A BMW lançou na fria e decadente Detroit um dos carros mais aguardados pela "golden coast" californiana, a Série 6 Cabrio (de cabriolet, uma carruagem aberta com capota de lona que podia ser recolhida, ou conversível). O departamento de design da marca afirma que os elegantes traços desse cabriolet são derivados de desenhos náuticos. Outro destaque é os grupos óticos que, excetuando os fachos principais dos faróis que usam xenon e tem fachos direcionais, são em LED.
Dentro do carro temos o painel típico das BMW´s que recebem materiais mais finos e tem desenho envoltente. Além das saídas de arejamento da cabine, temos uma tela de 10,2 polegadas que além do sistema multimídia, traz informações do veículo e um GPS funcional de série para os norte-americanos. O carro tem o sistema ConnectedDrive com vários recursos multimídias e também o sistema Surround View que detecta veículos nos pontos cegos do carro, como motoqueiros teimosos que insistem em ficar colados atrás do veículo e no rumo das lanternas traseiras. E já sabe, numa freada brusca de emergência você ganha um motoqueiro voando por cima do capô do carro. Sem contar outros itens de segurança como Night View que detecta possíveis pedestres e animais na pista durante a noite e sistema que alerta o motorista caso detecte uma mudança involuntária de faixa, quando ocorre um cochilo por exemplo. Os bancos e parte do revestimento interno em couro Dakota que são de série para os carros vendidos para os EUA, que também podem optar pelo couro napa. A capota elétrica que pode ser recolhida em 24 segundos e aberta em 19 pode receber três cores diferentes para combinar com as outras setes da carroceria, fora as opções do interior, que dificultará a possibilidade de se verem dois Séries 6 conversíveis iguais.
Com 4,89 cm, o carro cresceu sete centímetros no comprimento e no entre-eixos, que ficou em bons 2,86. O carro está mais largo e mais baixo em alguns milímetros o que garante uma aparência mais esportiva. E apesar de ser um 2+2, pelo menos os ocupantes do bancos traseiro não precisam ficar em posição fetal como no Gol "quadrado" de primeira geração.
No caso de alguma eventualidade, tem cintos pré-tensionados, apoios de cabeça ativos e arco de proteção anti-capotamento com acionamento pirotécnico. Além disso a carroceria está 50% mais rígida que o do modelo anterior. O motor V8 4.4l de injeção direta, cujo turbo é montado curiosamente entre as duas bancadas dos cilindros, rende 407 cv de potência máxima entre 5.500 a 6.400 e tem torque de 62,2 na faixa de 1.750 a 4.500 rpm.
Com a caixa automática de oito marchas (acreditem, a ZF prepara uma de 9 enquanto a Fórmula 1 parou em 7 faz tempo...) ele faz o 0-96 km/h em 4,9 segundos e alcança a velocidade máxima de 250 km/h, sendo que na versão americana é de 208 km/h. Mas se o cliente pedir as rodas de liga de 20 polegadas, o carro tem a velocidade de corte eletrônico igual a da versão européia. As rodas de serie são de 18 polegadas na Europa e de 19 nos EUA, com pneus run-flat (podem rodar vazios quando perfurados) que contam com monitores de pressão. Com o mesmo câmbio faz 9,35 km/l em circuito combinado e emite altas 249 gramas por quilômetro de CO². Junto com a caixa de oito marchas que tenta reduzir as emissões, estão o sistema de regeneração de energia de frenagem, direção assistida eletromecânica e pneus de baixo atrito de rolamento. Opcionalmente o cliente pode pedir uma caixa manual de seis marchas que segundo a marca tem engates fáceis e confortáveis e cujo escalonamento casam com o torque do motor V8.
E por falar em direção assistida, o conversível pode vir com controle dinâmico da carroceria e amortecedores eletrônicos que controlam o carro em qualquer escorregada do motorista, além da opcional Servotronic que controla ativamente as rodas dianteiras, tanto quanto o eixo traseiro. E para variar, tem os sistema de controle dinâmico que controla o comportamento do carro nos modos "normal", "sport", "sport +" e "confort". Além disso tem as sopinha de letras como ABS, DSC dentre outras. E tudo isso com a possibilidade de se fazer a céu aberto.
O sistema head-up display mostra as principais informações do carro no para-brisas com símbolos coloridos e em 3D, para evitar que o motorista tire os olhos da estrada.
As opções de câmbio que acompanham o motor V8 de 407 cv são um manual de seis e ou o automatizado de 8 marchas com caráter mais esportivo.
Outro luxo é o sistema de ar-condicionado que funciona mesmo com a capota aberta e a tela plana de 10,2 polegadas do sistema Connect Drive.
Os assentos podem receber aquecimento e tem apoios de cabeça ativos, que evitam o "ricochete" do pescoço, e os ciintos são integrados aos bancos.
Apesar do espaço roubado pela capota, os dois ocupantes do banco traseiro não ficam apertados, e contam com apoios de cabeça ativos e cintos integrados, assim como os dianteiros.
O reduzido porta-malas tem tamanho variável, dependendo da capota que penaliza o espaço, se a mesma estiver aberta, são 350 litros e recolhida rouba 50l do espaço.
Lanternas em formato de "L" fazem parte do padrão visual adotado durante a gestão de Chris Bangle na chefia de desenho da marca e que hoje é mantido pela marca apesar das polêmicas.

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