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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Chana Aslvin Sedan: Também em três volumes

A Districar também mostrou no Salão de São Paulo a versão sedan do Aslvin que além de ter 30 cm a mais e um porta malas mais saliente, segue as mesmas especificações do hatchback. O interior é bem desenhado e tenta passar uma maior sensação de requinte em relação à concorrência, já que os chineses adoram interiores bem coloridos ou bem requintados lembrando carros de marcas premium.
O preço deve ficar por volta dos 40 mil reais e bem equipado deve concorrer com sedans compactos anabolizados ou médios com ênfase em custo benefício. Para quem não liga para crash test e só pensa usando uma calculadora, o sedan da Chana será mais uma alternativa no mercado nacional.
O interior é o mesmo de hatch, com o painel macio contrastando com plásticos mais duros no acabamento das portas.
Os 1.150 quilos do sedan não devem ser problema para o motor 1.5 de 98 cv, mas não se entusiasme.

A capacidade do porta-malas não foi divulgado e o desenho da traseira é mais sóbrio.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Chery Tiggo: Utilitário chinês ganha caixa automática no Salão de São Paulo

O Chery Tiggo representou a real invasão chinesa, já que os conterrâneos mais apressados deram um show de amadorismo ou preferiram vender utilitários, ou as duas coisas ao mesmo tempo como uma certa importadora sino-uruguaia. Um pouco mais de um ano de ter sido lançado no mercado nacional, agora o crossover recebe finalmente o câmbio automático, item que está ganhando a preferência de consumidores Brasil afora.
O forte desse carro com pretensão para o off-road é a extensa lista de equipamentos e o preço mais em conta que a concorrência, na casa dos 51 mil reais sem frete, e a Chery ainda alardeia as boas vendas em países como Argentina, Venezuela, Equador, Colômbia, Uruguai, Chile e Peru. E também apregoa que o projeto, de 2005, foi feito pela Lotus que tem um centro de engenharia bem conceituado. Como todo carro chinês tem uma boa lista de equipamentos e alguns luxos como espelhos retrovisores, parabrisas dianteiro e traseiro com desembaçamento e abertura elétrica do bocal do tanque de combustível, mas peca ao não oferecer um computador de bordo e nem opção de tração nas quatro rodas. Apesar de oferecer cintos de três pontos com pré-tensionador, sendo os dianteiros reguláveis em altura, com encosto de cabeça nos bancos, o passageiro central fica só com um reles subabdominal e mais nada. Deve-se entender que o quinto passageiro é só para emergências e curtas viagens. Quem sabe a Chery não melhora a lista de equipamentos e corrija essas pequenas mancadas. E vamos ficar no aguardo do Latin Ncap para ver se o trabalho da Lotus no chassi valeu a pena.
O interior foi desenhado para quatro ocupantes que são recebidos por bancos com aquecimentos na dianteira sendo o do motorista regulável em seis posições e os traseiros com reclinação. Todos recebem apoios na cabeça e cinto de três pontos com pré-tensionamento.
Além das regulagens do banco do motorista, o volante pode ser regulado em altura e profundidade também, e o miolo da chave possui iluminação para facilitar o seu uso noturno ou em lugares pouco iluminados.
O painel de instrumentos de fundo branco e iluminação azulada tem o essencial mais o hodômetro parcial. Mas o computador de bordo é uma ausência sentida, já que o equipamento facilita o dia-a-dia do motorista.
O interior conta com boa lista de equipamentos como porta objetos espalhados pela cabine, trio elétrico e ar condicionado de série. O rádio integrado no painel tem reconhecimento de arquivos MP3 e entrada USB além do travamento automático das portas.
O porta-malas pode chegas a mais de 1.900 litros de capacidade com os bancos traseiros bipartidos totalmente rebatidos. Há ainda mais dois porta-objetos no local. Caso não seja suficiente há o rack no teto.
O motor é da própria Chery, um quatro cilindros de 2.0l, 16 válvulas (quatro cilindros) com injeção eletrônica multiponto seqüencial que rende 135 cv de potência e tem torque de 18,2 Kgm/f ambos a 4.500 rpm.
Mais detalhes do Tiggo cujos faróis tem regulagem elétrica, maçanetas e espelhos retrovisores pintadas na cor do veículo, o rack e antena no teto que é preferência de brasileiros e amigos do alheio e a capa do estepe de fábrica.
O Tiggo tem tração dianteira, com câmbio automático ou manual e a suspensão dianteira é a onipresente McPherson e a traseira tem o sistema multibraço. O carro tem 19 cm de vão livre do solo e angulo de entrada de 28 e de saída de 29º.
As rodas de liga, incluindo o estepe, são de 16 polegadas e os freios contam com ABS e EBD. O carro conta com faróis e lanternas de neblina além da terceira luz elevada de freio (brake-light). Não foi informado se a capa do estepe tem cadeado.
A porta traseira e as laterais do compartimento de bagagens tem também um porta objetos cada e o bocal de abastecimento do tanque de combustível conta com abertura elétrica acionada do interior do veículo.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Brilliance FRV e FSV: Chinesa ofuscada na Europa quer algum brilho no Brasil

A marca Brilliance teve um revés na Europa quando seus veículos não passaram nos crash-test promovidos pela rigorosa (e independente) Euro Ncap. O importador europeu faliu e a marca promete se reorganizar para voltar com tudo ao velho continente. Enquanto isso o grupo português Districar aceitou distribuir aqui a marca chinesa e começa com 4 modelos dos quais três estão nesse post: o hatch FRV em versões civis e aventureira e o sedan FSV. A marca destaca que os carros conseguiram em média 4 estrelas no China Ncap, que apesar de não ser tão rigoroso quanto o europeu, pelo menos é melhor que nada. Então não estranhe se esse modelo "apanhar" no Latin Ncap que está mais rigoroso ainda que o europeu e deixou muito nacional com nota baixa, e muitos deles de projeto europeu recente. A marca oferece no sedan vários opcionais que o brasileiro gosta como sistema de travamento das portas quando o carro atinge 20 km/h, sistema keyless para abertura de portas e acionamento do motor, CD Player com reconhecimento de arquivos MP3 com conexão USB e entrada auxiliar para equipamentos de áudio e vídeo, como o iPod. O interior pretende passar uma imagem mais sofisticada e bem acabada e a experiência de fabricar em conjunto na China alguns modelos da BMW talvez possa melhorar o acabamento interno, calcanhar de Aquiles de muitos conterrâneos.
“Com esses atributos e um posicionamento de preço atraente, tenho certeza que os consumidores não resistirão em colocar os modelos da Brilliance Auto como uma séria opção na lista de alternativas de modelos em seus segmentos de atuação”, gaba-se Ricardo Strunz, diretor geral da Districar Brasil.
Vem com airbags para condutor e passageiro, barras anti-colisão nas portas laterais, cintos de 3 pontos, travamento de porta para crianças e travamento de porta automático nos itens de segurança ativa e passiva. Vamos ver se consegue 3 estrelas no Latin Ncap.
O motor é um 1.5l de 102 cv na versão civil e 104 na Cross com pouco mais de 14 kgm/f de torque. Os câmbios são de cinco marchas, manual no hatch e automático no sedan. Há propulsores maiores e mais potentes, mas sem previsão de venda por aqui.
Virá com ABS e controle de força de frenagem e os pneus são 205/55R16 que calça rodas de liga leve de 16 polegadas no Cros e nos demais modelos 195/65R15 com rodas de 15. A suspensão é descrita como McPherson, mas não especifica se é nos dois eixos.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Chana Aslvin hatchback: Médio chinês quer entrar na briga

A Chana (não ria...) que aportou aqui com seus utilitários agora pretende vender automóveis e uma das estréias que estarão disponíveis é o Aslvin que virá em versões hatch e sedan. Vamos começar com o hatch que pretende abocanhar o público mais jovem. Mais uma vez a distribuidora Districar não informa o preço, mas deve ficar na mesma média que os seus conterrâneos, isto é, oferecerão um carro completo pelo preço de um nacional pelado.
Virá bem recheado de fábrica, com o famoso "completo" mais assistência de frenagem e de estabilidade, mas o motor 1.5l de 98 cv e 14 kgm/f é algo anêmico para um carro desse porte e peso, já que passa dos 1100 kg e tem câmbio de 5 marchas com tração dianteira. Ainda bem que não tem câmbio automático já que o consumo iria para as alturas, especialmente se circular em cidades bem acidentadas como Cotia. Ele tem, na configuração hatchback, pouco mais de 4 metros, 1,70 de largura e 1.45 de altura e usa a tradicional McPherson na dianteira e barra de torção na traseira. As rodas são de 14 polegadas e os pneus são 185/65R14 com freios a disco ventilados na dianteira e tambor na traseira.
Pode-se esperar ar condicionado, duplo airbag, vidros e travas elétricas e freios ABS de série.
Faróis dianteiros não são exagerados como é comum no design chinês, e vem com máscara negra...
...assim como as lanternas traseiras, para dar um ar mais esportivo ao modelo já que o motor 1.5 não convence.

sábado, 27 de novembro de 2010

Haima 2: Compacto quer ser o econômico da classe média

A Districar está trazendo, além da coreana Ssangyong, a chinesa especializada em utilitários Chana e agora a também chinesa Haima que usa tecnologia cedida pela japonesa Mazda. Para quem não se lembra a Mazda esteve presente no Brasil como importadora e vendeu modelos como os médios Protegé e 626, o grandão 929 e a picape média B 2500 na década de 90. Com o aumento dos impostos de importação e o real desvalorizado no fim da década, os preços dos carros importados subiram drasticamente e comprometendo a competividade no setor. Algumas importadoras se nacionalizaram como a Toyota, Honda, Mitsubishi, Peugeot, Citroën e Renault e outras preferiram vir do México como a Nissan que pouco depois se nacionalizou com a Livina. E agora a Mazda volta indiretamente com a Haima e algumas outras marcas chinesas que usam sua tecnologia e projetos sob licença.
A marca Haima é a contração de Faw Haima Automobile Company Limited, companhia fundada em 1988 e produz automóveis em três plantas industriais na China. Segundo a distribuidora Districar, o objetivo da marca é oferecer carros que agradem a classe média com qualidade e competividade. O carro de entrada da marca é o 2, em versões GL e GLS e o preço não foi divulgado, mas pode dar trabalho ao Kia Picanto e outros compactos premium se tiver a tão boa qualidade apregoada e bom nível de equipamentos e preços de compactos de entrada. As versões oferecidas lá fora tem o "completo" com todos os itens que brasileiro gosta como travas e vidros elétricos e ar condicionado, e dependendo da versão pode vir com bons equipamentos de segurança como ABS, controle de estabilidade, quatro air bags e quem sabe som compatível com arquivos MP3. E por falar em segurança o carro tem encosto de cabeça para os cinco ocupantes, coisa que os nacionais dificilmente oferecem como opcional mas o cintos de três pontos é só para os passageiros dos cantos. A suspensão dianteira é a tradicional McPherson que recebe barra estabilizadora e a traseira é de eixo de torção. Os pneus são 175/65R14 na GL e 185/55R15 na GLS com rodas de 14 e 15 polegadas dependendo da versão. Vem com dois motores, 1.3l e 1.5l exclusiva da versão GLS e todos recebem câmbio de 5 marchas.
O carro virá com bom nível de equipamentos e lá fora é oferecido até sensor de estacionamento além de ABS e controle de estabilidade.
Quadro de instrumentos tem o "básico completo" e iluminação lilás pouco usual, já que aqui se usa laranja, azul e o tradicional verde.
O interior bem prático vem colorido mais ao gosto chinês, os brasileiros preferem a sobriedade monocromática do preto.
Virá com duas motorizações, 1.3 de bons 95 cv de potência e torque de 12,9 kgm/f e 1.5 de 105 cv e 14,4kgm/f.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Ssangyong Rexton: "Rei da Cidade" se torna opção interessante para famílias numerosas

Para quem tem uma família numerosa, ainda mais nessa época de "famílias estendidas" em que a quantidade de pessoas queridas que moram no mesmo lugar aumentam exponencialmente à medida que os relacionamentos trazem mais parentes, um sedan, perua ou minivan compacta deixam de ser opções viáveis para levar todos em algum programa familiar, ou mesmo no dia-a-dia. Comprar uma Kombi ou Besta está fora de cogitação, já que os condutores exigem a dirigibilidade e conforto de um bom carro médio.
Algumas minivans e utilitários oferecem a opção de até sete lugares e a Ssangyong Rexton (cujo nome é a contração das palavras "Rex", rei em latim, e "Town", cidade em inglês) é uma das opções para quem precisa levar mais gente que tralha. Mas se precisar com os bancos rebatidos leva até 2.280 litros de capacidade. As rodas são de 18 polegadas calçadas por pneus 255/60R18.
O design do painel é trabalhado para dar impressão de maior requinte, o que contribui também o couro abundante no interior que também reveste os bancos. Há teto solar elétrico e os vidros traseiros são escurecidos, dispensando o polêmico filme escuro nos vidros.
O volante revestido em couro tem vários controles de som e de funções do carro como o "cruise control" e para rebater o espelho retrovisor o botão fica em lugar de fácil acesso. A direção tem assistência hidráulica e regulagem de altura.
No console central encontra-se uma porta USB para leitura de arquivos MP3 e um conector auxiliar para aparelhos de áudio, sendo que o visor do relógio também funciona como visor para controle do MP3 Player.
Bem equipado, vem recheado de itens de segurança e conveniência como tem airbags frontais e laterais dianteiros, espelhos com regulagem, rebatimento e aquecimento elétricos e bancos de couro com ajuste elétrico para motorista com memória, dentre outros.
O porta-malas possui capacidade de 1.338 litros; volume que pode chegar a 2.086 litros com os bancos traseiros rebatidos e a janela traseira escurecida que dispensa a película tem abertura independente da quinta porta para acesso fácil ao compartimento.
O motor é emprestado da Mercedes, um turbodiesel com intercooler de 2.7 litros, e common rail de terceira geração, de 5 cilindros em linha DOHC (duplo comando de válvulas), 20 válvulas, 188 cv de potência e 41 kgfm de torque e câmbio TipTronic, de 5 marchas e opção de 4X4.
A suspensão dianteira é independente, com duplos braços triangulares e molas helicoidais (Double Wishbone ou duplo A), a traseira também independente é multilink. Os freios dianteiros são a disco ventilados e os traseiros são a disco sólidos com ABS nas quatro rodas com EBD.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Ssangyong Kyron: Sport Utility quer mostrar sua vocação familiar

Os coreanos ainda estão aprendendo a desenhar os seus carros e as revoluções da Kia e da Hyundai mostram isso. A própria Ssangyong está aprendendo a agradar mais os olhos ocidentais e deixar de fazer "patchwork" com referências locais e internacionais. No caso do SUV compacto Kyron mostra algumas influências na dianteira da parceira Mercedes com algumas acrobacias pirotécnicas de design na lateral que terminam na traseira não muito feliz. E isso porque a marca tenta vender o Kyron como um SUV com desenho elegante e vocação familiar.
Outro argumento são os motores, todos a diesel mas com boa potência começando com o modesto 2.0l que dispões de 16 válvulas e rende 141 cv e 32 kgm/f acoplado a um câmbio automático de seis marchas e com o novo motor apresentado ano passado de 2.7l de 20 vávulas e cinco cilindros que rende 165 cv e tem pouco mais de 34 kgm/f de torque. São todos turbinados e contam com separador de água para proteger a injeção de combustível. A distribuidora não oferece dados de consumo e desempenho, mas na Europa onde é vendido com relativo sucesso, faz com o diesel de lá algo em torno de 11 km/l de média no padrão europeu e passa dos 180 km/h de máxima. Como o nosso diesel sulfurado exige alguma calibragem pode-se perder um pouco de desempenho e ganhar um significativo aumento de consumo, se bem que o tanque de 78 litros deixa muito carro à álcool com inveja.
O único problema é o preço, que parte dos 98 mil reais da versão 2.0 e 117 mil da versão com motor 2.7l cotados pela tabela da Fipe. Mas ai é o consumidor que decide.
Para encarar as aventuras no asfalto e na terra com conforto vem com a caixa de câmbio automática TipTronic de cinco velocidades na versão com 20 válvulas e automática de seis na de 16 válvulas e tração com opção de 4x2, 4x4 e 4x4 reduzida.
O painel é praticamente o mesmo do Actyon e possui o "básico completo" no quadro de instrumentos. Boa pedida é o cruise control (controle automático de velocidade) ideal para quem viaja muito.
Com capacidade para cinco pessoas, tem porta-malas com porta objetos abaixo do piso, e mais porta-itens nos encostos os bancos dianteiros e interior das portas. Air-bags laterais e frontais combinados com cintos pré-tensionadores garante a segurança.
Os freios são a disco nas quatro rodas sendo os dianteiros ventilados e os traseiros sólidos. As rodas de liga são de 18 polegadas com pneus 255/60R18. A suspensão é com duplo A na dianteira e braços oscilantes na traseira, a mesma do Actyon.
A sopinha eletrônica é bem farta: além do ABS combinado com ESP, tem controle automático de descida e sensor anti-capotamento (ARP). O porta-malastem 1.222l e com os bancos traseiros rebatidos chega a impressionantes 2.322l segundo a marca.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ssangyong Actyon Sports: Picapinha coreana quer mostrar que trabalho não é tudo na vida

A picape com cara de tubarão da Ssangyong, a Action Sports e que compartilha até as portas dianteiras os mesmos detalhes exóticos de design também foi exposta no Salão do Automóvel de São Paulo. No começo estranhava o sobrenome "Sports" que a diferenciava da SUV, já que ele é um utilitário e teoricamente pronto para o trabalho. Mas pelo material da marca, o único que vai ter algum trabalho seria a picape que levaria as tralhas típicas de praticantes de esportes radicais e fugitivos de fim de semana da cidade grande. Afinal, o "Sports" está ligado mais ao lazer do que competições esportivas, se bem que uma picape cabine dupla e com boa caçamba sirva bem de veículo de apoio em algumas modalidades esportivas como ciclismo por exemplo. A picape vem com ABS nas quatro rodas com junto com o EBD. A suspensão dianteira é duplo Wishbone e a traseira com eixo rígido, cinco braços articulados e molas helicoidais (5-link). Tem praticamente os mesmos equipamentos da SUV como o ar condicionado automático digital; vidros elétricos; CD player com comandos no volante; espelhos com regulagem, rebatimento e aquecimento elétricos; rodas de liga leve aro 18”; duplo airbag, além de freios ABS com EBD e sistema 4x4 com reduzida part time. E todos os cinco ocupantes contam com air bags e cintos com pré-tensionadores e apoios de cabeça. Se o seu objetivo não é transportar carga e ainda quer uma picape média bem equipada, esqueça a Ranger e a S10.
As opções de câmbio, todos automáticos, da linha Actyon causam estranheza: na SUV a gasolina somente de seis marchas sem 4X4, na versão a diesel, somente a de 4 marchas, mas com opção de 4X4 e reduzida e na Sports que vem somente com motor a diesel, 6 marchas e opção de 4X4.
A caçamba tem mais de mil litros de capacidade volumétrica mas não se entusiasme com a capacidade de carga: só 750 quilos contando também os passageiros.
Os pneus são 255/60R18 e as rodas de liga aro 18. Os freios são a disco nas quatro rodas sendo os dianteiros ventilados e os traseiros sólidos.
O motor turbodiesel de 16 válvulas emprestado da Mercedes rende os mesmos 141 cv a 4.000 rpm e torque de 31,6 kgm/f a baixas 1.800 rpm que o utilizado no SUV.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ssangyong Actyon: Nem sempre Giugiaro acerta

É meio inacreditável que o Actyon, utilitário esportivo da Ssangyong que era hatch bem antes do Honda Accord Crosstour (veja aqui) e do BMW X6, tenha sido projetado no mesmo estúdio que nos deu carros inesquecíveis como o VW Scirocco, Lancia Thema, e os nacionais VW Passat, Fiat Uno e Punto. Mas como Giugiaro é humano e deve ter desenhado o carro especificamente para aquele mercado, que tem um gosto visual bem diferente dos nosso olhos ocidentais, nós o perdoamos.
Para a alegria de uns, e tristeza de alguns, o modelo está se despedindo de alguns mercados sendo substituído pelo novíssimo Korando que publicarei em breve, mas a Districar, representante tupiniquim da marca coreana expôs o modelo no Salão do Automóvel de São Paulo. O interior recebe muitos mimos para o motorista e ao contrário do que se vê nos modelos nacionais cada vez mais depenados e com penduricalhos esportivos, o passageiro do banco do meio da segunda fileira não foi esquecido, tendo direito também a cinto de três pontos retrátil e com pré tensionador e encosto de cabeça.
Voltando aos mimos temos bancos de couro com sistema de aquecimento e regulagens elétricas e a segunda fileira pode ser rebatido no modo um terço/dois terços (40/60 se preferir). Os espelhos retrovisores tem regulagens, desembaçamento e rebatimento elétricos e todos os vidros, inclusive o do teto solar, são elétricos com sensor antiesmagamento. O som que vem com seis auto-falantes e o "piloto automático" (cruise control) podem ser controlados a partir do volante. Falta alguns itens de conforto como controle "um toque" para os vidros elétricos e abertura automática da porta traseira que vem com amortecedores à gás. Aí sim o "feioso" poderia ser "o melhor SUV do mundo" como apregoa a Hyundai brasileira com seu Tucson.
Desde o ano passado o utilitário de luxo conta com dois motores, um diesel 2.0 emprestado da Mercedes com câmbio automático de 4 marchas que rende 141 cv e tem torque de 31,6 kgm/f a baixas 1.800 rpm e um a gasolina 2.3l que estreou ano passado que rende 150 cv e tem torque de 21,7 kgm/f a 3.500 rpm. A suspensão dianteira é duplo wishbone (duplo A se preferir) e a traseira conta com os arcaicos braços oscilantes com eixo rígido. Para parar, os freios são a disco nas quatro rodas sendo os dianteiros ventilados e conta com ABS. O carro vem com bons itens de segurança como controle de estabilidade, detector de capotamento e air bags frontais, laterais e de cortina. Caro leitor, se você não se importa com o design com gosto bem coreano do Actyon, seja feliz. Mas se você se preocupa com o que o seu vizinho que tem um Gol prata acha, vá de Tucson, mas acredito que sairá perdendo. Pelas respostas que tive com o post do Nissan Tiida Sedan (bem aqui), aparência não é tudo.
A marca investiu no interior com ergonomia e abundantes itens de conforto.
O quadro de instrumentos com o "completo básico" e hodômetro digital.
Porta-óculos, tampa do porta-malas e outros itens práticos recheiam o interior do SUV.
Ano passado o carro ganhou o motor a gasolina com câmbio de seis marchas.
A traseira compete com a dianteira sobre o ponto de design mais polêmico do carro.