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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Audi A1 clubsport quattro: Pequena loucura sobre rodas

A Audi mostra na Wörtherseetour 2011, feira de "tunning" para aficcionados pelos carros do grupo VW que encerra hoje, uma pequena loucura sobre rodas. Não é a primeira vez que algum fabricante europeu apronta uma dessas, sendo que já foram comercializadas versões com motores preparados de diferentes marcas. Um dos pioneiros é o Renault R5 que ganhou motor turbo em posição central traseira, à custa dos bancos traseiros, e debitava 160 cv com torque de 21 kgm/f em 1.978. 20 anos depois quem ganhava uma versão ultra potente era a segunda geração do Clio apresentada em 1.998 com um V6 também em posição central traseira que rendia 250 cv. A Toyota mostrou o Aigo Crazy em salão londrino com um 1.8l com 200 cv. Todos habilitados a passar dos 200 km/h. O recém-lançado A1 ganha um motor 2.5l com nada mais que 503 cv tirados com ajuda de um turbo com injeção direta. E a brincadeira continua séria com entradas e saídas de ar e aerofólios redesenhados para grudar o carrinho no chão. Não sabemos se impressionará os tunners e xuneiros locais, mas para nossa tristeza esse carrinho será modelo único. Seria interessante ver um desses barbarizando nas pistas ou nas telonas como o pioneiro R5 Turbo em "007 - Nunca Mais Outra Vez".
Interior com instrumentos extras, como voltímetro, pressão do turbo e do óleo no console central e o contagiros destacado na cor vermelha indica que a brincadeira aqui é séria.
Os bancos conchas emprestados do R8 GT que recebem cintos de segurança de 4 pontos na cor vermelha e bancos concha. Não há sistema de audio ou entretenimento.
Alguns detalhes do interior que recebem partes em CFRP, composto de plástico com fibra de carbono, e as maçanetas foram substituídas por puxadores de pano, também na cor vermelha.
Detalhes como rodas especiais, espelhos retrovisores com CFRP, aerofólio duplo no teto, soleira personalizada e escapes laterais. Bancos traseiros foram trocados por reforços estruturais e apoios de capacetes.
A usina: o 2.5l TFSI, um 5 em linha com turbo e intercooler, passa dos "normais" 340 cv para 510 cv entre 2.500 e 5.300 rpm, com torque monstro de 67 kgm/f. Ao lado as saidas de ar que ajudam a grudar a frente do carro.
Com isso o carrinho está habilitado a ir de 0-100 km/h em 3,7 segundos, levando em consideração a massa de 1.400 kg. de 0-200 km/h são 10,9 segundos e a máxima é de 250 km/h.
O carro usa câmbio de seis marchas acoplada à tração quattro emprestados do TT RS (veja aqui a TTS). Para parar freios com discos cerâmicos e seis pistões dentro das rodas de 19 polegadas calçadas por pneus 255/30.
O escape lateral do lado esquerdo é emprestado dos carros da DTM da marca. A DTM é uma espécie de Stock Car européia, mas com carros reais e motores fornecidos pelos próprios fabricantes.
Detalhes do extrator traseiro, o nem tão exagerado aerofólio traseiro e a saída de ar lateral que tem função dupla: deixar o motor respirar e resfriar e evitar que frente "passarinhe" em altas velocidades.
As lanternas traseiras ganham máscara negra nas bordas combinando com o acabamento em preto do porta-placa. A cor predominante é um branco glacial. Portas, painéis traseiro e para-lamas foram alargados em 6 cm.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Audi A1 1.4 TFSI: mexe com o pequeno, mexe...

Apesar de tentar, não achei o adjetivo "esporte" no release que a Audi mandou dessa versão do seu pequenino A1, mas pacato ele não é. Com humilhantes 185 cv e torque de 25,5 kgm/f, o seu motor 1.4 de injeção direta, turbinado, com sistema start&stop, e é melhor que muito 2.5 que se vê por aí.
Mas a tendência de "downsizing"(ou compactação para os discípulos mais fanáticos do Cipro Pasquale Neto) só tem razão de ser quando olhamos os números de consumo e missões de carbono, que é um item imprescindível na Europa, em que se mede tanto a eficiência do motor e quanto de imposto será cobrado. Quanto mais consumo e emissões, mais caro fica o imposto.
Ele faz impressionantes, para sua potência, 16,9 km/l e emite somente 139 g/km de CO². E para quem gosta de "cambiar", e bastante, tem o novo câmbio de sete marchas S-Tronic é de dupla embreagem que engata a macha em milésimos de segundo e a última funciona como overdrive, então é uma 6+E. E a tração é dianteira. Nem por isso ele deixa de humilhar muito carro grande por aí com o 0-100 em 6,9 segundos e velocidade máxima em 227 km/h. O segredo é uma combinação de um compressor volumétrico que atua entre as 1.500 rpm e 2.500 rpm, comum na maioria das situações, e deixa o motor cheinho mas sem aumentar o consumo de combustível quando o turbo de tamanho maior e mais eficiente já que só trabalha em altas rotações assume a compressão do ar admitido por volta das 3.500 rpm.
Para parar a ferinha os freios são a disco e os dianteiros são ventilados de 28,8 cm e o sistema de tração tem diferencial com escorregamento limitado e ESP que quando detecta uma possível perda de aderência em curva dá um "toque" no freio da roda interna e recuperando a trajetória do pequeno bólido.
O pacote de segurança é extenso e vem desde o prático sistema de fixação de cadeirinhas Isofix (deveriam dar algum incentivo para adotar esse padrão europeu ou o norte-americano, independente de qual é o melhor, para isso temos o Inmetro), além de air-bags frontais, laterais, de cortina, tórax e bacia.
Os faróis e lanternas é composto por LED's sendo que os dianteiros ainda não abandonaram o Xenon. Luxos típicos de carros maiores como como som BOSE de 465 Watts de potência distribuídos em 14 auto-falantes, sistema com dois navegadores, bancos dianteiros com aquecimento e ar condicionado automático são opcionais.
Para os sortudos europeus que puderem parar 24.250 euros ele estará disponível no final do ano com o pacote opcional Ambition: Rodas de 17 polegadas, pacote estético da linha S e interior iluminado por LED's

quarta-feira, 3 de março de 2010

Audi A1 e-Tron: luxuoso de bolso ganha concept elétrico


A Audi apresenta em Genebra o seu A1 em versão normal (veja aqui) e a elétrica que ganha o sobrenome e-Tron, esse é o segundo modelo dessa família sendo o primeiro e-Tron baseado no R8 (veja aqui). Segundo a Audi, o urbanino agora é um "MVC", sigla de Mega City Vehicle. Precisamos arranjar alguma coisa para os marketeiros fazerem. Segundo os marketeiros, os MVC são veículos adequados à realidade das megápoles, com seu trânsito complicado e caótico.
A parte "revolucionária" para por aqui, já que o carro é um híbrido de autonomia extendida em que o motor a combustão só recarrega as baterias. Tem soluções interessantes, como o sistema de ar condicionado que usa o calor retirado da cabine para esquentar as baterias e melhorar o rendimento ou no caso de esquentar a cabine, inverter o processo.

Interior continua os mesmos quatro lugares que recebem couro assim como o volante. Detalhes do interior são pintados na mesma cor da carroceria, o que dificilmente vai agradar a imprensa brasileira, contrastando com outras peças com acabamento em alumínio.
Painel ganha display que simula instrumentos analógicos em alumínio, cujas informações podem ser programadas pelo motorista.
O motor elétrico recebe essa tampa de cristal que segundo a Audi mostra a tecnologia limpa escondida em seu interior. Mais escondidas ainda são as baterias de íons de lítio que ficam no túnel central e embaixo do banco traseiro, formando um desenho em "T".

Tirando a grade em tons "alumínio escovado" quase nada muda no "MVC", apesar de ser elétrico, o radiador continua, para refrigerar o motor a combustão, as barerias e os motores elétricos e tirar o maior rendimento possível.

Rendimento que possibilita o carro partir de 0-100 km/h em 10,2 segundos e tem velocidade máxima de 130 km/h. O peso do carrinho é de pouco mais de 1.100 kg, quase igual a de um Pálio bem equipado.
As rodas gigantescas pra o tamanho do carro são de 18 polegadas calçadas por neus 215/35 R18, contra 16 do modelo de produção. Novidade que dará frio na espinha de usuários escaldados com o recente recall da Toyota e os acidentes com Airbus são os freios brake by wire (sem fios) que também recuperam a energia cinética.
O motor elétrico tem 61 cv mas em modo de potência máxima chega aos 102 cv, com torque de 16 kgm/f a 25 kgm/f respectivamente. Em modo de autonomia extendida anda 631 km com o tanque cheio, já que o motor tipo Wankel tem rotor de 250 cc (equivalente a 0.5l de deslocamento em motores a pistão) emite somente 45 g/km de CO² e consome 52,6 km/l.

Para recarregar na tomada, é preciso de tr6es horas e voltagem especial de 380 volts, caso não se queira usar o motor a combustão e tentar viver a vida sem emitir CO².