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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Citroën C3 Picasso: Pintor espanhol é homenageado com minivan de inspiração cubista

“O nome Picasso é conhecido em todo o mundo, sendo imediatamente associado à arte contemporânea, ao estilo e à inovação. Uma palavra mágica que reforça os principais valores da marca, como prestígio, requinte, tecnologia, criatividade e estilo diferenciado”, explica Nívea Ferradosa, diretora de Marketing da Citroën do Brasil. Para quem não sabe do que a executiva está falando, Picasso é referência ao pintor Pablo Picasso, um dos mais criativos pintores do começo do século passado, co-fundador do estilo cubista e um dos maiores nomes da arte contemporânea moderna. E associar o nome do pintor à sua linha de minivans é o que a Citroën precisava para dar uma imagem mais sofisticada a seus produtos para atrair um público diferenciado, no bom sentido. Então esqueça aquela piada sobre uma das minivans da marca batendo de frente contra um carro da chinesa Chana.
Lançado em 2009 na Europa, a C3 Picasso veio primeiro com roupagem aventureira Aircross (veja aqui), mas agora em trajes mais civis mostra um design refinado apesar de alguns detalhes diferirem da versão francesa.“O C3 Picasso apresenta um estilo próprio, adaptado ao gosto do consumidor brasileiro. Um design bem integrado, elegante e requintado, mas que também é funcional e protetor”, afirma Nívea Ferradosa. As maiores diferenças são nos para-choques dianteiro e traseiro, no protetor lateral que deixou de ser um "borrachão" semelhante ao novo Uno (confira aqui) para se tornar uma faixa discreta na cor da carroceria e a ausência imperdoável do repetidor lateral que nem é oferecido no retrovisor e as lanternas traseiras que ganham a luz de ré, apesar da luz de neblina continuar a ser uma só do lado esquerdo.
Por dentro itens funcionais e úteis como para-sóis com espelho de cortesia, espelho de vigilância de crianças, porta-objetos e tomadas (12V e USB), que integram o pacote de equipamentos de conveniência e conforto. O destaque fica para as mesas tipo “avião” para os bancos traseiros, apoio de braços para os bancos dianteiros e porta-revistas nos bancos dianteiros, itens já presentes na veterana Xsarra Picasso. O posto do condutor oferece uma visibilidade periférica maior graças ao para-brisa panorâmico dividido em três partes. Seu projto permite afinar os dois montantes dianteiros do para-brisa para melhor reduzir a obstrução dos mesmos na visão binocular: a visão é panorâmica e aberta e oferece não somente ao motorista um conforto visual excepcional em ¾ dianteiros, mas também um ganho significativo em segurança.
Esse “apagamento” dos montantes dianteiros do para-brisa cria um ângulo de visão lateral de 29,5°, segundo a marca o melhor do segmento. O mesmo nível de excelência para a visibilidade alta que chega a um ângulo de abertura de até 26°, interessante para aquelas ruas em que o semáforo fica praticamente em cima dos carros. E ao contrário do modelo francês, o quadro de instrumentos é analógico, e não fica no centro do painel.
Outro foco é o desenvolvimento de "materiais verdes", que chegam a 20 kg usados em detalhes de acabamentos e que segundo a fábrica "retira" 2,5 kg de CO² da atmosfera. Para quem não sabe ou não entende as reportagens superficiais apresentadas na TV, o CO² apesar de não ser um gás poluente, é considerado um "cobertor" atmosférico. E o excesso dele na atmosfera aqueceria demais o meio ambiente causando uma série de mudanças climáticas, e em um cenário apocalíptico, o derretimento das calotas polares e do gelo da Groelândia com inundações em cidades costeiras com o mar de 5 a 7 metros acima do nível normal.
“O desenvolvimento dos materiais verdes do Citroën C3 Picasso foi fruto de muita prospecção e trabalho em parceria com nossos fornecedores de matérias-primas. Podemos citar o caso do tampão de porta-malas com fibra natural, que oferece um nível de prestação acústica superior ao utilizado na Europa”, explica Claudia Landim, responsável de Marketing de Produto da Citroën do Brasil.
A suspensão é composta pela tradicional e independente McPherson, com molas helicoidais, barra estabilizadora e amortecedores pressurizados, na dianteira e por uma travessa deformável, com molas helicoidais, amortecedores pressurizados e barra estabilizadora no eixo traseiro. A direção, segundo a marca é mais direta, para dar mais agilidade ao carro. “Nosso foco foi oferecer ao C3 Picasso o mesmo comportamento do compacto premium C3, com boas acelerações e retomadas de velocidade”, afirma Samuel Dumas, chefe do Produto.“Desenvolvemos um conjunto de suspensões específico para o modelo, com calibragem e leis de amortecimento voltadas para o conforto, mas com grande segurança ativa”, explica o executivo. O motor que tem boa relação de torque e potência pode dar conta dos 1.300 a 1.400 da versão mais completa, mas cobrará o seu preço em consumo, já que o câmbio tem somente 5 marchas na versão manual e somente 4 na automática.
A garantia é de 3 anos contratuais e 12 anos de garantia contra a corrosão perfurativa. Outro ponto importante para os clientes é o Plano de Revisão Recomendada, programa de pós-venda para as revisões em intervalos regulares de 10 mil quilômetros. Os preços são fixos e parcelados em 3 vezes e segundo a diretoria do pós venda os preço foram acertados antecipadamente com a rede de concessionários.
“Estamos oferecendo um pacote bastante atrativo aos futuros clientes do modelo, público que exige mão de obra treinada e capacitada, ferramental adequado e a utilização de peças de reposição originais”, explica Sérgio Rodrigues, diretor de pós-venda da Citroën. Então, se vier de uma concessionária um orçamento com preços superiores aos recomendados pela Citröen na revisão, afirme que só vai pagar o básico ou mude de autorizada. Observe que o crescimento das parcelas acompanha a quilometragem do carro que requer maior número de itens sujeitos a desgaste e reposição a serem verificados à medida que o veículo vai sendo utilizado. Abaixo dos preços das revisões segue os preços sugeridos pela marca:
O painel é semelhante ao usado no Aircross e vem de série com direção assistida, ar condicionado, computador de bordo, vidros dianteiros e retrovisores externos com acionamento elétrico, chave "Plip" com comando de abertura das portas, aviso de não utilização do cinto de segurança do motorista, porta-luvas refrigerado e com iluminação e tomada 12V dianteira. Na topo de linha, airbags de tórax laterais dianteiros e GPS MyWay com tela colorida de 7” são opcionais.
Amplo interior graças ao entre-eixos de 2,54 cm. Vem também com travamento automático das portas com o veículo em movimento e porta-malas de 403l tem travamento elétrico, Os bancos traseiros rebatíveis 40/60 aumentam a capacidade de carga para 1.500l. Airbag duplo frontal é opcional a partir da GLX manual. Na automática sistema de freios com ABS + EBD e acendimento automático do pisca alerta em caso de frenagem de urgência é de série.
Na versão GLX o vidro dianteiro para condutor tem dispositivo "um toque" e antiesmagamento e os traseiros são elétricos, vem com Rádio/CD Player com comando no volante e indicador de temperatura externa, MP3 e entrada para iPod; mesas "tipo aviação" para os bancos traseiros; bancos dianteiros com bolsa porta-revista e o do motorista com regulagem manual de altura; travamento elétrico para vidros traseiros no painel, dentre outros.
A Exclusive vem com ar digital, bancos e volante em couro "3D", Rádio Pioneer for Citroën com kit viva voz Bluetooth®, com entrada USB e iPod, airbag duplo, piloto automático e limitador de velocidade, sensor de estacionamento traseiro, acendimento automático de faróis, para-brisa com sensor de chuva, apoio de braço central dianteiro, alarme, manopla do câmbio esportivo ZAMAC, retrovisores exteriores cromados, entre outros.
O motor por enquanto é o conhecido 1.6l com 16 válvulas que rende 110/113 cv (G/E) com torque de 14,8/15,8 Kgm/f (G/E) que é acoplado a um câmbio manual de 5 marchas ou um automático de 4 com opção de mudança seqüencial. A marca não informa dados de consumo e desempenho e poderia colocar uma marcha a mais nos câmbios.
Na foto, a linha de produção franco-carioca em Porto Real, do C3 Picasso. Os grupos óticos que seguem o novo padrão visual da marca são mantidos. Na dianteira os faróis de neblina descem um pouco em relação à versão francesa e a tomada de ar ganha novo formato no para-choque redesenhado na versão brasileira.
A versão de topo vem recheada com itens de segurança como airbag duplo frontal disponíveis já na GLX, Airbags de tórax laterais dianteiros, sistema ABS de frenagem com EBD, sistema de iluminação Follow Me que mantém os faróis dianteiros acesos por alguns segundos após desligar a ignição, cintos de segurança dianteiros com limitador de esforço e regulagem de altura, mas o central do banco traseiro é somente sub-abdominal, falha imperdoável para o segmento.
Na lateral o carro perde o "borrachão" por um protetor mais discreto e a repetidora lateral, que não é oferecida nem como opcionale e nem no retrovisor, preferência nacional, uma mancada em um carro de seu preço. As rodas de liga leve futuristas foram substituídas por outras de desenho mais sóbrio e aro 216 no mercado nacional, com pneus nas medidas 195/55 R16.
A minivam vem com sete opções de cores de carroceria: Blanc Banquise (branca), Gris Aluminium (prata), Rouge (vermelha), Perla Nera (preta), Gris Cendré (champanhe), Grafito (grafite) e a inédita Bleu Bourrasque (azul). Moldura da placa pode ser preta ou prateada dependendo da cor do veículo
O porta-malas teve a moldura da placa de registro deslocada à direita por causa do estepe da versão AIRCROSS e perde os cromados da versão francesa. As luzes de ré migram para as lanternas na coluna "C" e a lanterna de neblina ganha novo formato no para-choque redesenhado.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Citroën C3 2012: Enquanto a nova geração não vem...

O Citroën C3 ganha algumas mudanças estéticas tímidas, como os faróis "Cristal Black" e as novas rodas diamantadas além da nova cor Rouge Aden (vermelho), que passa a estar disponível nas versões GLX e XTR. Internamente a "básica" GLX ganha nova padronagem dos tecidos dos bancos feita em fio flocado e denominada C&T Brise. Nas versões Exclusive com o motor 1.6 16V Flex, o Pack Clima Auto que é composto por ar condicionado automático digital, faróis com acendimento automático e limpadores de para-brisa acionados por sensor de chuva, antes opcional, são de série. E os opcionais da topo de gama são o sistema de som RDE2 fornecido pela Pionner que traz rádio AM/FM, leitor de CD e MP3, RDS, Display com Matriz de Pontos Negativos, 18 memórias de estações, entrada auxiliar (P2) para MP3 Player, conexão Bluetooth, USB Box no console e Hifi-like (efeito de espacialização desenvolvido com exclusividade pela Pioneer para a Citroën).
"As mudanças reforçam os atributos do C3 em quesitos como sofisticação, esportividade e jovialidade, além de deixar o carro ainda mais completo, sem majoração de preços", afirma Nívea Ferradosa, diretora de marketing da Citroën do Brasil. O modelo tem preço inicial a partir de R$ 37.990,00 e tem preços de revisões fixos.
A versão básica já oferece direção com assistência elétrica, acionamento elétrico dos vidros dianteiros e traseiros, espelhos retrovisores externos com regulagem elétrica, travas elétricas, computador de bordo e volante com regulagem de altura e profundidade.
As versões de acabamento são a GLX e a "on-road" aventureiro XTR, além da Exclusive, e mantém a disponibilidade dos motores 1,4 litro de 82 cv e 1,6 litro 16V de 113 cv exclusiva da top que também reserva para i a caixa automática de 4 marchas, ambos flex e dados usando etanol.

Outra novidade é a oferta de uma nova roda de liga leve diamantada chamada Coyote, de série nas versões Exclusive e opcional nas demais. Fabricadas somente para o modelo, vem calçadas com pneus 185/60 R15. Acima, na foto de abertura os faróis "Cristal Black" que são de série na versão 2012.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Recalls Citroën: C3 Aircross e C5 são chamados

Atenção proprietários do C3 Picasso Aircross e do C5, a Citroën convoca os proprietários do modelo para resolver algumas "não conformidades" que podem colocar em risco a sua segurança.
No caso do C5 são os motores elétricos responsáveis pela movimentação das palhetas dos limpadores de para-brisas que a longo prazo podem parar de funcionar sem qualquer aviso.
As versões envolvidas são o sedan anos/modelos 2009 e 2010 com chassis de 9L518795 a AL511674 e tourer (perua) também anos 2009 e 2010 com números de 9L519972 a AL507587.
No caso do Aicross é a falta de aperto dos parafusos do capô, que em primeiro momento pode causar ruídos e pode ocasionar a abertura repentina do compartimento. Nesse caso será verificado o aperto do parafusos na concessionária. Os números de chassi vão de BB504240 a BB566301. Há veículos que não fazem parte do chamamento, por isso confira no telefone abaixo.
Para maiores esclarecimentos consulte o site (aqui) ou ligue:
0800 011-8088

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Citroën C3 Sonora: Você não vai conseguir ouvir tudo isso...

E não vai mesmo, já que a Citroën e o portal Terra fizeram uma parceria e lançaram a versão Sonora do C3, nome que remete ao site de downloads de MP3. Com um aparelho de som exclusivo da Pioneer que dependendo da versão tem algumas funcionalidades a mais que a outra. As versões equipadas com motorização 1.4 Flex são equipadas com o modelo Pioneer RDE1 que traz entrada auxiliar P2 (MP3) e Code Security. Já as equipadas com motorização 1.6 16V Flex recebem o modelo mais funções que incluem a HiFi-like (espacialização), Bluetooth e entrada USB – Box. “Esta parceira é estratégica para nós. Assim como o C3, o Terra Sonora tem espírito jovem. Desenvolvemos uma série especial para uma geração conectada, que valoriza elementos como modernidade, tecnologia, música e Internet”, explica Nívea Ferradosa, diretora de Marketing da Citroën do Brasil. “A série especial C3 SONORA está alinhada à filosofia “Créative Technologie”, que remete à modernidade a serviço do bem-estar a bordo, agora com a possibilidade de desfrutar de uma programação musical gratuita, de excelente padrão”, conclui a executiva. Produzido no complexo fluminense de Porto Real, o C3 Sonora recebeu uma série de modificações elétricas, necessárias aos sistemas Bluetooth e USB-BOX. “Decidimos produzir a série especial integralmente na fábrica, assegurando máxima qualidade de acabamento na instalação dos novos componentes”, afirma Ruy Águas, gerente de Marketing de Produto da Citroën do Brasil. E quem duvidou do título deste post, o comprador dessa série terá a disposição 2 milhões de sons para ouvir no site Sonora e poder baixar na faixa 250 músicas por mês, para maiores informações acesse o site do fabricante do fabricante (aqui), onde o comprador poderá fazer o cadastro e ter acesso ao site de músicas, com arquivos de alta qualidade, Sonora do portal Terra. “A versão especial C3 SONORA – complementa Ruy Águas - foi toda pensada para que a experiência de dirigir seja mais prazerosa, sempre acompanhada pela música: o carro une a possibilidade de ouvir sem limites e baixar todo o catálogo do SONORA com um equipamento de áudio diferenciado”, conclui.
O som exclusivo com sistema de espacialização (surround) HiFi-like com entrada para i-Pod.
Rodas de liga leve exclusivas dão ainda um toque mais esportivo à Série Especial.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Citroën C3 Solaris: atendendo o bis

Reedição da mesma série do ano passado, mas que lamentavelmente não tinha fotos em alta resolução para postar aqui no blog, o C3 ganha novamente um teto solar elétrico mas somente em 2.300 unidades a serem comercializadas até o final do ano.
“Atendendo aos muitos pedidos, estamos relançando e ampliando uma série especial do C3 que foi um verdadeiro case de vendas”, afirma Nívea Ferradosa Morato, diretora de Marketing da Citroën do Brasil.
Além do chamado "completo" do mercado, vem com rodas de liga leve e mais algumas coisinhas sofisticadas em matéria de conforto (veja legenda de foto abaixo) e de segurança ativa, o cliente ainda pode pedir banco de couro opcional e o câmbio automático seqüencial auto-active que também é opcional em relação ao câmbio manual de série.
Aliás a caixa seqüencial permite que o condutor escolha a marcha ideal através da alavanca do câmbio. É só deslocá-la à esquerda a partir da posição "D" e subir as marchas dando toques para a frente e reduzir dando toques para trás. Além disso tem modo condução "esportiva" e também "econômica" e o painel indica a marcha que está sendo usada no momento.
A versão é vendida com preços a partir de R$ 46.300,00 com câmbio manual e R$ 48.310,00 com câmbio automático.
O modelo de teto solar "aerofólio" foi escolhido para equipar o C3, que a marca acredita passar um ar de "estilo e elegância", mas na verdade foi para não interferir na estrutura do teto do carro e aumentar os custos de desenvolvimento da versão. Mas aumenta a já boa luminosidade da cabine.
A série é baseada na versão Exclusive e vem com motor 1.6l com 16 válvulas de 113 cv e 15,3 kgm/f de torque quando abastecido com álcool e vem com direção elétrica, Pack Clim Auto (ar condicionado digital, acendimento dos faróis e acionamento do limpador do pára-brisa automáticos), freios com ABS, EBD e AFU, air bag para motorista e passageiro, dentre outros equipamentos.
O teto solar é elétrico e oferece um sistema de cortina corrediça integrada, duas posições de memória pré-programadas, defletor de vento, acionamento “soft touch”, painel de controle elétrico iluminado, função anti-esmagamento automática, possibilidade de abertura de acordo com a preferência do usuário, cobertura de vidro com proteção ultravioleta e que minimiza o calor do sol.

sábado, 28 de agosto de 2010

Citroen C3 AIRCROSS: O espírito de aventura fica só na intenção

Lançado em definitivo no mercado, o aventureiro Citroën AIRCROSS deixa de ser C3 Picasso para se tornar um modelo independente, como a Nissan fez com a Livina X-Gear (veja aqui). O fato de uma versão se tornar um modelo à parte é às vezes comum, como em alguns carros da Toyota, as versões Bel Air, Impala e Caprice que compartilhavam a mesma plataforma da Chevrolet por exemplo. A fabricante classifica o AIRCROSS como um "autêntico SUV e um Crossover Compacto Premium", sendo que a C3 Picasso não é nem um nem outro mas um monovolume. Para ser um SUV precisa ter vocação para o 4X4 e ter pelo emnos alguma versão com opção 4X4. Quanto aos crossovers como a Journey (compare aqui) e o Soul (e também aqui), são utilitários adaptados para para rodar no asfalto como um automóvel.
Virá em três versões: a básica GL que vem de série com ar condicionado, computador de bordo, vidros dianteiros e retrovisores com acionamento elétrico, abertura das portas com acionamento à distância, as barras de teto longitudinais, pára-choque dianteiro e traseiro na cor do veículo, estepe com dispositivo antifurto e aviso de destravamento no painel, bancos traseiros rebatíveis 1/3 e 2/3, porta-malas com travamento elétrico; a intermediária GLX que além dos equipamentos da GL, possui de série rodas de liga leve Buggy, bússola, inclinômetro (horizontal e vertical), vidros traseiros elétricos, faróis de neblina, regulagem de altura do banco do motorista e sistema de som com Rádio/CD mp3 e entrada para iPod e a topo de gama Exclusive que vem com ar condicionado digital, bancos de couro, airbag duplo, Rádio Pioneer for Citroën, ABS + EBD, limitador e regulador de velocidade, volante em couro, rodas de liga leve Buggy, bússola, inclinômetro (horizontal e vertical), vidros traseiros elétricos, faróis de neblina e regulagem de altura do banco do motorista. Opcionais: sensor de estacionamento traseiro, acendimento automático de faróis, sensor de chuva, airbag lateral e sistema de Navegação MyWay.
Apresentado em abril de maneira inusitada, através do Twitter (veja o post aqui), o veículo pretende agradar o mesmo público da Hoggar (veja também aqui) cuja campanha publicitária ressaltava que os consumidores desse tipo de veículo não viviam de modo descolado, fazendo esportes radicais e "curtindo" a natureza, mas que queiram parecer que vivem assim.
Então vivemos um joguinho de faz de conta, em que o consumidor almeja um modo de vida que não é dele e que só vê pela TV (a cabo) e os fabricantes fazendo carros que aparentam fazer o que fazem, mas que somente aparentam.
Segundo a Citroën, o interior tem o menor nível de ruído devido ao tratamento acústico da carroceria, para-brisas com camada interne redutora de ruídos e a maior quantidade de material fonoabsorvente. O painel deixa de ser central e digital como a versão européia e ganha mostradores analógicos. O ar não é bi-zona, mas é digital e o sistema de som Pioneer tem o sistema Hifi-Like que com 6 auto-falantes melhora a ambientação espacial.
Painel central em duas versões: Com os instrumentos aventureiros de sempre como bússola e inclinômetros lateral e longitudinal e rádio com com reconhecimento de MP3 à esquerda e o opcional multimídia com tela de 7 polegadas com o GPS My Way integrado no painel com Bluetooth, primazia no mercado nacional. São mais de 1.300 cidades mapeadas Brasil afora com controle no volante.
Os bancos e acabamentos do interior recebem os tons escuros tão apreciados pelos brasileiros, o traseiro não tem o deslocamento de 15 cm do Fox, mas rebate em 40/60% ajudando a ampliar a capacidade do porta malas de 403 para 1500 litros pelo sistema VDA. Mancada é o cinto de três pontos ausente no banco do meio e a retirada do sistema Isofix para fixação de cadeiras infantis presentes no C3 Picasso europeu.
Os vidros elétricos do C3 AIRCROSS "migram" do incômodo lugar no centro do painel para o ideal que é na braçadeira da porta. Manopla do câmbio semelhante ao C3 hatch é muito recuada a ponto de ter reclamações de se encontar o cotovelo no encosto ao se engatar as marchas pares. Os porta-trecos espalhados pelo interior e o segundo retrovisor interno para monitorar os passageiros de trás, sobretudo crianças, não negam a origem de monovolume do modelo.
Os faróis dianteiros seguem a mesma linguagem visual presentes nos C5 e C4, na traseira as lanternas são fumê, mas não recebem LED's. Dequalque AIRCROSS branco ou preto dependendo da cor do veículo é presente em todas as versões. O estepe pendurado na porta traseira obrigou a mudança da placa de licenciamento do centro para a direita, além de ser um incômodo para os carros de capô mais baixo. Estão presentes também luzes e lanternas de neblina.
Elementos em prata fosco como retrovisores e barras do teto que nascem das colunas dos parabrisas dão o ar off-road urbano. O parabrisa tripartido além do tratamento acústico diminuem os pontos cegos ao "afinar" as colunas que cegam do lado esquerdo, problema típico de monovolumes e de carros que apresentam a coluna "A" muito avançada. Sensor de estacionamento e a futurista capa para o estepe é para esconder a feia roda de aço com calota, já que a roda diamantada no estepe só na topo de linha.
De motorização somente a 1.6 que apesar do câmbio de cinco marchas com embreagem hidráulica estar encurtado em uns 15% se esforça para arrastar os mais de 1.300 kg do carro. Tanto que não foi divulgado nenhum número de desempenho e consumo. São 110/113 cv (g/e) de potência @ 5.800 rpm e 14,5/15/8 Kgm/f (g @ 4.000/e @ 4.500). Motor 2.0 e caixa automática por enquanto somente em sonhos, já que Citroën não informou se pretende oferecê-los no futuro.
Os freios sofreram uma involução: os traseiros abandonam aos discos sólidos e retornam para os arcaicos freios a tambor. ABS com EBD e luzes piscantes em frenagens de emergência só na versão de topo. A suspensão dianteira é independente, tipo McPherson, com molas helicoidais, barra estabilizadora e amortecedores pressurizados. Na traseira vem com travessa deformável (barra de torção), com molas helicoidais, amortecedores pressurizados e barra estabilizadora.
A Citroën garante que o seu carro é o "mais verde" com 20 quilos de material "sustentável" ao usar PET e Polipropileno nas partes plásticas internas e esternas, mas os eco-chatos de plantão não consideram couro, disponível só na top, e madeira e Woodstock (serragem com resina), como elementos ecológicos. Só o consumidor típico desse tipo de automóvel aventureiro que se acha mais próximo da "natureza" ao comprar um é que cai em mais desses "contos de marqueteiro".
A garantia é de três anos, com 3 revisões gratuitas programadas a cada 10 mil quilômetros, em condições especiais de lançamento. Mas as peças de desgaste natural ou fluidos que forem trocados serão cobrados à parte. Após isso terá preços de revisão fixos em tabelas afixadas em concessionários da marca com possibilidade de pagamentos em 3 parcelas fixa. A carroceria recebe garantia européia contra corrosão: 12 anos.