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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Mercedes Benz O 500U Low Entry: O BRT é aposta para a Copa

A Associação Nacional de Empresas de Transporte Coletivo fez um seminário em Brasília semana passada. Na pauta a discussão sobre a Copa 2014 e os investimentos no setor. E como tudo que é feito por aqui, aponta-se como a única solução "milagrosa" para o aumento da demanda por transporte coletivo por causa do evento, o sistema BRT (Bus Rapid Transit).
Com apregoados dois terços a menos no custo de implantação do sistema, se comparado ao metrô, tem sido apontado pela entidade como o "Santo Graal" para os problemas de mobilidade urbana que aflige as grandes metrópoles brasileiras.
E a Mercedes Benz não perdeu tempo e apresentou o chassi para ônibus articulado low entry (piso baixo) O 500U para os empresários do setor e expôs as vantagens de seu produto:
“A grande maioria das 12 cidades que receberão os jogos da Copa já optou pelo sistema BRT. Elas se apoiam em vantagens como custos de implantação até dez vezes menores e um prazo até 2/3 menor em comparação com outros modais, como trem e metrô, para transportar a mesma quantidade de passageiros”, diz Gustavo Nogueira, especialista em Sistemas BRT da área de Marketing de Produto – Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil. “Esses benefícios também são válidos para quaisquer outras cidades que queiram prestar um serviço de transporte coletivo de maior qualidade para a população”.
Uma coisa que governos municipais e estaduais, especialistas e diretores de sistemas de transporte coletivo e secretarias de planejamento devem ter em mente que um só tipo de sistema nunca será perfeito. O melhor será se os sistemas de BRT's, Metrô, linhas alimentadoras, e até sistemas de aluguéis de veículos (compartilhados ou não) como carros, bicicletas devem trabalhar em conjunto, e não em detrimento em favor de um só tipo de sistema de transporte de passageiros, como a NTU vem pregando em seus boletins e usando artifícios espúrios para impor seu ponto de vista. Nada contra os ônibus e transporte coletivos em geral, mas empresários do setor adoram puxar a sardinha para o seu lado. Veja um exemplo (aqui).
O ônibus vem equipado com o motor eletrônico OM 906 LA que fornece 260 cv de potência a 2.200 rpm e torque máximo de 96,9 kgm/f na faixa entre 1.200 a 1.600 rpm. O câmbio é automático de 4 a 6 marchas com sistema de freio auxiliar integrado. O chassi de 11,7 m pode receber carrocerias de até 12 m, mas pode ser alongado pelo encarroçador em até 13,2 m.
O carro dianteiro conta com freios a disco nas quatro rodas, coisa rara no segmento que ainda utiliza tambor, a suspensão é pneumática para maior conforto dos passageiros e o sistema ainda faz o "ajoelhamento" do veículo para facilitar o acesso ao interior do mesmo. A preparação para ar-condicionado, rodas de alumínio e freios ABS são opcionais.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Ônibus-Passarela: proposta chinesa para diminuir os congestionamentos


Parece absurdo, mas não é. Desde os ônibus de dois andares do Janio (ou imperial britânico, aqueles vermelhinhos típicos de Lodres, veja uma proposta de renovação aqui), passando pelo fura-fila do Pitta e do aero-trem do Fidelix, ao bi-articulado que agora vira elemento de paisagem dos grandes centros, sempre tem alguém tentando propor alguma nova solução de mobilidade urbana. Mas o ônibus-passarela ou plataforma elevada é uma solução de transporte em massa que bem que poderia ser adaptada às nossas grandes cidades.
Sugiro que amplie a imagem montada (clique na imagem com o botão direito do mouse, e no menu que se na opção abrir em nova janela/guia/página) para tentar entender o conceito.
Quem acompanha o blog, vira e mexe vê alguma proposta nova em mobilidade urbana, que vai desde veículos ultra-compactos a ônibus movidos a combustíveis alternativos, como hidrogênio e etanol além dos elétricos.
Da primeira imagem vê-se os técnicos da companhia chinesa Shenzhen Hashi Future Parking Equipment Co. Ltd. mostrando um protótipo em escala e embaixo uma projeção em 3D de como seria esse ônibus-passarela. O pulo do gato desse projeto é que, ao contrário dos desejos dos urbanistas eco-leninistas-marxistas que querem ver as ruas das cidades transformadas em calçadões e praças com a extinção dos veículos de uso individual motorizados, o ônibus elevado simplesmente não toma espaço nas ruas e avenidas.
Com dois andares, o ônibus tem capacidade para carregar entre 1.200 a 1.600 passageiros e com velocidade máxima de até 60 km/h no andar de cima, o que o tornaria ideal para vias de trânsito rápido, em que os carros passariam por baixo do veículo, melhorando a fluidez da via. Mas alguns veículos acima de dois metros não poderiam passar pelo vão, então a sugestão é usar as pistas à esquerda, deixando as da direita livres para caminhões, outro ônibus e VUC's (veículo urbano de carga). As estações seriam elevadas para facilitar o embarque do passageiros no mesmo nível e deve contar com rampas para melhorar o acesso de deficientes físicos.
Os chineses prometem construir em um ano a primeira de 40 km via adaptada ao veículo em Beijing, que se moverá usando eletricidade gerada por baterias solares e de linhas e armazenadas por super-capacitores (veja aqui um ônibus que usa a mesma tecnologia), e para evitar algum acidente com os carros que estiverem abaixo do ônibus durante uma curva, haverá sensores por ultra-som e avisos sonoros e luminosos avisando os motoristas sobre a manobra. E tudo por um décimo do custo de uma linha de metrô, e com um terço do tempo para a sua construção. Em tempo: uma composição de metrô leva 700 passageiros, menos da metade da capacidade máxima do novo ônibus-passarela.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Volare muda logotipo e faz campanha em benefício próprio

"A solução para o transporte urbano no Brasil envolve a maior e massiva utilização do miniônibus e do ônibus para reduzir a poluição ambiental, os congestionamentos e elevar a qualidade de vida dos cidadãos", diz Nelson Gerhke, diretor da Volare em um evento na Festa da Uva no Rio Grande do Sul, onde participava de um evento em que comemorava a nova linguagem visual da marca que consistia basicamente na troca de logotipo, e só. "É preciso a conscientização de todos com relação aos benefícios e vantagens que o ônibus propociona e da participação nesse movimento", conclui. Tudo bonitinho, feito para agradar os eco-chatos de ONG's verdes importadas e urbanistas marxistas-leninistas. Os primeiros nem precisa falar, os urbanistas porque vêem o carro como fonte, se não a única, de problemas e acreditam que com a eliminação do "transporte individual motorizado" as pessoas se conhecerão melhor. Lógico, eles mesmo nem abrem mão de seu próprio carro. Nunca terão de aturar por longos e calorentos 45 minutos o "pancadão", o pagonejo e o rap mal-feito tocado por aquelas cruzas de caixas de abelhas com taquaras rachadas. Nunca terão que aturar algum mal educado que simplesmente abre a janela acima do lugar em que você está sentado em plena chuva torrencial ou pousa uma sacola em cima do livro que você tenta ler.
É muito irritante quando alguns desses sabichões tentam tirar alguns de nossos poucos privilégios como chegar em casa em 15 minutos ou tentar viver com algum conforto. A maioria das propostas de representantes de "movimentos sociais" que representam algumas "minorias" são sempre de taxar, limitar ou proibir. Elas adoram sugestões como pedágios urbanos, maior taxação do uso do carro e mal sabem elas que a maioria das frotas de ônibus urbanos encolheu em número ou tamanho dos veículos. E eu chamo esses tipos de proposta carinhosamente como "socialização da desgraça". Funciona assim: se você ganha um vale-refeição de 100 reais, cobra-se 50% para sustentar algum faminto por aí.
Voltando à campanha da Volare, seis meses atrás o prefeito Gilberto Kassab, embasado na teoria da "socialização da desgraça" teve a brilhante idéia de proibir os ônibus fretados circularem no chamado centro expandido da capital (veja aqui e aqui nos post's dos autoentusiastas Felipe Bitu e Bob Sharp) alegando que eles atrapalhariam o trânsito. Os passageiros teriam que desembarcar em bolsões criados para isso e depois seguiriam para o seu destino em onibus urbanos do sistema de transporte coletivo. Com isso aumenta-se em, no mínimo, 20% o tempo perdido fora o desconforto de ter que viajar em pé apesar de estar pagando um serviço caro e que agora ficaria mais caro com a passagem do ônibus urbano. O resultado é que boa parte dos passageiros voltaram aos automóveis e agora perdem um tempo precioso que poderiam estar fazendo algo útil (veja aqui a proposta da Rinspeed e você entenderá) como adiantar algum serviço para a firma por exemplo.
Outro exemplo de como esse tipo de campanha é inócua foi o número grande de acidentes que se registra em São Paulo envolvendo os clientes da marca, os perueiros. Forçados a abandonar peruas e vans, agora dirigem micro-ônibus legalizados, mas recebem por passageiro. O resultado foi uma seqüência impressionante de acidentes envolvendo micro-ônibus e ônibus que estavam disputando passageiros a tapas.
O que o empresário não fala, ou não sabe, é que transporte público decente tem que ter passagem subsidiada, ônibus e trens confotáveis, pontos realmente fixos (onde moro algumas linhas tem "pontos facultativos" em que os motoristas simplesmente ignoram) e principalmente pontualidade.
Para isso precisa-se de investimento de bilhões e estudos sérios sobre a mobilidade urbana, e não em achismos baseados em ideologias fracassadas e idéias de hipongos saudosistas. Cuba é um ótimo exemplo de como NÃO se fazer transporte coletivo.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

U3X - O Segway da Honda

Em um país cuja população envelhece assustadoramente e cujo os idosos alcançam facilmente idades acima dos 100 anos é comum a preocupação com a mobilidade. No Japão o desenvolvimento de robôs e particularmente na Honda com o desenvolvimento de dispositivos de auxílio a mobilidade mostra esse tipo de preocupação. Um dos dispositivos criados pela fabricante japonesa é o U3X, uma espécie de "Segway" de uma só roda longitudinal, mas composta de múltiplas rodas transversais. A combinação de movimentos das rodas tranversais e da longitudinal permite uma grande liberdade de movimentos, como deslocar-se diagonalmente, lateralmente ou girar.

Para se movimentar basta tirar a ponta dos pés do chão e inclinar o corpo para a direção desejada
A bateria tem carga para uma hora de uso quando totalmente carregada e o sistema que equilibra o U3X é o mesmo utilizado no ASIMO, o robô bípede da Honda
Honda Omni Traction Drive System, ou HOT Drive System: O segredo é uma roda de grande diâmetro que engloba rodas de pequeno diâmetro acopladas tranversalmente, o que permite a liberdade de movimentos
Pesando menos de 10 quilos e com 65 cm de altura, permite que o usuário fique aproximadamente na altura dos olhos de outra pessoa, e é facilmente transportável