Parece absurdo, mas não é. Desde os ônibus de dois andares do Janio (ou imperial britânico, aqueles vermelhinhos típicos de Lodres, veja uma proposta de renovação aqui), passando pelo fura-fila do Pitta e do aero-trem do Fidelix, ao bi-articulado que agora vira elemento de paisagem dos grandes centros, sempre tem alguém tentando propor alguma nova solução de mobilidade urbana. Mas o ônibus-passarela ou plataforma elevada é uma solução de transporte em massa que bem que poderia ser adaptada às nossas grandes cidades.
Sugiro que amplie a imagem montada (clique na imagem com o botão direito do mouse, e no menu que se na opção abrir em nova janela/guia/página) para tentar entender o conceito.
Quem acompanha o blog, vira e mexe vê alguma proposta nova em mobilidade urbana, que vai desde veículos ultra-compactos a ônibus movidos a combustíveis alternativos, como hidrogênio e etanol além dos elétricos.
Da primeira imagem vê-se os técnicos da companhia chinesa Shenzhen Hashi Future Parking Equipment Co. Ltd. mostrando um protótipo em escala e embaixo uma projeção em 3D de como seria esse ônibus-passarela. O pulo do gato desse projeto é que, ao contrário dos desejos dos urbanistas eco-leninistas-marxistas que querem ver as ruas das cidades transformadas em calçadões e praças com a extinção dos veículos de uso individual motorizados, o ônibus elevado simplesmente não toma espaço nas ruas e avenidas.
Com dois andares, o ônibus tem capacidade para carregar entre 1.200 a 1.600 passageiros e com velocidade máxima de até 60 km/h no andar de cima, o que o tornaria ideal para vias de trânsito rápido, em que os carros passariam por baixo do veículo, melhorando a fluidez da via. Mas alguns veículos acima de dois metros não poderiam passar pelo vão, então a sugestão é usar as pistas à esquerda, deixando as da direita livres para caminhões, outro ônibus e VUC's (veículo urbano de carga). As estações seriam elevadas para facilitar o embarque do passageiros no mesmo nível e deve contar com rampas para melhorar o acesso de deficientes físicos.
Os chineses prometem construir em um ano a primeira de 40 km via adaptada ao veículo em Beijing, que se moverá usando eletricidade gerada por baterias solares e de linhas e armazenadas por super-capacitores (veja aqui um ônibus que usa a mesma tecnologia), e para evitar algum acidente com os carros que estiverem abaixo do ônibus durante uma curva, haverá sensores por ultra-som e avisos sonoros e luminosos avisando os motoristas sobre a manobra. E tudo por um décimo do custo de uma linha de metrô, e com um terço do tempo para a sua construção. Em tempo: uma composição de metrô leva 700 passageiros, menos da metade da capacidade máxima do novo ônibus-passarela.

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