A Associação Nacional de Empresas de Transporte Coletivo fez um seminário em Brasília semana passada. Na pauta a discussão sobre a Copa 2014 e os investimentos no setor. E como tudo que é feito por aqui, aponta-se como a única solução "milagrosa" para o aumento da demanda por transporte coletivo por causa do evento, o sistema BRT (Bus Rapid Transit).
Com apregoados dois terços a menos no custo de implantação do sistema, se comparado ao metrô, tem sido apontado pela entidade como o "Santo Graal" para os problemas de mobilidade urbana que aflige as grandes metrópoles brasileiras.
E a Mercedes Benz não perdeu tempo e apresentou o chassi para ônibus articulado low entry (piso baixo) O 500U para os empresários do setor e expôs as vantagens de seu produto:
“A grande maioria das 12 cidades que receberão os jogos da Copa já optou pelo sistema BRT. Elas se apoiam em vantagens como custos de implantação até dez vezes menores e um prazo até 2/3 menor em comparação com outros modais, como trem e metrô, para transportar a mesma quantidade de passageiros”, diz Gustavo Nogueira, especialista em Sistemas BRT da área de Marketing de Produto – Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil. “Esses benefícios também são válidos para quaisquer outras cidades que queiram prestar um serviço de transporte coletivo de maior qualidade para a população”.
Uma coisa que governos municipais e estaduais, especialistas e diretores de sistemas de transporte coletivo e secretarias de planejamento devem ter em mente que um só tipo de sistema nunca será perfeito. O melhor será se os sistemas de BRT's, Metrô, linhas alimentadoras, e até sistemas de aluguéis de veículos (compartilhados ou não) como carros, bicicletas devem trabalhar em conjunto, e não em detrimento em favor de um só tipo de sistema de transporte de passageiros, como a NTU vem pregando em seus boletins e usando artifícios espúrios para impor seu ponto de vista. Nada contra os ônibus e transporte coletivos em geral, mas empresários do setor adoram puxar a sardinha para o seu lado. Veja um exemplo (aqui).
O ônibus vem equipado com o motor eletrônico OM 906 LA que fornece 260 cv de potência a 2.200 rpm e torque máximo de 96,9 kgm/f na faixa entre 1.200 a 1.600 rpm. O câmbio é automático de 4 a 6 marchas com sistema de freio auxiliar integrado. O chassi de 11,7 m pode receber carrocerias de até 12 m, mas pode ser alongado pelo encarroçador em até 13,2 m.
O carro dianteiro conta com freios a disco nas quatro rodas, coisa rara no segmento que ainda utiliza tambor, a suspensão é pneumática para maior conforto dos passageiros e o sistema ainda faz o "ajoelhamento" do veículo para facilitar o acesso ao interior do mesmo. A preparação para ar-condicionado, rodas de alumínio e freios ABS são opcionais.
