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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Citroën DS4: Crossover francês de quatro portas quer se passar por coupé também

Parece que a PSA Peugeot-Citroën percebeu que o consumidor quer o parece ser e não o que não é (Não entendeu? Leia aqui). No release de seu DS4 que é o primeiro modelo com quatro portas da divisão de "luxo esportivo" da marca, o crossover é tratado como uma berlina coupé pela marca (já vi essa história antes, veja aqui para entender). O DS4 já tinha sido antecipado no Salão de Genebra com o conceito DS4 High Rider (mais uma vez veja aqui, desta vez é um duas portas). Marc Pison, estilista do projeto afirma que "a reinterpretação de conceitos é uma chave que abre as portas para novas perspectivas concretas e surpreendentes para a mobilidades automobilística". Sei, meu olho direito é irmão do meu olho esquerdo...
Sem o sobrenome, agora vem com quatro portas sendo que as traseiras tem as maçanetas (bem) escamoteadas na coluna "C", à moda dos hatches e sw's da Alfa que fizeram escola mundo a fora, mas sem chamar os seus quatro-portas esportivos de coupés, coupés sedans ou algo que o valha.
Se um Citroën já é luxuoso, a linha DS já é um patamar acima da linha normal, com abundância de couro e cromados além do bom acabamento para passar a impressão de produto requintado. Como é difícil não ter pedigree...
O DS4 tem um para-brisas panorâmico e um teto fumê que garante uma boa luminosidade no interior. O painel recebe detalhes cromados no quadro de instrumentos que contam com display em alta resolução, saídas de ar e console central, também com monitor para GPS e sistema de entretenimento.
Mais detalhes do interior que conta com cromados e couro fino por toda a parte que se vê. São pelo menos cinco opções de cores que podem ser combinadas em acabamento bi-tonal. Os bancos tem um acabamento que lembra a pulseira de um relógio (quem tem um "cebolão" vai perceber na hora) na parte central do encosto.
Mais detalhes externos do DS4 como o duplo "chevron" e as rodas "turbina" com desnho de bom gosto acima. Abaixo a maçaneta escamoteável em ação, o para-lamas traseiro de desenho musculoso e os detalhes cromados que decoram os faróis do modelo, além da moldura do farol de neblina.
Apesar de ser um crossover, o DS4 foi planejado para ter um comportamento dinâmico semelhante a um esportivo. A suspensão dianteira é um psudo-McPherson e a traseira usa barra de torção. A direção é assistida por circuito hidráulico movido por bomba elétrica, que rouba menos potência do motor.
Para pará-lo com segurança a Citroën disponibilizou freios a disco dianteiros ventilados de 340 mm com ABS com distribuição de força de frenagem (EBD), sem contar o controle de estabilidade e de tração inteligente (em conjunto com o ABS) para garantir a segurança em situações de emergência. Outro item de segurança é o detector de veículos em pontos cegos do carro.
Motorização: 2 motores a diesel, o HDi 110 de 110 cv e 160 com 160 cv. As versões a gasolina usam motores VTi e THP, desenvolvidos em conjunto com a BMW que rendem 120 cv no primeiro e 155 e 200 cv no último sendo que a versão mais potente entrega 28 kgm/f a 1.700 rpm, todos com caixa de seis marchas manuais ou automatizadas.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Peugeot 3008 Hybrid4: Derrubando o CO² mas sem derrubar o desempenho

A Peugeot anuncia orgulhosa que vendeu 10 mil unidades do 106 elétrico entre 1.995 e 2.003 e depois do tricampeonato em Le-Mans com o 908 HDi movido a diesel e o anuncio de desenvolvimento de uma versão híbrida diesel elétrica para o ano que vem, a Peugeot anuncia o primeiro híbrido movido a diesel, que segundo ela é uma combinação inédita no mundo já que a maioria dos híbridos são movidos a gasolina. Ela só esqueceu do caminhãozinho Fuso Canter que recentemente ganhou uma versão híbrida que é comercializada na Ásia e na Europa (veja aqui um pequeno post dele). Ok, ok, o 3008 é um crossover e o Canter um VUC, mas isso não tira o ineditismo do caminhãozinho japonês.
Segundo a marca a prioridade do carro, além da caça ao CO² que supostamente emitimos em quantidades suficientes para transformar o planeta em um forno, é no prazer de dirigir. Mas esqueça o câmbio manual, já que os híbridos precisam de um câmbio automático no mínimo automatizado como é o caso aqui para gerenciar as alternâncias de funcionamento dos motores ou a combinação dos dois juntos, além da recuperação de energia cinética em eletricidade para a bateria.
Bem, esse híbrido funciona em quatro modos:
ZEV (zero emission vehicle): em que o motor elétrico trabalha em baixas velocidades. Recomenda-se ao andar nesse modo de mão na buzina apesar das baixas velocidades, e faróis acesos mesmo de dia, já que os distraídos irão entrar na frente do carro sem aviso devido ao silencioso motor elétrico quando em funcionamento.
Auto: o sistema se encarrega de gerenciar qual motor, o elétrico, o térmico ou os dois simultaneamente, que irá funcionar naquele momento.
Sport: As trocas de marchas são feitas mais rapidamente e com um pouco mais de giro priorizando o desempenho, melhorado pelo sistema Hybrid4 que transforma o 3008 de um pacato tração dianteira em um 4wd de rali como você caro leitor verá abaixo.
4wd: Se em altas velocidades faz o veículo "deslanchar" já que não é preciso "arrastar" ou "empurrar" um dos eixos, visto que todos os eixos estão tracionando, em baixa velocidade para escapar da neve ou da lama, nada como uma tração nas quatro rodas já que o motor a explosão cuida das rodas dianteiras e o motor elétrico das traseiras.
E para derrubar ainda mais as emissões de CO² quando o motor a diesel entra em ação, há o sistema Start&Stop que desliga o propulsor quando o carro para durante alguns segundos.
Uma forma de fazer o condutor "mais cidadão" ao diminuir as emissões a ponto de ficar próximas de zero, já que na paranóia de caça ao CO² emitido, algumas cidades acabam sendo multadas pela União Européia, e também de fazer o modelo pagar menos impostos.
Com mais modelos desses nas ruas, o "Dia Mundial Sem Carro" começará a perder o sentido de sua existência, e quem sabe comemorar algo bem mais útil que algum devaneio de eco-neo-hippie.
O interior tenta mostrar avanço tecnológico e passar uma sensação de cabine de aeronave, especialmente para o motorista. Destaque para o volante que recebe aletas para mudança de marchas do câmbio automático. Uma tela de 6.9 polegadas mostra o modo de funcionamento atual do veículo quando em repouso das funções do multimídia ou do GPS.
O display de instrumentos é quase completo, com o conta-giros é substituído por um mostrador com indicações como o do modo mais "eco" de dirigir mostrando a faixa de potência otimizada em que se polui menos), "carga" em que as baterias são carregadas e "força" em que a escala graduada mostra o quanto de carga ainda resta nas baterias, montadas no assoalho atrás dos bancos traseiros.
Detalhes do interior como a alavanca do câmbio automatizado, o sistema multimídia no console central, os monitores integrados aos encostos e o seletor de modo de dirigir, em quatro opções como ecológica ZEV que aciona só os motores elétricos, a Auto que seleciona o melhor modo de acionar os motores, Sport que otimiza o desempenho e a 4WD que tira o carro de pequenas enrascadas, dessas em que a Locker ficaria.
O carro é equipado com um motor de 2l que desenvolve 163 cv @ 3.750 rpm com torque de 30 kgm/f @ 1.581 rpm que traciona o eixo dianteiro. Ele é de última geração e já atende as severas normas Euro 5 de emissões. Tem câmaras de combustão do tipo ECCS (Extreme Conventional Combustion System), um turbo com geometria variável de pouca inércia, bomba de alta pressão com 2 000 bar na linha de alimentação e também injetores solenóide com oito furos.
O câmbio é uma automatizada de seis marchas com acionamento seqüencial na alavanca ou por aletas atrás do volante. E o eixo traseiro é tracionado pelo motor elétrico que desenvolve 27 cv em modo contínuo ou 37 em modo de potência máxima quando é exigido em uma retomada por exemplo, servindo como "booster". O torque fica em 10 kgm/f em modo normal ou 20 kg em modo "boost".
Apesar do jeito de jipão, o crossover da Peugeot une a praticidade de um monovolume à dirigibilidade de um sedan e sem os defeitos do primeiro formato como o porta-malas contido, já que comporta excepcionais 512l (432l no sistema VDA) que podem ser ampliados para 1.604l com os bancos rebatidos (1.214l no sistema VDA).

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Franceses comemoram os 40 anos do LAB


Às vezes publico nesse blog alguns crash-test's e muita gente não deve entender o porquê de alguém pegar um carro e jogá-lo contra uma parede de concreto. O motivo é a segurança, e se não bastasse o NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration, o órgão responsável pela segurança veicular dos EUA desde a década de 1970) e a EuroNCAP (European New Car Assessment Programme, a versão européia, desde 1995) há um órgão francês criado pelas fabricantes Renault e PSA Peugeot-Citroën um pouco antes, em 1969, o LAB.
O LAB (Laboratório de Acidentologia e Biomecânica, traduzindo para o português) foi responsável por inúmeras inovações em segurança como o desenvolvimento e construção de "dummies" (manequins que simulam o corpo humano nas simulações de acidentes, basicamente os "bonecos" que "sofrem" o "crash-test" e mostram os possíveis danos que uma pessoa real sofreria em um acidente aos pesquisadores) e nas especificações dos cintos de segurança e no sistema que é padrão na Europa de fixação de cadeirinhas e bebês-conforto na Europa: O Isofix.
O laboratório estuda a acidentologia que são as causas e as conseqüências dos acidentes, em colaboração com os hospitais e a polícia. Ela se apóia nos estudos detalhados de acidentes reais, que são reconstruídos para compreensão dos fatores que os provocaram.
Além disso, a acidentologia estuda o binômio “automóvel e motorista” dentro de sua amplitude, isso inclui o comportamento humano e a psicologia do condutor, assim como a ergonomia no interior do habitáculo. Resumindo, a vocação da acidentologia é prevenir.
Paralelamente, a biomecânica analisa os limites do corpo humano aos choques. Ela visa proteger os ocupantes nos casos em que acidente torna-se inevitável. A biomecânica procura compreender os mecanismos de lesões, analisar o comportamento da estrutura do veículo e verificar a eficácia dos sistemas de proteção, tudo isso com o objetivo de sempre melhorá-los.
O resultado são, além do aumento de segurança nos carros fabricados, vários prêmios internacionais, 642 estudos publicados em revistas científicas e a participação dos profissionais do LAB em 29 projetos de pesquisas francesas e européias.
Para se ter uma idéia de como vale a pena investir em segurança, teve um acidente trágico em São Paulo no começo desse ano em que um motorista bêbado andou 5 quilômetros na contra-mão e colidiu contra um Gol, matando um casal carbonizado e deixando uma criança gravemente ferida. O motorista alcoolizado dirigia um Renault Clio Sedan e só sofreu ferimentos leves.
Avaliação das consequências do crash-test com o modelo Renault 5, em 1971.
Crash-test com o modelo Renault 5, em 1971.

Família de "dummies" no interior do Renault Laguna, em 1995.
Preparação dos "dummies" para a realização de crash-test.
Crash-test realizado em 1973.
Crash-test com o modelo Renault 4, em 1970, para avaliação dos cintos de segurança.
Crash-test com o modelo Renault 12 (o "primo" francês do Ford Corcel, veja as rodas do veículo em segundo plano), em 1972.

Preparação para a realização de crash-test do Renault Scénic.
Crash-test do Renault Scénic.
Preparação para a realização de crash-test do Renault Scénic.
Preparação para a realização de crash-test do Renault Mégane Hatch.

Preparação para a realização de crash-test do Renault Mégane Hatch.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

5ByPeugeot pode substituir o 407 e 607

A Peugeot pretende substituir as linhas 407, médio grande importado aqui e o ausente 607 que não tem vendas expressivas no velho continente. A proposta é um sedã médio grande de quase 5 metros e que seria o futuro 508. Talvez após o Salão de Genebra teremos sketches e previews da futura família de luxo da marca do Leão.
Assim como a Audi, a Peugeot pretende substituir todas as lâmpadas por LED's, aqui dispostos em tubos, mas o desenho felino dos faróis continua.
E as rodas continuam crescendo, essa de alumínio escovado que equipa o carro e tem 19 polegadas.
Detalhes em alumínio escovado como as molduras das janelas dão sobriedade e elegância ao projeto.
Os LEd's em tubo continuam nas lanternas traseiras que ganham detalhe em alumínio escovado.
A Peugeot promete um motor 2.0 que emite só 99 g/km quando em uso e que faz 26,3 km/l. O segredo? O carro é híbrido e a diesel.
A unidade 2.0 diesel tem 163 cv auxiliado por motores elétricos de 37 cv, dando 200 cv de potência total.

O carro pode funcionar em modo totalmente elétrico em baixas velocidades.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Mega Recall da Toyota: Grupo PSA Peugeot Citroën também entra na roda


Parece que o recordista Citroen C3 brasileiro terá um companheiro europeu em recall da mesma marca. Por causa do problema do pedal do acelerador que trava, que também afeta modelos da Toyota na Europa, 100 mil unidades fabricadas em conjunto com o grupo PSA Peugeot-Citroën foram afetadas. Derivados do microscópico Aygo de 3,43 m de comprimento e 1,63 de largura, que chegou até a ganhar uma versão chamada Aygo Crazy (algo como "Eu vou à loucura" foneticamente traduzindo do inglês) com um poderoso V6 central de 250 cv, já havia passado por um recall recentemente por um problema no cubo dianteiro.

Assim como o primo japonês o Citroën C1 tem motores 1.0 de 68 cv a gasolina e um diesel 1.5 de 55cv. Há uma versão elétrica experimental comercializada em Londres.


O primo francês Peugeot 107 também passa pelo mesmo recall, nesse só o diesel muda para 1.4l, mas com os mesmos 55 cv.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Peugeot comemora 200 anos com novidades

Pouca gente imaginava que a Peugeot fosse uma das mais velhas indústrias automobilísticas do mundo. Há exatos 200 anos os irmãos Jean-Pierre e Jean-Frédéric Peugeot transformaram o moinho do pai em uma fundição iniciando uma nova era na empresa. De ferramentas a bicicletas, fazer o primeiro automóvel da empresa em fins do século XVIII foi um pulo. Com o veto do primo Eugene Peugeot quando Armand Peugeot montou o protótipo de um triciclo a vapor para mostrar na chamada Feira Mundial de 1889, a mesma em que foi construída especialmente para a ocasião a Torre Eiffel, é criada uma nova empresa: a Lion Peugeot. Enquanto um braço da familia insistia em ferramentas, panelas e bicicletas e chegou a montar até motos, Armand Peugeot inspirado por Gotlieb Daimler (o mesmo que formaria o que é hoje a Mercedes-Benz) apresentou um projeto de um veículo de quatro rodas com um motor também Daimler. Inspirados pelo tio Armand os sobrinhos Pierre, Robert e Jules fundam a Lion Peugeot e começam a fabricar seus próprios carros. Com a morte de Eugene em 1910, as duas marcas da família Peugeot se unem. Da Lion Peugeot, o leão se torna somente o logotipo da empresa. Agora o símbolo do leão ganha um novo visual, perde o fundo azul e nome Peugeot agora é escrito em azul.
Em 1905 é lançado o Peugeot BP1 em 1905 que vendeu 400 unidades, um recorde para a época em que a produção artesanal era a regra, tinha 10 cv potência e foi projetado por ninguém menos que Ettore Bugatti, o mesmo que anos depois lançaria uma marca de automóveis com a sua assinatura. Essa unidade está exposta no Museu de Caramulo em Portugal.
Novos rumos, a Peugeot agora quer diminuir a influência do petróleo em seus projetos e aposta em carros elétricos como o i0n, feito em parceria com a Mitsubishi. Haverá também uma versão comercial que será chamada de Partner Origin. Com máxima de 128 km/h, tem autonomia de 120 km podendo ser recarregado em 8 horas em uma tomada normal ou 80% da carga em 30 minutos em uma tomada especial. O lançamento será no final desse ano.
Além de uma bicicleta elétrica que está sendo desenvolvida em parceria com a empresa Ultramotor, a Peugeot pretende lançar essa scooter totalmente elétrica, a E-Vivacity, que pode ser recarregada em 4 horas podendo ter 80% da carga disponível em 2 e tem autonomia de 100 km. Tem desempenho similar à de uma scooter de 50 cm³ à gasolina.
Com compromisso de reduzir em 15% as emissões de CO² já em 2010, ela lança esse charmoso conceito híbrido conversível que srá exposto no Salão de Genebra, o SR1. Tem um motor 1.6 THP na dianteira de 218 cv e um motor elétrico de 95 cv no eixo traseiro. Ele pode funcionar somente elétrico, híbrido misto que tem consumo em ciclo combinado de 24 km/l e de autonomia extendida. As emissões são de 119 g por km, um feito para um carro de 313 cv. Parte das tecnologias já estarão disponíveis no 3008 Hybrid4.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Peugeot 206 se despede da linha de produção aqui no Brasil

O 206 "oficial" deixou as linhas de produção nacionais segundo o site Carsale, permanecendo o 207 "Brasil" X-Line (link aqui) como versão de entrada (conhecido como 207 Compact na Argentina e 206 Plus na França) que nada mais é que o 206 com a frente do primo francês 207. Para se ter uma idéia da diferença do 207 "Brasil" para o 207 francês, é a mesma coisa do Punto italiano que é do tamanho do Pálio e o Grand Punto (que é nomeado aqui simplesmente como Punto). O carrinho começou importado em 1998/1999 e em 2001 virou brasileiro com a inauguração da fábrica de Porto Real pertencente ao Grupo PSA Peugeot Citroën. Em 2004 recebe alguns retoques quase imperceptíveis como um redesenho dos parachoques, faróis com lentes de policarbonato e lanternas traseiras com lentes mais avermelhadas. E nesse mesmo ano é lançada a versão SW que em 2006 ganha uma versão aventureira chamada Escapade. Em 2008 surge a versão 207 que ocupa a gama mais "premium" da linha, extinguindo a perua 206 normal e Escapade, que agora estão disponíveis somente como 207. O sedã Passion foi lançado em 2008 já como 207, sendo inédita a versão turca fabricada pela Khodro iraniana com a frente do 206. O carrinho vai deixar alguma saudade, já que foi um dos primeiros "carros-imagem" brasileiros, os outros foram o Ka cuja versão atual é um arremedo do criativo e compacto carrinho e por incrível que pareça, o primeiro Corsinha, já que era difícil ver um estacionamento de rave nos anos 90 não estar coalhado em grande quantidade por eles.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Citroën C-Zero: o elétrico da marca dos chevrons

Ao contrário da aliança Fiat-Chrysler, o grupo PSA Peugeot-Citroën está com o vento em popa quando o assunto é elétricos. Depois de lançar o iOn (veja aqui), versão Peugeot do acordo com a Mitsubishi que compartilha a fabricação do i-Miev (veja aqui) que ganhou uma versão comercial recentemente (veja aqui) no salão de Tóquio e que talvez seja extendida às marcas do grupo francês. Bem, a Citroën está tentando convencer o consumidor europeu a deixar o seu carro fumacento em casa e optar por um elétrico limpinho quando for fazer algum deslocamento urbano. Os argumentos dos fabricantes do grupo francês são de que a maioria dos deslocamento são feitos em menos de 30 quilômetros por dias e a autonomia de 130 km em ciclo misto cobre isso com folga. E se tiver disponível uma tomada de 400 v, 80% recarga é feita em 30 minutos. Boa dica para donos de estacionamento, shoppings e grandes estabelecimentos comerciais (escrevi isso no post do Twizy e do Zoe, veja aqui).
E o C-Zero, nome que aproveita a histérica caça às emissões de CO² é o representante da casa dos chevrons no segmento.
O desempenho não é sofrível para um elétrico: o 0-100 km/h é feito em 15 segundos, o equivalente aos nossos carros "mil", com máxima de 130 km/h sem aquela barulheira de máquina de costura trovejando na cabeça. Quem dirigiu ou viajou em um Fusca ou Kombi sabe do que estou falando. Retomadas são interessantes, 60 a 90 km/h em 9 segundos. Como o seu irmão iOn, estará disponível no final de 2010. E os governos da zona do Euro estão dispostos a pagar até 5500 euros de subsídio em um carro elétrico, fora outras mordomias como não pagar impostos de consumo e emissões e passagem liberada em pedágios urbanos.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O que um incentivo fiscal não faz...

Comemorem enquanto podem.
Comemorem enquanto o IPI volta gradualmente e o aço não aumenta...
...e quem não comprou o seu aproveite.
A Fiat está comemorando 69.935 veículos emplacados em setembro, e a liderança de vendas no mercado interno de automóveis e veículos comerciais leves, com um crescimento de 20% sobre os números de agosto e de 16,6% sobre o mesmo mês em 2008. No acumulado de vendas, a Fiat soma 542.722 nesse ano. Comemorações também no grupo Peugeot-Citroën, apesar das duas juntas venderem quatro vezes menos que a Fiat sozinha, o mês foi recorde: aumento de 45% em relação ao mês passado e 16% em relação ao mês de setembro do ano passado. Hipérbole no estilo Hyundai-CAOA é falar que os modelos 207 e C3 foram desenvolvidos especificamente para o consumidor brasileiro...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Recall Peugeot 206, 207 e Citroën C3

Quem adquiriu um Peugeot 206 anos 2007 e 2008, 207 ano 2009, Citroën C3 1.6 Flex 2008 com número de chassis 8B544878 a 8B547417 e 2009 de 9B500014 a 9B52425 todos com câmbio automático favor contatar os SAC's das fabricantes. Os carros passarão por uma reprogramação da central eletrônica da caixa automática que endurece o pedal do freio durante os primeiros 15 segundos quando o carro está totalmente frio, o que pode acarretar acidentes. Maiores informações:
Peugeot - 0800 703 2424
Citroën - 0800 011 8088

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Elétricos Nipo-Franceses

Para a alegria, ou desespero dependendo do lugar, dos ecologistas a Mitsubishi firmou acordo com o grupo PSA - Peugeot Citroën sobre desenvolvimento e fabricação de veículos elétricos.
O desespero na frase anterior fica por conta de ecologistas mais histéricos com a questão do aquecimento global. Como lá boa parte da matriz energética é baseada em termoelétricas a carvão tão poluidoras que fazem um carro como esse aí em cima teoricamente e apesar do rendimento emitir mais CO² que um sedã de grande porte e/ou usinas nucleares que apesar de não poluírem deixa lixo radioativo de difícil descarte.
Mas deixando ideologismos baratos e bandeiras histéricas de lado o importante é que a promessa da Mitsubishi de fazer o carro por 15 mil euros pode se concretizar (veja aqui).
Os principais pontos são:
Os principais pontos deste acordo de cooperação são:

1) O desenvolvimento de um veículo elétrico para o mercado europeu baseado no Mitsubishi MMC i-MiEV;
2) O veículo será vendido na Europa, com versões Peugeot e Citroën;
3) A produção está prevista para começar em outubro de 2010 com lançamento comercial no mercado europeu até o final de 2010;

Com as exigências drásticas de diminuição de CO² nos produtos automotivos, as fábricas européias se interessam em ganhar pontos positivos com as autoridades e com o público em geral (veja um exemplo aqui). A PSA tem muito a ganhar, especialmente a Peugeot que já vai produzir os movidos a diesel 3008 HYbrid4 e a Citroën DS5 HYbrid até 2011.