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terça-feira, 3 de maio de 2011

Recalls Citroën: C3 Aircross e C5 são chamados

Atenção proprietários do C3 Picasso Aircross e do C5, a Citroën convoca os proprietários do modelo para resolver algumas "não conformidades" que podem colocar em risco a sua segurança.
No caso do C5 são os motores elétricos responsáveis pela movimentação das palhetas dos limpadores de para-brisas que a longo prazo podem parar de funcionar sem qualquer aviso.
As versões envolvidas são o sedan anos/modelos 2009 e 2010 com chassis de 9L518795 a AL511674 e tourer (perua) também anos 2009 e 2010 com números de 9L519972 a AL507587.
No caso do Aicross é a falta de aperto dos parafusos do capô, que em primeiro momento pode causar ruídos e pode ocasionar a abertura repentina do compartimento. Nesse caso será verificado o aperto do parafusos na concessionária. Os números de chassi vão de BB504240 a BB566301. Há veículos que não fazem parte do chamamento, por isso confira no telefone abaixo.
Para maiores esclarecimentos consulte o site (aqui) ou ligue:
0800 011-8088

sábado, 28 de agosto de 2010

Citroen C3 AIRCROSS: O espírito de aventura fica só na intenção

Lançado em definitivo no mercado, o aventureiro Citroën AIRCROSS deixa de ser C3 Picasso para se tornar um modelo independente, como a Nissan fez com a Livina X-Gear (veja aqui). O fato de uma versão se tornar um modelo à parte é às vezes comum, como em alguns carros da Toyota, as versões Bel Air, Impala e Caprice que compartilhavam a mesma plataforma da Chevrolet por exemplo. A fabricante classifica o AIRCROSS como um "autêntico SUV e um Crossover Compacto Premium", sendo que a C3 Picasso não é nem um nem outro mas um monovolume. Para ser um SUV precisa ter vocação para o 4X4 e ter pelo emnos alguma versão com opção 4X4. Quanto aos crossovers como a Journey (compare aqui) e o Soul (e também aqui), são utilitários adaptados para para rodar no asfalto como um automóvel.
Virá em três versões: a básica GL que vem de série com ar condicionado, computador de bordo, vidros dianteiros e retrovisores com acionamento elétrico, abertura das portas com acionamento à distância, as barras de teto longitudinais, pára-choque dianteiro e traseiro na cor do veículo, estepe com dispositivo antifurto e aviso de destravamento no painel, bancos traseiros rebatíveis 1/3 e 2/3, porta-malas com travamento elétrico; a intermediária GLX que além dos equipamentos da GL, possui de série rodas de liga leve Buggy, bússola, inclinômetro (horizontal e vertical), vidros traseiros elétricos, faróis de neblina, regulagem de altura do banco do motorista e sistema de som com Rádio/CD mp3 e entrada para iPod e a topo de gama Exclusive que vem com ar condicionado digital, bancos de couro, airbag duplo, Rádio Pioneer for Citroën, ABS + EBD, limitador e regulador de velocidade, volante em couro, rodas de liga leve Buggy, bússola, inclinômetro (horizontal e vertical), vidros traseiros elétricos, faróis de neblina e regulagem de altura do banco do motorista. Opcionais: sensor de estacionamento traseiro, acendimento automático de faróis, sensor de chuva, airbag lateral e sistema de Navegação MyWay.
Apresentado em abril de maneira inusitada, através do Twitter (veja o post aqui), o veículo pretende agradar o mesmo público da Hoggar (veja também aqui) cuja campanha publicitária ressaltava que os consumidores desse tipo de veículo não viviam de modo descolado, fazendo esportes radicais e "curtindo" a natureza, mas que queiram parecer que vivem assim.
Então vivemos um joguinho de faz de conta, em que o consumidor almeja um modo de vida que não é dele e que só vê pela TV (a cabo) e os fabricantes fazendo carros que aparentam fazer o que fazem, mas que somente aparentam.
Segundo a Citroën, o interior tem o menor nível de ruído devido ao tratamento acústico da carroceria, para-brisas com camada interne redutora de ruídos e a maior quantidade de material fonoabsorvente. O painel deixa de ser central e digital como a versão européia e ganha mostradores analógicos. O ar não é bi-zona, mas é digital e o sistema de som Pioneer tem o sistema Hifi-Like que com 6 auto-falantes melhora a ambientação espacial.
Painel central em duas versões: Com os instrumentos aventureiros de sempre como bússola e inclinômetros lateral e longitudinal e rádio com com reconhecimento de MP3 à esquerda e o opcional multimídia com tela de 7 polegadas com o GPS My Way integrado no painel com Bluetooth, primazia no mercado nacional. São mais de 1.300 cidades mapeadas Brasil afora com controle no volante.
Os bancos e acabamentos do interior recebem os tons escuros tão apreciados pelos brasileiros, o traseiro não tem o deslocamento de 15 cm do Fox, mas rebate em 40/60% ajudando a ampliar a capacidade do porta malas de 403 para 1500 litros pelo sistema VDA. Mancada é o cinto de três pontos ausente no banco do meio e a retirada do sistema Isofix para fixação de cadeiras infantis presentes no C3 Picasso europeu.
Os vidros elétricos do C3 AIRCROSS "migram" do incômodo lugar no centro do painel para o ideal que é na braçadeira da porta. Manopla do câmbio semelhante ao C3 hatch é muito recuada a ponto de ter reclamações de se encontar o cotovelo no encosto ao se engatar as marchas pares. Os porta-trecos espalhados pelo interior e o segundo retrovisor interno para monitorar os passageiros de trás, sobretudo crianças, não negam a origem de monovolume do modelo.
Os faróis dianteiros seguem a mesma linguagem visual presentes nos C5 e C4, na traseira as lanternas são fumê, mas não recebem LED's. Dequalque AIRCROSS branco ou preto dependendo da cor do veículo é presente em todas as versões. O estepe pendurado na porta traseira obrigou a mudança da placa de licenciamento do centro para a direita, além de ser um incômodo para os carros de capô mais baixo. Estão presentes também luzes e lanternas de neblina.
Elementos em prata fosco como retrovisores e barras do teto que nascem das colunas dos parabrisas dão o ar off-road urbano. O parabrisa tripartido além do tratamento acústico diminuem os pontos cegos ao "afinar" as colunas que cegam do lado esquerdo, problema típico de monovolumes e de carros que apresentam a coluna "A" muito avançada. Sensor de estacionamento e a futurista capa para o estepe é para esconder a feia roda de aço com calota, já que a roda diamantada no estepe só na topo de linha.
De motorização somente a 1.6 que apesar do câmbio de cinco marchas com embreagem hidráulica estar encurtado em uns 15% se esforça para arrastar os mais de 1.300 kg do carro. Tanto que não foi divulgado nenhum número de desempenho e consumo. São 110/113 cv (g/e) de potência @ 5.800 rpm e 14,5/15/8 Kgm/f (g @ 4.000/e @ 4.500). Motor 2.0 e caixa automática por enquanto somente em sonhos, já que Citroën não informou se pretende oferecê-los no futuro.
Os freios sofreram uma involução: os traseiros abandonam aos discos sólidos e retornam para os arcaicos freios a tambor. ABS com EBD e luzes piscantes em frenagens de emergência só na versão de topo. A suspensão dianteira é independente, tipo McPherson, com molas helicoidais, barra estabilizadora e amortecedores pressurizados. Na traseira vem com travessa deformável (barra de torção), com molas helicoidais, amortecedores pressurizados e barra estabilizadora.
A Citroën garante que o seu carro é o "mais verde" com 20 quilos de material "sustentável" ao usar PET e Polipropileno nas partes plásticas internas e esternas, mas os eco-chatos de plantão não consideram couro, disponível só na top, e madeira e Woodstock (serragem com resina), como elementos ecológicos. Só o consumidor típico desse tipo de automóvel aventureiro que se acha mais próximo da "natureza" ao comprar um é que cai em mais desses "contos de marqueteiro".
A garantia é de três anos, com 3 revisões gratuitas programadas a cada 10 mil quilômetros, em condições especiais de lançamento. Mas as peças de desgaste natural ou fluidos que forem trocados serão cobrados à parte. Após isso terá preços de revisão fixos em tabelas afixadas em concessionários da marca com possibilidade de pagamentos em 3 parcelas fixa. A carroceria recebe garantia européia contra corrosão: 12 anos.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Atualizado: Citroen C3 Picasso AirCross: Adorável Aberração é apresentado primeiro no twitter

Desde 2008 com o C3 Picasso estava confirmadíssimo para estrear no mercado nacional, e a Citröen resolve surpreender ao anunciar a primeira versão do modelo. Primeiro foi a forma de divulgação que privilegiou blogs e sites ao apresentar o modelo no twitter. Segundo foi o tipo de modelo, previsível "no Mercosul" (leia-se Brasil) de caráter aventureiro, mas para esse tipo de veículo.
O painel foi desenvolvido com exclusividade pelas equipes de estilo da Citroën da América Latina, tenta dar modernidade e fluidez ao interior. "O layout de painel foi baseado em elementos cilíndricos e em formas arredondadas. O resultado é um conjunto orgânico e harmônico, com comandos bastante intuitivos", explica Frederico Laguna, gerente de estilo da Citroën na América Latina.
"O Citroën Aircross vai oferecer um estilo interno exclusivo e diferenciado, coerente com seu design exterior e seus principais valores, como aventura, refinamento e atitude", afirma Ivan Segal, diretor geral da Citroën do Brasil.
A única "concorrente" é a Fiat Idea Adventure que inaugurou o esquizofrênico mundo das minivans com ares off-road. Desde que que a Chrysler Caravan foi lançada, lá no longínquo ano de 1.983, ninguém imaginou uma minivan off-road por ser um veículo tipicamente urbano. Mas os marqueteiros tem que inventar moda para poder vender e surgem outras aberrações como coupés-sedans, SUV fast-backs e outros delírios mercadológicos. Tanto que a Citröen está chamando a C3 Picasso AirCross de SUV mesmo sem ter tração integral permanente ou temporária.
Mas em compensação o desenho ficou muito bem resolvido e mais agradável que a concorrência e pode dar trabalho ao, além da Idea, à Doblo Adventure (que é uma multivan), ao CrossFox e o patrício franco-romeno Sandero Stepway. Ficou realmente uma bela e adorável aberração.
Frente ganha grade maior e simulação de protetor de cárter e olhem onde inicia o rack do teto, o que acaba dividindo o para-brisa em três partes e compromete a visibilidade ao criar mais dois pontos cegos.
Além dos tradicionais estribo, molduras nos paralamas e dequalques alusivo à versão, recebe rodas "Buggy" diamantadas exclusivas. Retrovisores ganham tons cromados para combinar com o rack.
Saídas de escape e apoio do estepe em prata aluminizado e as lanternas são "fumê". As lanternas poderiam ser mais escuras para "emendar" com o vidro traseiro. Estepe "pendurado" é o terror de donos de carros mais baixos e afilados que podem ganhar uma desagradável surpresa ao deixar o carro estacionado na rua.
Os tons escuros utilizados em tecidos e forrações pretendem dar uma maior sobriedade e discrição ao habitáculo. Por outro lado, a utilização de materiais como cromo e couro reforçam a sua vocação aventureira da minivan. Os assentos foram desenhados para dar um conforto acima da média, típico de carros franceses.
Na parte superior do painel com inspiração aeronáutica, um conjunto de bússola e inclinômetros em fundo branco típicos de aventureiros. O painel apresenta um quadro de instrumentos analógico e totalmente voltado para o motorista com influência direta das últimas criações da marca como os modelos DS3 e DS4 High Rider.