
Os ingleses sempre foram referência em música pop-rock desde a chegada dos Beatles, mas às vezes mostram o quanto é difícil viver em um lugar que está constantemente nublado, chuvoso e cheio de frustrações que se escondem abaixo da aura fleumática que eles insistem em manter.
Movimentos musicais como os góticos nos 80, o Trip-Hop nos 90 e agora o New Grave nesse fim de década mostram o quanto os caras são depressivos e a sua tristeza transparece de tempos em tempos como ondas de ressaca que arrebentam nas praias levando qualquer vestígio de alegria embora.
Longe de serem tão ridículos como os emos que misturam choradeira de novela mexicana com "pérolas de sabedoria" extraídos de livros de autores diversos como Paulo Coelho e Lair Dinheiro os ingleses descontam suas frustações nas pistas e em algumas estradas pouco fiscalizadas, e para isso eles tem um remédio e dos mais divertidos.
Febre nos anos 80 aqui no Brasil, os pockets rockets sempre fizeram a cabeça dos ingleses, mais fanáticos pelo esporte automotor. E todo fabricante que se preze lança sempre alguma versão apimentada na terra de vossa majestade. Uma das tradições são os Ford Escorts e agora Focus RS (veja
aqui), que deixam o nosso inesquecível Escort XR3 comendo poeira e ainda dão outra volta antes que a nuvem abaixe.
Os japoneses da Subaru, que sempre deram trabalho para a Ford e a Citroën em campeonatos de rali com carros de tração integral com equilíbrio impecável e motores brilhantes. Não tão bem assim é a Cosworth, preparadora tradicional dos Ford, que em sua volta na Fórmula 1 está sendo duramente criticada pelo fraco desempenho do motor. Quando uma equipe de F1 como a Willians endossa alguma crítica de Rubens Barrichello é porque a situação está feia...
Mas se na volta da F1 as coisas não estão bem, na volta aos carros de rua ela surpreende e aqui a missão foi mais fácil: melhorar algo que já estava bom. O motor ganhou 33% a mais de potência e algumas melhorias como suspensão mais baixa e interior esportivo.
Terá três cores disponíveis, prata faísca, cinza escuro e vermelho San Remo, e garantia de 3 anos ou 36 mil quilômetros e 12 anos contra corrosão. São somente 75 unidades unidades destinadas somente aos súditos de vossa majestade, todas com volante na mão inglesa, com preços a partir de 49.995 libras, cerca de 60 mil euros.

Interior recebe bancos Recaro pra motorista e passageiro da frente e todos os lugares recebem o nome "Cosworth" bordado no couro negro. O porta-malas tem 301l mas que chega 1216l com os bancos traseiros rebatidos. As lanternas traseiras usam LED's e os faróis são xenon. Todas as 75 unidades são numeradas e certificadas.

O console central do painel recebe acabamento em "black piano", o sistema multimídia vem com disqueteira com capacidade para 6 CD's, 10 auto-falantes e navegação por satélite, tem air-bags frontais, laterais e de cortina. Recebe vidros fumê para aumentar a privacidade dos ocupantes.

Motor ganha 100 cv, pulando de 300 para 400 cv que chegam a 5750 rpm e o torque de 55,3 chega mais cedo, a 3950 rpm. Para chegar a esse número surpreendente a Cosworth reforçou bielas e pistões com os mesmo materiais usados na F1 e refez o sistema de exaustão cujo catalizador não é restritivo e ainda trocou o turbo.

O câmbio é manual de seis marchas e a tração é integral e permanente (4DW) com diferencial central de acoplamento viscoso, com isso a distribuição de peso e potência é na casa dos 50% podendo ser alterado eletronicamente de acordo com a situação. A suspensão leva molas Eibach e amortecedores pressurizados Bilstein e é 1 cm mais baixo na dianteira que o modelo normal de produção.

Os escapes duplos mostram que o Impreza não está para brincadeira. São 0-100 em 3,7 segundos com máxima de 250 km/h limitados eletronicamente. Só para se ter uma idéia, o Porsche 911 GT2 RS faz o 0-100 em 3,5 segundos com tração traseira, 700 quilos a menos e com 220 cv e dois cilindros a mais...