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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Renault Latitude: Alto luxo francês em pacote coreano

Alguém se lembra do Laguna? O sedã fastback, que teve também uma versão perua, teve vendas reduzidas por aqui ainda em primeira geração, talvez por causa do mercado pulverizado, ou pela alta repentina das taxas de importação e do dólar, o que quase matou o mercado de importados. Agora ele aparece em alto estilo na França para substituir nada menos que o Vel Satis (veja aqui), o polêmico dois volumes que ocupava o segmento de alto luxo, e vendeu menos que o antecessor Safrane, que ironicamente lembrava, e muito, o Laguna de primeira geração.
Virá com muitos mimos, motores 2.0 a diesel e a gasolina para atender alguns países que taxam altas cilindradas como a Itália, e também haverá a opção de um futuro V6, do qual se espera uma potência e torque condizentes com a categoria e com números de emissões de CO² e de consumo reduzidos.
Na Coréia ele já é vendido há dois anos com relativo sucesso por lá, através da subsidiária Samgsung Motors com a alcunha SM5, vem com um razoável motor 2.0 de 140 cv de origem Nissan e um câmbio automático de seis marchas. Será paresentado no Salão de Moscou e vendido para alguns países da Ásia e da África além de Rússia, Turquia, Golfo Pérsico, Austrália e também para o México, o que poderá ser uma boa notícia já que o carro pode ser trazido para cá sem impostos.
Bancos com regulagens elétricas com massageadores, difusores de perfume com ionizador, som premium Bose, dentre outros mimos.
A cabine terá ar condicionado tri-zona automático. A Renault promete um interior com desenho mais francês (ou europeu se preferir) no Salão de Moscou em agosto.
O Samgsung SM5, um sedã baseado no Laguna de terceira geração que ganhou 19 cm a mais na traseira e alguns bons litros no porta-malas que originalmente tinha 460 litros.
O carro tem 4,88 m de comprimento, 2,76 m de entre-eixos, 1,49 m de altura e 1,83 de largura. Na Coréia é vendido com preços mais baixos que seus rivais, se mantida essa política pode fazer algum estrago nos concorrentes alemães.
Os faróis são bi-xenon direcionais, a grade e parachoques ganham um leve redesenho e o retângulo da Renault.
Na traseira a barra cromada é ladeada por lanternas traseiras que fazem uso de LED's, nessa foto é o SM5. Apesar do desenho oriental, as linhas básicas do novo padrão visual vistas no Fluence permanecem.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Franceses comemoram os 40 anos do LAB


Às vezes publico nesse blog alguns crash-test's e muita gente não deve entender o porquê de alguém pegar um carro e jogá-lo contra uma parede de concreto. O motivo é a segurança, e se não bastasse o NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration, o órgão responsável pela segurança veicular dos EUA desde a década de 1970) e a EuroNCAP (European New Car Assessment Programme, a versão européia, desde 1995) há um órgão francês criado pelas fabricantes Renault e PSA Peugeot-Citroën um pouco antes, em 1969, o LAB.
O LAB (Laboratório de Acidentologia e Biomecânica, traduzindo para o português) foi responsável por inúmeras inovações em segurança como o desenvolvimento e construção de "dummies" (manequins que simulam o corpo humano nas simulações de acidentes, basicamente os "bonecos" que "sofrem" o "crash-test" e mostram os possíveis danos que uma pessoa real sofreria em um acidente aos pesquisadores) e nas especificações dos cintos de segurança e no sistema que é padrão na Europa de fixação de cadeirinhas e bebês-conforto na Europa: O Isofix.
O laboratório estuda a acidentologia que são as causas e as conseqüências dos acidentes, em colaboração com os hospitais e a polícia. Ela se apóia nos estudos detalhados de acidentes reais, que são reconstruídos para compreensão dos fatores que os provocaram.
Além disso, a acidentologia estuda o binômio “automóvel e motorista” dentro de sua amplitude, isso inclui o comportamento humano e a psicologia do condutor, assim como a ergonomia no interior do habitáculo. Resumindo, a vocação da acidentologia é prevenir.
Paralelamente, a biomecânica analisa os limites do corpo humano aos choques. Ela visa proteger os ocupantes nos casos em que acidente torna-se inevitável. A biomecânica procura compreender os mecanismos de lesões, analisar o comportamento da estrutura do veículo e verificar a eficácia dos sistemas de proteção, tudo isso com o objetivo de sempre melhorá-los.
O resultado são, além do aumento de segurança nos carros fabricados, vários prêmios internacionais, 642 estudos publicados em revistas científicas e a participação dos profissionais do LAB em 29 projetos de pesquisas francesas e européias.
Para se ter uma idéia de como vale a pena investir em segurança, teve um acidente trágico em São Paulo no começo desse ano em que um motorista bêbado andou 5 quilômetros na contra-mão e colidiu contra um Gol, matando um casal carbonizado e deixando uma criança gravemente ferida. O motorista alcoolizado dirigia um Renault Clio Sedan e só sofreu ferimentos leves.
Avaliação das consequências do crash-test com o modelo Renault 5, em 1971.
Crash-test com o modelo Renault 5, em 1971.

Família de "dummies" no interior do Renault Laguna, em 1995.
Preparação dos "dummies" para a realização de crash-test.
Crash-test realizado em 1973.
Crash-test com o modelo Renault 4, em 1970, para avaliação dos cintos de segurança.
Crash-test com o modelo Renault 12 (o "primo" francês do Ford Corcel, veja as rodas do veículo em segundo plano), em 1972.

Preparação para a realização de crash-test do Renault Scénic.
Crash-test do Renault Scénic.
Preparação para a realização de crash-test do Renault Scénic.
Preparação para a realização de crash-test do Renault Mégane Hatch.

Preparação para a realização de crash-test do Renault Mégane Hatch.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Oficializada a Aliança Renault-Nissan Daimler


Momento histórico aconteceu com a finalização do acordo Renault-Nissan Daimler. As três marcas fizeram um troca-troca de ações (3,1% cada uma) e assinaram acordos para desenvolvimento e troca de motores, componentes e plataformas envolvendo os modelos smart fortwo e Twingo, uma novidade é finalmente um smart de quatro lugares, o forfour que ia ser fabricado na zicada unidade de Juiz de Fora (MG) da Mercedes, mas agora confirmadíssimo com plataforma e fabricação Renault e compartilhada com o Twingo. Todos os modelos terão versões elétricas disponíveis no lançamento, em 2013.
E quem acha que só a BMW pretende vender carro compacto com tração dianteira, a Daimler pretende vender um carro compacto de luxo, com motores de três e quatro cilindros fornecidos pela Renault e Nissan em troca do now-know da marca alemã oferecendo uma melhor utilização de suas capacidades de produção. Vamos ver se a aliança caminha para o sucesso ou o fracasso como ocorreu recentemente com o fim da aliança Daimler-Chrysler.