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quarta-feira, 17 de março de 2010

Mitsubishi revela planos para o Brasil

Segundo o jornal O Estadão a Mitsubishi planeja ampliar a fábrica de Catalão (GO) e vai fabricar aqui além da Pajero Dakar esperado para esse ano ou ano que vem, o sedã Lancer em 2012. E contrariando as previsões da Mitsubishi assumir a operação brasileira, a fábrica irá investir em recursos próprios 800 milhões em dois anos. Segundo o Estadão, o valor é o mesmo que foi investido em 12 anos. As pretensões do empresário Eduardo Souza Ramos, é chegar aos 2% do mercado nacional com previsão de (não se assustem) cinco milhões de veículos novos. Um dos planos da Mitsubishi goiana é produzir localmente o i-Miev, que se fosse importado custaria 100 mil reais, mas a aposta é com a fabricação em escala e redução de preços de peças e impostos o valor caia significativamente.

A fábrica de Catalão pode fabricar o Lancer para concorrer com o Civic e Corolla ou o Colt para dar trabalho ao i-30.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Citroën C-Zero: o elétrico da marca dos chevrons

Ao contrário da aliança Fiat-Chrysler, o grupo PSA Peugeot-Citroën está com o vento em popa quando o assunto é elétricos. Depois de lançar o iOn (veja aqui), versão Peugeot do acordo com a Mitsubishi que compartilha a fabricação do i-Miev (veja aqui) que ganhou uma versão comercial recentemente (veja aqui) no salão de Tóquio e que talvez seja extendida às marcas do grupo francês. Bem, a Citroën está tentando convencer o consumidor europeu a deixar o seu carro fumacento em casa e optar por um elétrico limpinho quando for fazer algum deslocamento urbano. Os argumentos dos fabricantes do grupo francês são de que a maioria dos deslocamento são feitos em menos de 30 quilômetros por dias e a autonomia de 130 km em ciclo misto cobre isso com folga. E se tiver disponível uma tomada de 400 v, 80% recarga é feita em 30 minutos. Boa dica para donos de estacionamento, shoppings e grandes estabelecimentos comerciais (escrevi isso no post do Twizy e do Zoe, veja aqui).
E o C-Zero, nome que aproveita a histérica caça às emissões de CO² é o representante da casa dos chevrons no segmento.
O desempenho não é sofrível para um elétrico: o 0-100 km/h é feito em 15 segundos, o equivalente aos nossos carros "mil", com máxima de 130 km/h sem aquela barulheira de máquina de costura trovejando na cabeça. Quem dirigiu ou viajou em um Fusca ou Kombi sabe do que estou falando. Retomadas são interessantes, 60 a 90 km/h em 9 segundos. Como o seu irmão iOn, estará disponível no final de 2010. E os governos da zona do Euro estão dispostos a pagar até 5500 euros de subsídio em um carro elétrico, fora outras mordomias como não pagar impostos de consumo e emissões e passagem liberada em pedágios urbanos.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Mitsubishi no Salão de Tóquio

Donos de loja com espírito ecológico adorarão essa versão comercial do i-Miev, aí é só instalar os painéis solares ou o gerador eólico para ganhar algum "selo verde" de alguma ong eco-chata. Pensei que após Frankfurt diminuiria a quantidade de carros "verdes", mas após a terceira "esquenta" do Salão de Tóquio prevejo uma enxurrada de veículos elétricos, híbridos, a pilha de combustível, hidrogênio e afins.
O crossover abaixo, o PX-MiEV é um híbrido que tem dois motores elétricos e um motor 1.6l a combustão que pode funcionar de modo puramente elétrico, combinado ou autonomia extendida. E tem também freios regenerativos. E sim, você pode plugá-lo na tomada de casa...
O carro pode ser carregado em recarga lenta, rápida e inclusive sem fio, e a as baterias tem um inversor de tensão que pode ligar aparelhos elétro-eletronicos em caso de emergência.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Nem demorou...

Lembra do acordo entre a PSA Peugeot Citroën e a Mitsubishi para o compartilhamento de tecnologia de veículos elétricos? Se pegou o bonde andando leia aqui. Bem, mal o acordo foi assinado e a Peugeot já lançou a sua versão denominada iOn. Segundo a Peugeot, autonomia de 130 km e recarga em seis horas com 80% dacarga disponível após 30 minutos em suas baterias de íons de lítio. Desempenho será o típico de um urbano com máxima de 130 km/h graças aos 64 cv de potência e o bom torque de 18 kgm/f. Em tempo, segundo a fabricante francesa, no final de 2010 estarão as primeiras unidades disponíveis para a venda.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Elétricos Nipo-Franceses

Para a alegria, ou desespero dependendo do lugar, dos ecologistas a Mitsubishi firmou acordo com o grupo PSA - Peugeot Citroën sobre desenvolvimento e fabricação de veículos elétricos.
O desespero na frase anterior fica por conta de ecologistas mais histéricos com a questão do aquecimento global. Como lá boa parte da matriz energética é baseada em termoelétricas a carvão tão poluidoras que fazem um carro como esse aí em cima teoricamente e apesar do rendimento emitir mais CO² que um sedã de grande porte e/ou usinas nucleares que apesar de não poluírem deixa lixo radioativo de difícil descarte.
Mas deixando ideologismos baratos e bandeiras histéricas de lado o importante é que a promessa da Mitsubishi de fazer o carro por 15 mil euros pode se concretizar (veja aqui).
Os principais pontos são:
Os principais pontos deste acordo de cooperação são:

1) O desenvolvimento de um veículo elétrico para o mercado europeu baseado no Mitsubishi MMC i-MiEV;
2) O veículo será vendido na Europa, com versões Peugeot e Citroën;
3) A produção está prevista para começar em outubro de 2010 com lançamento comercial no mercado europeu até o final de 2010;

Com as exigências drásticas de diminuição de CO² nos produtos automotivos, as fábricas européias se interessam em ganhar pontos positivos com as autoridades e com o público em geral (veja um exemplo aqui). A PSA tem muito a ganhar, especialmente a Peugeot que já vai produzir os movidos a diesel 3008 HYbrid4 e a Citroën DS5 HYbrid até 2011.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Guerra do Elétricos Japoneses

Começou a "Corrida do Ouro" em busca do consumidor sustentável, aquele que não quer aumentar sua "promissória" ambiental por conta da emissão de CO². A Mitsubishi promete vender o seu i-Miev (acima), que custa atualmente 34 mil euros, para mais acessíveis 15 mil, se conseguir vender 30.000 unidades anuais em três anos. Não deve ser difícil por que há também negociações com o grupo PSA para vender versões do urbanino elétrico em versões Citroën e Peugeot. Em contrapartida a Nissan oferecerá o Leaf (abaixo e veja aqui para mais informações) por módicos 20 mil euros, levando-se em conta que é um médio. A parte chata é que esse preço é sem as baterias que é bom e ruim ao mesmo tempo, já que as baterias serão oferecidas em regime de aluguel já recarregadas (que no Japão é equivalente a 70 euros anuais) e com garantias da Nissan que pode inclusive oferecer baterias melhoradas ao consumidor sem que se pague a mais por isso. O ruim é que não poderá se optar por outras baterias que não sejam da Nissan, o que obrigará o consumidor a depender da fabricante. Onde isso vai parar? Veremos...