
Enquanto o presidente Lula cancela uma cerimônia que mostraria o novo regime automotivo para veículos elétricos para evitar alguma "pataquada", o pessoal da Anfavea dava um suspiro de resignação e aguarda com paciente ansiosidade que o governo tome alguma iniciativa. Em matéria de veículos elétricos operantes, só temos algumas dúzias de trólebus que circulam por teimosia dos operadores de transporte coletivo locais, e algumas motos e bicicletas elétricas importadas.
“Vamos continuar conversando para, provavelmente, formular uma política mais ampla. Não saímos frustrados. Não é uma questão de dias ou semanas que vai frustrar nossas expectativas” afirma Cledorvino Belini da Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores).
De carros elétricos, só temos projetos experimentais como a Fiat Pálio e o Iveco Daily em versões elétricas que só estão disponíveis para alguns setores dos fabricantes, desenvolvedores e geradores e distribuidores de energia elétrica. E a India tem a Reva (veja aqui) que acabou de ter 55% de seu capital comprado pela Mahindra e a China o melhor expoente é a BYD (e aqui) que já fabrica suas próprias baterias de íons de lítio e as fornece para grandes empresas como a Toyota.
Enquanto isso a cidade de São Paulo assinou um acordo de implantaçào de infra-estrutura com a Renault-Nissan (veja aqui) e uma distribuidora de energia com capital português, a EDP Bandeirante, instala três postos de recarga para veículos elétricos e doa 12 bicicletas com motorização elétrica para a guarda municipal, em Guarulhos.
E esse blog não propõe a substituição do carro a combustão interna por um estritamente elétrico, mas que esse seja uma alternativa no transporte individual urbano, já que ele apresenta ausência de emissões e um custo de rodagem bem menor. E aproveitaria a capacidade ociosa da rede de distribuição de energia durante a madrugada, que se mantiver o custo reduzido, tornaria ainda mais competitivo os custos já baixos de rodagem.

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