quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Ônibus-Passarela: proposta chinesa para diminuir os congestionamentos


Parece absurdo, mas não é. Desde os ônibus de dois andares do Janio (ou imperial britânico, aqueles vermelhinhos típicos de Lodres, veja uma proposta de renovação aqui), passando pelo fura-fila do Pitta e do aero-trem do Fidelix, ao bi-articulado que agora vira elemento de paisagem dos grandes centros, sempre tem alguém tentando propor alguma nova solução de mobilidade urbana. Mas o ônibus-passarela ou plataforma elevada é uma solução de transporte em massa que bem que poderia ser adaptada às nossas grandes cidades.
Sugiro que amplie a imagem montada (clique na imagem com o botão direito do mouse, e no menu que se na opção abrir em nova janela/guia/página) para tentar entender o conceito.
Quem acompanha o blog, vira e mexe vê alguma proposta nova em mobilidade urbana, que vai desde veículos ultra-compactos a ônibus movidos a combustíveis alternativos, como hidrogênio e etanol além dos elétricos.
Da primeira imagem vê-se os técnicos da companhia chinesa Shenzhen Hashi Future Parking Equipment Co. Ltd. mostrando um protótipo em escala e embaixo uma projeção em 3D de como seria esse ônibus-passarela. O pulo do gato desse projeto é que, ao contrário dos desejos dos urbanistas eco-leninistas-marxistas que querem ver as ruas das cidades transformadas em calçadões e praças com a extinção dos veículos de uso individual motorizados, o ônibus elevado simplesmente não toma espaço nas ruas e avenidas.
Com dois andares, o ônibus tem capacidade para carregar entre 1.200 a 1.600 passageiros e com velocidade máxima de até 60 km/h no andar de cima, o que o tornaria ideal para vias de trânsito rápido, em que os carros passariam por baixo do veículo, melhorando a fluidez da via. Mas alguns veículos acima de dois metros não poderiam passar pelo vão, então a sugestão é usar as pistas à esquerda, deixando as da direita livres para caminhões, outro ônibus e VUC's (veículo urbano de carga). As estações seriam elevadas para facilitar o embarque do passageiros no mesmo nível e deve contar com rampas para melhorar o acesso de deficientes físicos.
Os chineses prometem construir em um ano a primeira de 40 km via adaptada ao veículo em Beijing, que se moverá usando eletricidade gerada por baterias solares e de linhas e armazenadas por super-capacitores (veja aqui um ônibus que usa a mesma tecnologia), e para evitar algum acidente com os carros que estiverem abaixo do ônibus durante uma curva, haverá sensores por ultra-som e avisos sonoros e luminosos avisando os motoristas sobre a manobra. E tudo por um décimo do custo de uma linha de metrô, e com um terço do tempo para a sua construção. Em tempo: uma composição de metrô leva 700 passageiros, menos da metade da capacidade máxima do novo ônibus-passarela.

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