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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Ford Vertrec Concept: Sucessor do Ecosport será global

Para quem estava curioso para saber como seria o carro que sucederá o já veterano Ecosport a resposta está aí. Apresentado no Salão de Detroit, mês passado, agora será a vez dos europeus conhecerem o sucessor do Kuga, um crossover do mesmo porte do nosso nacional.
O design será baseado na linguagem visual Kinetic que já estampa os novos carros da Ford como o nosso "velho" Focus (veja aqui), o "new" Fiesta (confira aqui) e o novo Focus apresentado na Europa (agora aqui). O foco será na economia de combustível e a redução de emissões, especialmente a que tira o sono dos europeus médios, a emissão de CO². Veja o que dizem os principais executivos da Ford sobre o novo conceito:
"O conceito Vertrek é uma solução sem concessões que, na nossa percepção, os clientes de utilitários esportivos vão aprovar em todo o mundo", disse Derrick Kuzak, vice-presidente de Desenvolvimento de Produto Global da Ford. "Ele é uma revolução em relação ao que normalmente se vê nesse segmento na América do Norte e uma evolução de estilo comparado com produtos de outras regiões do mundo. Seu novo design é mais suave e eficiente na economia de combustível e proporciona a capacidade que os clientes de todo o mundo desejam, tanto para os passageiros como para a bagagem."
“As exigências dos consumidores estão convergindo globalmente para um utilitário esportivo que ofereça estilo, prazer de dirigir e, ao mesmo tempo, o conteúdo, o desempenho, a tecnologia envolvente e a economia de combustível que eles esperam”, disse Jim Farley, vice-presidente de Marketing, Vendas e Serviço Global. “O conceito Ford Vertrek nos permitirá ouvir diretamente desses consumidores as escolhas que eles estão preparados a fazer, na medida em que desenvolvemos um futuro modelo de produção para trazer à vida todos esses atributos.”
"Esse segmento é diversificado em todo o mundo", disse Farley. "Na América do Norte, eles são considerados carros pequenos, enquanto na Europa e outros mercados são classificados como médios. Não importa como se queira classificá-lo, o segmento é extremamente importante e apenas os fabricantes que demonstrarem liderança em design, tecnologia com foco no cliente, desempenho e economia de combustível serão bem sucedidos."
A nova geração deverá receber os motores Ecoboost de 1.6l que apesar de não terem a potência anunciada devem render bem mais que os 105 cv a etanol do motor atual Zetec RoCam que equipa o Ecosport, bem como os novos Duratorq a diesel 2.0. E a Ford pretende equipar todos os seus novos modelos com câmbios de seis marchas até 2013. Além da economia de combustível do novo motor, que será equipado também com sistema que recupera o calor perdido nas frenagens para recarregar as baterias e assim poupar mais combustível. Com ele, a Ford pretende substituir o Ecosport no Brasil e América do Sul, o Kuga na Europa e o Escape nos EUA além de algum modelo similar no mercado asiático.

Interior futurista deverá dar lugar a um mais convencional na versão de produção, mas adianta alguns elementos que serão usados no painel da versão de produção.
Mais detalhes do interior, como o console central flutuante com porta-objeto e os detalhes em vermelho. As barras metálicas nos bancos são apoios para a coluna do ocupante.
O console flutuante vai até o banco traseiro, ao lado o controle do multimídia e abaixo o porta-malas que repete os mesmos elementos gráficos dos bancos.

Detalhes do conceito que usa clichês como câmera em lugar dos retrovisores e as enormes rodas que agradam designers e tuneiros.
A frente já adianta de como será a versão de produção do sucessor do Ford Kuga, no qual se inspira, e do Ecosport nacional.
As rodas grandes e os enormes contornos dos paralamas dão a impressão de robustez que os clientes anseiam em um crossover.
Faróis e lanternas recebem tratamento mais refinado, o que deve sumir na edição de produção que receberá unidades mais comuns.

O teto de cristal panorâmico que cobre parcialmente o teto do para-brisas à quinta porta, na altura do defletor que abriga também a luz elevada de freio.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Chevrolet Sonic: O Aveo ganha casa nova, nome novo, e talvez venha aqui

A Chevrolet nunca foi feliz em adaptar carros compactos pra o mercado estadunidense. Das mal-sucedidas experiências com o Chevrolet Nova, Monza (que não tem nada a ver com o nosso, fabricado entre 82 e 96 e derivado do Opel Ascona) e o Chevette. Mas agora passada a crise causada pela explosão da bolha imobiliária, o que restou no Salão de Detroit foi um cenário mais realista e menos colorido. Nada de apresentações artísticas nos estandes, nada de modelos conceituais revolucionários que irão mudar o futuro do automóvel, nada de carros extremamente luxuosos e esportivos.
Nesse cenário cada vez mais racional, empurrado pelo medo das mudanças climáticas supostamente causadas pelas nossas emissões de CO², a estrela da vez no estande da marca é o compacto Aveo, que lá ganha o nome de Sonic. Apresentado em três versões, a primeira é o nosso já conhecido show-car que frequentou o Salão de Detroit no ano anterior (veja aqui) e que aqui ganha uma versão mais "tunada" e próxima da realidade e o nome , o hatch que foi apresentado em Paris (agora aqui). Ninguém descarta a possibilidade de se vender o "kit" original caso alguém queira personalizar o carro, já que o conceito Sonic Z segue a escola SEMA de visuais tunados.
As versões de rua, que a GM orgulhosamente declara que são os primeiros carros carros compactos a serem fabricados em território americano, e acredito que foi omitido, por uma empresa americana. Bem, lembre que os carros compactos vendidos lá, são na maioria descendentes de japoneses e coreanos e com cidadania mexicana, coreana ou japonesa.
A previsão de fabricação do modelo é para o final desse ano que será no Centro de Montagem da General Motors em Orion, no estado de Michigan, que recebeu investimentos de U$545 milhões de dólares em atualizações e aquisição de novas ferramentas e irá ajudar a devolver aproximadamente 1.000 empregos na área metropolitana de Detroit.
O carro tem pouco mais de quatro metros na versão hatchback (um Celta tem 3,80, um Corsa B 3,83 e um Spark 3,64) e 4,40m na versão sedan (um Classic tem 4,15, um Prisma 4,12 e um Corsa "B"sedan 4,18). Ele só perde em largura e entre-eixos pro Ágile, mas ganha em 10cm de comprimento. Na possibilidade de um Ágile sedan terminar de substituir a família Corsa "B" que já está no bico do corvo, podemos supor que se vier para cá, somente com cidadania mexicana e para concorrer na fatia de compactos "premium" com o "New Fiesta" que foi eleito o adversário direto pela corporação a ser batido (compare vendo o lançamento do "New Fiesta" mexicano em terras tupininquins aqui).
O interior será oferecido em dois tipos de combinações de cores, um mais sóbrio como o que ilustra o hatch bem ao gosto brasileiro com dois tons de cinza e esse mostrado no sedan com acabamento "tijolo" na linha do painel. O quadro de instrumento, semelhante à algumas motos acima das 300 cm² (veja a CBR 600RR aqui e a irmã maior 1000RR também aqui), é um show à parte, só pecando pela fala de um indicador de nível de temperatura. Entã meu amigo, o conselho é o mesmo de sempre: acendeu, desligue o motor imediatamente e vá de ponto morto até o meio-fio ou acostamento e chame o guincho. Se insistir, o que poderia ser uma junta com problema, falta de aditivo no radiador ou até um cebolão travado que pode ser resolvido com aqueles chequinhos pré-datados em 30, 60 e 90 vira uma bela retífica que ficará mais caro que o IPVA de carro novo. O velocímetro e o indicador de combustível ficam em display digital de fundo azul, que engloba uma bússola e um indicador de marchas. Emoldurando o display, há uma guarnição metálica que aloja as luzes de alerta e piscas direcionais e que também aloja um grande conta-giros com escala até 6,5 mil rpm´s que fica no ponto superior do mostrador, do lado oposto do zero, e também há uma "shift-light". Bem esportivo, o painel agrada até pilotos veteranos como o jornalista Bob Sharp pela praticidade, já que ponteiros verticais não exigem que se tire os olhos da pista.
E por falar em pista, o carro terá a mesma motorização do Cruze, um 1.4l Ecotec turbo com 138 cv e pouco mais de 20 kgm/f e um 1.8l com 135 cv e aproximadamente 17 kgm/f. Os dois são 4 em linha e tem coletor de admissão variável em dois estágios. Terá três câmbios, um manual de 5 e uma automática de seis no 1.8l aspirado, e é a primeira vez que vejo em um carro de produção popular uma caixa de câmbio automática ter mais marchas que uma manual e a 1.4l turbo fica só com a manual de seis.
A suspensão é MacPherson na suspensão dianteira com molas helicoidais e uma barra estabilizadora e na suspensão traseira vem com braços multilink (o famoso duplo "A") com amortecedores a gás. As bitolas dianteiras e traseiras são idênticos em 1.509 mm. A direção com assistência eletrônica é de série e possui um compensador de desgaste que ajusta o sistema continuamente com a engrenagem de direção para assegurar uma ação de direção precisa durante toda a vida do sistema. O chassi monobloco vem com o exclusivo “flat top frame”, que por exemplo, assegura a rigidez ideal na parte dianteira do chassi, segundo a marca. Virá com várias opções de rodas com até 17 polegadas e com opção de ABS de quatro canais.
O primeiro americano compacto está pronto para enfrentar a concorrência? Veja as fotos abaixo e comente.
Bancos Recaro em couro em tom caramelo contrasta com a cabine negra.
As rodas esportivas multi-raiadas pintadas de laranja são da prestigiosa BBS.
Assim como a RS, não há grandes alterações na mecânica, mas o pacote pode ser vendido em foram de kit no futuro.
Outro destaque é o enorme aerofólio traseiro em cima do defletor de ar da tampa traseira.
A traseira do hatch, com suas lanternas circulares que fazem parte do novo padrão visual da marca.
Nessa versão bicromática em preto e cinza, destaque para o painel similar ao de motos de competição.
E como parte do padrão visual, o painel simétrico inspirado nos primeiros Corvettes.
Sacada do Aveo/Sonic é a diateira com dois faróis e frente mais bonita, sem deixar de ser agressiva.
Na lateral as portas traseiras escondem a maçaneta na coluna "C", dando um perfil de coupé nesse 4 portas.
Na traseira as lanternas e a tampa do porta malas acompanham o desenho agressivo da dianteira.
Detalhe do porta-malas com as lanternas que seguem o padrão de luzes circulares, mas de desenho mais sóbrio.
O quadro de instrumentos é semelhante ao de motos esportivas, tem contagiros com escala vermelha iniciando na vertical.
O painel bicolor colorido com tons marrons fogem ao gosto brasileiro, mas que é bonito, isso não é dúvida.
As lanternas e faróis de refletores duplos seguem o padrão circular da nova linguagem da marca no mundo.
A dianteira do sedan não tem alterações em relação ao hatchback, como os elementos luminosos em molduras negras.
A vista lateral mostra o sedan com desenho mais sóbrio e as maçanetas migram da coluna "C" para a posição tradicional.
Os dois vincos ascendentes, presentes também no hatch, dão um toque esportivo ao modelo.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

BMW Série 6 Cabrio: prazer a céu aberto

A BMW lançou na fria e decadente Detroit um dos carros mais aguardados pela "golden coast" californiana, a Série 6 Cabrio (de cabriolet, uma carruagem aberta com capota de lona que podia ser recolhida, ou conversível). O departamento de design da marca afirma que os elegantes traços desse cabriolet são derivados de desenhos náuticos. Outro destaque é os grupos óticos que, excetuando os fachos principais dos faróis que usam xenon e tem fachos direcionais, são em LED.
Dentro do carro temos o painel típico das BMW´s que recebem materiais mais finos e tem desenho envoltente. Além das saídas de arejamento da cabine, temos uma tela de 10,2 polegadas que além do sistema multimídia, traz informações do veículo e um GPS funcional de série para os norte-americanos. O carro tem o sistema ConnectedDrive com vários recursos multimídias e também o sistema Surround View que detecta veículos nos pontos cegos do carro, como motoqueiros teimosos que insistem em ficar colados atrás do veículo e no rumo das lanternas traseiras. E já sabe, numa freada brusca de emergência você ganha um motoqueiro voando por cima do capô do carro. Sem contar outros itens de segurança como Night View que detecta possíveis pedestres e animais na pista durante a noite e sistema que alerta o motorista caso detecte uma mudança involuntária de faixa, quando ocorre um cochilo por exemplo. Os bancos e parte do revestimento interno em couro Dakota que são de série para os carros vendidos para os EUA, que também podem optar pelo couro napa. A capota elétrica que pode ser recolhida em 24 segundos e aberta em 19 pode receber três cores diferentes para combinar com as outras setes da carroceria, fora as opções do interior, que dificultará a possibilidade de se verem dois Séries 6 conversíveis iguais.
Com 4,89 cm, o carro cresceu sete centímetros no comprimento e no entre-eixos, que ficou em bons 2,86. O carro está mais largo e mais baixo em alguns milímetros o que garante uma aparência mais esportiva. E apesar de ser um 2+2, pelo menos os ocupantes do bancos traseiro não precisam ficar em posição fetal como no Gol "quadrado" de primeira geração.
No caso de alguma eventualidade, tem cintos pré-tensionados, apoios de cabeça ativos e arco de proteção anti-capotamento com acionamento pirotécnico. Além disso a carroceria está 50% mais rígida que o do modelo anterior. O motor V8 4.4l de injeção direta, cujo turbo é montado curiosamente entre as duas bancadas dos cilindros, rende 407 cv de potência máxima entre 5.500 a 6.400 e tem torque de 62,2 na faixa de 1.750 a 4.500 rpm.
Com a caixa automática de oito marchas (acreditem, a ZF prepara uma de 9 enquanto a Fórmula 1 parou em 7 faz tempo...) ele faz o 0-96 km/h em 4,9 segundos e alcança a velocidade máxima de 250 km/h, sendo que na versão americana é de 208 km/h. Mas se o cliente pedir as rodas de liga de 20 polegadas, o carro tem a velocidade de corte eletrônico igual a da versão européia. As rodas de serie são de 18 polegadas na Europa e de 19 nos EUA, com pneus run-flat (podem rodar vazios quando perfurados) que contam com monitores de pressão. Com o mesmo câmbio faz 9,35 km/l em circuito combinado e emite altas 249 gramas por quilômetro de CO². Junto com a caixa de oito marchas que tenta reduzir as emissões, estão o sistema de regeneração de energia de frenagem, direção assistida eletromecânica e pneus de baixo atrito de rolamento. Opcionalmente o cliente pode pedir uma caixa manual de seis marchas que segundo a marca tem engates fáceis e confortáveis e cujo escalonamento casam com o torque do motor V8.
E por falar em direção assistida, o conversível pode vir com controle dinâmico da carroceria e amortecedores eletrônicos que controlam o carro em qualquer escorregada do motorista, além da opcional Servotronic que controla ativamente as rodas dianteiras, tanto quanto o eixo traseiro. E para variar, tem os sistema de controle dinâmico que controla o comportamento do carro nos modos "normal", "sport", "sport +" e "confort". Além disso tem as sopinha de letras como ABS, DSC dentre outras. E tudo isso com a possibilidade de se fazer a céu aberto.
O sistema head-up display mostra as principais informações do carro no para-brisas com símbolos coloridos e em 3D, para evitar que o motorista tire os olhos da estrada.
As opções de câmbio que acompanham o motor V8 de 407 cv são um manual de seis e ou o automatizado de 8 marchas com caráter mais esportivo.
Outro luxo é o sistema de ar-condicionado que funciona mesmo com a capota aberta e a tela plana de 10,2 polegadas do sistema Connect Drive.
Os assentos podem receber aquecimento e tem apoios de cabeça ativos, que evitam o "ricochete" do pescoço, e os ciintos são integrados aos bancos.
Apesar do espaço roubado pela capota, os dois ocupantes do banco traseiro não ficam apertados, e contam com apoios de cabeça ativos e cintos integrados, assim como os dianteiros.
O reduzido porta-malas tem tamanho variável, dependendo da capota que penaliza o espaço, se a mesma estiver aberta, são 350 litros e recolhida rouba 50l do espaço.
A capota elétrica tem bom isolamento termico e acústico e pode ser aberta em 19 segundos ou recolhida em 24 segundos com o carro em movimento a até 40 km/h.
Lanternas em formato de "L" fazem parte do padrão visual adotado durante a gestão de Chris Bangle na chefia de desenho da marca e que hoje é mantido pela marca apesar das polêmicas.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Honda Civic Si Concept: Conceito exposto em Detroit pode adiantar as linhas do futuro Civic nacional

A Honda mostrou em Detroit os concepts Civic Si em carrocerias coupé e sedan. Para nós interessa e muito porque, enquanto o modelo japonês teve desenho próprio para em seguida ser descontinuado, o nosso segue em certa medida o modelo americano.
“Sabe-se que o Civic mostra um equilibrio em um pacote ‘simplesmente adequado' com uma personalidade divertida de guiar e com destaque a uma economia de combustível chamativa, a um preço acessível (nos EUA, aqui é carro de privilegiado...) para quem está comprando pela primeira vez”, comentou John Mendel, vice-presidente executivo de vendas da Honda Americana. “O Civic redesenhado se fundamenta neste legado e promete ser o melhor Civic de todos”. Ao contrário daqui em que os japoneses, exceto a Nissan, tentam se tornar cada vez mais elitizados, nos EUA em franca recuperação econômica a ordem é ser acessível para quem está voltando ao mercado de trabalho ou para quem está apertando o cinto e tentando se livrar dos beberrões SUV. Com versões, coupé, sedan, a gasolina, hibrida, a gás natural e os esportivos Si, a Honda pretende por o Civic como um carro para todos, em 1972 quando foi importado para os EUA.
O desenho do carro ganha alguns retoques que tentam dar um ar mais esportivo e aerodinâmico ao três volumes da Honda. O coupé, que não é vendido aqui desde que o Civic ganhou a grade de volta, ganha um desenho mais agressivo que remete a esportividade. O coupé Si ganha na traseira ganha um discreto aerofólio que casa com a traseira "felino pronto para atacar" e com uma saída cetral para o escape. Já o sedan, que pode ser fabricado aqui em 2012 e que nos dá pistas de como será esse ano modelo, pretende ser um carro mais simpático, com as quatro portas sem muitas novidades além da porta traseira tipo BMW, além dos vincos mais pronunciados e em curva ascendente. Na traseira ganha lanternas mais estreitas que o do coupé, na atual versão o coupé é que tinha lanternas mais estreitas e o escapamento desta vez é convencional e deslocado para a direita. O sedan Si ganha um aerofólio mais discreto ainda, que da mesma forma que o coupé, integra a terceira luz elevada de freios. E para todos, rodas de 19 polegadas.

No coupé a grade é menor e os faróis estão mais afilados.

O vinco que delineava a saia inferior ganha uma curva ascendente...

E acompanha a linha que divide a carroceria do para-choque traseiro.

O sedan quatro portas ganha grade mais convencional e para-choques esportivos...

..e as lanternas traseiras estão mais estreitas e em formato trapeizodal.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Hyundai CURB: Conectado e interativo

Apresentado pela Hyundai no Salão de Detroit que encerrou domingo passado, o CURB, desenhado pelo escritório de design da marca nos EUA que fica em Irvine, Califórnia, quer mostrar um novo nível de interatividade com o usuário. O desenho da carroceria que abusa do padrão visual da marca "escultura fluída" tenta passar a impressão de robustez de um crossover, mas sem a imagem de um carro-forte segundo os diretores de design da marca. "A condução na cidade será o seu forte, não precisa correr a pista de Rubicon (onde se realiza competições off-road nos EUA), mas nós queríamos que ele tenha uma armadura urbana para a condução diária nas ruas da cidade. É necessário avisar seus passageiros desta calibragem" afirma Jason Brown, designer da Hyundai californiana.
O interior conta com uma tela de 12 polegadas sensível ao toque que serve para várias funções como conectar a internet, reproduzir listas de mp3 arquivadas ou on-line através de visualizações 3D das capas dos discos, sugerir pontos de interesses além do obrigatório GPS. Há uma barra que serve de console central que atravessa pelo meio dos bancos e permite os passageiros dos bancos traseiro acessarem as informações da tela central, enquanto o motorista tem acesso às informações por meio de projeções no para-brisas. Parece que a interatividade e conectividade é o foco do Salão de Detroit, que este ano está mais "pé-no-chão".
O painel interativo tem tela de 12 polegadas sensível ao toque que mostra capas de albuns em 3D, o motorista tem um painel head-up display.
O interior foi inspirado em casas noturnas e uma barra que nasce do console central permite que os passageiros dos bancos traseiros interajam com o carro.
Detalhes do concept que não trouxe nenhuma inovação, somente coisas comuns em concepts como tetos panorâmicos, pneus com desenho de sola de tênis dentre outros.
Abusando do novo padrão visual "escultura fluida" os faróis e lanternas são integralmente em LED´s e acendem seqüencialmente quando o carro está em movimento.
O motor é um quatro em linha com injeção direta de 1.6l da série Gamma com start&stop e que rende 175 cv. A marca promete consumos abaixo dos 13 km/l.
O teto esconde prendedores escamoteáveis que servem para prender um rack para bagagens ou uma bicicleta, há uma terceira porta semelhante à do Veloster.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Buick Verano: Compacto de luxo lá, médio premium aqui

Baseado na plataforma do Cruze, cotado para ser o próximo Vectra (veja aqui o hatch e aqui a versão sedan), a Buick apresentou no Salão de Detroit o novíssimo Verano que ocupará o segmento de entrada na linha. "Entrada" diga-se de passagem é como o carro mais barato da linha que agora está ficando mais luxuosa, em contraponto à básica Chevrolet. “O Verano expande a nossa linha, consolida a ótima fase da Buick e nos dá uma boa oportunidade de atrair uma nova geração de clientes com um novo produto que atende as suas expectativas em relação a design, desempenho e tecnologia", disse John Schwegman, vice-presidente de marketing da Buick. "É uma escolha inteligente que fornece um luxo inesperado para um sedan compacto - e irá competir lado a lado com as marcas Audi e Lexus."
Além da conectividade e integração com celulares e smartphones, rádio via satélite, GPS e o sistema OnStar que monitora o carro em tempo integral oferecendo informações como localização, medida do nível do tanque de combustível e sua autonomia, milhagem do combustível, vida útil do óleo, pressão dos pneus, leitura do odômetro e funções de acesso remoto que incluem o travamento e destravamento do veículo. E isso pela internet. E de série vem com botão de acionamento do motor, Controle de temperatura de duas zonas com o sistema de ar condicionado de série (controle de temperatura automático disponível), freio eletrônico de estacionamento, console de encosto de braço que desliza e trava, vidros elétricos com a função express (um toque) para cima e para baixo nos vidros da frente e para baixo nos vidros traseiros, controles de rádio no volante e luzes de leitura de alto nível na frente e atrás. O interior recebe um tratamento acústico de primeira, como o teto com forro quíntuplo, material fonoabsorvente que durante a secagem da pintura é derretido e expandido para que ocupe toda e qualquer reentrância da carroceria, sem contar os vidros mais grossos e o motor e transmissão retrabalhados para garantir o maior silêncio possível na carroceria.
O motor é outro destaque, que apesar de oferecer 177 cv e 23,5 kgm/f de torque tem promessas de consumo de até 13,2 km/l nesses novos tempos de gasolina cara, se bem que ele pode trabalhar com E-85, o "flex" usado na Europa e EUA, além do sistema de injeção direta e a assitência elétricva de direção que ajudam a economizar. O sistema de freios é a disco nas quatro rodas com sistema anti-travamento e distribuição de força de frenagem eletrônica, além do controle de estabilidade eletrônica StabiliTrak com controle de tração.
E por falar em segurança o carro vem com dez airbags de série, incluindo airbags frontais, airbags laterais do tipo "cortina" para a cabeça, airbags laterais tipo "cortina" para os passageiros do banco traseiro e airbags para os joelhos. Os airbags laterais tipo "cortina" são acionados em caso de capotagem. Vem com sistema de pedais colapsáveis que se soltam durante um acidente para reduzir o risco de ferimentos ás pernas e tornozelos e o sistema OnStar com resposta automática a acidentes que contata o socorro da seguradora e as autoridades mais próximas.
Está pronto para enfrentar os alemães, ou não o Verano? Só o tempo dirá.
Os bancos de couro sintético e o volante já vêem de série com aquecimento, que pode ser acionado pelo controle remoto ou quando a temperatura cair para menos de 7º C.
O carro vem com sistema Bluetooth, rádio via satélite com entrada para USB e i-Pod que lê mensagens SMS e e-mails com voz além de reconhecer a do dono e se integra com smartphones.
A grade negra com detalhes em metal polido simulando uma cachoeira se integram com os faróis que exibem um facho azulado quando acionado, abaixo, detalhes do porta-malas com cromados acima das lanternas.
O motor é um 4 em linha com injeção direta, e flex E-85, Ecotec de 2.4l que rende 177 cv e tem torque de 23,5 kgm/f que é acoplado a um câmbio automático de seis marchas.
As rodas disponíveis são de 17 polegadas de série e 18 opcionais, a suspensão dianteira é MacPherson e a traseira é um eixo rígido com barra de conexão chamada Watts Z-Link.