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quarta-feira, 25 de maio de 2011

MB Axor 2831 Bluetec 5 e Proncove P7: Alguém vai pagar a conta

Depois do fiasco do Proncove P6 ano retrasado, em que os caminhões sairiam da defasada norma Euro III para entrar na atualizada Euro IV, promovida principalmente pela Petrobrás pela sua incapacidade de fornecer um óleo diesel com baixo teor de enxofre, já vemos ensaios para o Proncove P7 que segue a norma Euro V vigente desde 2009 na Europa. A encrenca é que todo o trabalho de desenvolvimento de motores que atendessem a norma Euro IV quase foi jogado fora, além do dinheiro dispendido no desenvolvimento desses motores.
Agora antecipa-se a norma Proncove P7 em dois anos mas para os eco-chatos de plantão o estrago está feito, são 200 mil caminhões e ônibus estimados que foram fabricados com norma de emissões defasada e que rodarão por no mínimo 30 anos. Além disso, os postos de gasolina ainda não vendem o diesel S10 ou S50 fora do nordeste que tem uma modesta rede de 300 postos de gasolina com capacidade para receber o diesel limpo. E estamos praticamente a seis meses da instituição da norma P7 e não estamos vendo nenhuma movimentação por parte da Petrobrás e das redes de postos de combustível, o que faria os caminhões ficarem nos pátios das transportadoras por falta de combustível adequado. O problema é que sem o diesel limpo, ao contrário do S500 ou S1000 (1000 partes por milhão de enxofre), os motores carbonizarão e não haverá a tão esperada redução de 80% de material particulado (a conhecida fumaça preta) e de 60% de óxidos nitrosos (responsáveis pela chuva ácida e não pela destruição da camada de ozônio como alguns eco-desinformados espalham por aí). Acontece que os tanques que armazenam o S50 são diferentes dos tanques que armazenam S500 ou S1000 e custam a bagatela de80 mil reais cada um. E ainda tem o comércio do líquido catalizador, o ARLA 32 que é composto por 32% de uréia em solução aquosa e é injetado diretamente no escapamento dos caminhões pesados. A solução é responsável por derrubar em 60% das emissões de óxidos nitrosos, resultando em água e nitrogênio.
O terceiro ponto é quem paga a conta, já que esse diesel será mais caro, e ainda será acrescido de 5% de ARLA 32 por quilômetro rodado. Numa conta por cima, baseado nos preços praticados com a gasolina premium (aquela de alta performance...) que custa R$ 3,00 o litro, o blogueiro acredita que esse diesel custará na casa dos R$ 2,50 (preço de São Paulo, tem lugar que cobra na cara-dura mais de três reias o litro...) contra R$ 1,95 do diesel sujo. Fazendo as contas, usando como base um caminhão semi-pesado que segundo nossas contas extra-otimistas faria 5 km/l, em um trajeto de 400 km em asfalto teoricamente perfeito (quando é perfeito paga-se pedágio, e por eixo...), o caminhão gastaria 80 litros. A conta ficaria em R$ 156,00 com diesel sujo, e R$ 200,00 com o diesel limpo. Some a esses R$ 200,00 mais R$ 4,00 de ARLA 32, que segundo especialistas custaria, em previsão nada otimista, quase o mesmo preço do diesel sujo. A conta que fiz indicou um aumento tenebroso de 30,7% nos custos do combustível, resultando que o trabalho de décadas para diminuir o consumo nessa casa feito pelas engenharias das fábricas de motores vai parar nos cofres da Petrobrás. Se bem que aqui no Brasil quase tudo é idêntico à versão de demonstração do inferno que na hora é uma lindeza, e depois que assinou o contrato não tem como chorar e nem voltar atrás. E ainda duvido que algum eco-hippie venha falar em fazer um sacrifício pela "mãe terra" quando ver o preço do tomate orgânico disparar na prateleira do supermercado e a passagem do transporte coletivo aumentar.
O Mercedes Axor 2831 em modelo pré-série já adequado ao Proncove P7 ganha algumas alterações como o painel que ganha indicador de nível de ARLA 32 no tanque, dentro do indicador de combustível.
O caminhão pesado e o chassi de ônibus OF 1722 ganham algumas alterações, como tomada de ar separada, filtro de ar com sensor de humidade, escapamento em aço inox, bomba e reservatório de ARLA 32, que na foto são do ônibus.
No chassi de caminhão, o catalizador fica ao lado da bateria e do tanque de ARLA 32. Segundo a marca, só será necessária a troca do filtro de ARLA 32 a cada 2 anos, e os novos equipamentos duram tanto quanto a vida útil do veículo.

sábado, 9 de abril de 2011

Mercedes Benz Class A Concept: Nova geração é assim, com novo motor, novo design e até novo tipo de carroceria

A Mercedes Benz irá mostrar no próximo Salão de Shangai o concept que irá antecipar algumas linhas do novo Classe A que será lançado em breve. E como todo fabricante alemão de primeira linha, haverá alguma inovação tecnológica que talvez faça parte de nossas vidas automotivas no futuro. E ao contrário da conterrânea Volkwagen e da divisão do próprio grupo smart, que contam a cada facelift que realizam em seus modelos como se fossem uma nova geração, a terceira geração do Classe A deixa o formato "monocab", ganha um novo motor turbo de quatro cilindros e um câmbio de dupla embreagem.
Para quem não se lembra, a Mercedes fabricou de 1.999 a 2.005 a primeira geração do monovolume aqui em Juiz de Fora (MG), mas as baixas vendas causadas pela decepção do público que sonhavam em comprar "um carrão" da marca a preço de Gol 1.000 e também pela dificuldade dos "mexânicos" em lidar com toda a parafernália eletrônica embarcada. Depois a fábrica fez o Classe C em versão hatch que era mandado para os EUA e depois era importado para cá numa operação logística complexa que resultavaem preços acima dos 100 mil reais. No final, com o "boom" da economia brasileira e a desistência de fazer o smart fourfor (de quatro lugares) a fábrica de Juiz de Fora finalmente teve um destino: reforçar a produçãode comerciais leves da marca aqui no Brasil. Carro de passeio da marca agora é só importado mesmo.
Voltando à terceira geração do Classe A mostrada em versão conceito a partir do dia 18 de abril no Salão de Shangai, ela ganha linhas inspiradas do conceito F-800 (veja aqui) cujo "miolo" deu origem ao novo CLS (agora aqui) sendo que a dianteira e a traseira vieram de outro conceito, a Shooting Brake (desta vez aqui). Enquanto o audi A3 abandona o formato hatcback ou ganha uma versão sedan notchback, isso só a fábrica sabe, o Classe A abandona de vez o formato monovolume para assumir o formato hatcback, abandonado pelo concorrente. E ainda traz duas inovações, uma é o sistema Command que através de um smartphone comanda as funções básicas do veículo e o outro é o sistema Break Assist, que ganha sistema anticolisão traseira. O sistema simplesmente avisa o motorista através de sinais visuais e sonoros e atua assim que o motorista pisar firme no freio em alguma emergência. Agora veremos se alguém vai achar o Classe A feio e desengonçado.
O painel, que também recebe inspiração aeronáutica pelo formato de asa da avião ganha iluminação avermelhada e os displays exibem informações tridimensionais. Detalhe da alavanca do câmbio que lembra um manche reverso.
Os faróis são compostos por LED´s e fibras óticas nas luzes diurnas que dão essa aparência de céu estrelado. A grade é composta por pontas de alumínio polido em hastes escuras e dando um bonito efeito visual.
Dentro do capô há um quatro cilindros 2.0l turbo com injeção direta em posição transversal que rende 210 cv e é acoplado a um câmbio de dupla embreagem e a tração é dianteira. As rodas seguem o mesmo estilo da grade dianteira.
Três linhas principais dão o caráter mais musculoso e esportivo ao hatch, com a linha de baixo em formato de taco de hóquei quase se encontrando com a da frente que é descendente e a de trás que contorna a traseira.

As lanternas traseiras seguem o mesmo estilo dos faróis ao combinar LED´s e fibras óticas e o "extrator" do para-choque traseiro, que abriga os dois escapes, traz o mesmo estilo da grade dianteira.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Mercedes Benz Biome: Quando um problema se torna a solução

Os automóveis sempre foram apontados como vilões do meio ambiente, e às vezes com dados inflados por ONG´s verdes que responsabilizam os veículos por 90% das emissões de poluentes quando a média correta nos grandes centros é na casa dos 20%. Problemas causados por emissões de hidrocarbonetos e óxidos nitrosos responsáveis pela chuva ácida foram no mínimo esquecidos com a histérica caça ao CO², que apesar de não ser poluente, é tido como o novo catalizador para as alterações do clima.
E os governantes, sobretudo na Europa baixam medidas para obrigar os fabricantes a aumentar a eficiência de seus produtos. Uma delas é obrigar os fabricantes de produtos que emitem algum tipo de poluente a compensar as emissões que seriam geradas em toda a vida útil do produto. Um exemplo é a Peugeot que comprou uma área enorme situada no centro-oeste brasileiro, quase na divisa com a Amazônia Legal, para servir de sumidouro de CO² ao plantar árvores para compensar os seus mais de 3 milhões de veículos vendidos ao ano.
Mas um belo dia não haverá espaço para plantar tanta árvore e ainda não foi pensado algo que fizesse a fixação mais eficiente do CO² por meio industrial. Mas se em vez de se conformar, soldar, injetar ou usar algum outro método para produzir peças, pudéssemos plantá-las? E com o crescimento dessas peças o CO² fosse fixado? E acoplado a um motor que não emitisse, o veículo não gerasse, mas absorvesse CO²? A Mercedes pensou no carro conceito Biome cujo nome em português significa Bioma que explicando em miúdos para quem não sabe "ecologês" é uma área em que os seres vivos estão integrados em delicado um ciclo natural de sobrevivência.
As peças seriam fabricadas em biofibras que já cresceriam no formato final da peça, e de quebra iria fixar o CO² durante o seu desenvolvimento e liberar oxigênio no processo. E o material é mais leve e ao mesmo tempo mais resistente que o aço temperado. Outra vantagem do processo é que nas estufas em que as peças seriam cultivadas, haveria a absorção de parte do calor proveniente do Sol e assim ajuda a reduzir a temperatura ao redor da fábrica.
Cada peça é geneticamente modificada através do DNA por engenharia genética e cada peça cresce em um molde banhado em nutrientes especiais contidos em um bionectar, este produzido por árvores especiais que ainda gerariam energia para a planta fabril, para adquirir a forma final quando estiver pronta para ser colhida. Esse é mais um conceito "orgânico" que transforma o que seria um problema para o meio ambiente em uma solução para o futuro. E o ecossistema global agradece. Quando teremos o Biome ou um carro baseado nesse conceito ninguém sabe.
E no final das fotos o video completo (em inglês) do conceito...
O chassi é feito a partir de duas sementes que crescem até se fundirem e gerarem uma peça única.
Cada roda é cultivada separadamente a partir de uma semente cada, antes de ser integrada ao veículo.

E no final da vida útil do carro os componentes que são biodegradáveis podem virar compostos orgânicos ou serem reaproveitados na construção civil.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Mercedes Benz CLS: A segunda geração continua tentando ser o que não é

Ainda continuo xiita quando se fala em carrocerias. A Mercedes nem tanto, tanto que na segunda geração do polêmico CLS ela insiste em chamar o modelo de "seu coupé de quatro portas". Para quem é leigo no assunto, o CLS é classificado como um sedan. Mas o departamento de marketing da marca resolveu criar uma nova categoria para o carro chamando-o de coupé-sedan ou coupé de quatro portas, o que não existe. Sim, tem sedans de duas portas, mas o são somente se tiverem o mesmo desenho que o modelo de quatro portas. Os coupés, mesmo pertencendo à mesma família do sedan, tem um desenho mais esportivo que o restante da família e somente duas portas. Podemos tomar por exemplo a família Opala (Opel Reckord para os europeus, mas com motor 6 em linha emprestado do Impala que equipava as picapes GM brasileiras) que reinou aqui no Brasil de 1968 a 1992. Ele tinha as versões perua (de duas portas), sedã de quatro e o fastback de duas portas, esse sim um coupé legítimo.
O CLS de primeira geração vendeu no mundo todo mais de 170 mil unidades segundo a fábrica e pretende repetir a dose com a segunda geração: "Clientes do mundo todo se beneficiaram pela nossa ousadia em lançar um novo conceito de veículo completamente inédito no mercado, " explica Dr Joachim Schmidt, membro do conselho de administração da Mercedes, "e com design excitante, o nosso novo coupé de quatro portas, o novo CLS, é privilegiado por estar uma geração à frente da concorrência.
Polemicas à parte o novo CLS continua com seu jeitão estradeiro, ou gran turismo se preferirem, com seu desenho com elementos abaixo da linha de cintura do concept Shooting Brake (veja a lindeza aqui) o que faz o blogueiro torcer por uma versão perua, já que a Mercedes não liga de ter uma linha grande e diversificada. E o teto do "coupé de quatro portas" vem de outro concept, o F800 Style Research (veja aqui) e que talvez ajude a gerar um novo Classe S no futuro com suas linhas da cintura para baixo. O resultado é um desenho menos "pesado" em relação à geração anterior, apesar de manter as linhas com o mesmo tom aristocrático.
"O novo CLS aponta para novos rumos para a concepção da futura linguagem visual da marca", afirma Gorden Wagener, chefe de design da Mercedes, "ao mesmo tempo em que se inspira na grande tradição de estilo e refinamento esportivo que sempre foi a marca registrada dos nossos coupés." O acabamento é o que se espera de um carro da Mercedes Benz como se poderá conferir abaixo.
Personalizado: o interior oferece cinco opções de cores, cinco tipos de acabamentos e três tipos de couro, tanto que vai ser difícil confundir um carro com outro, já que dificilmente teria dois iguais. E se o cliente quiser ainda tem três tipos de madeira para decorar o painel. As saídas de ar são galvanizadas e os centrais fazem conjunto com o monitor que mostra as funções do carro e multimídia, além do GPS integrado.
Os instrumentos analógicos são combinados com o display em alta resolução colocado no centro do velocímetro que passa as informações do computador de bordo. O volante de três raios com acabamentos metálicos incorpora algumas funções de multimídia e GPS para que o motorista não precise tirar as mãos. Há um relógio analógco de alta qualidade no centro do painel.
O couro tem pré tratamento pra que não se deforme ou trinque quando exposto ao sol e as costuras são feitas manualmente. Os estofamentos e espumas dos bancos também são de alta qualidade. E dependendo da escolha do cliente, pode haver acabamento em fibra de carbono ou black piano, este último que recebe vários polimentos até ficar com acabamento brilhante.
Os coupés não são muito democráticos em matéria de transporte, e esse quatro-portas segue a tendência. Na parte de trás da cabine alguns porta-objetos e somente dois lugares no banco traseiro, todos com apoios de cabeça ativos e cintos de três pontos com pré-tensionadores. A seção central pode virar um descansa-braço, tipo poltrona de avião executivo.
Detalhes como o couro perfurado do volante e as costuras feitas a mão do acabamento do console central mostra a preocupação em mostrar requinte nesse carro. No painel e console central acabamento de madeira que é feito artesanalmente, e o cliente pode escolher entre nogueira marrom, alamo acetinado ou desse modelo em preto brilhante.
Xenon Out: xunners do Brasil, a moda agora é LED, já que a Mercedes que ainda insistia em combiná-los com faróis xenon, aposentou este último em nome da praticidade e economia de energia dos primeiros. São 71 elementos que segundo a marca garantem uma luminosidade mais eficiente.
Apesar de srr considerado uma "revolução" pela Mercedes, o carro mantém algumas tradições como a grade. Para demonstrar o carater desportivo do carro a estrela de três pontas desceu do capô para o centro da grande com duas barras horizontais ladeando-a.
Mais influências da Shooting Brake nos paralamas traseiros abaulados que recebem o vinco descendente que parte dos faróis que segundo a marca pretende lembrar as coxas de grandes felinos na hora de desferir um ataque. As belas rodas de cinco raios da AMG expõem os discos de freios sendo os dianteiros perfurados e os traseiros sólidos.
Não foram divulgados dados de motorização, suspensão, freios, carroceria e outros detalhes técnicos. A marca pretende divulgar mais dados no Salão de Paris quando o sedan, ops, "coupé de quatro portas" será finalmente apresentado.
Na traseira além dos escapes na seção inferior do parachoque traseiro, que acompanha o desenho elegante das alnternas traseira, também integralmente composta por LED's, há uma moldura superior metálica da placa de registro que divide a tampa do porta malas e ressalta o "rabo de pato".

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Mercedes Benz O 500U Low Entry: O BRT é aposta para a Copa

A Associação Nacional de Empresas de Transporte Coletivo fez um seminário em Brasília semana passada. Na pauta a discussão sobre a Copa 2014 e os investimentos no setor. E como tudo que é feito por aqui, aponta-se como a única solução "milagrosa" para o aumento da demanda por transporte coletivo por causa do evento, o sistema BRT (Bus Rapid Transit).
Com apregoados dois terços a menos no custo de implantação do sistema, se comparado ao metrô, tem sido apontado pela entidade como o "Santo Graal" para os problemas de mobilidade urbana que aflige as grandes metrópoles brasileiras.
E a Mercedes Benz não perdeu tempo e apresentou o chassi para ônibus articulado low entry (piso baixo) O 500U para os empresários do setor e expôs as vantagens de seu produto:
“A grande maioria das 12 cidades que receberão os jogos da Copa já optou pelo sistema BRT. Elas se apoiam em vantagens como custos de implantação até dez vezes menores e um prazo até 2/3 menor em comparação com outros modais, como trem e metrô, para transportar a mesma quantidade de passageiros”, diz Gustavo Nogueira, especialista em Sistemas BRT da área de Marketing de Produto – Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil. “Esses benefícios também são válidos para quaisquer outras cidades que queiram prestar um serviço de transporte coletivo de maior qualidade para a população”.
Uma coisa que governos municipais e estaduais, especialistas e diretores de sistemas de transporte coletivo e secretarias de planejamento devem ter em mente que um só tipo de sistema nunca será perfeito. O melhor será se os sistemas de BRT's, Metrô, linhas alimentadoras, e até sistemas de aluguéis de veículos (compartilhados ou não) como carros, bicicletas devem trabalhar em conjunto, e não em detrimento em favor de um só tipo de sistema de transporte de passageiros, como a NTU vem pregando em seus boletins e usando artifícios espúrios para impor seu ponto de vista. Nada contra os ônibus e transporte coletivos em geral, mas empresários do setor adoram puxar a sardinha para o seu lado. Veja um exemplo (aqui).
O ônibus vem equipado com o motor eletrônico OM 906 LA que fornece 260 cv de potência a 2.200 rpm e torque máximo de 96,9 kgm/f na faixa entre 1.200 a 1.600 rpm. O câmbio é automático de 4 a 6 marchas com sistema de freio auxiliar integrado. O chassi de 11,7 m pode receber carrocerias de até 12 m, mas pode ser alongado pelo encarroçador em até 13,2 m.
O carro dianteiro conta com freios a disco nas quatro rodas, coisa rara no segmento que ainda utiliza tambor, a suspensão é pneumática para maior conforto dos passageiros e o sistema ainda faz o "ajoelhamento" do veículo para facilitar o acesso ao interior do mesmo. A preparação para ar-condicionado, rodas de alumínio e freios ABS são opcionais.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Mercedes Benz Atego 1725 4x4: Heptacampeão dos Sertões está de volta

Competições não é a especialidade desse blog, mas vou mostrar como curiosidade o Mercedes Benz Atego 1725 4X4 que correrá na prova desse ano por duas equipes.
O Rally dos Sertões é uma daquelas provas em que chegar ao final já é uma vitória, imagine o que é ganhar sete vezes a competição! O Mercedes Benz Atego 1725 4x4 vai ser usado novamente esse ano pelas equipes Salvini (com o piloto Guido Salvini e os navegadores Weidner Moreira e Fernando Chweigert) e Petrobras Lubrax (com piloto André Azevedo e os navegadores Maykel Justo e Ronaldo Pinto), tradicionais usuárias de veículos da marca e que juntas acumulam sete títulos na categoria T4.2 de caminhões, entre 4.801 e 8.500 kg desde 2002, excetuando 2005 em que a Salvini ficou com o vice-campeonato.
Na 18ª edição do Rally dos Sertões os pilotos e navegadores vão ganhar um refresco: o caminhão virá equipado com ar-condicionado e vidros elétricos, o que aumenta o conforto no interior da cabina. Assim, as equipes ganham ainda mais comodidade para se concentrar na dirigibilidade do caminhão.
“Todas as mudanças visam aumentar a competitividade deste veículo robusto, mostrando a importância que a Mercedes-Benz dá às inovações que garantem ao mesmo tempo confiabilidade e potência”, diz o piloto André Azevedo da equipe Petrobras Lubrax cujo Atego 1725 4x4 ganhou novos amortecedores, mudança no desenho da parte traseira do caminhão para aprimorar a aerodinâmica e rodagem dupla são algumas das adequações aplicadas ao caminhão para enfrentar as trilhas.
“Estamos preparados para enfrentar todas as adversidades que aparecerem pelo caminho”, afirma o piloto Guido Salvini, da equipe Salvini Racing. “Temos um equipamento de confiança: o Atego 1725 com o qual competiremos é um caminhão 4x4 original, com algumas adequações para o rali. Colocamos todas as proteções obrigatórias e homologadas pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo), trocamos os amortecedores por outros de competição, adaptamos o baú e repotencializamos o motor eletrônico, que é original do Atego”.
Guido Salvini e sua equipe contarão com um Atego 2425 para apoio exclusivo: “Isso nos garante um pronto e bom atendimento. Neste ano completarei dez participações no Rally dos Sertões e estou muito satisfeito pelo reconhecimento da marca em apostar em nós, que sempre conquistamos excelentes resultados nas competições que participamos”.
O caminhão da Equipe Petrobras Lubrax, treinando em diferentes trilhas off-road, caracterizadas por terra, areia, lama, poeira, pedra, rios e as elevadas temperaturas. A prova funciona como um laboratório a céu aberto para rigorosos testes de resistência de componentes dos caminhões, como motor, câmbio, eixos, diferencial, suspensão, freios e cabina para a Mercedes.
O caminhão da Salvini Racing, que também recebeu modificações para adequá-los as regras desse ano. O motor do Atego 1725, foi preparado para superar os 400 cv na competição, com torque em torno de 183,55 Kgm/f. Para se adequar às diferentes condições de pista, o caminhão recebe modificações no trem-de-força, o que garante uma relação mais adequada entre embreagem, câmbio, motor e eixos em cada trecho do rally.

sábado, 10 de julho de 2010

Mercedes Benz SLS AMG E-Cell: Emissão zero e tensão máxima

Ano passado a Mercedes já havia apresentado um sketche da versão elétrica do que seria o seu então futuro SLS AMG (veja aqui). E agora a versão em carne e osso, aliás alumínio, cobre, fibra de carbono e outros componentes foi apresentado semana passada.
Também pressionada pela histeria cataclismica causada pelas previsões sobre o suposto aquecimento global causado pelas nossas emissões de gás carbono, a marca já desenvolve vários projetos tentando substituir os combustíveis fósseis por outras fontes de energia mais limpas.
"Nós levamos muito a sério a responsabilidade social e com o SLS AMG E-CELL nós estamos demonstrando uma nova etapa do nosso programa estratégico "AMG Performance 2015". É o nosso objetivo melhorar continuamente as emissões e a reduzir o consumo de combustível dos novos modelos nos próximos anos, enquanto que, ao mesmo tempo, reforçar o principal valor da marca que é o desempenho ", explica Ola Källenius, presidente do conselho (eleito em 01 de julho 2010) da Mercedes-AMG GmbH.
Depois que a Tesla fez o seu Roadster e mostrou que esportividade e eletricidade podem sim combinar, os grandes fabricantes se animaram a fazer concepts com cara de produção. Dessa safra saiu o E-Tron da Audi (aqui) e agora o DeZir da Renault (e aqui). E esses novos esportivos são nada parecidos com o que os eco-chatos sonham com mobilidade urbana (veja aqui o Citi EL). Talvez o futuro seja menos chato do que os ambientalistas mais radicais e urbanistas marxistas-lenilistas pretendem impor no quesito mobilidade, já que eles esqueceram o fundamental sobre um carro: a liberdade de ir e vir e quando quiser e fazer isso com prazer.
O painel do carro foi redesenhado para acomodar o novo display sensível ao toque de 25 cm que controla os sistemas de climatização, entretenimento e ainda informa sobre o fluxo de energia das baterias para os motores do carro.
Ainda no console central, que recebe acabamento em couro napa, com acabamento em Alcântara no volante, no túnel central e forros das portas. Do lado do motorista, o sistema de partida, e os comandos de marcha (P, D e R) e configuração de atuação do ESP e das memórias dos bancos e afins.
O quadro de instrumentos também foi adaptado para o uso elétrico, sendo que o contagiros foi substituído por um duplo mostrador com indicação de carga de bateria e de recuperação de energia de frenagem, além de mostrar as condições de funcionamento do carro naquele instante.
Como o carro ainda é um protótipo, não foi divulgado o tempo de recarga das baterias de polímeros de íons de lítio, cuja capacidade é de 480 kw. E há um sistema de refrigeração e aquecimento das baterias, que são sensíveis às variações de temperatura, para mantê-las sempre na temperatura ideal e garantir uma maior durabilidade.
Os quatro motores juntos somam 525 cv de potência e 89,7 kgm/f. O desempenho é semelhante ao V8 que equipa a versão a gasolina: 4 segundos de 0-100 e a máxima não foi divulgada, e deve ser baixa apesar dos motores atingirem 12 mil rpm com vibrações a praticamente zero.
O grupo ótico dianteiro é diferente do SLS-AMG a combustão, já que as unidades bi-Xenon foram substituídas por faróis em LED's e adapatativos e a maioria dos cromados foram substituídos por acabamento em preto. E os spoiler dianteiro abaixa sete centímetros para ajudar a melhorar a estabilidade em altas velocidades.
Para parar essa sobre-tensão sobre rodas são usados discos de 402 x 39 mm na dianteira e 360 x 32 mm na traseira compostos por fibra de carbono e cerâmica em um suporte de alumínio. Além do ESP tem ABS, e os componentes 40% mais leves que a versão de produção garantem menor massa não suspensa, melhorando o "grip", isto é, quando o pneu "gruda" e "copia" o chão.
A direção agora é hidraulico-eletricamente assistida e a suspensão dianteira agora é multilink.
Os quatro motores estão perto das rodas e a distribuição de massas privilegia o baixo centro de gravidade, de forma e melhorar o (já bom) comportamento dinâmico.
As rodas de liga e de 5 raios duplos são calçadas por pneus com com medidas 265/35 R 19 na frente e 295/30 R 20 no eixo traseiro. A tração é nas 4 rodas e o torque instantâneo garantem uma condução esportiva e prazerosa, e sem as "cabeçadas" de um câmbio convencional.
Há um spoiler traseiro que complementa o dianteiro ao criar força de sustentação negativa, ao se aproveitar da ausência do escape na traseira (lembre, é um veículo elétrico). As lanternas traseiras também são em LED's, o que ajuda a economizar energia por serem mais eficientes: iluminam mais gastando menos energia.

sábado, 15 de maio de 2010

Mercedes Benz Shooting Break Concept: Uma "perua-coupé"?

A Mercedes mostrou em Pequim essa Shooting Break, que para olhares menos atentos não passa de uma versão perua do F800 Style Research (veja aqui), mas que adianta elementos estilísticos das novas gerações dos carros da marca, especialmente do futuro CLS. A grade flutuante acima da entrada de ar inferior com as bordas acompanhando o formato do nariz do carro, os faróis afilados e a lateral com linhas descendentes na traseira mostram uma perua com ar mais esportivo e menos familiar.
Também virá com um novo motor V6 de injeção direta e consumo mais contido.
Por dentro muito luxo, carvalho nobre, couro e detalhes com desenhos clássicos iluminados por uma clarabóia gigante no teto para somente quatro passageiros e alguma carga.
A Mercedes inclusive afirma que criará um novo tipo de carroceria, a perua-coupé, mas parece que o seu departamento de marketing esqueceu das outras shooting brakes do mercado como a Cadillac CTS-V (veja aqui).
Será que finalmente sairá uma Shooting Break CLS? Veremos...
A combinação de couro napa claro com o marrom do carvalho dá um ar mais sóbrio e elegante ao ao interior, onde parte do painel, puxadores de porta e o console central são confeccionados em carvalho.
Preste atenção onde estão os controles dos ajustes dos bancos elétricos com três memórias, das travas e dos vidros elétricos. Todos em posição correta, acima e nos puxadores das portas, sem malabarismos.
Os ocupantes dos bancos traseiros tem dois porta-copos e um porta objeto na extensão do console central que faz às vezes de descansa-braço e tem os controles do ar condicionado traseiro que deve ser quadrizona.
Os encostos vazados permitem olhar através dos bancos e o couro perfurado dá a entender que há um sistema de climatização nos bancos.
No porta-malas o acabamento é de carvalho com tiras de alumínio para facilitar o deslocamento da bagagem. Nas laterais as bolsas de couro para guardar pequenas ferramentas e utensílios.
Detalhes como o relógio analógico de desenho clássico, as saídas de ar do sistema de ventilação, os controles do ajuste dos bancos e maçanetas, o couro perfurado dos bancos e a soleira iluminada mostram o quanto a marca dá atenção aos pequenos detalhes.
Primazia da Audi que apostou nos faróis compostos somente por LED's, a Mercedes desenvolveu LED's que fazem funções auxiliares como indicadores de direção, farol diurno, de nevoeiro e de curvas e iluminam tão bem quanto um Xenon.
Os retrovisores também recebem repetidores laterais dos indicadores de direção (piscas) em LED's...
...Assim como as lanternas traseiras. São no total utilizados nada mais que 71 LED's no sistema de iluminação do carro para garantir a melhor visão do motorista e ser visto pelos outros.
O motor é um V6 com ângulo de 60º de 306 cv com 37,7 kgm/f de torque. A injeçào direta é feita por injetores piezoelétricos (para ver como funciona clique aqui), mais precisos e rápidos.
A grade dianteira foi desenhada para minimizar danos aos pedestres em caso de atropelamento.
As janelas sem molduras deixam claro que a perua quer demonstrar um comportamento de coupé, detalhe dos belos retrovisores e das belas rodas com cinco raios triplos (nada a ver com o Dick Vigarista...).
As linhas em queda na traseira não deixam o veículo com o desenho pesado na traseira, como nos luxuosos ingleses Daimler e Rolls Royce de antes e depois da 2ª Grande Guerra.
Com diâmetro de 20 polegadas, as rodas dianteiras são equipadas com pneus 255/30 ZR 20, enquanto a traseira fica com medidas 285/25 ZR 20 pneus.
Por trás nem parece uma perua com as lanternas traseiras unindo as linhas laterais com as da porta traseira. Os belos escapes duplos integrados nos para-choques completam o conjunto.