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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Recordar é viver: McLaren F1 - 20 anos de fibra e vitórias

Quando o F1 saiu das pranchetas de Gordon Murray para as ruas, nascia um dos ícones do mundo restrito dos super-carros. Com um motor V-12 de origem BMW, rendia monstruosos (para a época) 627 cv que eram transferidos às rodas por um diferencial de escorregamento limitado com um câmbio de seis marchas entre eles. Há uma versão raríssima de 5 unidades, a LM que chegava aos 689 cv com torque de 71,9 kgm/f que foi feita para comemorar a vitória nas 24 horas de Le Mans.
A versão "normal" quebrou duas vezes o recorde de velocidade na época, a última com 386 km/h graças ao enfoque na aerodinâmica, que só foi batido em 2005 pelo Koenigsegg CCR com 395 km/h e que atualmente é do Bugatti Veyron, com 407 km/h. Tenho que lembrar que o motor do F1 é naturalmente aspirado, já que o CCR usa compressor e o Veyron é quadri-turbo. O chassi é bastante rígido garantindo uma boa estabilidade ao carro, ao mesmo tempo que mantinha o peso em contidos 1200 quilos, sendo que foi usado em profusão a fibra de carbono, que na época era considerado um material "exótico", mas que era leve e resistente.
Uma das curiosidades é que esse carro tinha três lugares, um central para o motorista que segundo o projetista garantia uma melhor visão de condução, e mais dois para os passageiros.
Foram fabricados somente 100 unidades somando as 64 "normais" e as versões especiais e de competição, culpa do altíssimo preço de mais de 1 milhão de libras.
"O F1 é um tour-de-force tecnológico e um triunfo real em termos de packaging e design. Quer em corridas de resistência, ou na estrada, é extremamente rápido, ágil e ainda é confortável. Seu estilo é atemporal e nunca irá desvanecer. Gosto de dirigir a minha hoje, mais do que nunca, porque acho que a sua pureza técnica é altamente satisfatória, a F1 continua a ser uma das mais orgulhosas realizações da McLaren. "
Palavra de Ron Dennis, presidente executivo da McLaren Automotive e ex-chefe de equipe da McLaren na F1.
Um F1 "normal" e um dos três "Longtail's" construídos para comemorar à vitoria em Le Mans.
O McLaren GTR que ganhou as 24 horas de Le Mans pilotado pelo trio JJ Lehto, Yannick Dalmas e Masanori Sekiya...

...era menos veloz que o de rua por causa dos apêndices aerodinâmicos que o deixava mais rápido em curvas.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

McLaren MP4 12C - Vídeo

Reportagem da BBC Brasil sobre o novo McLaren:

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

McLaren MP4 12C - Fotos Externas

Acima o passado com o F1 e o futuro com o MP4 12C. E acabei não escrevendo sobre a nova caixa que simplesmente não rouba o abundante torque do motor, 80% já disponível a 2000 rpm. E a distribuição de peso é auxiliada pelo baixo centro de gravidade do motor e pela suspensão com amortecedores hidráulicos com controle adaptativo. E apesar de ser um carro típico de entusiastas por engenharia, o principal não foi esquecido: o prazer de dirigir.
Radiadores são traseiros para garantir uma melhor distribuição de peso e menor quantidade de fluidos circulando nas tubulações.
Segundo o diretor de design, o estudo aerodinamico fez que nada ficasse à toa, dispensando spoilers e aerofólios gigantes que derrubam a velocidade máxima.
Faróis bi-xenon e leds em formato do logo da McLaren compõem a dianteira do veículo. A dianteira pode ser reduzida pela ausência de radiadores priorizando a downforce.
Portas diedro: abrindo para cima, garantem acesso em situaçães difíceis e ajudam condutor e passageiro a entrarem na cabine.

McLaren MP4 12C - Mecânica

Esquece o chassi e o monobloco. Se você olhou a primeira foto do post anterior e não entendeu nada, aquilo é toda a extrutura que dá a rigidez do carro. Formada por uma "banheira" de fibra de carbono, em que são ligadados os subchassis dianteiros e traseiros e que pesa somente 80 quilos. A Mclaren garante que esse tipo de configuração garante uma boa rigidez estrutural mesmo após 15 anos de uso intensivo. E que qualquer eventualidade é facilmente reparável, bastando somente substituir os subchassis afetados.
O motor é da própria McLaren: um V8 biturbo de 3.8 litros de 600 cv e torque na casa do 60 kgf/m acoplado às rodas traseiras por um câmbio de dupla embreagem de sete marchas com aletas atrás do volante.
A suspensão é fixada diretamente na célula de fibra de carbono, garantindo uma melhor rigidez e facilitando a regulagem garantindo o melhor equilíbrio entre o conforto e a estabilidade esportiva.
Os freios tem estrutura de alumínio forjado que reduzem o peso em 8 quilos e podem receber opcionalmente componentes em carbono-cerâmica.
O chefe de design Frank Stepheson, e o diretor administrativo Antony Sheriff emfrente à sua nova cria

McLaren MP4 12C - Interior

Packaging: termo em inglês que significa "embalagem". Mas para os fabricantes de automóveis significa como acomodar o motorista e os passageiros no interior do veículo durante a execução do projeto. Nos projetos de superdesportivos às vezes o desempenho e a mecânica vem em primeiro lugar em detrimento do conforto e da ergonomia, tanto que se você tiver mais que 1,70 não irá caber dentro do cockpit de alguns deles. São desenhados a partir da mecânica, fechados em um pacote aerodinâmico extremo e o que sobrar irá para o piloto e passageiro.
Mas, ao contrário dos projetos da maioria dos superdesportivos, o novo McLaren MP4 12C foi projetado para acomodar 98 por cento de todos os adultos com excepcional espaço e conforto.
"Com o interior, nós demos um passo à frente no packaging de um carro esporte. Melhoramos a posição de condução a posição do motorista e do passageiro e movendo os pedais resolvemos bem o problema da intrusão da roda. Nós também redesenhamos muitos dos principais componentes do painel para permitir mais espaço e de uma forma única. O packaging é um dos pontos mais fortes do 12C", disse Frank Stephenson. A visão para a frente, lados e traseira é excepcional para esse tipo de carro.
Foi eliminado o excesso de botões e comandos que impregnam a maioria dos superdesportivos, que tornavam a condução em alta performance mais difícil
O volante é um dos principais meios para o condutor ter sensibilidade sobre a aderência dos pneus e do comportamento do carro. Por isso o desenho é limpo não há botões para distrair o motorista. E o painel sensível ao toque é na vertical, igual ao display dos celulares.
Piloto e passageiro literalmente "mergulham" painel abaixo, o que garante boa acomodaçào para as pernas.
Foto do interior do centro tecnológico da McLaren

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

McLaren MP4 12C

Amanhã, mais detalhes, aguardem...