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sábado, 16 de abril de 2011

Ford apresenta a tecnologia "aerada" Mucell, inspirada em chocolate

Com o passar dos anos os carros, especialmente os compactos, começaram a "engordar", principalmente por causa dos reforços estruturais para aumentar a segurança passiva e novos acessórios. Só para o leitor ter uma idéia o Fiat 147 lançado em 1976 pesava algo em torno de 790 kg, o Uno em 1984 se contentava com 830 kg e o novo Uno agora beira os 900 kg enquanto o Pálio chega facinho nos 1.100 quilos nas versões mais luxuosas, um aumento de 14% no peso das versões de entrada. Isso acarreta um aumento do consumo de combustível apesar da eficiência do motor ter aumentado. Um exemplo é o 147 que tinha 57 cv brutos, passando para 52 cv líquidos no Uno, que na versão Mille caiu para 48 cv, e que foi subindo para 65 cv na versão Economy, enquanto o novo Uno se contenta com 73 cv na versão Vivace. E isso para ganhar presumivelmente um ou duas estrelas no Latin NCap.
Apelar para materiais alternativos como a fibra de carbono e alumínio, mais leves e resistentes, encarecem o preço do veículo.
A Ford, que também está com dificuldade de tirar alguma "gordura" de seus veículos, encontrou uma solução para perder algumas gramas: arear os plásticos usados em seus veículos. A inspiração veio de alguns chocolates aerados que mantém a mesma resistência de um chocolate comum, mas com menos peso. A idéia é injetar bolhas microscópicas de ar antes que o plástico endureça, e quando é moldados formam uma estrutura semelhante à colmeia de abelhas. A idéia deu tão certo que o plástico ficou mais leve em 20% e sem aumentar os custos de produção e sem perder a resistência.
A tecnologia está sendo aplicada em seus modelos Focus, C-MAX e Grand C-MAX, S-MAX, Mondeo e Galaxy e faz partedos planos da Ford em reduzir o peso de seus modelos em até 300 kg até 2020.
E como se usa menos plástico na injeção os custos diminuiram, e ficou mais rápido e menos dispendioso moldar as peças, o que significa menos gastos com energia.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Ford Cargo 2012: Finalmente uma cabine nova

A Ford lançou na semana passada o novo Cargo, que por enquanto irá ser oferecido em versões superiores, enquanto as mais "urbanas" continuam com a frente antiga. A carroceria foi baseada no modelo turco para economia de desenvolvimento da cabine que segue a tendência iniciada pelo Constellation que integra o desenho da cabine e dos para-choques como se fosse uma única peça e dando um visual mais harmônico e moderno, se bem que à primeira vista lembre os antigos cara-chata da marca dos anos 60. Segundo a Ford os caminhões, que atendem a faixa de 13 a 31 toneladas de peso bruto total, e com capacidade máxima de tração de até 63 toneladas, são o resultado de um projeto global que foi desenvolvido nos estúdios de design e centro de engenharia de Camaçari, Bahia, e de São Bernardo do Campo e Tatuí, em São Paulo, com intensivo suporte das unidades dos Estados Unidos e Europa. A sua concepção teve como base as pesquisas e os testes realizados na América do Sul, o que resultou num produto apto para diferentes mercados, segundo a marca.
O caminhão virá bem equipado com muitos detalhes e itens de conveniência, tanto os oferecidos de série quanto os opcionais. Há pontos a lamentar como a escolha pelas lanternas "Mercedes" que equipam desde o chassi-cabine da Sprinter passando pelos médios, semi-pesados e pesados da marca que ganham dois refletores a mais. E isso ainda inclui os onipresentes ônibus urbanos Marcopolo Torino produzidos na década de 90. Uma oportunidade perdida para se incluir nas novidades farois e lanternas em LED´s que são econômicas e duráveis e se a meta era economizar no desenvolvimento do produto, foi uma economia porca.
Mas em compensação os mimos e atenção para o para o motorista não foram dispensados, a começar pela opção de travamento de portas global por comando remoto e quando o veículo atinge a velocidade de 8 km/h e espelhos com opção de serem ajustados eletricamente. A chave vem com o Sistema Global de Segurança antifurto da Ford (PATS), dotado de código eletrônico, que também permite que o motorista faça o bloqueio eletrônico do caminhão por meio de um código numérico. E para os cavalos mecânicos vem um inédito espelho retrovisor do lado direito ajustado para se obter uma visão do que se passa no solo eliminando esse ponto cego durante uma manobra.
Os comandos dos piscas, farol alto, buzina, lavador e limpador do para-brisas, reunidos numa única alavanca multifuncional, contribuem para que o motorista mantenha a atenção na pista. A vareta de óleo do motor fica protegida sob o capô, fechado com chave. A acomodação do macaco, triângulo e chave de roda sob o banco do passageiro, em um compartimento específico e revestido, aumenta a segurança, facilita o acesso e também evita a geração de ruídos.
O caminhão ainda traz um sistema de freios mais aprimorado e seguro, com uma unidade processadora de ar, composta por secador de ar, regulador de pressão, válvulas de proteção de multicircuitos (6 vias) e limitadores de pressão que contribui para o funcionamento seguro dos sistemas pneumáticos, viabilizando roteiros de tubulações mais simples. No modelo anterior, a válvula de quatro vias e secador de ar não eram unificados. No painel, a manopla do freio de estacionamento e o manetim (freio da carreta) ficam lado a lado, em posição ergonômica e de fácil acesso. Outra novidade é a “pedal box”, que incorpora os pedais de freios e embreagem, com todos os agregados. “O sistema de freios do Novo Cargo está tão bem dimensionado que a sensação é a mesma de dirigir um carro. Além de atender a todos os requisitos de segurança e qualidade, ele aumenta o conforto. As novas tecnologias e ferramentas globais de desenvolvimento da Ford, somadas à experiência dos fornecedores, ajudaram a tornar o projeto robusto”, afirma João Filho, engenheiro-chefe de Desenvolvimento do Produto de Caminhões da Ford.
As vias adicionais da válvula de ar alimentam o sistema de suspensão do banco, o ajuste pneumático da coluna de direção, o freio-motor e permitem outras funcionalidades, como o enchimento de pneus e limpeza da cabine, sem interferir no sistema de freios, que conta com vias específicas para o freio dianteiro, traseiro, de estacionamento e da carreta.
“É comum os usuários fazerem uma bifurcação nos sistemas de ar comuns para limpar a cabine, o que não é recomendado por questão de segurança. Pensando nisso, a cabine do Novo Cargo conta com uma saída de ar específica para esse fim, sem interferir no sistema principal”, explica Sílvia Fioravanti, engenheira de Desenvolvimento de Freios da Ford. O sistema de freios possui nova válvula de seis vias e tubulações simplificadas, com canais independentes para os freios dianteiro, traseiro, de estacionamento e da carreta, livres de interferência dos acessórios.
A nova linha de motores é compostade de quatro versões de motores Cummins que são os seguintes:
O 3.9 ISB 170, de quatro cilindros em linha e injeção eletrônica Common Rail, com 170 cv e torque de 61,2 Kgm/f para os Cargo 1317, Cargo 1517, Cargo 1717;
O 5.9 ISB 220, de seis cilindros em linha e injeção eletrônica Common Rail, com 220 cv e torque de 83,6 Kgm/f para os Cargo 1722, Cargo 2422, Cargo 2622;
O 5.9 ISB 275, de seis cilindros em linha e injeção eletrônica Common Rail, com 275 cv e torque de 96,8 Kgm/f para os Cargo 2428, Cargo 2628;
E o 8.3 ISC 315, de seis cilindros em linha e injeção eletrônica Common Rail, com 320 cv e torque de 131,3 Kgm/f e para os Cargo 3132, Cargo 1932R e Cargo 1932.
Agora caros leitores, quando esse escriba escrever que determinado carro tem torque de caminhão, saberão que não é exagero e muito menos excesso de entusiasmo. E para transmitir toda essa força para as rodas o caminhão recebeu as novas transmissões Eaton das famílias FS, de seis marchas com primeira sincronizada, e FTS, com 13 marchas, totalmente sincronizadas. Todos os modelos trazem ainda embreagem mais robusta e durável e novo acionamento da transmissão por cabo, que torna os engates mais leves, suaves e precisos.
O diagnóstico do motor é de alta precisão devido à inclusão de um visor digital no painel de instrumentos que informa os códigos de falha. A caixa de fusíveis é localizada no painel do lado do passageiro, oferecendo fácil acesso. A limpeza do para-brisa é facilitada por duas alças sob o vidro e apoio para o pé no para-choque. “A Ford investiu alto nesse produto, desde a fase de projeto e testes até o processo de manufatura, em parceria com fornecedores. Esse cuidado e a atenção do time de engenharia da Ford Caminhões visaram a entregar tudo o que o cliente precisa”, afirma João Filho. O basculamento da cabine é feito por um avançado sistema hidráulico, que exige menor esforço e oferece um ângulo de abertura maior para acesso ao motor. A nova coluna de direção, com sistema “lube-for-life”, dispensa a lubrificação por graxeiras.
“Este é o principal lançamento do ano no segmento de veículos comerciais e com a linha do Novo Ford Cargo 2012 a nossa previsão é crescer neste mercado. Passamos a oferecer a cabine-leito, versão inédita na Ford, e os nossos modelos ganharam mais competitividade e estão entre os mais modernos do mundo", afirma Oswaldo Jardim, diretor de Operações de Caminhões da Ford América do Sul.
“Nossas pesquisas mostraram que os clientes ficaram satisfeitos com a nova linha. Tradicionalmente, sempre estivemos entre os principais do mercado e vamos dinamizar ainda mais nossas operações. Oferecemos tudo que o nosso cliente precisa: design, qualidade, desempenho, funcionalidade, versatilidade e serviços. No Brasil, por exemplo, temos 134 distribuidores exclusivos de caminhões perfeitamente aparelhados. Por todos esses aspectos, posso dizer que o Novo Ford Cargo é o lançamento do ano em veículos comerciais", conclui Oswaldo Jardim.
O painel de instrumentos tem velocímetro separado do tacógrafo, de fácil visualização. Diversas luzes de advertência e com aviso sonoro foram incorporadas e o painel mantém-se iluminado em todo o momento, mesmo quando as luzes estão desligadas, na cor Ice Blue. Também há uma central de informações digitais.
Suspensão na cabine, coluna de direção com ajuste pneumático, chave com código eletrônico antifurto, vidros elétricos de série e a opção de bancos com suspensão pneumática extra-conforto, travas e retrovisores elétricos são algumas das novidades.
O Novo Cargo também vem equipado com vidros elétricos de série e a opção de travas e espelhos elétricos. Traz ainda luzes de leitura individuais, acendedor de cigarro, tomadas de 12V e 24V, ponto de ar comprimido para limpeza da cabine, preparação para instalação de som e diversos porta-objetos.
A abertura das portas é de grande amplitude, facilitando o acesso. Os degraus de acesso à cabine são robustos e funcionais e têm piso antiderrapante, com grade vazada em formato colmeia que evita o acúmulo de sujeira. Acima, o espelho extra para facilitar as manobras do cavalo-mecânico.
Na área frontal, destaca-se um conjunto de grades superior e inferior, com desenho característico da marca Ford, com uma tela ao fundo em estilo colmeia. Dois amplos defletores aliam efeito visual de movimento e contribuem para criar um fluxo de ar nas laterais da cabine ajudando a manter as portas limpas.
A nova linha é formada pelos modelos Cargo 1317, Cargo 1517, Cargo 1717, Cargo 2622, Cargo 2628, e Cargo 3132, com cabine-regular; e Cargo 1722, Cargo 2422, Cargo 2428, Cargo 1932R e Cargo 1932, com cabine-regular ou cabine-leito.
A lateral da cabine é limpa e fluída, com ausência de frisos e recortes. Aspecto funcional também foi aplicado na tomada de ar do motor, que fica protegida sob o capô, liberando espaço. A cabine ganhou válvulas de ar na traseira, para renovação do ambiente mesmo com os vidros fechados.
Outra novidade é o eixo traseiro 6x4, da Arvin Meritor, com carcaça mais robusta que visa a durabilidade. A suspensão dianteira foi calibrada para o conforto, junto com a suspensão da cabine. Os manômetros de freio, elétricos e individuais (motores de passo), agora com maior precisão, com aviso de baixa pressão para cada circuito e ponteiros indicadores.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Ford Vertrec Concept: Sucessor do Ecosport será global

Para quem estava curioso para saber como seria o carro que sucederá o já veterano Ecosport a resposta está aí. Apresentado no Salão de Detroit, mês passado, agora será a vez dos europeus conhecerem o sucessor do Kuga, um crossover do mesmo porte do nosso nacional.
O design será baseado na linguagem visual Kinetic que já estampa os novos carros da Ford como o nosso "velho" Focus (veja aqui), o "new" Fiesta (confira aqui) e o novo Focus apresentado na Europa (agora aqui). O foco será na economia de combustível e a redução de emissões, especialmente a que tira o sono dos europeus médios, a emissão de CO². Veja o que dizem os principais executivos da Ford sobre o novo conceito:
"O conceito Vertrek é uma solução sem concessões que, na nossa percepção, os clientes de utilitários esportivos vão aprovar em todo o mundo", disse Derrick Kuzak, vice-presidente de Desenvolvimento de Produto Global da Ford. "Ele é uma revolução em relação ao que normalmente se vê nesse segmento na América do Norte e uma evolução de estilo comparado com produtos de outras regiões do mundo. Seu novo design é mais suave e eficiente na economia de combustível e proporciona a capacidade que os clientes de todo o mundo desejam, tanto para os passageiros como para a bagagem."
“As exigências dos consumidores estão convergindo globalmente para um utilitário esportivo que ofereça estilo, prazer de dirigir e, ao mesmo tempo, o conteúdo, o desempenho, a tecnologia envolvente e a economia de combustível que eles esperam”, disse Jim Farley, vice-presidente de Marketing, Vendas e Serviço Global. “O conceito Ford Vertrek nos permitirá ouvir diretamente desses consumidores as escolhas que eles estão preparados a fazer, na medida em que desenvolvemos um futuro modelo de produção para trazer à vida todos esses atributos.”
"Esse segmento é diversificado em todo o mundo", disse Farley. "Na América do Norte, eles são considerados carros pequenos, enquanto na Europa e outros mercados são classificados como médios. Não importa como se queira classificá-lo, o segmento é extremamente importante e apenas os fabricantes que demonstrarem liderança em design, tecnologia com foco no cliente, desempenho e economia de combustível serão bem sucedidos."
A nova geração deverá receber os motores Ecoboost de 1.6l que apesar de não terem a potência anunciada devem render bem mais que os 105 cv a etanol do motor atual Zetec RoCam que equipa o Ecosport, bem como os novos Duratorq a diesel 2.0. E a Ford pretende equipar todos os seus novos modelos com câmbios de seis marchas até 2013. Além da economia de combustível do novo motor, que será equipado também com sistema que recupera o calor perdido nas frenagens para recarregar as baterias e assim poupar mais combustível. Com ele, a Ford pretende substituir o Ecosport no Brasil e América do Sul, o Kuga na Europa e o Escape nos EUA além de algum modelo similar no mercado asiático.

Interior futurista deverá dar lugar a um mais convencional na versão de produção, mas adianta alguns elementos que serão usados no painel da versão de produção.
Mais detalhes do interior, como o console central flutuante com porta-objeto e os detalhes em vermelho. As barras metálicas nos bancos são apoios para a coluna do ocupante.
O console flutuante vai até o banco traseiro, ao lado o controle do multimídia e abaixo o porta-malas que repete os mesmos elementos gráficos dos bancos.

Detalhes do conceito que usa clichês como câmera em lugar dos retrovisores e as enormes rodas que agradam designers e tuneiros.
A frente já adianta de como será a versão de produção do sucessor do Ford Kuga, no qual se inspira, e do Ecosport nacional.
As rodas grandes e os enormes contornos dos paralamas dão a impressão de robustez que os clientes anseiam em um crossover.
Faróis e lanternas recebem tratamento mais refinado, o que deve sumir na edição de produção que receberá unidades mais comuns.

O teto de cristal panorâmico que cobre parcialmente o teto do para-brisas à quinta porta, na altura do defletor que abriga também a luz elevada de freio.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ford Ecosport e Fiesta: Mega recall

Que fique bem claro: Se o fabricante convoca recall, é porque um item de segurança não está conforme os padrões, por isso o chamamento. Um recall não significa que o produto é ruim, mas que o fabricante faz questão de manter a qualidade dele diante de problemas na linha de montagem ou em lotes de peças de fornecedores que não atendam os padrões mínimos de qualidade.
Ao contrário do mega-recall mundial que a Toyota fez a contragosto após culpar o tapete, o da Ford é voluntário e abrange 300 mil veículos em território nacional, um recorde levando em consideração que a maioria dos recalls realizados aqui abrange um pouco mais que 10% desse número. os carros envolvidos são o EcoSport ano/modelo 2007/2008/2009 de chassis de nº 500004 até 999999 e do Fiesta RoCam ano/modelo 2008/2009 chassis de nº 107522 até 423122. Nesses carros há a possibilidade de variações dimensionais do mecanismo da trava de segurança das portas traseiras. Após inspeção, havendo necessidade, será substituída a fechadura da porta traseira. A empresa afirma que há risco de abertura das portas traseiras pelo acionamento de seus puxadores internos, mesmo com a trava de segurança acionada, podendo resultar em risco de acidentes. Já no EcoSport, modelo 2011, com chassis de nº 575295 até 598749, a Ford encontrou divergências nas instruções de acionamento da trava e segurança para impedir a abertura interna das portas traseiras. Nesse caso há possibilidade de correção da informação no Manual do Proprietário. É importante salientar que, especialmente para quem tem crianças pequenas na família, que vá o mais rápido possível ou agende uma visita à sua concessionária Ford mais próxima.
Maiores informações no site (aqui) ou ligue para o fone:
0800 703 3673

sábado, 16 de outubro de 2010

Nova Ford Ranger: Picape australiana com plataforma japonesa ganha o mundo

A Ford apresenta no Salão do Automóvel de Sidney a nova Ranger, que para a alegria da blogosfera e de alguns setores tecnófilos da imprensa, poderá ser fabricada em breve na fábrica de Rosário na Argentina e consequentemente ser vendida aqui sem impostos de importação devido ao Mercosul. Isto é, depois de terminar a reforma da fábrica argentina para se adequar à produção da picape. Antes ela será lançada na Tailândia, onde será fabricada na unidade Rayong para atender a região Ásia-Pacífico, depois será a vez da África do Sul e a unidade Rosário que irão atender as outras regiões, e isso a partir de 2012. Apesar da picape não ter previsão de ser comercializada nos EUA e Canadá, a Ford está confiante de que ela terá boas vendas ja que será vendida em mais de 180 países.
“Esta nova Ranger que apresentamos em estreia mundial é bem demonstrativa do que a nossa
estratégia “One Ford” nos permitiu alcançar,” refere-se Gary Boes, Diretor da linha de veículos Ford baseados na nova plataforma para as pickups compactas. “A nova Ranger foi projetada e desenvolvida por uma equipe de especialistas para ir ao encontro das necessidades dos clientes de picapes em todo o mundo. Para consolidar a sua invejável reputação mundial, a picape está sendo testada nas mais duras condições e nos climas mais rigorosos dos cinco continentes. A Ranger não só respeita os seus consumidores como vai conquistar o seu respeito dia após dia,” afirma confiante Boes sobre a estratégia "One Ford" que pretende criar produtos globais como a nova linha Focus (veja aqui) e Fiesta (também aqui) que terão desenhos similares ao redor do mundo, e a picape que foi desenhado no centro de estilo da Ford australiana também segue o mesmo destino dos outros produtos da marca. A picape compartilhará a plataforma da nova picape da Mazda, a BT-50 (veja aqui) que já tinha sido apresentada no Salão de Paris como prévia do Salão de Sidney.
"Em muitas regiões do mundo, as pickups compactas são extremamente importantes para os clientes" referiu Jim Farley, Vice-Presidente do grupo para o Marketing, Vendas e Serviço. "Em muitos casos, a pickup é o único veículo do agregado familiar e o único veículo com que o chefe de família pode contar no seu trabalho para prover ao sustento da sua família. Estas pessoas, que precisam de uma pickup preparada para realizar qualquer trabalho, ficarão surpreendidas com as novas tecnologias inteligentes da Ranger e a forma como estas contribuirão para facilitar as suas tarefas. Cada vez mais, estes clientes procuram características, tecnologias, espaço e refinamento geralmente só associados aos automóveis, e a Ranger também é inovadora nestes aspectos."
No painel de instrumentos, optou-se por designs que se adaptassem facilmente a componentes modulares, como rádios e comandos do sistema de aquecimento e ventilação, e os materiais utilizados na cabina como os forros dos bancos devem resistir ao desgaste causado por uma utilização mais comercial.
Detalhes da nova Ranger que poderemos ver em 2012, que irá substituir de uma vez duas gerações na América Latina, cujas linhas que seguem a linguagem de estilo “21st Century Tough” projetada pelo centro de estilo autraliano pretende dar um ar mais sofisticado ao utilitário e ao mesmo tempo manter o visual robusto característico do segmento.

Novos motores com destaque para dois novos modelos a diesel Duratorq TDCi da Ford, sendo um 2.2l com 150 cv e 38,24 kgm/f de torque e outro de 3.2l que desenvolve 200 cv etorque de 47,93 kgm/f. Em alguns mercados haverá a opção de um 2.5l a gasolina e todos com câmbios, manual ou automático, de seis marchas.
Apesar do foco ser a economia, a Ford não adiantou dados de desempenho e consumo da picape. Haverá opções de tração 4X2 e 4X4 e dentre os equipamentos haverá ESP e controle dinâmico com calibragem para carga e reboque. A indispensável camera auxiliar de manobras em ré também estará disponível.
A altura de rodagem agora é de 23 cm acima do solo e a suspensão só teve melhorias, sem pirotecnismo técnicos, sendo a tradicional McPherson na dianteira e a traseira usa feixe de molas, típicos da categoria. Mas a calibragem priorizou o conforto e o rodar é semelhante a um carro de passeio segundo a marca.
Além de melhoria na aerodinâmica, ponto crítico nesse tipo de veículos, a caçamba foi alargada em 10 cm e os usuários tem mimos como um compartimento abaixo do banco dianteiro para guardar ferramentas e na ausência de um quinto passageiro no banco traseiro, um descansa-braço com porta-copos estará disponível.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Ford Mirror Navi: espelho meu, espelho meu...

Quem tem um GPS sabe a trabalheira que dá por um para funcionar. E isso porque não ligamos ele ainda. Afinal, tem que prender uma ventosa no parabrisa ou aparafusar um apoio no painel, alguns precisam de fontes permanentes e aquele acendedor de cigarro que te salvava na hora de carregar o celular que sempre acaba a bateria quando mais se precisa agora é do GPS e ninguém tasca. A Ford Européia resolveu parte dos problemas ao oferecer para toda a linha da marca no velho continente o "Mirror Navi", um espelho retrovisor com GPS integrado, com comando de voz adaptado para mais de 70 países e línguas. Tem slot para cartão de memória, tela de 3,5 polegadas e a tomada de força é embutida. Só não está disponível para o Ka e a Ranger vendidas lá por causa do tamanho dos para-sóis do motorista e passageiro.

sábado, 21 de agosto de 2010

Ford New Fiesta: "Grand Fiesta" ou "Mini-Focus"?

A Ford brasileira lançou nessa semana o novo Fiesta, aqui no Brasil. O sedan vem preencher o buraco entre o velho Fiesta (aqui) e o Focus (o 1.6 aqui e o 2.0 aqui) na faixa de preço entre 49 mil e 56 mil. Mas por enquanto somente a versão sedan intermediária do novo Fiesta com passaporte mexicano virá para cá, beneficiado pelo acordo Brasil-México que isenta veículos de ambos os países de impostos. Fica a dica para Ford trazer o hatch que daria uma canseira no Punto e quem sabe o novo Ka vendido na Europa para dar um pouco de trabalho para o smart e também para o 500. A versão que está vindo é a intermediária, que em alguns itens é mais bem equipada que o Focus de entrada, e que perde alguns itens como o controle de estabilidade disponível nas versões vendidas no México e nos EUA, mercado a que se destina o carro.
Se trouxesse a versão mais equipada, iria competir com o Focus com o motor 1.6 Sigma, que aliás é o mesmo que equipa o sedan trazido para cá, já que o que "matou" as vendas do Focus anterior foi a falta de um motor flex.
"O carro global da Ford é um sedan esportivo, criado para inovar o chamado segmento B Premium, formado por veículos de porte compacto com conteúdo. O New Fiesta foi concebido para ser referência em design e segurança, sem deixar de lado a qualidade e dirigibilidade com eficiência, apresentando a melhor relação custo-benefício da categoria", diz Marcos de Oliveira, presidente da Ford Brasil e Mercosul. "O New Fiesta é um símbolo do atual momento de renovação da Ford no mundo. Foi projetado para ser um dos expoentes do nosso crescimento”, completa o executivo.
O carro compartilha o design Kinetic (não o de Camaçari) com o Focus brasileiro e o europeu (veja aqui) cuja linguagem moderna, traz como elemento principal um efeito de “energia em movimento”. Através desse desenho fluído, com planos rápidos e jogo de luz e sombra, o objetivo da equipe de design foi criar um veículo atraente, onde sobressaem os contornos, as proporções e a harmonia. “O New Fiesta oferece o design mais atual da sua categoria. Ele é um carro que se destaca, à primeira vista, pela grande beleza exterior. Criar um carro bonito para agradar diferentes pessoas e culturas foi o objetivo central do projeto. O resultado é um sedan esportivo e com personalidade e muito caráter", diz João Marcos Ramos, gerente de Design da Ford sul-americana.
Em matéria de segurança o carro passou com louvor no quesito equipamentos, apesar da falta do controle de estabilidade já que conta com sete airbags, um de joelho para o motorista, os tradicionais frontais, dois de cortina (se a Caoa publicar alguma coisa, podemos "subir" o número para 9, já que ela duplica os airbags de cortina) e mais dois laterais para os passageiros dianteiros além do ABS. E milagre, o banco traseiro conta com três cintos de três pontos retráteis e seus respectivos encostos de cabeça. Além disso tem alarme de série, aviso sonoro de faróis acesos, cinto de segurança dianteiro retrátil e com ajuste de altura, ganchos para ancoragem de cadeira de criança, trava de segurança para crianças nas portas traseiras e sistema Ford antifurto EPATS.
"O New Fiesta é um carro que foi desenvolvido para atender as máximas exigências de segurança. Ele recebeu a nota mais alta, cinco estrelas, nos rigorosos testes de impacto da agência Euro NCAP, órgão Europeu mundialmente reconhecido", diz Luis Muniz, da Engenharia de Desenvolvimento da Ford. Isso significa carroceria mais rígida com reforços nas portas (ponto fraco em qualquer quatro portas) na célula de sobrevivência (onde fica os passageiros) com zonas de deformação para absorção de choques e conseqüentemente menos ferimentos para os passageiros e condutores do veículo. Agora entendem porque os carros mais novos estão um pouco mais caros e pesados? E porque vejo com reservas a vinda dos chineses? Se bem que com a criação do China NCAP (veja aqui) a tendência é que se equiparem aos carros europeus e ocidentais no quesito segurança em poucos anos. E antes que esqueça, o carro foi desenvolvido lá, já que os chineses adoram um sedan.
Bem equipado vem de série com espelho retrovisor elétrico, vidros verdes, ar-condicionado com saídas de ar direcionadas para os bancos traseiros abaixo dos bancos, aquecedor, vidros elétricos dianteiros e traseiros com acionamento a um toque para o motorista, trava elétrica das portas com controle remoto, dois alto-falantes e dois tweeters frontais, ajuste de altura do banco do motorista, ajuste de altura e profundidade da coluna de direção, travamento automático das portas a 7 km/h, tomada de força no painel, limpador do vidro dianteiro intermitente e com velocidade variável, desembaçador do vidro traseiro, console central integral com portas-objeto, luzes de cortesia e leitura dianteiras, para-sol do motorista e do passageiro com espelho de cortesia, banco traseiro bipartido, jogo de tapetes frontais e encosto de cabeça dos bancos ajustáveis e removíveis e luz elevada de freio.
O interior recebe itens de acabamento como anéis de saída de ar com acabamento cromado, inserto cromado no painel central, bancos revestidos em tecido, alça de abertura das portas na cor prata, manopla com inserto cromado e revestimento parcial das portas em tecido.
Quanto ao espaço interno, suas dimensões são de 4,41 metros de comprimento com cerca de 1,70 m de largura, 1,45 m de altura e 2,49 m de distância entre-eixos, é o mesmo da categoria "premium" que vai desde o gordo e desajeitado Agile (olhe aqui), passando pelo esbeltico e menos espaçoso Punto (agora aqui) e o esticado Linea e vai até o inflacionado (monetariamente) City (e também aqui), com espaço de pernas restrito nos bancos de trás. Vamos ver se o tio Obama consegue convencer os americanos, cada vez mais obesos, a se espremerem dentro de carros desenhados para europeus elegantes e remediados de países em desenvolvimento como Índia, Brasil e México (em Cuautitlán), onde ele é fabricado e também e outras quatro unidades localizadas em Valência na Espanha e Colônia na Alemanha para a Europa, e Nanjing na China e Rayong na Tailândia para a Ásia.
A decoração do painel combina com os instrumentos disponíveis. Possui inserto prateado em vários locais do painel, incluindo as saídas de ar. Os mesmos insertos também estão no volante (somente na versão topo de linha) e nas laterais das portas. A opção "básica 1" inclui ar-condicionado, direção elétrica, vidros, travas e espelhos elétricos, rodas de liga leve de 15 polegadas, CD-player MP3, com entrada auxiliar para conexão de dispositivos eletrônicos, computador de bordo e alarme perimétrico.
Na 2 vem freios ABS. Já na seleção 3, topo de linha, vem bancos de couro, 7 airbags, direção com raios em acabamento metálico e descansa-braço das portas em vinil. O painel exibe em sua parte central uma tela multifuncional de LCD. Ela está posicionada de maneira a facilitar a visão e o acesso tanto para o motorista como para o passageiro. Concentra informações multimídia e de funcionamento do veículo. Os comandos, abaixo da tela, são dispostos em um teclado inspirado em celulares. Integra também o conjunto de som toca-CD com reconhecimento de arquivos MP3 com entrada auxiliar e sistema RDS de informações de rádio.
Nem tudo é perfeito. O painel de instrumentos segue a lógica sem sentido "tex-mex" verificada no Tiida (veja o hatch aqui e o sedan aqui) de não incluir o indicador de temperatura. Mas vem com velocímetro com escala graduada em quilômetros por hora e conta-giros com faixa vermelha iniciando a 6.000 rpm computador de bordo que faz às vezes de hodômetro e o imprescindível indicador de combustível.
Na versão mais completa, os bancos de couro trazem frisos laterais contrastantes. Existem cinco portas-copo (lembre que o carro é vendido para os americanos, o que sobra vem pra cá), bolsa porta-revistas opcional no encosto do banco do passageiro, amplo porta-luvas espalhados pelo interior e ponto de força de 12V no console. Item importante para quem preza o conforto são as saídas de ar-condicionado para os bancos traseiros.
Detalhes externos como grade frontal e régua do porta-malas cromadas, os faróis mais puxados que o do novo Focus europeu, antena no teto, e a bela roda de liga mostram que a procura pela fluidez das linhas é mais feliz nesse projeto que as tentativas de esconder a idade do velho Fiesta feito aqui. O porta malas tem razoáveis 440l de capacidade. A Ford teve o capricho de colocar um filmes de vinil no parabrisas para amenizar o ruído do vento.
O motor é o mesmo do Focus de entrada, o Sigma 1.6 Flex de construção é moderna, contando com bloco, cabeçote, cárter e mancais em alumínio. Possui acelerador eletrônico e produz 115 cv com etanol @ 5.500 rpm e 110 cv com gasolina @ 6.250 rpm e torque de 16,2 Kgm/f com etanol @ 4.250 rpm e 15,8 Kgm/f com gasolina @ 4.250 rpm.
Desempenho e consumo: O carro faz o 0 a 100 km/h em 11,9 segundos com gasolina e 11,5 com etanol. A velocidade máxima é limitada a 190 km/h, com ambos os combustíveis. O consumo de combustível obtido pelas normas NBR6601/NBR7024 e ajustado pelos valores do CONPET/INMETRO, traz 11,9 km/l com gasolina e 8,3 km/l com etanol na cidade. Na estrada, faz 12,7 km/l com gasolina e 8,7 km/l com etanol. O tanque vem com capacidade de 47 litros.
O carro tem cambio manual de cinco velocidades, da família IB5, mas a Ford bem que podia oferecer uma automática moderna de seis marchas como a versão européia. O câmbio é acionado por cabos de aço e a embreagem tem assistência hidráulica. A direção tem assistência elétrica que traz linearidade e progressividade ao volante. Conta também com um sistema de compensação de deriva (DPC) que minimiza a fadiga do condutor em estradas retas e também com um sistema de atenuação de vibrações.
O carro tem tração dianteira, com suspensão também dianteira do tipo MacPherson. Os amortecedores são combinados com uma barra estabilizadora dianteira de 22 milímetros. A suspensão traseira é formada por um eixo “twist-beam”. O sistema de freios é o antiquado e tradicional sistema com freios a tambor na traseira e a disco na dianteira, com ABS opcional. As rodas de liga leve de 15 polegadas são calçadas com pneus 185/60 R15.
O New Fiesta chega ao mercado com 3 anos de garantia e preço a partir de R$49.900,00 (versão 1), R$51.150,00 (versão 2) com freios ABS, e R$ 54.900,00 (versão 3). O carro vem com oito opções de cores: as sólidas preto Bristol e branco Ártico, as metálicas prata Dublin, vermelho Magenta e cinza Varsóvia e as perolizadas vermelho Córdoba, verde Coimbra e azul Montecarlo.
Ele também conta com a vantagem das revisões com preço fixo da Ford, que garantem o mesmo valor em todo o Brasil e permitem ao cliente saber de antemão quanto vai gastar na manutenção. Os preços são: 1ª Revisão: R$164,00; 2ª Revisão: R$212,00; 3ª Revisão: R$296,00; e 4ª Revisão: R$600,00. A Ford diz que o carro tem um dos seguros mais baratos, mas isso o mercado dirá.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Ford Mustang Boss 302: O "patrão" volta para por ordem na casa

Pois é, 41 anos após a primeira edição e 40 após a segunda, e de aparecer no ano passado em uma versão especial limitada a 50 unidades (veja aqui), o Boss está de volta. Não é um kit que se compra em uma concessionária Ford, mas um carro de corrida travestido de carro de rua.
"A equipe da Ford queria oferecer algo muito especial para os fãs do Mustang - construir um carro de corrida de fábrica balanceado e perfeito e que também poderia ser dirigido na rua", explica Dave Pericak, engenheiro-chefe da equipe responsável pelo Mustang. "O Boss 302 não é algo que um proprietário de um Mustang GT pode comprar as peças a partir de um catálogo, ou que possa melhorar só com a introdução de um chip (na injeção eletrônica). Este é um Mustang re-projetado da dianteira para a traseira com todos os sistemas projetados para fazer de um bom condutor um grande piloto (nos track-day e corridas)".
E ainda tem a versão especial Laguna Seca que é mais potente e radical e que sozinha merece um post só dela. De curioso é um sistema de escape com quatro saídas, sendo duas laterais e duas posteriores. Quando o carro é utilizado em rua, os posteriores com silenciadores garantem o "borbulhar" típico de um V8, e os laterais são desabilitados. Quando for correr em pista, é só retirar os restritores dos laterais que não tem abafadores e levar a galera que senta no retão à loucura com o som do V8 acelerando no toco.
"A decisão de construir um moderno Boss não foi tomada levianamente", disse Derrick Kuzak, vice-presidente do grupo de Desenvolvimento de Produtos Globais. "A equipe inteira da Ford sentiu que era o momento certo (de lançar o Boss) e com os ingredientes certos, a linha 2011 do Mustang terá um vencedor, um corredor, um digno sucessor do Boss 302 original. Para nós, isso significou um Mustang de produção que pode chegar a ser comparado com um dos melhores em desempenho do mundo - o BMW M3 2010 - em tempos de volta em Laguna Seca. Conhecemos as nossas expectativas. "
Em tempo, o carro atende todas as normas legais de emissões sonoras e de poluentes, além das normas de segurança, mas oferece um desempenho brutal, tanto em acelerações, velocidade máxima e frenagens.
"Nós somos os engenheiros da Ford, mas também somos entusiastas", explica Shawn Carney. "Entendemos que as modificações feitas pelos proprietários são parte da experiência com o Mustang, e assim nós tentamos ajudar no que for possível. "
O interior esportivo lembra muito o "Stang" original dos anos 60, mas aqui a prioridade é o ronco do V8 e o desempenho, tanto que 11 quilos de material fonoabsorvente foi retirado do habitáculo.
O volante recebe camurça Alcântara e há os tradicionais bancos Recaro presentes também no GT. Como se pode ver, acima e abaixo, os bancos recebem personalização da versão, com a inscrição "Boss 302".
Várias incrições como nas soleiras, bancos e o painel de instrumentos negro diferenciam esse coupé dos GT's normais. A bola da alavanca de câmbio negra também é exclusiva da versão. O carro recebe controle de tração, suspensão além do ABS.
A inscrição "Boss 302" é decalcada nas laterais, combinando com as belas rodas negras, com o mesmo padrão que estampou as laterais do Boss dos anos 60 e 70. Os freios dianteiros são Brembo de quatro pistões e os traseiros são os do GT, mas com compostos para competiçao.
O motor de 5.0l pula de 412 cv para 440 e o torque fica em 52,5 Kgm/f. O câmbio é manual de seis marchas e o eixo traseiro e fibra de carbono pode receber um diferencial de escorregamento limitado comum ou Torsen.
Os faróis auxiliares e de neblina foram retirados e bloqueados inspirados nas versões de competições e o spoiler dianteiro foi redesenhado para evitar que a dianteira "passarinhe".
A velocidade máxima é de 248 km/h e a versão do ano passado fazia o 0-100 em menos de 4 segundos...
Suspensão especial rebaixada em 11 milímetros na dianteira e 1 na traseira garantem acelerações laterais de 1 g. As rodas são de 19 polegadas na dianteira e 19,5 na traseira caçados por pneus P-Zero 255/40ZR-19 na dianteira e 285/35ZR-19 na traseira.
O spoiler traseiro não tem função somente estética, mas sim para diminuir o arrasto aerodinâmico. E o teto pode ser escolhido nas cores branca ou preta.