sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Peugeot 3008 Hybrid4: Derrubando o CO² mas sem derrubar o desempenho

A Peugeot anuncia orgulhosa que vendeu 10 mil unidades do 106 elétrico entre 1.995 e 2.003 e depois do tricampeonato em Le-Mans com o 908 HDi movido a diesel e o anuncio de desenvolvimento de uma versão híbrida diesel elétrica para o ano que vem, a Peugeot anuncia o primeiro híbrido movido a diesel, que segundo ela é uma combinação inédita no mundo já que a maioria dos híbridos são movidos a gasolina. Ela só esqueceu do caminhãozinho Fuso Canter que recentemente ganhou uma versão híbrida que é comercializada na Ásia e na Europa (veja aqui um pequeno post dele). Ok, ok, o 3008 é um crossover e o Canter um VUC, mas isso não tira o ineditismo do caminhãozinho japonês.
Segundo a marca a prioridade do carro, além da caça ao CO² que supostamente emitimos em quantidades suficientes para transformar o planeta em um forno, é no prazer de dirigir. Mas esqueça o câmbio manual, já que os híbridos precisam de um câmbio automático no mínimo automatizado como é o caso aqui para gerenciar as alternâncias de funcionamento dos motores ou a combinação dos dois juntos, além da recuperação de energia cinética em eletricidade para a bateria.
Bem, esse híbrido funciona em quatro modos:
ZEV (zero emission vehicle): em que o motor elétrico trabalha em baixas velocidades. Recomenda-se ao andar nesse modo de mão na buzina apesar das baixas velocidades, e faróis acesos mesmo de dia, já que os distraídos irão entrar na frente do carro sem aviso devido ao silencioso motor elétrico quando em funcionamento.
Auto: o sistema se encarrega de gerenciar qual motor, o elétrico, o térmico ou os dois simultaneamente, que irá funcionar naquele momento.
Sport: As trocas de marchas são feitas mais rapidamente e com um pouco mais de giro priorizando o desempenho, melhorado pelo sistema Hybrid4 que transforma o 3008 de um pacato tração dianteira em um 4wd de rali como você caro leitor verá abaixo.
4wd: Se em altas velocidades faz o veículo "deslanchar" já que não é preciso "arrastar" ou "empurrar" um dos eixos, visto que todos os eixos estão tracionando, em baixa velocidade para escapar da neve ou da lama, nada como uma tração nas quatro rodas já que o motor a explosão cuida das rodas dianteiras e o motor elétrico das traseiras.
E para derrubar ainda mais as emissões de CO² quando o motor a diesel entra em ação, há o sistema Start&Stop que desliga o propulsor quando o carro para durante alguns segundos.
Uma forma de fazer o condutor "mais cidadão" ao diminuir as emissões a ponto de ficar próximas de zero, já que na paranóia de caça ao CO² emitido, algumas cidades acabam sendo multadas pela União Européia, e também de fazer o modelo pagar menos impostos.
Com mais modelos desses nas ruas, o "Dia Mundial Sem Carro" começará a perder o sentido de sua existência, e quem sabe comemorar algo bem mais útil que algum devaneio de eco-neo-hippie.
O interior tenta mostrar avanço tecnológico e passar uma sensação de cabine de aeronave, especialmente para o motorista. Destaque para o volante que recebe aletas para mudança de marchas do câmbio automático. Uma tela de 6.9 polegadas mostra o modo de funcionamento atual do veículo quando em repouso das funções do multimídia ou do GPS.
O display de instrumentos é quase completo, com o conta-giros é substituído por um mostrador com indicações como o do modo mais "eco" de dirigir mostrando a faixa de potência otimizada em que se polui menos), "carga" em que as baterias são carregadas e "força" em que a escala graduada mostra o quanto de carga ainda resta nas baterias, montadas no assoalho atrás dos bancos traseiros.
Detalhes do interior como a alavanca do câmbio automatizado, o sistema multimídia no console central, os monitores integrados aos encostos e o seletor de modo de dirigir, em quatro opções como ecológica ZEV que aciona só os motores elétricos, a Auto que seleciona o melhor modo de acionar os motores, Sport que otimiza o desempenho e a 4WD que tira o carro de pequenas enrascadas, dessas em que a Locker ficaria.
O carro é equipado com um motor de 2l que desenvolve 163 cv @ 3.750 rpm com torque de 30 kgm/f @ 1.581 rpm que traciona o eixo dianteiro. Ele é de última geração e já atende as severas normas Euro 5 de emissões. Tem câmaras de combustão do tipo ECCS (Extreme Conventional Combustion System), um turbo com geometria variável de pouca inércia, bomba de alta pressão com 2 000 bar na linha de alimentação e também injetores solenóide com oito furos.
O câmbio é uma automatizada de seis marchas com acionamento seqüencial na alavanca ou por aletas atrás do volante. E o eixo traseiro é tracionado pelo motor elétrico que desenvolve 27 cv em modo contínuo ou 37 em modo de potência máxima quando é exigido em uma retomada por exemplo, servindo como "booster". O torque fica em 10 kgm/f em modo normal ou 20 kg em modo "boost".
Apesar do jeito de jipão, o crossover da Peugeot une a praticidade de um monovolume à dirigibilidade de um sedan e sem os defeitos do primeiro formato como o porta-malas contido, já que comporta excepcionais 512l (432l no sistema VDA) que podem ser ampliados para 1.604l com os bancos rebatidos (1.214l no sistema VDA).

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