêntricos não agradam muito o consumidor brasileiro pela dificuldade de leitura. Detalhes em prata tentam dar um ar mais sofisticado a esse compacto.
O acabamento interno recebeu mais atenção do que é costume nas conterrâneas e faz parte dos 242 itens mudados por exigência do importador. E ao contrário do interior colorido que agrada bem mais os chineses, aqui se optou por um duplo tem de cinza, mais sóbrio.
Os modelos foram avaliados pelo Cesvi no quesito reparabilidade. O J3 foi apontado como o segundo hatch compacto mais fácil e barato de se consertar após uma colisão, e o J3 Turin alcançou a primeira posição entre os sedans de seu porte, no mesmo índice.
E a tampa traseira desse modelo exposto no Salão de São Paulo está só encostada antes que escrevam alguma coisa...
O desenho foi auxiliado pelo renomado estúdio italiano Pininfarina, desenhadora oficial de Ferraris.
Virá com três cores sólidas: Branco Ártico, Vermelho Cereja e Preto Classic). O único opcional são as quatro opções metálicas que custam RS 900,00 a mais: Prata Imperial, Cinza Mercúrio, Vermelho Rubi e Azul Pacífico.