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sábado, 23 de outubro de 2010

Carro Denorex: parece mas não é


Comento sempre em um post ou outro que o mundo está cada vez mais chato e agora não é importante ser, mas parecer, e a Fiat segue essa lógica ao lançar o Uno Sporting com o mesmo 1.4l que compartilha com as versões Attractive e Way. Antigamente havia versões realmente esportivas como saudoso Opala SS dos anos 70 e os pocket-rocket dos anos 80 e 90 como o Gol GT (depois GTi em 1989), Kadett GS (e depois GSi), Escort XR3 e o Uno 1.5R (depois 1.6R) que dava trabalho aos concorrentes que tinham motores com 300 a 500 cm³ a mais de cilindrada.
Hoje o que predomina são as versões "aventureiras" que ganharão uma "selva" feita de materiais recicláveis no stand da marca no Salão com destaque para um córrego de LED's que significa uma maior eficiência e economia de energia, o que não é a realidade desses pseudo-off-roads cheios de penduricalhos de plástico e suspensão elevada que aumenta o arrasto aerodinâmico, além do peso maior. Além das versões aventureiras, temos uma nova onda de carros nacionais esportivados e o Uno acaba de ganhar a sua versão Sporting com o mesmo motor 1.4 compartilhado com as outras versões, a neutra e bem equipada Attractive e a aventureira Way.
Se a Fiat optar por oferecer uma versão T-jet para o novo Uno no futuro, o blogueiro ficará feliz, mas como isso é uma realidade distante comandada pela realidade distorcida do nosso mercado esquisofrênico e dos marqueteiros de plantão em busca do consumidor médio que só quer a aparência como está sendo demonstrado no Salão de São Paulo que abrirá na semana que vem. E ficaremos só na saudade dos bons tempos em que tínhamos verdadeiros reis da estrada. Hoje isso fica somente na fantasia dos carros denorex, que parecem mas não são e na saudade dos esportivos verdadeiros que ficaram no passado.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Nissan Tiida Sedan: Sketche da futura versão 2012 para encerrar a discussão

Muitos leitores que estão maravilhados com o excelente custo-benefício do Nissan Tiida Sedan (veja aqui) não se conformam com o fato desse blogueiro criticar o desenho não muito feliz do veículo. Para os que pretendem continuar com o carro na hora de trocar o veículo, uma boa notícia: A Nissan estadunidense acaba de confirmar que o sketche acima é do futuro Nissan Tiida Sedan, que vem aqui via México e que será fabricado no ano que vem já como modelo 2012. O carro será apresentado no Salão de Guangzhou que será realizado em dezembro desse ano e a Nissan afirma que esse modelo será de âmbito global, assim como o March (ou Micra na Europa).
E para encerrar a discussão, o custo benefício é bom, já que vem de série com o famoso "completo", isto é: ar-condicionado, "trio-elétrico", um porta-malas com interessantes 467 litros e outros mimos. Se o consumidor preza mais o custo-benefício em detrimento do design, o veredito do blogueiro é: seja feliz meu amigo, afinal quem vai dirigir o carro é você e quem vai usufruir desse conforto é a sua família. E o importante é o carro lhe atender e não o contrário. Mas fique atento que a concorrência está se movendo, especialmente os coreanos, e nessa guerra de preços quem sai ganhando somos nós.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Veículos elétricos: tão perto e tão longe


Enquanto o presidente Lula cancela uma cerimônia que mostraria o novo regime automotivo para veículos elétricos para evitar alguma "pataquada", o pessoal da Anfavea dava um suspiro de resignação e aguarda com paciente ansiosidade que o governo tome alguma iniciativa. Em matéria de veículos elétricos operantes, só temos algumas dúzias de trólebus que circulam por teimosia dos operadores de transporte coletivo locais, e algumas motos e bicicletas elétricas importadas.
“Vamos continuar conversando para, provavelmente, formular uma política mais ampla. Não saímos frustrados. Não é uma questão de dias ou semanas que vai frustrar nossas expectativas” afirma Cledorvino Belini da Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores).
De carros elétricos, só temos projetos experimentais como a Fiat Pálio e o Iveco Daily em versões elétricas que só estão disponíveis para alguns setores dos fabricantes, desenvolvedores e geradores e distribuidores de energia elétrica. E a India tem a Reva (veja aqui) que acabou de ter 55% de seu capital comprado pela Mahindra e a China o melhor expoente é a BYD (e aqui) que já fabrica suas próprias baterias de íons de lítio e as fornece para grandes empresas como a Toyota.
Enquanto isso a cidade de São Paulo assinou um acordo de implantaçào de infra-estrutura com a Renault-Nissan (veja aqui) e uma distribuidora de energia com capital português, a EDP Bandeirante, instala três postos de recarga para veículos elétricos e doa 12 bicicletas com motorização elétrica para a guarda municipal, em Guarulhos.
E esse blog não propõe a substituição do carro a combustão interna por um estritamente elétrico, mas que esse seja uma alternativa no transporte individual urbano, já que ele apresenta ausência de emissões e um custo de rodagem bem menor. E aproveitaria a capacidade ociosa da rede de distribuição de energia durante a madrugada, que se mantiver o custo reduzido, tornaria ainda mais competitivo os custos já baixos de rodagem.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Prefeituras serão decisivas na viabilização do carro elétrico


Apesar de gostarmos de automóveis sabemos dos males que indiretamente causam, como poluição ambiental e sonora. Mas agora que o automóvel está na mira de ambientalistas, urbanistas, sociólogos e intelectuais que tiveram um post de Che Guevara no quarto durante a juventude como um dos principais causadores do chamado aquecimento global, as indústrias fabricantes de automóveis tomam iniciativas para mudar o seu produto.
Um dos focos é a mudança da fonte de energia, substituindo combustível fóssil por biocombustível, hidrogênio e numa volta as origens, a eletricidade.
No fim do século XIX e começo do século XX os combustíveis fósseis disputavam a preferência do consumidor com a eletricidade e o vapor como fonte de energia para a então "carruagem sem carroça". O carro movido a vapor, pioneirismo de Nicolas Joseph Cugnot no longínquo ano de 1792 conseguiu sobreviver até 1940. A demora na partida e o alto consumo de combustível que obrigava a freqüentes paradas foram determinantes para a extinção desse tipo de veículo, mais conhecido por mover locomotivas (maria-fumaça).
Os elétricos eram outra opção disponível desde 1838 inglês quando o inventor escocês Robert Davidson inventou um veículo equipado combaterias rústicas de ferro e zinco. Houve até um veículo desse tipo projetado por Ferdinand Porsche, ele mesmo, o "pai"do Fusca e da Porsche. Mas as pesadas baterias e a baixa autonomia o restringiram para bondes, trólebus e mais uma vez trens, que as substituíam por cabos aéreos mas limitando o itinerário.
E o porque da preferência por motores a gasolina? Apesar de ser, na época, um motor muito primitivo e pouco desenvolvido, já que o motor a combustão interna desenvolvido pelo engenheiro alemão Nikolaus August Otto em 1876 só foi equipar o primeiro carro a motor que ganhou as ruas em 1886 e a moto um ano antes graças ao engenheiro Gottlieb Wilhelm Daimler, ganhou a preferência do consumidor por ser largamente utilizado na primeira guerra mundial. Durante a guerra era o combustível que movia tanques, caminhões e aviões. A sua boa autonomia e o seu rápido desenvolvimento foram determinantes para que se tornasse preferência quase unânime do mercado, mesmo com o advento do diesel alguns anos depois.
Agora o motor de combustão interna pode agora estar em seu declínio. Mesmo com os biocombustíveis que agora são acusados de aumentar o preço dos alimentos (nos EUA) e de ocupar terras que deveriam ser usadas para cultivar alimentos, o que pode dificultar a sua aceitação em vários lugares apesar de sua boa fixação de CO². Apesar das pesquisas para desenvolver outros meios de se obter biocombustíveis como algas, hidrólise de celulose, que ainda não são economicamente viável.
E agora o mundo volta para o carro elétrico, que já começa superar a barreira da autonomia e peso, com baterias cada vez mais leves e mais potentes e formas limpas de energia como a eólica e solar um pouco mais acessíveis. E ainda há os carros que usam pilhas de combustíveis a hidrogênio, que também não é economicamente viável ainda.
Iniciativas como a da prefeitura de São Paulo e o Grupo Renault Nissan (aqui) e algumas (boas) idéias como o da Rinspeed UC (veja aqui e foto acima que ilustra esse post) e outras iniciativas como bolsões de estacionamento em estações de metrô (já implantado em algumas delas) e aluguel de veículos fazem parte de políticas alternativas de mobilidade. Outras mais restritivas como o famigerado rodízio, o pedágio urbano (implantado em Londres) e impostos "verdes" que penalizam veículo poluidores indicam que o carro elétrico pode, ao poucos, substituir o carro a combustão interna como meio de locomoção individual e coletivo no dia-a-dia.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Propostas de mobilidade urbana, qual a melhor? A individual ou a coletiva?

Foto: Boni Idem - SXC

Por mais que os defensores do transporte coletivo, alguns ainda influenciados por teorias de cunho socialistas, bramem contra os automóveis e motos culpando-os por todas as mazelas urbanas e globais, eles nunca irão conseguir propor alguma solução que transporte todos do ponto A ao ponto B. Esse modelo antigo funcionava porque as pessoas moravam em uma região e iam trabalhar em outra e os momentos de lazer eram no buteco ali na esquina. Agora as pessoas moram em uma região, trabalham em outra, curtem seus momentos de lazer em outra e fazem as compras básicas do dia-a-dia em outra e não tem tempo para nada. E ficar encalhado em um ônibus por duas horas e gastar horrores com taxi não é o ideal de vida de ninguém.
Dois exemplos são a explosão na venda de motos e a decisão equivocada da prefeitura de São Paulo de restringir o transporte de passageiros fretado no centro da cidade. O primeiro caso é um exemplo de como os cidadão fogem do transporte coletivo que a cada ano perde qualidade e conforto. A segunda era também fuga, mas dos congestionamentos. Com a regulamentação da prefeitura que obrigou parte dos usuários a terminar o trajeto usando obrigatóriamente o transporte coletivo, muitos usuários preferiram voltar ao carro.
Há propostas que se propõem a solucionar em parte, as dificuldades de locomoção de parte dos cidadãos como estacionamentos e bicicletários em metrôs, sistema de aluguel de carros para usuários eventuais com pontos extrategicamente espalhados pela cidade dentre outros.
A indústria automobilística encostada contra a parede pela histeria causada pelos apocalípticas previsões dos danos causados pelo aquecimento global antropogênico (efeito estufa provocado por gases que retém o calor, dentre eles o CO²) e sendo responsabilizadas pelo consumo excessivo de combustíveis fósseis estão sendo agora obrigadas a se reinventar. A GM, assim como a Nissan (veja aqui) e a Honda (veja aqui) mostram propostas de transporte urbano individual, ou no máximo com dois passageiros, e afirmam através de estatísticas que 85% dos carros trafegam com um passageiro, que 30% do combustível usado é desperdiçado na busca de vagas e que mais de 75% das viagens são feitas em percursos que variam de 1,6 a 5 km.
E para diminuir os congestionamentos, as duas primeiras apostam em sistemas wireless que "teleguiam" os veículos automaticamente bastando colocar o endereço do destino em um GPS integrado ao computador de bordo do veículo. Talvez a sanha arrecadadora através de multas diminua e acabe, mas o poder público pode querer taxar o uso do GPS. A Rinspeed vai ainda mais longe com o UC? ao integrá-lo com o sistema metroviário e ferroviário (veja aqui). E o carro? Só no fim de semana, e mesmo assim para levar a família para algum lugar. Para quem gosta de dirigir pode soar como um pesadelo, mas para o restante da população que acha o ato uma chateação sem fim seria um alívio.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Carros Híbridos de Alto Luxo: Tendência ou contra-senso?


Quem acompanha esse blog percebe que entra Salão e sai Salão de automóvel, sempre aparecem as propostas híbridas. Restritas aos médios mais plebeus e a utilitários, agora ganham cada vez mais terreno no segmento de alto luxo.
Um dos motivos é o fato que toda empresa sediada ou que comercializa em território europeu agora é responsável por todo o CO² emitido pelo veículo produzido por sua fábrica. E dá-lhe comprar grandes áreas, criar viveiros e estufas para plantar árvores e mostrar aos consumidores preocupados com o aquecimento global de que a empresa é "ambientalmente responsável".
Com as normas de emissões cada vez mais restritivas, muitos fabricantes de alto luxo estão lançando modelos híbridos, como a pioneira Lexus, seguida da Mercedes e agora Audi, Infiniti e Porsche.
Muita gente já sabe, mas vou explicar novamente e resumidamente o funcionamento de um híbrido paralelo, o mais comum: é um motor elétrico ligado ao diferencial que auxilia o motor a combustão nas arrancadas e retomadas, fator de maior gasto de combustível. Em casos mais usuais o motor elétrico atua em baixas velocidades. A vantagem é que o motor a combustão pode ter a sua faixa de cruzamento entre potência e torque mais "estreita" aumentando a sua eficiência e diminuindo consumo e emissões. E é comum os híbridos fazerem consumos melhores na cidade do que em estrada, quando o motor elétrico é mais atuante.
A pergunta é: híbridos de luxo combinam com consciência ambiental? Por incrível que pareça, um híbrido precisa de mais materiais e energia para ser produzido, o que o tornaria menos ecológico. E um de luxo consome mais materiais e energia ainda.
Outro fator que aponta um contrasenso é que para ser ecológico o dono precisa ter um certo desapego dos seus bens e evitar ao máximo o consumo compulsivo e individual. E os carros de luxo estão longe disso.
Na verdade, todos os projetos de mobilidade individual "verdes" apresentam acabamentos franciscanos, espaço interno ideal para anões, número de passageiros limitados e autonomia limitada. E isso pela falta de capacidade de desenvolverem seriamente algo que funcione adequadamente, que seja prático, que caiba uma família de classe média e as compras da semana ao mesmo tempo, que tenha autonomia para ir e voltar ao trabalho ou estação do metrô durante a semana sem reabastecer.
Como não conseguem, criticam o peso dos carros que cresceu graças aos reforços estruturais na carroceria e itens de segurança como air-bags. E é uma falta de responsabilidade de eco-engenheiros como Rui Négre (que tenta vender o seu carro movido a ar) comparar os carros atuais com carros mais antigos, que não ofereciam esses itens.
E o máximo de propostas funcionais que são oferecidas por ONG's como o Greenpeace são o radinho a manivela em que você recarrega a bateria girando a maldita durante uma hora para ouvir 10 minutos, baterias solares que recarregam parcialmente celulares durante horas e um monte de regrinhas estúpidas como tomar banho em 2 minutos para não gastar água.
E o pior é ver que as melhores soluções são feitas por gente séria ou visionários sem nenhuma intenção fazer alguma revolução contra "o sistema proprietário" e aparecem não no "Globo Ecologia" mas no "Globo Rural".
Se for levar em consideração que carros de alto luxo (voltando ao assunto) tem desempenho esportivo, e que o motor elétrico tem torque abundante a partir de 0 rpm (é isso mesmo, curiosamente o motor elétrico tem mais torque parado) e que isso é uma forma de se ter uma condução prazerosa e esportiva (apesar de dirigir ser um ato pecaminoso para muitos verdes) sem abrir mão da diminuição das emissões, acredito que não seja um contra-senso. É só a engenharia automotiva criando soluções para problemas criados pela chamada opinião pública...

quarta-feira, 17 de março de 2010

BMW confirma nova plataforma com tração na dianteira

Fãs fanáticos da BMW que respiravam aliviados com a saída de Chris Bangle estão tendo agora pesadelos com as recentes declarações do CEO Norbert Reithofer que durante as apresentações dos resultados financeiros afirmou que a marca pretende lançar uma nova plataforma de tração dianteira. Essa plataforma seria para montar até vinte novos modelos, entre Minis e BMW's. A Mini se beneficiaria de uma nova plataforma para lançar a terceira geração mas concorreria com as novas crias da casa bávara agora em 2013.
Elas seriam um compacto premium ou algum carro-imagem e um micro-utilitário que ganharia tração integral, e essa plataforma se estenderia para a nova geração da série 1.
Bem, os fã da marca podem espernear, muitos podem chorar que o dinheiro virou prioridade deixando a paixão de lado, mas novos consumidores sempre são bem-vindos, mas só o futuro dirá se essa tática a lá Porsche dará certo.

terça-feira, 16 de março de 2010

Os carros estão cada vez mais caros e a culpa não é só do governo


O brasileiro já percebeu que o carro nacional custa caro. Normalmente se o felizardo tiver o dinheiro a vista, ele pagará praticamente o dobro do preço que é praticado na Europa. Um exemplo: o Logan, ele custa aqui, pela tabela da Renault R$ 27.490,00 reais. Na europa há dois preços praticados, um para a comunidade européia que é de 7.600 euros em média e um para o leste europeu que é de 5.500 euros. Se convertermos o preço em real pela cotação do euro do dia (16/03/10 = R$ 2,41) teremos o Logan nacional vendido a 11.400 euros, mais que o dobro que os romenos e vizinhos do subdesenvolvido leste europeu pagam e 50% a mais que os ricos europeus pagam. Aí teremos duas explicações históricas e batidas: a primeira é o "sócio oculto" que é o governo federal, que dependendo do modelo e fatores como tecnologia importada por exemplo, cobra sua parte em impostos com exagerados 50%. Outro é o chamado "spread" bancário, que em qualquer lugar do mundo seria considerado taxa de agiotagem, mas aqui é prática comum cobrar taxas de 100% ao ano em uma inflação de 4% em média. E também temos alguns vícios de mercado, como transformar o carro, que é um bem durável, em investimento. Tanto que há situações ridículas como os carros nacionais e importados usados. Uma Grand Cherokee 93 não sai por menos de 22 mil reais, mas nos EUA um proprietário de um veículo semelhante não consegue vender por mais de mil dólares.
Após mostrar esse quadro, agora temos mais um item a ser acrescentado. Os carros japoneses estão se tornando mais caros para nós. Um Honda City EX automático custa no México 226 mil pesos ou 11.430 euros, e aqui no Brasil o mesmo carro custa 27.740 euros pela tabela da Honda. Se acrescentarmos no preço do carro mexicano a mesma carga tributária o carro custaria 17.145 euros ou 41.319 reais, contra os 66.855 reais que a Honda tem a coragem e cara de pau para cobrar aqui. Outro caso é o Toyota Corolla que ganhou um motor 2.0, uma versão topo de gama com interior amadeirado e extorsivos 89.160 reais ou 37 mil euros, o contra 26 mil euros do Corolla vendido no mercado português. Acho que estamos financiando as matrizes já que o mercado automobilístico brasileiro dá lucro e nos países de origem e mercados desenvolvidos alguns fabricantes tiveram prejuízos recordes. Agora vamos ter que pagar o prejuízo dos outros também?

quarta-feira, 10 de março de 2010

GM divulga Copa Chevrolet Montana 2010


Dificilmente falo de competições automobilistas já que é um assunto que prefiro acompanhar como espectador. Mas quando vem um release anabolizado como esse do anuncio da Copa Montana, não resisto. Para começar escrever que o Brasil vai "ganhar" uma nova categoria sendo que é a fusão de duas é basicamente contrariar a matemática. E a falácia vai longe, ao falar que a copa reuniu duas "fortes" categorias do automobilismo. E elas são tão fortes que Copa Montana se tornou um campeonato de acesso para a Stock Car. Agora uma dúvida, todo mundo está esperando uma picape Agile que irá substituir a Montana, ou ela ganha alguma sobrevida como a desprezada Courier da Ford? Se for lançada esse ano, ano que vem sera Copa Chevrolet [nome da picape Agile] 2010? Melhor que isso só as propagandas da CAOA, campeãs em informações imprecisas. Esse ano serão 21 equipes e 42 carros que disputarão as duas vagas para a Stock.
Serão nove etapas na temporada 2010, todas elas ao lado da Stock Car e a transmissão é pela REDETV!. A programação é a seguinte:
1ª etapa - 11 de Abril – Curitiba
2ª etapa - 2 de Maio - Rio Grande do Sul
3ª etapa - 23 de Maio - Rio de Janeiro
4ª etapa - 6 de Junho - Circuito de Rua/alternativa
5ª etapa - 5 de Setembro - São Paulo
6ª etapa - 19 de Setembro - Campo Grande
7ª etapa - 24 de Outubro - Rio Grande do Sul
8ª etapa - 21 de Novembro - Brasília
9ª etapa - 05 de Dezembro – Curitiba
Interior da "bolha" é igual ao da Stock Car, a Pick-Up Racing tinha carroceria construída do mesmo modo, com chassi feito em estrutura tubular coberto por uma carroceria de fibra de vidro.

O Motor é um V8 de 5.7l de 340 cv acoplado a um câmbio Bertolotti ou Saenz.
Os pneus serão os Goodyear 25.5 x 10.5 de 18 polegadas calçando as rodas Binno, modelo C5000 10.5 x 18 ET-25.

Para Maurício Slaviero, diretor-geral da Vicar, realizadora da Copa Chevrolet Montana 2010, a expectativa é bastante positiva. “Temos uma nova categoria, mais forte e com todo o suporte necessário para se tornar ainda melhor. Sem falar da parceria com a Chevrolet, por meio da marca Montana, que dá ainda mais prestígio à Copa”, afirma.

sábado, 6 de março de 2010

Peruas, rumo à extinção ou de volta à preferência familiar?

Bem, faz uns dez anos quando a GM e bem antes a própria Ford resolveram extinguir as peruas aqui no Brasil, e lá fora, um pouco mais adiantado que aqui, seguiu esse mesmo processo. Substituídas por minivans, crossover e SUV's as peruas tornaram-se cada vez mais raras, e quando envelheciam, tornavam-se carros de prestadores de serviços como pedreiros, marceneiros e afins, já que uma picape média cabine dupla com bons 15 anos de trabalho custa o mesmo que um carro zero, e o preço dobra se for a diesel. Aqui a extinção só não foi completa por causa da insistência da Fiat em vender a Palio Weekend, com apetrechos aventureiros e agora com diferencial autoblocante elétrico e eleita para inaugurar uma nova categoria: "SUV light". A Volks por sua vez não fará uma nova geração da veterana Parati, que continua vendendo relativamente bem em relação à irmã portenha SpaceFox, misto de perua e minivan que felizmente os marketeiros não resolveram colocá-la em uma categoria nova à parte. As peruas médias praticamente estão extintas aqui, já que a Fielder, peruinha da Toyota derivada do Corolla, só tem mercado no Japão e como o modelo brazuca é derivado do americano que usa chassi largo, diferente do japonês que tem o chassi mais estreito, a fabricante avaliou que os custos são altos para fazer um veículo que só venda umas 500 unidades/mês. Só está sobrando a Megane SW que não teve o triste destino (sem trocadilho) da grandalhona Omega Suprema: virar carro de funerária. Mas deverá sobreviver mais um pouco em relação à nova geração do Megane, em que serão fabricados o hatch e o sedã Fluence derivado do Samgsung SM3 que é derivado do Megane de terceira geração. Na Europa e EUA está voltando o antigo modelo de fornecer agora linhas com familias "tradicionais" como sedã, hatch, perua e caso específico da Europa, fastback ou nothback. Um exemplo é a versão SW do novo Focus, configuração inédita desde que a linha Escort foi aposentada. Espero que seja a volta definitiva dessa opção familiar e prática.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Acelerando...

Obrigado pela audiência, hoje passamos do centésimo post e em breve espero comemorar o milésimo. Espero que estejam gostando, e por favor, não sejam tímidos, comentem! Só assim posso avaliar se estão gostando ou não.