quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Nissan Sentra 2011: Agora com câmera de ré

Ainda ninguém me convenceu a gastar 90 mil em um Corolla, ainda mais quando se pode pegar um Azera "básico" que oferece tudo que o sedan japonês tem, ainda mais um pouco e um V6 abaixo do capô. Mas se quiser ainda um eficiente nipônico, com preço de médio defasado, atualizado e bem equipado, o Sentra pode ser uma opção.
O sedan nipo-mexicano além de contar com motor flex, vem agora mais equipado na versão básica, com itens de segurança ativa importantes como freios ABS com controle eletrônico de frenagem (EBD) que ajuda a "encurtar"as freadas de emergência.
Mas se a bagagem for volumosa ou comprida, o banco traseiro pode ser rebatido, além de ser bipartido, com a mesma modularidade das irmãs minivans. Além disso, os encostos de cabeça podem ser rebatidos para ampliar a visibilidade do motorista quando não há passageiros atrás. Para o motorista encontrar a melhor posição para a condução, o seu assento pode ser elevado em até 60 milímetros, posição mais elevada, e a coluna de direção regulada na altura. Todos os comandos do modelo, segundo a marca, são intuitivos, de fácil alcance, deixando o motorista preocupado somente com o trânsito.
Com bom entreeixos de 2,68 m, o sedan promete amplo espaço aos passageiros, especialmente às pernas de quem senta no banco traseiro, mesmo com o banco dianteiro recuado.
O porta-malas vem com razoáveis 442 litros de capacidade e nas versões S e SL trazem o sistema Divide-N-Hide®, divisória removível oculta no interior do compartimento de carga que separa a bagagem.
Outro opcional interessante é a chave presencial I-Key. Introduzida pela Nissan no Brasil nos monovolumes Grand Livina e Livina X-Gear, em 2009, permite ao condutor travar e destravar portas e dar a partida no motor sem a necessidade de colocar a chave na maçaneta ou na ignição. Basta pressionar um pequeno botão ao lado das fechaduras a uma distância de até 80 cm, para que o sinal de comando da chave seja enviado às antenas embutidas em todas as maçanetas. Já o motor é acionado com o simples girar de uma borboleta na coluna de direção. Uma chave tradicional embutida no corpo do I-Key garante a abertura e fechamento das portas e a partida no motor caso haja alguma pane elétrica. Além disso, ela serve para abrir e trancar a tampa do "tanquinho" de gasolina para partida a frio, que está localizado no compartimento do motor.
E por falar em tanquinho, o bocal de abastecimento, ao contrário da grande maioria dos concorrentes do segmento, é protegido por uma caixa plástica. A tampa abre-se no sentido do motor para não haver risco de derramamento de combustível nos componentes periféricos e na carroceria. Além da questão da segurança, a solução adotada pela engenharia da marca evita que odores fortes do combustível sejam sentidos na hora do abastecimento, apesar de muita gente adorar o "barato".
O motor é o mesmo 2.0l que recentemente virou flexível, erroneamente chamado pela assessoria da marca como bicombustível. Motores bicombustíveis são motores que podem rodar com dois tipos distintos de combustível, tipo gasolina/GNV, etanol/GNV ou diesel/GNV.
Flexível em combustível, ou flex para os mais íntimos é quando o motor admite mistura de dois tipos combustível em QUALQUER proporção.
“É um modelo que arrebata, pois oferece aos proprietários, que são consumidores bastante exigentes, o que eles desejam: modernidade, beleza, potência, custo-benefício e itens diferenciados, como o câmbio XTRONIC® CVT, a chave presencial I-Key e a câmara auxiliar de estacionamento traseira”, afirma Anderson Suzuki, gerente de Marketing e Produto da Nissan do Brasil. Bem, se você não fica preocupado com o terrorismo que os vendedores de semi-novos e da concorrência fazem quando se escolhe um veículo que não seja de uma marca queridinha do mercado, quer um carro bem equipado e não quer pagar pela imagem e status, o Sentra é um boa opção. Os preço das versões abaixo partem de 54.900 reais e as versões intermediárias e a top reduziram o preço em torno de R$ 1700,00:
2.0 (câmbio 6 marchas): R$ 54.990
2.0 (XTRONIC® CVT): R$ 59.790
2.0 S (XTRONIC® CVT): R$ 63.290
2.0 SL (XTRONIC® CVT): R$ 71.290
De série itens como computador de bordo, sistema de áudio que lê mp3 (e tem função RDS, com seis alto-falantes e cabo para conexão de iPod no console entre os bancos dianteiros), direção com assistência elétrica variável.
O painel de instrumentos do Sentra é mais bem equipado que o painel minimalista do Tiida, mas não sou fã dos marcadores de combustível e temperatura ficarem no painel digital ao centro por dificultar a leitura.
A versão topo de linha SL, equipada com o câmbio XTRONIC® CVT, ganha a câmera auxiliar traseira para manobras. Instalada na tampa do porta-malas, ela capta imagens da região periférica traseira do veículo e as transmite para a tela de 4.3 polegadas no console central.
O motor de 2 litros é o conhecido flexível em combustível, que desenvolve 143 cavalos tanto com gasolina como com etanol acoplado em transmissões manual de seis velocidades (somente na versão 2.0) e XTRONIC® CVT (de série nas versões 2.0 S e 2.0 SL e opcional na versão 2.0).
A geometria da suspensão é formada pela independente McPherson com barra estabilizadora na dianteira e por eixo de torção com barra estabilizadora na traseira. Os amortecedores contam ainda com dispositivo de controle de ondulação “ripple control”, que elimina as vibrações transmitidas por depressões ou obstáculos.

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