Parece que as scooters não pegaram aqui, na terra das motos naked de baixa cilindrada, como a campeoníssima CG's 125 e 150 cc. Enquanto a Honda comemora a venda de um milhão de unidades da Lead mundo afora, aqui ela emplacou somente míseras 18.000 unidades até o mês de agosto pela contabilidade da empresa e que segundo a mesma tem 53% do mercado. Ainda bem que ela não é a Rede Globo...
A edição comemorativa ganha pintura two-tone em duas combinações: Preta com detalhes em vermelho e cinza com detalhes em prata. No mais continua a mesma com motor OHC (Over Head Camshaft ou comando de válvulas no cabeçote), monocilíndrico, de quatro tempos eduas válvulas e refrigerado a água de 108 cm³. Com um sistema de injeção eletrônica de combustível PGM-FI o propulsor gera potência máxima de 9,2 cv a 7.500 rpm e torque de 0,97 kgf.m a 6.000 rpm. E para facilitar a pilotagem e a manutenção a motoneta vem com partida elétrica e bateria selada, que não requer manutenção periódica, o modelo apresenta ainda transmissão automática tipo CVT (V-Matic). A scooter vem com farol com lente multi-focal, com lâmpada de 35/30 watts com setas, integradas ao escudo frontal e com lentes multi-refletivas, e na traseira, os piscas são integrados com a lanterna. O tanque de combustível tem capacidade para 6,5 litros (com reserva de 1,8 litro), e está instalado sob a plataforma sobre a qual o piloto apóia seus pés. O acesso ao bocal externo é protegido por capa e tampa com chave, o que resulta em ainda mais praticidade.
O painel de instrumentos, é composto por velocímetro, hodômetro total, marcador de combustível, indicador da temperatura do motor, além de luzes-espia da injeção eletrônica, piscas (com direita e esquerda independentes) e farol alto. O formato do assento é em dois níveis e com 740 mm de altura do solo, para proporcionar conforto para piloto e garupa segundo a marca. O assoalho que permite a proteção e o descanso dos pés do piloto como toda scooter tem formato mais esguio para facilitar o apoio dos pés no chão. Para o garupa, o apoio dos pés são pelas pedaleiras de alumínio retráteis e pelas alças em alumínio, integradas ao bagageiro.
Sob o banco há um compartimento aberto pela chave de ignição, com capacidade para acomodar dois capacetes. Caso o usuário necessite de mais espaço para armazenar outros itens, há ainda um porta objetos localizado abaixo do painel, também trancado com chave, e um gancho de utilidades para transporte de bolsa ou sacola. Completando o conjunto, o bagageiro traseiro, em alumínio, pode acomodar bauleto (disponível no mercado).
O chassi monobloco é do tipo “underbone”, em aço tubular e com distância entre eixos de 1.274 mm e peso seco de 109 kg, a marca garante excelente dirigibilidade para driblar os engarrafamentos do trânsito urbano. As suspensões, do tipo garfo telescópico com 90 mm de curso na dianteira e monoamortecida com 84 mm de curso na traseira, em conjunto com as rodas, com 12’’ na dianteira e 10’’ na traseira. O sistema de freios, composto por disco com 190 mm de diâmetro na dianteira e tambor de 130 mm na traseira, é equipado com o exclusivo sistema de freios CBS (Combined Brake System) da Honda. Devido a este sistema combinado, ao acionar o freio traseiro, o dianteiro é acionado simultaneamente, aumentando a segurança e melhorando a frenagem. Possui também freio de estacionamento, acionado junto ao manete do freio traseiro.
O preço público sugerido da scooter baixou de R$ 6.062,00 para R$ 5.650,00. O valor tem como base o estado de São Paulo e não inclui despesas com frete e seguro. A garantia é de um ano, sem limite de quilometragem.

2 comentários:
Seria excelente se surgisse uma lei induzindo todos ao uso de scooters no Brasil. Quando o intuito é locomoção, nada mais prático e versátil do que esta pequena motoneta Lead 110. Realmente é um veiculo que transporta o individuo sem prejudicar o próximo em quaisquer circunstancias. Iria diminuir o numero de acidentes com motocicletas; melhorar a qualidade do ar e acabar com essa competição de motoqueiros que acontece no transito principalmente em São Paulo. Afinal, de que adianta possuir uma ninja 600R que alcança 300 kmh se não se pode andar a 60 kmh. De que adianta circular com veiculos espaçosos de alta tecnologia e desempenho se não há pavimentação para isso. O scooter por assim dizer, obriga a pessoa a cair na realidade em todos os aspectos no que diz respeito a transporte. O transito caótico das grandes cidades é fomentado pelo egoismo humano: Quem vai por freio nisso tudo? O transito não pode ser democratico do mesmo modo que o regime governamental. Democracia é realmente maravilhoso; mas, para aqueles que conhecem os limites da liberdade; o que no Brasil é uma minoria. Os critérios deveriam ser os mesmos.
Mack
Caro Mack,
A última coisa que alguém quer é "cair na realidade". Há questões como algumas tradições do mercado cujos usuários preferem as "streets" além da questão de custo de manutenção. As motos estão "democratizando" o acesso das classes menos favorecidas ao transporte motorizado, já que a maioria dos compradores ou estão fugindo do transporte coletivo que é de péssima qualidade ou precisam de um transporte barato e econômico para se deslocar.
Quanto à "democracia", lembre-se que quem impõe as regras é o mercado e o Contran só tenta regulamentar a bagunça. E a mudança de tipo de veículo não vai fazer um indivíduo troglodita se tornar um legítimo lorde britânico. Já vi gente fazendo barbaridades com mobiletes e afins.
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