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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Ram Tradesman: Pronta para a aventura

Algumas fábricas aqui no Brasil adoram empiriquitar carros com penduricalhos de plástico e metal e dar um ar de off-road para que motoristas urbanos acreditem que possam enfrentar a "selva de pedra", com excessão de São Paulo que ultimamente está mais para "pantanal de pedra". Algumas fábricas inclusive contam com até preparadoras oficiais como a BMW Motosport que fazem a tão sonhada série "M", A AMG que deixam Mercedes mais nervosas do que são, sem contar as japonesas que costumam ter uma divisão para as suas marcar prioncipais. Nos EUA a Dodge e a RAM podem contar com a MOPAR que atua desde os tempos em que a Chrysler descobriu que o esporte automotor podia dar alguma visibilidade às suas marcas e prepara algumas versões especiais de seus carros. Uma delas é a RAM Tradesman que em português literal seria comerciante, mas que tempos passados seria o caixeiro-viajante e agora ganha o pacote "Code Name: Adventurer". A proposta é o de dar o melhor custo benefício da categoria que a concorrência. Uma das armas está embaixo do capô, já que enquanto a concorrência usa motores V6, quando não é um quatro em linha, na picape é um lendário e poderoso Hemi com oito cilindros em "V", bem ao gosto local, mas com "consumo de V6" já que faz algo em torno 8,5 km/l. Seria bom arranjarem um motor a diesel bem confiável, aí o consumo cairia até pela metade desse V8 a gasolina. "Sabemos que temos a fórmula certa", disse o Presidente da Ram Truck e CEO Fred Diaz, "Só precisávamos de um nome forte para promover o produto e fazer o consumidor ter orgulho dele. Este produto será uma alternativa atraente para jovens ou consumidores que procuram pela primeira vez um desempenho a um preço acessível. Nesse ponto, ele terá mais potência a um preço de entrada mais baixo do que os carros esportivos do do mesmo nível dos concorrentes somando o benefício adicional da praticidade e versatilidade". "Isto é um ótimo visual, uma picape esporte", afirma Diaz, "O consumidor poderá dirigir uma RAM com motor Hemi e ainda sobrar algum dinheiro para comprar outras coisas, como acessórios Mopar. Não há nada no mercado, incluindo picapes e carros, que possam competir com essa mistura de estilo, desempenho entusiasmante e valor custo-benefício". A marca pretende lançar o modelo ainda esse ano.
O motor é o lendário Hemi V8 que aqui desenvolve 390 cv, com 56,27 kgm/f de torque e consumo de V6 segundo a marca.


Virá com rodas de 20 polegadas de alumínio, espelhos retrovisores 6X9, para-lamas com apoios para os pés, bateria reforçada e conector para trailers.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Honda Odyssey Concept antecipa nova geração em Chicago

A Honda Odyssey Concept apresentada no Salão de Chicago antecipa as linhas da nova geração do monovolume que chegou a ser importado aqui na década de 90. Destaques para a nova carroceria que ganha linhas mais elegantes e esportivas.
"A Odyssey estabeleceu a sua reputação de familiar com o que elas mais querem em uma minivan - grande funcionalidade, uma ênfase na segurança e boa economia de combustível", disse Vicki Poponi, vice-presidente adjunta de planejamento de produtos da Honda America. "Clientes da Odyssey, seguem ainda mais encantados com a sua direção prazerosa e comportamento surpreendentemente de natureza dinâmica. A Odyssey da próxima geração promete levar estes atributos para um nível superior ao adicionar mais estilo e personalidade".
Só um sketch do interior, que comporta 8 pessoas. Mas quem conhece um Honda deve ter idéia do que encontrará ao adentrar na minivan.

Nesse concept, os onipresentes LED's, que devem dar lugar a faróis convencionais na versão de produção.
Na traseira, praticamente pronta para a produção, mais emprego massivo de LED's e o refletor que une as lanternas traseiras.
O carro está mais baixo e mais esguio para economizar combustível, que a Honda estima que seu consumo esteja por volta de 8,1 km/l na cidade e 11,9 km/l na estrada.
O motor que equipará a minivan será um V6 com sistema i-VTEC com sistema que desliga alguns cilindros quando a potência total não é necessária.

Na lateral, o recorte da janela traseira semelhante à da nova Meriva européia combinada com as portas corrediças (veja aqui).

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Kia Ray é apresentado em Chicago


Salões sempre mostram tendências de estilo, novas tecnologias, etc. E a Kia resolveu mostrar um concept que não mostra uma nova linguagem de estilo ou de algum modelo futuro, mas uma nova tecnologia que as fábricas estão aos poucos implantando: o híbrido plugável na tomada.
"É importante para imaginar no início do processo de concepção o que as pessoas vão querer no futuro numa perspectiva mais "verde", porque todos querem reduzir a sua taxa de emissão de carbono sem dirigir cópias-carbono", disse Peter Schreyer, diretor de design da Kia Motors,
"Ser verde não tem de ser mais uma afirmação óbvia e o Ray Kia exemplifica com uma mistura de modernidade, com recursos viáveis eco-pensados para os atuais consumidores ambientalmente conscientes ". Talvez o modelo estréie a divisão EcoDynamics da fabricante coreana para produtos "verdes".
O teto possui células solares que mantém os sistemas que se encarregam de manter o interior fresco funcionando mesmo com o carro desligado e alimenta os outros equipamentos da cabine.

Interior denota por materiais leves e painel com quadro de instrumentos futuristas. Bancos usam elastômeros que dão leveza e conforto. Portas traseiras são suicidas e não há coluna central, ampliando o acesso aos bancos traseiros sem enroscar o pé. Monitores são touch-screen e o sistema de som tem baixo consumo de energia.

Alta fluidez aerodinâmica, com desenho limpo que só se viu anteriormente na série de conceitos Probe da Ford. O CX é de 0,25 e a Kia calcula o consumo em altamente otimistas 86,2 km/l com autonomia de 1200 km, no modo autonomia extendida, em que o motor Gamma 1.4 de 153 só trabalha para recarregar as baterias e fornecer eletricidade aos motor elétrico de 104 cv. Dependendo da condição o motor a explosão pode atuar nas rodas dianteiras sozinho ou junto com o motor elétrico.

Faróis e lanternas em LED de superfície única garante a fluidez do desenho. Para aumentar a rigidez da carroceria é usada estrutura com formato de favos de mel que garante uma boa rigidez estrutural sem elevar o peso da carroceria. As baterias são de polímero de íons de lítio, fabricadas por LG Chem, e permitem uma autonomia teórica de 80 km em modo totalmente elétrico.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Ford Edge 2011 - Ousadia não tem limite

O Edge, que vem para cá via Canadá como representante da categoria "novo luxo" como ela define um carro confortável e não de ostentação, isso apesar dos mais de 140 mil pedidos pelo SUV do tamanho da Captiva que custa um pouco mais da metade disso. Apresentado no Salão de Chicago, o utilitário esportivo virá em três versões: a básica SEL, a luxuosa LTD e a meso-despojada Sport.
Uma das ousadias do veículo é estrear o motor Ecoboost, voltado mais para economia. Espera-se que a Ford abaixe um pouco o preço para enfrentar o Tucson, Sportage, Outlander entre outros. Do jeito que está, prefiro uma BMW X1. E quando virá aqui? Simples, quando acabar os estoques da Ford brasileira, o que deve demorar bastante.
Vamos começar com a versão luxuosa que recebe vários melhoramentos como melhor isolamento acústico com novos materiais fonoabsorventes e parabrisas laminado mais grosso.

Painel recebe detalhes em madeira e em alumínio que também é o material dos pedais. O destaque vai para o My Ford Touch que é sincronizado com o sistema i-Tunes da Apple e com rádio AM e FM digital. Mas os serviços são só para os EUA e Canadá e aqui nem rádio digital existe.

Rádio, piloto autmático (cruise control) e esse bonito painel que mescla relógios analógicos e informações do sistema de entretenimento e computador de bordo.

Tem bom espaço para as pernas atrás e há cinco lugares com encostos de cabeça.

A grade cresceu e os faróis diminuíram, agora recebem tecnologia LED. Visual ficou robusto sem perder a delicadeza.
As rodas nessa versão são de 18 polegadas e o carro tem freios revisados e nova suspensão que concilia a maciez tão admirada pelos americanos com estabilidade e firmeza.
Para essa versão dois motores: um 4 cilindros Ecoboost que promete um consumo 30% menor e um V6 de 3.5l de 285 cv e que faz consumos na casa dos 11,5 km/l segundo a fábrica. Vem com cambios de seis marchas, tanto o manual quanto o automático que tem sistema SelectShift Automatic.
A versão Sport ganha diferenciais em relação à SEL e Limited, como grade escura e faróis e lanternas com máscara negra.

Detalhe da "lente" que fica antes do pisca com o nome do crossover.

O carro recebe alguns auxiliares eletrônicos como sistema anti-capotamento, detector de pedestres e colisões que auxilia na "pisada" de freios, e sistema que detecta a presença de veículos em pontos cegos.

O painel deixa de receber os detalhes em madeira do Limited na versão Sport...

Mas ganha revestimento em couro em dois tons.

“Para mim, o trabalho não é simplesmente ajustar e terminar”, diz Elaine Bannon, chefe de engenharia, “é também a distribuição e a ergonomia. É onde colocamos o material - a costura, as linhas de corte - e toda a atenção ao detalhe para dar ao cliente uma experiência maravilhosa”.
Motor mais potente para a Sport, um V6 3.7 de 305 cv e 38,7 kgm/f, o mesmo do Mustang, com as caixas de seis marchas, manual ou automática o que não é absurdo para americanos.
Impressionantes são as rodas com detalhes em negro de 22 polegadas de série nessa versão.

"Você pode mudar para o Ford Edge 2011 e trazer consigo a sua tecnologia - e o seu estilo de vida - e ter tudo em seus dedos", promete Bannon. "O Ford Edge 2011 dá-lhe todo o poder e a flexibilidade que você quer, e em grande estilo."

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Ford Transit Connect: Para se livrar (em parte) do vício em gasolina

Ainda escaldados pelo aumento da gasolina que chegou em casos extremos aos 6 dólares (o que daria uns 2,85 ao câmbio de hoje [mais ou menos R$ 1,80]) o galão a ponto de gente fundir o motor por misturar óleo queimado ao combustível no tanque, os americanos estão mais abertos às alternativas energéticas como o GNV e a eletricidade.
A Ford havia mostrado recentemente o Transit Connect BEV concept (veja aqui) com um sistema inteligente de gerenciamento de enrgia em que o cliente podia recarregar o seu carro na menor tarifa do dia ou escolher uma fonte mais limpa. Agora mostra as versões comerciais que estarão futuramente à venda nos EUA, uma van elétrica baseada na mesma Trafic Connect, que também ganha uma versão Táxi a GNV.
“Estamos muito emocionados com o potencial para nossos veículos elétricos," diz Praveen
Cherian, gerente de programa para o Transit Connect Electric, “As pessoas duvidavam um pouco a princípio dos híbridos, porém agora os aceitam e os acolhem. Esperamos que o mesmo sucederá com os veículos elétricos"
A Transit Connect é uma das estrelas da Ford no Salão de Chicago desse ano.
O carro vem com câmbio automático com overdrive e foi otimizado para economia de combustível.
Tem capacidade para três lugares na traseira, e dispõe de um infocentro com tela de 8 polegadas sensível ao toque. Com sistema Wi-Fi, pode mostrar em tempo real o percurso do taxi, preço da corrida e ainda receber o pagamento via cartões.
Acesso fácil, com 16 cm de altura do solo o embarque de passageiros é facilitado ainda mais com as portas corrediças dos dois lados.
Apesar do "bujão" de GNV (ou GLP que é legalizado em alguns países como EUA e na Europa), tem bom espaço para bagagens.
O motor 2.0 Duratec tem 136 cv e 17,7 kgm/f de torque. O consumo de combustível não foi informado para essa versão.
A Ford promete 30% de economia em relação aos pesadões táxis baseados em pesados sedãs com motores V8 como o finado e tradicional Crow Victoria fabricado pela marca.
A Ford é pioneira em oferecer alternativas à gasolina aos taxistas, já que desde 2005 fornece o Ford Escape Hybrid movido a gás para as cidades de Nova Iorque e São Francisco.
A versão elétrica tem autonomia de 128 km, tem máxima de 120 km/h, o suficiente para pequenas viagens e avenidas de transito rápido.
Para recarregar, tomada normal de 120v, ou uma tomada especial de 240v que é instalada na empresa do cliente e promete recarga entre 6 a 8 horas. Opcionalmente haverá uma tomada adaptadora portátil para ambas as voltagens.
A Ford não passou os dados do powertrain fornecido pela Azure Dynamics, mas as baterias de ións de lítio refrigeradas da Johnson Controls-Saft tem 28 kw/h de capacidade. A Ford garante que o desempenho é similar ao da Transit a gasolina.