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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

AC Cars MkVI: Clássico híbrido agora usa motor da GM

Que fique bem claro que se o blogueiro se referir a um carro como híbrido e ele somente ter o motor de combustão, é por causa das origens geográficas distintas tanto do propulsor quanto do veículo em si. Esse termo surgiu na imprensa quando começaram a aparecer os primeiros esportivos de origem européia que utilizavam motores de origem americana. Carros clássicos como o Facel Vega e De Tomaso Pantera trocaram os caros, complicados e não muito confiáveis (na época) motores europeus por motores V8 americanos que eram mais robustos que os seus conterrâneos europeus. Mas os árabes e as leis de emissões cada vez mais restritivas estragaram a festa na década de 1970 e muitos deixaram de ser fabricados devido ao petróleo caro.
Um híbrido clássico inesquecível é o AC Cobra, esse carrinho aí em cima com um gigantesco V8 de 7 litros socado dentro do capô. A arte foi do lendário texano Carrol Shelby que até hoje customiza Mustangs para a Ford e também atende alguns clientes. Especialista em dragsters de rua, construiu o SSC Ultimate Aero que está mudando de geração, mas OBRIGOU a Bugatti a acrescentar 200 cavalos a mais para encará-lo. E só com um V8...
Apresentações à parte, a veterana AC Cars volta a Genebra para mostrar a sexta geração do AC, que deixou de ser fabricado na Inglaterra e agora tem cidadania alemã, e comemorar os 110 anos de funcionamento da empresa. A motorização "basica" é um modesto motorzinho de Corvette que rende 430 cv, mas honrando os exageros típicos de Shelby, tem uma versão preparada com 825 cv e brutais 94 kgm/f que fazem o carro alcançar os 100 km/h em menos de 3 segundos e alcançar a máxima de 336 km/h. Se tiver colhões e quiser encarar uma loucurinha dessas o preço é de 110 mil euros fora taxas e impostos. A empresa afirma que os AC´s que serão mostrados no salão não são réplicas, mas sim recriação do clássico que surpreendeu o mundo ao aplicar nos EUA a tradicional fórmula inglesa "tire as gramas e te mostro os quilos perdidos".
O acabamento é típico de um carro inglês e os instrumentos no centro do painel demonstra a intenção de vender com direção tanto inglesa quanto à esquerda.