sexta-feira, 30 de abril de 2010

smart mhd Brazilian Edition - Atualizado


Agora sim temos fotos da versão mhd Brazilian Edition, limitada a 300 unidades e que será o primeiro modelo nacional com um sistema que está se tornando popular na Europa. O foco do urbanino é a economia e a baixa emissão de poluentes graças ao sistema start/stop que a Mercedes brasileira erroneamente denomina de "micro hybrid drive", sendo que o motor do carro não conta com auxílio de motores elétricos ou outro modo paralelo de locomoção.
O sistema start/stop é basicamente um sistema que detecta quando um motor a combustão não está em uso e o desliga, melhorando o consumo que nesse caso a Mercedes estima em otimistas 20%, e os níveis de emissões de poluentes.
E ao contrário da maioria dos sistemas de start/stop em que o sistema desliga o motor após algum tempo com o carro parado, no caso do smart ele desliga o motor assim que o carro é freado e atinge 8 km/h, mas é só tirar o pé do freio e acelerar que o motor é religado automaticamente.
E a tradicional dupla alternador/motor de partida é substituída por um gerador que faz o papel de motor de partida quando o motor está desligado, e quando a partida é dada aí ele passa trabalhar como alternador carregando a bateria.
Assim como no caso do Gol Ecomotion, não foram divulgados dados de consumo e nem tenho base para avaliar, já que na Europa os smart com esse sistema vem com 51 cv e o "nacional" terá 71 cv. Se os dados de consumo fossem comparados com o modelo "normal" de 81 cv servindo de parâmetro, teremos que esperar os dados baseados na norma nacional NEDC de todo o jeito, já que não dá para simplesmente pegar uma calculadora e colocar a porcentagem que supostamente o carro deixaria de consumir. Esses 10 cv a menos podem ter algum impacto no consumo, já que poderia haver um aumento de torque com o redesenho do mapa de injeção.
Discussões à parte os engenheiros e executivos brasileiros estão felizes com as 1.500 unidades comercializadas em um ano e anunciam que a mhd ganhará uma série especial de estréia chamada Braziliam Edition limitada a 300 unidades, todas na cor amarela e com o "Tridion" (aquela parte verde no carro da foto) com motivos que lembram a bandeira brasileira, bem a calhar nesse momento pré-Copa do Mundo, e com preços a partir de R$ 49.900,00.
“Dizíamos, um ano atrás, que o smart fortwo trazia um novo conceito de mobilidade para o País. Hoje vemos que o consumidor brasileiro entendeu perfeitamente o significado dessa promessa. As vendas continuam acima da expectativa e é um grande orgulho trazer esse novo integrante da família”, explica Dimitris Psillakis, diretor de Vendas e Pós-venda Automóveis da Mercedes-Benz do Brasil.
Já está bem longe o tempo em que os fabricantes traziam modelos de acordo com a chamada "realidade de terceiro mundo" para cá, como a picape 504 e o Land Rover Defender. Só falta agora os motoristas evoluírem para o chamado mundo desenvolvido, pelo menos em civilidade.
Bem equipado para um modelo econômico, vem com ar condicionado com regulagem automática de temperatura, vidros elétricos, cobertura do porta-malas, rádio com leitor de MP3, airbag de grande dimensão para condutor e passageiro, indicador da temperatura externa, fechamento automático das portas em movimento e hill start para auxiliar a saída em ladeiras.

Vem com câmbio softouch automatizado com função kick, rodas de liga leve de 15 polegadas, ESP (controle eletrônico de estabilidade), ABS, (antitravamento de freios), EBD (distribuição da força de frenagem), ASR (controle de tração), BAS (assistência eletrônica de frenagem), regulagem manual da altura dos faróis, vidro traseiro aquecido e destravamento do vidro traseiro através de chave de 3 teclas.

VW Gol Ecomotion: O bolso agradece

Um carro feito para economizar, tanto no bolso como na gasolina não entusiasma ninguém, mas tem uma boa parcela de consumidores querendo gastar menos. Afinal, eles não são entusiastas e querem um carro que simplesmente os leve a algum lugar com o menor custo por quilômetro rodado. Pensando nisso a Volks finalmente lançou, após quase um ano e meio do lançamento do também veterano Mille Economy, uma versão também com foco em economia do Gol "G-IV" (na verdade Gol "G-II" fase III) chamada Ecomotion, que promete economizar em consumo a até 10%.
Para garantir que o motorista consiga uma maior autonomia e atinja distâncias nunca antes alcançadas com um tanque de combustível, há um "econômetro" digital no painel de instrumentos. E os passageiros tem alguns mimos de série no interior como os bancos com novo revestimento em malharia "Lua Cinza", sendo que o do motorista tem regulagem de altura. Vem também de série também com regulagem interna dos retrovisores, imobilizador eletrônico, cintos de segurança dianteiro com regulagem de altura, retrovisor interno dia/noite e terceira luz de freio elevada (brake light). Opcionalmente, pode vir com rádio com entradas para MP3, USB e SD Card e conexão Bluetooth para telefone celular. E as novidades estéticas limitam-se a calotas e adesivos "Ecomotion" identificando a versão, além dos para-choques na cor do veículo, de série em toda a linha "G-IV" 2011.
As alterações feitas para melhorar o consumo vem com o motor EA 111 1.0 l Total Flex, com 68 cv a 5.750 rpm (com gasolina) e 71 cv a 5.750 rpm (usando etanol) agora com nova calibragem e o diferencial foi alongado em 6,8%, o que reduz o nível de ruído e melhora o conforto para os passageiros no interior do veículo.
Os pneus, agora "verdes" e com baixa resistência ao rolamento, têm medidas 165x70 R 13, ao invés de 175 x 70 R 13 "normais", com pressão de enchimento aumentada de 27 PSI (na dianteira e traseira) para 39 PSI nos dianteiros e 32 PSI nos traseiros para reduzir a resistência ao rolamento e aumentar a economia de combustível. Para garantir o conforto e a dirigibilidade, a calibração dos amortecedores foi alterada.

VW Gol Seleção: vamos faturar com a Copa também

Bem, achei que não escreveria nada relativo à futebol, mesmo que indiretamente, mas não tem jeito. Quem assiste TV sabe que quando um programa é de "esportes", na verdade é praticamente só sobre futebol, e que os outros esporte somente terão algum destaque em Panamericanos e Olimpíadas, e teremos a cobertura completa com detalhes fartos e abundantes do mundo da bola através dos campeonatos paulista e carioca (e se o caro leitor mora em outro estado, some ainda o campeonato local e regional e as séries A-1, A-2, e dependendo da emissora e dos times A-3, com os dois citados acima), Libertadores, Copa do Brasil, Campeonato Espanhol, Italiano, Ingles e Eurocopa. E esse ano é ano de Copa do Mundo.
E a Volks resolveu lançar uma série especial em homenagem aos doze selecionados que terão a honra de vestir a camisa canarinho (Essa tirei do fundo do baú) para tentar conquistar mais uma Copa e mostrar ao mundo que pelo menos alguma coisa fazemos direito. O Gol ganha a série Seleção que será limitada a três mil unidades e terá adesivos alusivos a série na tampa do porta-malas. Nas portas e nos encostos dos bancos dianteiros traz o logotipo da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
O carro vem recheado de itens especiais como vidros de tonalidade verde, nos bancos revestidos com novo padrão de tecido em malharia “Mares Cinza”, painel em duas tonalidades, console central estendido, parassóis com espelhos e iluminação, carpete Dilour, revestimento das portas em tecido com porta objetos, portamalas acarpetado e banco traseiro com encosto e assento rebatíveis, possibilitando a ampliação da área de bagagem. E o banco do motorista possui regulagem de altura.
Os botões de comando do ar, anel da coifa da alavanca de câmbio e as maçanetas internas das portas são cromados, assim como a moldura do conjunto de instrumentos que, por sua vez, apresentam novo grafismo e recebe chave tipo canivete.
O volante é o mesmo da versão Power e a pedaleira de alumínio quer reforçar o caráter esportivo do modelo, mesmo que seja uma referência ao futebol e tenha motor 1.0.

A série vem com o motor 1.0 Total Flex e ganha alguns diferenciais, como as rodas de liga leve de 14 polegadas com pneus 185/60 R14, faróis com máscara negra, lanternas traseiras escurecidas, faróis de neblina, coluna central revestida de preto e detalhes na grade inferior dianteira e a moldura dos parachoques pintados em cinza. vem também com parachoques, frisos, retrovisores externos e aerofólio traseiro na cor do veículo, com a parte inferior dos parachoques preta.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Peugeot Hoggar: Todas as versões da Marta Rocha francesa

A Hoggar veio preencher uma lacuna e ao mesmo tempo reinaugurar um setor que ela não ocupava desde os tempos da valente 504 picape, comercializada até o fim de 1999, o de picapes leves da marca. Em vez de uma média, temos uma pequena "Marta Rocha" ou flareside, quando a caçamba é mais estreita e os paralamas e estribos são mais aparentes, um desenho típico utilizado nas picapes americanas desde o pós-guerra (1945) e que é tradição nos EUA, tanto que existem versões de picapes modernas com caçamba flareside e lisas vendidas por algumas marcas de lá.
Com a frente do 207, cabine do 206 e a caçamba adaptada da utilitária Partner, ela conseguiu fazer uma picape de visual atraente, bem no estilo da Montana, mas com uma das maiores caçambas da categoria. O apoio do pé na parte central que a Montana (veja aqui) inaugurou e foi aproveitada na Saveiro (veja aqui) está lá e o "estribo" que na Montana é só uma referência se faz presente devido a dianteira "larga" do 207 em relação ao resto da carroceria. E como não poderia deixar de ser oferece a versão aventureira Escapade que já tinha sido apresentada antes em três fotos que a Peugeot nos ofereceu como "tira-gosto" (veja aqui) enquanto preparava o lançamento da picapinha. Ao contrário da veterana 504 em cujo poster, carregada de carga em uma tribo africana, que vi em uma concessionária Peugeot na década de 90 espantava clientes que buscavam carros importados para ter status e não um valente veículo de carga, a Hoggar é bem urbana e deve agradar aqueles que adoram uma picape para desfilar. E para quem quer incrementar ainda mais a picapinha pode instalar itens opcionais nas revendas da marca como protetor de caçamba, capota marítima, grade de proteção do vidro traseiro, brake light externo de teto, barras de teto, santantônio, protetor do para-choque dianteiro, estribo lateral, soleira do tipo alumínio, rede para porta-objetos interno, rodas de alumínio, teto solar (rebatível e elétrico) e rede para transporte de objetos que ultrapassem os limites da caçamba. O visual é de certa forma agressivo e cativante e apesar da Peugeot apostar em um público mais velho (usuário entre 30 e 49 anos, 89% do sexo masculino e casado [76%]) pode apostar em um público mais jovem, segmento disputadíssimo em que a Saveiro, a Strada e a Montana se inserem enquanto a veterana Courier corre por fora e atende aquele cliente que só quer levar alguma carga do ponto "A" ao ponto "B" e que a Peugeot quer abocanhar 10%.
Pedaleira em metal e detalhes prateados diferenciam a Escapade de outras versões. Vem também com dois alto-falantes nas portas dianteiras, travamento automático das portas em velocidade e travas elétricas nas portas com telecomando.
Outro destaque é o painel de instrumentos que recebem fundo branco com caracteres e iluminação laranja. Vem indicador de temperatura externa, relógio e calendário digital no painel central.
Os bancos ganham revestimento exclusivo e inscrições "Escapade" bordadas no tecido. E vem com acessórios exclusivos para a versão como bolsa para colocação de objetos atrás do banco do passageiro.
Detalhe dos faróis que recebem máscara negra enquanto os faróis de neblina recebem moldura prateada. Os paralamas ganham moldura negra no recorte da caixa de rodas.
Na dianteira a tradicional simulação de impulsor (quebra mato) ganha área central prateada no para-choque dianteiro. As molduras dos recortes dos paralamas começam no protetor inferior do para-choque.
O apoio de pé (step side) ganha mais uma função ao ser desenhada também como extrator de ar da cabine, melhorando e muito o conforto do motorista e passageiros, e suporta até 70 kg.
Agora é moda, rack de teto em prata agora ganha função aerodinâmica que se transformam em spoilers quando se juntam os elementos na cor negra.
O para-choque apresenta uma grade frontal prateada que tenta dar uma ar de maior robustez ao modelo. E as molduras dos faróis de neblina ganham molduras na mesma cor.
A Escapade vem equipada com o motor mais potente, o 1.6 Flex (1.587 cm3), que produz até 113 cavalos de potência com álcool e 110 cavalos com gasolina a 5.600 rpm, com um torque
máximo de 15,5 mkgf a 4.000 rpm com álcool.
As rodas em liga leve de 15 polegadas são calçadas por pneus de uso misto Pirelli Scorpion ATR 185/65 R15 H.
Na lateral da caçamba tem fixadores que ajudam a amarrar a carga na caçamba, que tem bons 1150 litros. A tampa pode ser retirada para o transporte de cargas mais longas que a caçamba. E o estepe, bem, continua presa no assoalho abaixo da caçamba, e é preciso abrir a tampa para ter acesso ao parafuso que o prende.
Dois apoios de pés ajudam na amarração da carga, e para quem tem dúvida quanto à versão, na Escapade o nome é grafado na tampa traseira da caçamba, que suporta até 300 kg.
O interior da intermediária XR é mais discreto, com detalhes em dois tons de cinza e os bancos anti-mergulho ganham outra padronagem, que também está presente na humilde XL.
Vem com um pacote de opcionais que na versão XR reúne travamento automático das portas, vidros elétricos, ar quente, ar-condicionado e telecomando multifunções das chaves.
O painel continua completo, mas com instrumentos com fundo negro e letras em cinza claro. Vem ainda com relógio digital no painel e direção hidráulica.
O carro vem com faróis com máscara negra e perde os detalhes prateados no farol de neblina, agora com moldura na cor do veículo, e no simulador de para-choque de impulsão da Escapade.
Mais modesta, vem com os mesmos pneus de uso misto (Pirelli Scorpion ATR), na medida 175/70 R14 H, calçado em rodas de aço estampado de 14 polegadas com calotas.
Apesar de tentar caracterizá-la como esportiva, o motor 1.4 Flex 8V (1.360 cm3) de até 82 cv de potência quando abastecido com álcool, e 80 cv de potência quando abastecido a gasolina a 5.250 rpm não convence. Possui torque máximo de 12,85 mkg/f a 3.250 rpm, obtido com qualquer um dos combustíveis. Todos os motores tem 3 anos e garantia.
Voltada para micro-empresários e profissionais que precisam levar pequenas cargas, a XL é mais modesta ainda. Vem com manopla do câmbio com detalhe tipo alumínio e o pacote de opcionais conta somente com ar quente e ar-condicionado.
O carro vem com regulagem de altura do banco do motorista e da coluna de direção, para-sol com espelho de cortesia para motorista e acompanhante, aviso sonoro de esquecimento da chave no contato, de luzes acesas e do tanque de combustível na reserva e preparação da fiação para som e ventilação forçada com quatro velocidades.
O modelo vem chave de ignição codificada (transponder), indicador inteligente de manutenção do veículo, limpador do para-brisa com temporizador e indexado à velocidade do veículo. O compartimento de bagagem tem capacidade de 120l.
Os faróis tem moldura prateada e tem o sistema follow me home no qual as lanternas e os faróis baixos permanecem acesos por 30 segundos após o fechamento do carro. O protetor de cárter é de série. Os pneus dessa versão são o Pirelli Chrono 175 65 R14T.
O vidro traseiro corrediço é de série e pode receber grade protetora opcional e a terceira luz de freio elevada (brake-light) é também um opcional instalável nas revendas.
Detalhe da lanterna traseira em que três elemento ovais são emoldurados por um segmento maior que avança pela lateral da caçamba. A lanterna de neblina integrada à lanterna traseira esquerda no lugar do elemento da luz de ré.
Para quem tem ciúmes de seu patrimônio, a proteção da caçamba é opcional e ajuda a economizar um bom dinheiro contra eventuais desgastes. A capacidade de carga é de 742 kg e o volume chega a bons 1151l.
O para-choque dianteiro é pintado na cor do modelo e as rodas de aço de 14 polegadas. Vem com o mesmo motor 1.4 da XR. O câmbio ganhou as duas primeiras marchas mais curtas para dar mais agilidade ao veículo, principalmente quando está carregado.
Na dianteira, a suspensão é independente do tipo McPherson com barra estabilizadora. As molas helicoidais receberam uma nova calibração, com rigidez um pouco mais acentuada. O mesmo ocorreu com os amortecedores (com stop hidráulico integrado), que foram alvo de uma calibração diferente para aumentar a sua durabilidade.
O eixo traseiro, emprestado da Partner é composto por rodas independentes e barras estabilizadora e de torção transversal. Os amortecedores hidráulicos ganharam uma nova calibração e os braços da suspensão recebem uma nova geometria, foram prolongados em 10 mm para se adaptarem às rodas da picape.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Franceses comemoram os 40 anos do LAB


Às vezes publico nesse blog alguns crash-test's e muita gente não deve entender o porquê de alguém pegar um carro e jogá-lo contra uma parede de concreto. O motivo é a segurança, e se não bastasse o NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration, o órgão responsável pela segurança veicular dos EUA desde a década de 1970) e a EuroNCAP (European New Car Assessment Programme, a versão européia, desde 1995) há um órgão francês criado pelas fabricantes Renault e PSA Peugeot-Citroën um pouco antes, em 1969, o LAB.
O LAB (Laboratório de Acidentologia e Biomecânica, traduzindo para o português) foi responsável por inúmeras inovações em segurança como o desenvolvimento e construção de "dummies" (manequins que simulam o corpo humano nas simulações de acidentes, basicamente os "bonecos" que "sofrem" o "crash-test" e mostram os possíveis danos que uma pessoa real sofreria em um acidente aos pesquisadores) e nas especificações dos cintos de segurança e no sistema que é padrão na Europa de fixação de cadeirinhas e bebês-conforto na Europa: O Isofix.
O laboratório estuda a acidentologia que são as causas e as conseqüências dos acidentes, em colaboração com os hospitais e a polícia. Ela se apóia nos estudos detalhados de acidentes reais, que são reconstruídos para compreensão dos fatores que os provocaram.
Além disso, a acidentologia estuda o binômio “automóvel e motorista” dentro de sua amplitude, isso inclui o comportamento humano e a psicologia do condutor, assim como a ergonomia no interior do habitáculo. Resumindo, a vocação da acidentologia é prevenir.
Paralelamente, a biomecânica analisa os limites do corpo humano aos choques. Ela visa proteger os ocupantes nos casos em que acidente torna-se inevitável. A biomecânica procura compreender os mecanismos de lesões, analisar o comportamento da estrutura do veículo e verificar a eficácia dos sistemas de proteção, tudo isso com o objetivo de sempre melhorá-los.
O resultado são, além do aumento de segurança nos carros fabricados, vários prêmios internacionais, 642 estudos publicados em revistas científicas e a participação dos profissionais do LAB em 29 projetos de pesquisas francesas e européias.
Para se ter uma idéia de como vale a pena investir em segurança, teve um acidente trágico em São Paulo no começo desse ano em que um motorista bêbado andou 5 quilômetros na contra-mão e colidiu contra um Gol, matando um casal carbonizado e deixando uma criança gravemente ferida. O motorista alcoolizado dirigia um Renault Clio Sedan e só sofreu ferimentos leves.
Avaliação das consequências do crash-test com o modelo Renault 5, em 1971.
Crash-test com o modelo Renault 5, em 1971.

Família de "dummies" no interior do Renault Laguna, em 1995.
Preparação dos "dummies" para a realização de crash-test.
Crash-test realizado em 1973.
Crash-test com o modelo Renault 4, em 1970, para avaliação dos cintos de segurança.
Crash-test com o modelo Renault 12 (o "primo" francês do Ford Corcel, veja as rodas do veículo em segundo plano), em 1972.

Preparação para a realização de crash-test do Renault Scénic.
Crash-test do Renault Scénic.
Preparação para a realização de crash-test do Renault Scénic.
Preparação para a realização de crash-test do Renault Mégane Hatch.

Preparação para a realização de crash-test do Renault Mégane Hatch.