Ano passado a Mercedes já havia apresentado um sketche da versão elétrica do que seria o seu então futuro SLS AMG (veja aqui). E agora a versão em carne e osso, aliás alumínio, cobre, fibra de carbono e outros componentes foi apresentado semana passada.
Também pressionada pela histeria cataclismica causada pelas previsões sobre o suposto aquecimento global causado pelas nossas emissões de gás carbono, a marca já desenvolve vários projetos tentando substituir os combustíveis fósseis por outras fontes de energia mais limpas.
"Nós levamos muito a sério a responsabilidade social e com o SLS AMG E-CELL nós estamos demonstrando uma nova etapa do nosso programa estratégico "AMG Performance 2015". É o nosso objetivo melhorar continuamente as emissões e a reduzir o consumo de combustível dos novos modelos nos próximos anos, enquanto que, ao mesmo tempo, reforçar o principal valor da marca que é o desempenho ", explica Ola Källenius, presidente do conselho (eleito em 01 de julho 2010) da Mercedes-AMG GmbH.
Depois que a Tesla fez o seu Roadster e mostrou que esportividade e eletricidade podem sim combinar, os grandes fabricantes se animaram a fazer concepts com cara de produção. Dessa safra saiu o E-Tron da Audi (aqui) e agora o DeZir da Renault (e aqui). E esses novos esportivos são nada parecidos com o que os eco-chatos sonham com mobilidade urbana (veja aqui o Citi EL). Talvez o futuro seja menos chato do que os ambientalistas mais radicais e urbanistas marxistas-lenilistas pretendem impor no quesito mobilidade, já que eles esqueceram o fundamental sobre um carro: a liberdade de ir e vir e quando quiser e fazer isso com prazer.
O painel do carro foi redesenhado para acomodar o novo display sensível ao toque de 25 cm que controla os sistemas de climatização, entretenimento e ainda informa sobre o fluxo de energia das baterias para os motores do carro.
Ainda no console central, que recebe acabamento em couro napa, com acabamento em Alcântara no volante, no túnel central e forros das portas. Do lado do motorista, o sistema de partida, e os comandos de marcha (P, D e R) e configuração de atuação do ESP e das memórias dos bancos e afins.
O quadro de instrumentos também foi adaptado para o uso elétrico, sendo que o contagiros foi substituído por um duplo mostrador com indicação de carga de bateria e de recuperação de energia de frenagem, além de mostrar as condições de funcionamento do carro naquele instante.
Como o carro ainda é um protótipo, não foi divulgado o tempo de recarga das baterias de polímeros de íons de lítio, cuja capacidade é de 480 kw. E há um sistema de refrigeração e aquecimento das baterias, que são sensíveis às variações de temperatura, para mantê-las sempre na temperatura ideal e garantir uma maior durabilidade.
Os quatro motores juntos somam 525 cv de potência e 89,7 kgm/f. O desempenho é semelhante ao V8 que equipa a versão a gasolina: 4 segundos de 0-100 e a máxima não foi divulgada, e deve ser baixa apesar dos motores atingirem 12 mil rpm com vibrações a praticamente zero.
O grupo ótico dianteiro é diferente do SLS-AMG a combustão, já que as unidades bi-Xenon foram substituídas por faróis em LED's e adapatativos e a maioria dos cromados foram substituídos por acabamento em preto. E os spoiler dianteiro abaixa sete centímetros para ajudar a melhorar a estabilidade em altas velocidades.
Para parar essa sobre-tensão sobre rodas são usados discos de 402 x 39 mm na dianteira e 360 x 32 mm na traseira compostos por fibra de carbono e cerâmica em um suporte de alumínio. Além do ESP tem ABS, e os componentes 40% mais leves que a versão de produção garantem menor massa não suspensa, melhorando o "grip", isto é, quando o pneu "gruda" e "copia" o chão.
A direção agora é hidraulico-eletricamente assistida e a suspensão dianteira agora é multilink.
Os quatro motores estão perto das rodas e a distribuição de massas privilegia o baixo centro de gravidade, de forma e melhorar o (já bom) comportamento dinâmico.
As rodas de liga e de 5 raios duplos são calçadas por pneus com com medidas 265/35 R 19 na frente e 295/30 R 20 no eixo traseiro. A tração é nas 4 rodas e o torque instantâneo garantem uma condução esportiva e prazerosa, e sem as "cabeçadas" de um câmbio convencional.
Há um spoiler traseiro que complementa o dianteiro ao criar força de sustentação negativa, ao se aproveitar da ausência do escape na traseira (lembre, é um veículo elétrico). As lanternas traseiras também são em LED's, o que ajuda a economizar energia por serem mais eficientes: iluminam mais gastando menos energia.


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