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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Franceses comemoram os 40 anos do LAB


Às vezes publico nesse blog alguns crash-test's e muita gente não deve entender o porquê de alguém pegar um carro e jogá-lo contra uma parede de concreto. O motivo é a segurança, e se não bastasse o NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration, o órgão responsável pela segurança veicular dos EUA desde a década de 1970) e a EuroNCAP (European New Car Assessment Programme, a versão européia, desde 1995) há um órgão francês criado pelas fabricantes Renault e PSA Peugeot-Citroën um pouco antes, em 1969, o LAB.
O LAB (Laboratório de Acidentologia e Biomecânica, traduzindo para o português) foi responsável por inúmeras inovações em segurança como o desenvolvimento e construção de "dummies" (manequins que simulam o corpo humano nas simulações de acidentes, basicamente os "bonecos" que "sofrem" o "crash-test" e mostram os possíveis danos que uma pessoa real sofreria em um acidente aos pesquisadores) e nas especificações dos cintos de segurança e no sistema que é padrão na Europa de fixação de cadeirinhas e bebês-conforto na Europa: O Isofix.
O laboratório estuda a acidentologia que são as causas e as conseqüências dos acidentes, em colaboração com os hospitais e a polícia. Ela se apóia nos estudos detalhados de acidentes reais, que são reconstruídos para compreensão dos fatores que os provocaram.
Além disso, a acidentologia estuda o binômio “automóvel e motorista” dentro de sua amplitude, isso inclui o comportamento humano e a psicologia do condutor, assim como a ergonomia no interior do habitáculo. Resumindo, a vocação da acidentologia é prevenir.
Paralelamente, a biomecânica analisa os limites do corpo humano aos choques. Ela visa proteger os ocupantes nos casos em que acidente torna-se inevitável. A biomecânica procura compreender os mecanismos de lesões, analisar o comportamento da estrutura do veículo e verificar a eficácia dos sistemas de proteção, tudo isso com o objetivo de sempre melhorá-los.
O resultado são, além do aumento de segurança nos carros fabricados, vários prêmios internacionais, 642 estudos publicados em revistas científicas e a participação dos profissionais do LAB em 29 projetos de pesquisas francesas e européias.
Para se ter uma idéia de como vale a pena investir em segurança, teve um acidente trágico em São Paulo no começo desse ano em que um motorista bêbado andou 5 quilômetros na contra-mão e colidiu contra um Gol, matando um casal carbonizado e deixando uma criança gravemente ferida. O motorista alcoolizado dirigia um Renault Clio Sedan e só sofreu ferimentos leves.
Avaliação das consequências do crash-test com o modelo Renault 5, em 1971.
Crash-test com o modelo Renault 5, em 1971.

Família de "dummies" no interior do Renault Laguna, em 1995.
Preparação dos "dummies" para a realização de crash-test.
Crash-test realizado em 1973.
Crash-test com o modelo Renault 4, em 1970, para avaliação dos cintos de segurança.
Crash-test com o modelo Renault 12 (o "primo" francês do Ford Corcel, veja as rodas do veículo em segundo plano), em 1972.

Preparação para a realização de crash-test do Renault Scénic.
Crash-test do Renault Scénic.
Preparação para a realização de crash-test do Renault Scénic.
Preparação para a realização de crash-test do Renault Mégane Hatch.

Preparação para a realização de crash-test do Renault Mégane Hatch.