segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Mazda Shinari: Em busca da "essência do movimento"

Faz 50 anos que a Mazda entrou no mundo automotivo com o kei-jidosha R360 (carros microscópicos com motores de 360 cm³ que contam com regras de tamanho e capacidade, isenções ficais e incentivos do governo como até pouco tempo atrás, a não obrigatoriedade de local de estacionamento ou garagem por exemplo) e desde então ela tem procurado inovar o segmento, como os esportivos com motores rotativos sendo os mais conhecidos os RX-7 e 8, só para citar a mais conhecida. Ela é também responsável pelas versões do Escort e Focus americanos que receberam desenhos diferentes das versões sul-americanas e européias respectivas em acordo com a Ford americana que acha mais fácil confiar em um sócio nipônico do que nos companheiros europeus, sul-americanos e asiáticos.
E agora, na nova década que entra a marca procura uma nova linguagem visual baseada no movimento, chamada Kodo - a "Essência do Movimento". Ikuo Maeda, o chefe da Divisão de Design da Mazda, explica o projeto da nova linguagem visual KODO de uma maneira que acha mais fácil de entendermos: "Em nosso trabalho para aprimorar a expressão do movimento, a Mazda Design centrou-se na força, beleza e tensão encontrada no "movimento instantâneo" dos animais no momento em que o movimento começa. Este movimento é tão cheio de vitalidade que excita as emoções de quem o vê. Temos o chamado de "KODO - Essência do Movimento", e o nosso objetivo é expressar o movimento com forte vitalidade e velocidade, que contém o tema do design dos próximos modelos da Mazda. Maeda completa: "há quatro estúdios de design da Mazda localizadas no Japão (Hiroshima e Yokohama), Europa (Frankfurt, Alemanha) e América do Norte (Irvine, Califórnia) que estão se combinando para assumir o desafio que temos proposto e a conseguir um avanço na expressão de movimento no design do carro, e incorporar esta expressão em nossos produtos futuros."
E o primeiro conceito a usar essa linguagem é o concept car Shinari, palavra esta que representa a tensão acumulada quando o bambu é torcido ou o aço é dobrado ou quando um atleta se prepara para executar um movimento "explosivo" como corridas curtas como os 100 metros rasos em provas de atletismo.
O interior para quatro pessoas recebe bastante claridade, como os europeus gostam bastante, através de seu teto transparente e o painel e console central ganham contornos bem orgânicos. O interior ergonômico permite ao condutor mudar as configurações da cabine para três modos: negócios, laser e esporte.
O "cockpit" deixa todos os comandos à mão do condutor e ausência de alavanca de câmbio pressupõe que a propulsão seja elétrica ou a célula de combustível. O console central representa uma coluna dorsal forte. Segundo a marca, a ergonomia é quase perfeita deixando os passageiros e condutor descansados no final de cada viagem.
A grade hexagonal e as lanternas afiladas que são divididas por uma barra de alumínio que segundo os designers representa "as três dimensões da velocidade" deverão ser a nova identidade visual da marca. E os para-lamas além dão continuidade ao "movimento" e são inspirados no sedan esportivo RX-8.
Detalhes em alumínio dão continuidade às formas e dão leveza ao conjunto como os discretos escapes nas laterais dos parachoques traseiros e o estrator, também do mesmo metal, em desenho flutuante. As formas musculosas semelhante a coupés superdesportivos continuam na traseira com seu porta malas alto e para-lamas ligeiramente abaulados, que devem inspirar a nova geração do médio Mazda 6, que ganhará um perfil mais esportivo.

Chevrolet Captiva: Versão Européia ganha plástica e mais dois lugares em Paris

Não precisava mexer, mas a GM mexeu mesmo assim e a Captiva européia que é vendida lá desde 2006 ganha faróis e grades mais agressivos com desenhos semelhantes ao do novo Aveo (veja aqui), se tornando uma das quatro surpresas prometidas para o Salão de Paris. As "ventiports" nos para-lamas dianteiros junto às portas dianteiras que já eram diferentes da versão tupi-mexicana, que são verticais cujo desenho que lembra as Range Rovers, agora estão mais contidas e menores, quase uma linha.
Outra diferença é que a versão européia tem desenho próprio na carroceria, como as lanternas traseiras mais arredondadas e que ganharam novo arranjo dos elementos ópticos que deixaram de ser fumê e as janelas que não terminam aonde as lanternas começam, enquanto isso a nossa segue o desenho mais elegante da versão da Opel, a Antara. Apesar do jeito mais pesadão, típico de utilitários, os designers conseguiram manter o ar simpático típico dessa grandalhona. Pelo menos teremos uma idéia de como a Captiva ficará caso a versão mexicana passe pelo mesmo processo, ou se seguirá o desenho da versão germânica caso haja um restiling por lá.
Uma curiosidade que contempla famílias grandes na Europa é a adição de mais dois lugares suplementares totalizando na versão sete lugares, algo interessante e inexistente na versão vendida aqui, o que obriga os Chevymaníacos a procurarem alguma opção desse tipo na concorrência. E os bancos suplementares podem ser rebatidos caso seja necessário mais espaço para carga.
O painel de instrumentos recebe a iluminação "Ice-Blue" e a central multimídia pode receber uma tela de 7 polegadas sensível ao toque com GPS. E para encerrar, todo aqueles itens obrigatórios como luzes diurnas em LEd's, assistente para arrancar em ladeiras, ABS, câmera de ré, e item indispensável em carros de origem americana: dois porta-copos capazes de receber aqueles copos grandes de 1 litro. Ainda bem que na Europa postos de gasolina e banheiros públicos estão acessíves em qualquer lugar...

Para alegria dos caçadores de CO² nava de motores V-6: o conhecido 4 em linha 2.4l Ecotec de 171 cv e dois turbo-diesel 2.0 common rail com 163 ou 184 cv.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Ford Mirror Navi: espelho meu, espelho meu...

Quem tem um GPS sabe a trabalheira que dá por um para funcionar. E isso porque não ligamos ele ainda. Afinal, tem que prender uma ventosa no parabrisa ou aparafusar um apoio no painel, alguns precisam de fontes permanentes e aquele acendedor de cigarro que te salvava na hora de carregar o celular que sempre acaba a bateria quando mais se precisa agora é do GPS e ninguém tasca. A Ford Européia resolveu parte dos problemas ao oferecer para toda a linha da marca no velho continente o "Mirror Navi", um espelho retrovisor com GPS integrado, com comando de voz adaptado para mais de 70 países e línguas. Tem slot para cartão de memória, tela de 3,5 polegadas e a tomada de força é embutida. Só não está disponível para o Ka e a Ranger vendidas lá por causa do tamanho dos para-sóis do motorista e passageiro.

Chevrolet Aveo: Do sonho para a realidade

A Chevrolet mostrou, dentro das quatro surpresas que está adiantando para o Salão de Paris, o novo Chevrolet Aveo, que é vendido no continente europeu e em alguns lugares como a alguns países da América Latina e do Oriente Médio. O carrinho foi antecipado no Salão de Detroit e no de Genebra como um car-show e a "limada" dada para que se adequasse para ser um pacato modelo de entrada e que não assustasse em demasia os fiéis clientes que adoravam aquele desenho sem sal foi generosa (veja aqui o Show-Car).
As entradas de ar exageradas e os vincos mais acentuados foram suavizados e os faróis e lanternas perderam aquele desenho "high-tech" que os xunners sonham em copiar e não conseguem.
"Esse é mais um momento emocionante por estar na Chevrolet," afirma Wayne Brannon, presidente e diretor executivo da Chevrolet Europa, "o Aveo está preparado para concorrer com os melhores carros do segmento do compactos na Europa."
A iluminação "Ice-Blue" presente no Agile e na nova linha da GM também dá as caras no pequeno Aveo e haverá central multimídia, com entrada USB e interface Bluetoth, e a grade bipartida com a gravatinha na barra horizontal está mais equilibrada que no nosso compacto premium que em breve ganhará versão picapinha. Está prevista uma versão sedan que fará companhia para o hatch e a GM promete oferecê-lo com ABS, ESC (controle de estabilidade) e direção elétrica.

Atendendo ao gosto europeu, haverá várias ofertas de motores a gasolina e a diesel com potências entre 70 e 115 cv, sistema Start&Stop e opção de câmbio manual de 5 e 6 marchas e automático de 6.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Chevrolet Cruze Hatch: versão "coda-tronca" do futuro Vectra estréia em Paris

A GM revelou mais uma das quatro surpresas que nos aguardam no Salão de Paris. Depois da multivan Orlando agora teremos a versão cauda curta do Cruze ("Coda Tronca" é um título dado aos coupés esportivos de origem italiana com a traseira truncada, por isso a brincadeira no título), de cinco portas, a fim de atender as preferências de consumidores de alguns países da Europa que adoram a praticidade da quinta porta e o tamanho mais contido do formato hatchback. Ele estará à venda na Europa a partir do ano que vem. Bem, e se tivermos sorte talvez a GM brasileira pense em aposentar o "Astrão" Vectra em 2012, mas até lá o futuro nesse segmento é algo extremamente incerto.
O carro que tem um dos desenhos mais equilibrados na versão sedan, ganha esportividade na versão hatch.
O porta malas carrega 400l, facilmente expandidos pelos bancos traseiros divididos na proporção 40/60.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Chevrolet S10 Rodeio: Público alvo está no interior

Apresentada em Barretos no mês passado, só agora temos fotos disponibilizadas pela marca, da nova integrante da linha 2011 da última integrante de uma família tradicional de picapes fabricados por aqui: a S10. A picape ganha adesivos que lembram respingos de lama restilizados (até sujeira vira arte nas mãos de um designer...) com o nome da versão e vem equipada com ar-condicionado, direção hidráulica, vidros, travas das portas e espelhos retrovisores elétricos, coluna de direção regulável em altura, vidro traseiro corrediço, piloto automático, duplo airbag e ABS, além do sistema de controle deslizante das rodas traseiras, o Trac Lock.
“A versão Rodeio tem um visual diferenciado, mais esportivo, que ressalta ainda mais as habilidades para o fora de estrada e as qualidades da S10”, explica Ronaldo Znidarsis, diretor geral de Marketing e Vendas da General Motors do Brasil. Essa versão estará disponível somente na versão cabine dupla.
A intenção com essa série é conquistar o público "country", maior consumidor desse tipo de veículo, e consolidar a já sólida liderança no segmento: “Até o final de 2010, a frota de picapes médias no Brasil vai superar um milhão de unidades comercializadas. Para nós é uma honra e uma alegria saber que a S10, sozinha, responde por quase 40% desta frota em circulação” afirma José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da General Motos do Brasil.
Veja os preços e versões da S10:
S10 Cabine Simples:
Advantage 2.4 Flexpower 4x2 – R$ 49.610
Colina 2.8 Turbodiesel 4x2 – R$ 66.671
Colina 2.8 Turbodiesel 4x4 – R$ 73.017
S10 Cabine Dupla:
Advantage 2.4 Flexpower 4x2 – R$ 59.968
Colina 2.8 Turbodiesel 4x2 – R$ 79.407
Colina 2.8 Turbodiesel 4x4 – R$ 85.582
Rodeio 2.4 Flexpower 4x2 – R$ 66.025
Rodeio 2.8 Turbodiesel 4x2 – 89.366
Rodeio 2.8 Turbodiesel 4x4 – 95.541
Executive 2.4 Flexpower 4x2 – R$ 72.677
Executive 2.8 Turbodiesel 4x2 – 94.888
Executive 2.8 Turbodiesel 4x4 – 101.065
Se o cliente quiser incrementar o interior pode pedir: sensor de estacionamento, o GPS, uma geladeira interna e o cabide para jaquetas ou paletó, além de quatro diferentes opções de rádio com CD player e MP3.
Iluminação do painel de instrumentos que lembra a de um automóvel, sem o "painel de avião" das grandes picapes a diesel, e do interior continua com a linguagem visual "Ice Blue" inaugurado pelo Agile e que também está disponível no sedan médio-grande Malibu.
Mancada dupla: além dos dois encostos de cabeça serem integrados no banco traseiro, sem possibilidade de regulagem, o ocupante do meio só conta com um cinto sub-abdominal.
Motorização: o velho quatro em linha 2.4 de 147 cv a álcool sobrevive na veterana picape, mas para os amantes do diesel tem um 2.8 a diesel de gerenciamento eletrônico turbinado e intercoolado. E só esse último é oferecido tração 4x4.
Detalhes como a capa opcional para o santantonio e o rack que vem de série na Executive também está disponível no modelo.
Proteção dos para-lamas, parte central do parachoque dianteiro, dos racks, da parte superior da tampa da caçamba e detalhes como maçanetas e espelhos retrovisores são em plástico preto.
As rodas de 16 polegadas são pintadas em grafite. O estribo e os adesivos emulando lama são exclusivos da versão.
Além dos detalhes em plástico preto, a picape recebe lanternas traseiras fumê e faróis com máscara negra para ressaltar a esportividade do modelo.

VW Amarok Trendline: um pouquinho mais acessível

A VW lançou a versão mediana de sua picape média-grande Amarok, a Trendline com preços a partir de 102 mil reais, 16 mil abaixo da topo de linha Highline (veja aqui). Em relação a topo de linha perde alguns frus-frus e o ar digital Climatronic, substituído por um mais modesto Climatic.
No mais o departamento de depenação não teve muito trabalho, mantendo a tração 4motion que conta inclusive com o HDC (assistente de descida ladeira) que mantém o carro engrenado e mantém os freios funcionando a até no máximo 30 km/h e o HSA (arranque em ladeira) que mantém o freio pressionado por três segundos, dando tempo do motorista de pisar no acelerador e arrancar sem tranco e sem rezinha involuntária.
A picape ainda tem capacidade de carga para 1.044 kg e área útil da caçamba de 2,52 m². A Volk garante que a caçamba transporta paletes no padrão europeu, se é que alguém que compra esse tipo de picape vai usá-la para isso. E para facilitar a amarração tem quatro pontos nos cantos da caçamba. E para os amantes de trailers a picape pode rebocar até 2.400 kg mas aí terá que precisar de uma carteira "C", já que a soma do reboque mais a picape ultrapassa facinho os 3.500 kg. Quanto à segurança ela conta com airbags do motorista e do passageiro dianteiro e cintos com pré-tensores nos bancos dianteiros. Sistemas de auxílio ao motorista como o BAS (Sistema de Assistência à Frenagem ou ABS), TCS / ASR (Sitema Controle de Tração) e EDL/ (Bloqueio Eletrônico do Diferencial) são equipamentos de série da pick-up. Comercializada no início desse mês, oferece ainda como opcionais um rádio RCD 510, que reconhece arquivos MP3 e aceita SD card, CD changer para seis CDs e tela sensível ao toque (touch screen), ESP (Sistema Eletrônico de Estabilidade) e travamento manual do diferencial traseiro. Para diferenciar uma Highline dessa versão ela vem com um novo pacote de itens externos pintados na cor do veículo, como as carcaças dos retrovisores, maçanetas, molduras da caixa de roda e parachoque dianteiro. Os frisos são cromados e o para-choque traseiro é preto. Os pneus são 245/65 e rodas de liga-leve aro 17.
O motor é o mesmo da versão Highline um diesel 2.0 TDI, com 4 cilindros em linha e 16 válvulas, com sistema de injeção direta common-rail e alimentado por dois turbocompressores. Tem potência máxima de 163 cv e com torque máximo de 40,8 kgfm a 1.750 rpm. A pick-up tem tração 4x4 selecionável (4Motion) através de um botão, além da redução que facilita subidas com ângulo até 45º com a picape carregada.
A picape vem equipada com piloto automático e display multifuncional, ar-condicionado Climatic, direção hidráulica, travamento, espelhos retrovisores com acionamento elétrico e antena integrada. O sistema de sonorização vem com quatro alto-falantes e dois tweteers e rádio CD/MP3, com entradas para SD Card, USB e Bluetooth. Apesar da versão ser mediana pode receber opcionalmente acabamento em couro nos bancos, volantes, painéis de portas e alavancas de câmbio e freio.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Citroën DS4: Crossover francês de quatro portas quer se passar por coupé também

Parece que a PSA Peugeot-Citroën percebeu que o consumidor quer o parece ser e não o que não é (Não entendeu? Leia aqui). No release de seu DS4 que é o primeiro modelo com quatro portas da divisão de "luxo esportivo" da marca, o crossover é tratado como uma berlina coupé pela marca (já vi essa história antes, veja aqui para entender). O DS4 já tinha sido antecipado no Salão de Genebra com o conceito DS4 High Rider (mais uma vez veja aqui, desta vez é um duas portas). Marc Pison, estilista do projeto afirma que "a reinterpretação de conceitos é uma chave que abre as portas para novas perspectivas concretas e surpreendentes para a mobilidades automobilística". Sei, meu olho direito é irmão do meu olho esquerdo...
Sem o sobrenome, agora vem com quatro portas sendo que as traseiras tem as maçanetas (bem) escamoteadas na coluna "C", à moda dos hatches e sw's da Alfa que fizeram escola mundo a fora, mas sem chamar os seus quatro-portas esportivos de coupés, coupés sedans ou algo que o valha.
Se um Citroën já é luxuoso, a linha DS já é um patamar acima da linha normal, com abundância de couro e cromados além do bom acabamento para passar a impressão de produto requintado. Como é difícil não ter pedigree...
O DS4 tem um para-brisas panorâmico e um teto fumê que garante uma boa luminosidade no interior. O painel recebe detalhes cromados no quadro de instrumentos que contam com display em alta resolução, saídas de ar e console central, também com monitor para GPS e sistema de entretenimento.
Mais detalhes do interior que conta com cromados e couro fino por toda a parte que se vê. São pelo menos cinco opções de cores que podem ser combinadas em acabamento bi-tonal. Os bancos tem um acabamento que lembra a pulseira de um relógio (quem tem um "cebolão" vai perceber na hora) na parte central do encosto.
Mais detalhes externos do DS4 como o duplo "chevron" e as rodas "turbina" com desnho de bom gosto acima. Abaixo a maçaneta escamoteável em ação, o para-lamas traseiro de desenho musculoso e os detalhes cromados que decoram os faróis do modelo, além da moldura do farol de neblina.
Apesar de ser um crossover, o DS4 foi planejado para ter um comportamento dinâmico semelhante a um esportivo. A suspensão dianteira é um psudo-McPherson e a traseira usa barra de torção. A direção é assistida por circuito hidráulico movido por bomba elétrica, que rouba menos potência do motor.
Para pará-lo com segurança a Citroën disponibilizou freios a disco dianteiros ventilados de 340 mm com ABS com distribuição de força de frenagem (EBD), sem contar o controle de estabilidade e de tração inteligente (em conjunto com o ABS) para garantir a segurança em situações de emergência. Outro item de segurança é o detector de veículos em pontos cegos do carro.
Motorização: 2 motores a diesel, o HDi 110 de 110 cv e 160 com 160 cv. As versões a gasolina usam motores VTi e THP, desenvolvidos em conjunto com a BMW que rendem 120 cv no primeiro e 155 e 200 cv no último sendo que a versão mais potente entrega 28 kgm/f a 1.700 rpm, todos com caixa de seis marchas manuais ou automatizadas.

sábado, 4 de setembro de 2010

Hyundai ix-35: Proteção cinco estrelas

A coreana Hyundai pode comemorar. Enquanto os chineses ainda engatinham com o seu China NCAP, tanto em matéria de testes não tão rigorosos quando a similar européia quanto em adesão (só a Chery por enquanto), a marca coreana acaba de ganhar cinco estrelas no Euro NCAP.
O único item que teve alguma restrição foi o de proteção a pedestres, em caso de atropelamento.
Pontos positivos foram as instruções e avisos do ar-bags do passageiro que também pode ser desligado caso se utilize um bebê conforto que se usa invertido. Mas aqui transportar criança abaixo de oito anos é proibido por lei, então o desligamento é só para situações especiais em que o air-bag representa algum risco.
Nos testes mais severos de colisão lateral só um air-bag de cortina ficou preso nas portas, mas a cabine ficou preservada e o estado dos dummies foi considerado ótimo.
O resultado final é de cinco estrelas, com 90% de proteção ao ocupante adulto, 88% para crianças, 73% para pedestres em caso de atropelamento.
O choque agora vai ser agüentar a CAOA quando ela usar esses resultados em suas propagandas tanto impressas quanto televisivas.
Os encostos ativos garantiram boa proteção de pescoço.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Peugeot 3008 Hybrid4: Derrubando o CO² mas sem derrubar o desempenho

A Peugeot anuncia orgulhosa que vendeu 10 mil unidades do 106 elétrico entre 1.995 e 2.003 e depois do tricampeonato em Le-Mans com o 908 HDi movido a diesel e o anuncio de desenvolvimento de uma versão híbrida diesel elétrica para o ano que vem, a Peugeot anuncia o primeiro híbrido movido a diesel, que segundo ela é uma combinação inédita no mundo já que a maioria dos híbridos são movidos a gasolina. Ela só esqueceu do caminhãozinho Fuso Canter que recentemente ganhou uma versão híbrida que é comercializada na Ásia e na Europa (veja aqui um pequeno post dele). Ok, ok, o 3008 é um crossover e o Canter um VUC, mas isso não tira o ineditismo do caminhãozinho japonês.
Segundo a marca a prioridade do carro, além da caça ao CO² que supostamente emitimos em quantidades suficientes para transformar o planeta em um forno, é no prazer de dirigir. Mas esqueça o câmbio manual, já que os híbridos precisam de um câmbio automático no mínimo automatizado como é o caso aqui para gerenciar as alternâncias de funcionamento dos motores ou a combinação dos dois juntos, além da recuperação de energia cinética em eletricidade para a bateria.
Bem, esse híbrido funciona em quatro modos:
ZEV (zero emission vehicle): em que o motor elétrico trabalha em baixas velocidades. Recomenda-se ao andar nesse modo de mão na buzina apesar das baixas velocidades, e faróis acesos mesmo de dia, já que os distraídos irão entrar na frente do carro sem aviso devido ao silencioso motor elétrico quando em funcionamento.
Auto: o sistema se encarrega de gerenciar qual motor, o elétrico, o térmico ou os dois simultaneamente, que irá funcionar naquele momento.
Sport: As trocas de marchas são feitas mais rapidamente e com um pouco mais de giro priorizando o desempenho, melhorado pelo sistema Hybrid4 que transforma o 3008 de um pacato tração dianteira em um 4wd de rali como você caro leitor verá abaixo.
4wd: Se em altas velocidades faz o veículo "deslanchar" já que não é preciso "arrastar" ou "empurrar" um dos eixos, visto que todos os eixos estão tracionando, em baixa velocidade para escapar da neve ou da lama, nada como uma tração nas quatro rodas já que o motor a explosão cuida das rodas dianteiras e o motor elétrico das traseiras.
E para derrubar ainda mais as emissões de CO² quando o motor a diesel entra em ação, há o sistema Start&Stop que desliga o propulsor quando o carro para durante alguns segundos.
Uma forma de fazer o condutor "mais cidadão" ao diminuir as emissões a ponto de ficar próximas de zero, já que na paranóia de caça ao CO² emitido, algumas cidades acabam sendo multadas pela União Européia, e também de fazer o modelo pagar menos impostos.
Com mais modelos desses nas ruas, o "Dia Mundial Sem Carro" começará a perder o sentido de sua existência, e quem sabe comemorar algo bem mais útil que algum devaneio de eco-neo-hippie.
O interior tenta mostrar avanço tecnológico e passar uma sensação de cabine de aeronave, especialmente para o motorista. Destaque para o volante que recebe aletas para mudança de marchas do câmbio automático. Uma tela de 6.9 polegadas mostra o modo de funcionamento atual do veículo quando em repouso das funções do multimídia ou do GPS.
O display de instrumentos é quase completo, com o conta-giros é substituído por um mostrador com indicações como o do modo mais "eco" de dirigir mostrando a faixa de potência otimizada em que se polui menos), "carga" em que as baterias são carregadas e "força" em que a escala graduada mostra o quanto de carga ainda resta nas baterias, montadas no assoalho atrás dos bancos traseiros.
Detalhes do interior como a alavanca do câmbio automatizado, o sistema multimídia no console central, os monitores integrados aos encostos e o seletor de modo de dirigir, em quatro opções como ecológica ZEV que aciona só os motores elétricos, a Auto que seleciona o melhor modo de acionar os motores, Sport que otimiza o desempenho e a 4WD que tira o carro de pequenas enrascadas, dessas em que a Locker ficaria.
O carro é equipado com um motor de 2l que desenvolve 163 cv @ 3.750 rpm com torque de 30 kgm/f @ 1.581 rpm que traciona o eixo dianteiro. Ele é de última geração e já atende as severas normas Euro 5 de emissões. Tem câmaras de combustão do tipo ECCS (Extreme Conventional Combustion System), um turbo com geometria variável de pouca inércia, bomba de alta pressão com 2 000 bar na linha de alimentação e também injetores solenóide com oito furos.
O câmbio é uma automatizada de seis marchas com acionamento seqüencial na alavanca ou por aletas atrás do volante. E o eixo traseiro é tracionado pelo motor elétrico que desenvolve 27 cv em modo contínuo ou 37 em modo de potência máxima quando é exigido em uma retomada por exemplo, servindo como "booster". O torque fica em 10 kgm/f em modo normal ou 20 kg em modo "boost".
Apesar do jeito de jipão, o crossover da Peugeot une a praticidade de um monovolume à dirigibilidade de um sedan e sem os defeitos do primeiro formato como o porta-malas contido, já que comporta excepcionais 512l (432l no sistema VDA) que podem ser ampliados para 1.604l com os bancos rebatidos (1.214l no sistema VDA).

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Peugeot 207 Quiksilver: versão especial ganha sobrevida

Para alegria dos surfistas de areia a Peugeot anunciou que a partir de hoje disponibilizará mais mil unidades do 207 Quicksilver. A edição limitada feita em conjunto com a grife de surfwear Quicksilver está disponível nas versões de três portas, por R$ 39.950, e cinco portas, por R$ 41.950, ambas na cor cinza aluminium. Ambas as versões são equipadas com o motor 1.4 Flex, que produz até 82 cv de potência quando abastecido com álcool, e chega com uma lista de itens de série extensas, como ar-condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos dianteiros e traseiros, faróis de neblina e sistema de som com CD player e tocador de MP3. Para maiores detalhes do modelo veja o post feito na ocasião do lançamento (aqui).
Lançada em fevereiro deste ano e inicialmente limitada a 1,5 mil veículos, se destaca pela ampla lista equipamentos e itens de série exclusivos, como teto solar elétrico e rodas de liga leve de 15 polegadas.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Mercedes Benz CLS: A segunda geração continua tentando ser o que não é

Ainda continuo xiita quando se fala em carrocerias. A Mercedes nem tanto, tanto que na segunda geração do polêmico CLS ela insiste em chamar o modelo de "seu coupé de quatro portas". Para quem é leigo no assunto, o CLS é classificado como um sedan. Mas o departamento de marketing da marca resolveu criar uma nova categoria para o carro chamando-o de coupé-sedan ou coupé de quatro portas, o que não existe. Sim, tem sedans de duas portas, mas o são somente se tiverem o mesmo desenho que o modelo de quatro portas. Os coupés, mesmo pertencendo à mesma família do sedan, tem um desenho mais esportivo que o restante da família e somente duas portas. Podemos tomar por exemplo a família Opala (Opel Reckord para os europeus, mas com motor 6 em linha emprestado do Impala que equipava as picapes GM brasileiras) que reinou aqui no Brasil de 1968 a 1992. Ele tinha as versões perua (de duas portas), sedã de quatro e o fastback de duas portas, esse sim um coupé legítimo.
O CLS de primeira geração vendeu no mundo todo mais de 170 mil unidades segundo a fábrica e pretende repetir a dose com a segunda geração: "Clientes do mundo todo se beneficiaram pela nossa ousadia em lançar um novo conceito de veículo completamente inédito no mercado, " explica Dr Joachim Schmidt, membro do conselho de administração da Mercedes, "e com design excitante, o nosso novo coupé de quatro portas, o novo CLS, é privilegiado por estar uma geração à frente da concorrência.
Polemicas à parte o novo CLS continua com seu jeitão estradeiro, ou gran turismo se preferirem, com seu desenho com elementos abaixo da linha de cintura do concept Shooting Brake (veja a lindeza aqui) o que faz o blogueiro torcer por uma versão perua, já que a Mercedes não liga de ter uma linha grande e diversificada. E o teto do "coupé de quatro portas" vem de outro concept, o F800 Style Research (veja aqui) e que talvez ajude a gerar um novo Classe S no futuro com suas linhas da cintura para baixo. O resultado é um desenho menos "pesado" em relação à geração anterior, apesar de manter as linhas com o mesmo tom aristocrático.
"O novo CLS aponta para novos rumos para a concepção da futura linguagem visual da marca", afirma Gorden Wagener, chefe de design da Mercedes, "ao mesmo tempo em que se inspira na grande tradição de estilo e refinamento esportivo que sempre foi a marca registrada dos nossos coupés." O acabamento é o que se espera de um carro da Mercedes Benz como se poderá conferir abaixo.
Personalizado: o interior oferece cinco opções de cores, cinco tipos de acabamentos e três tipos de couro, tanto que vai ser difícil confundir um carro com outro, já que dificilmente teria dois iguais. E se o cliente quiser ainda tem três tipos de madeira para decorar o painel. As saídas de ar são galvanizadas e os centrais fazem conjunto com o monitor que mostra as funções do carro e multimídia, além do GPS integrado.
Os instrumentos analógicos são combinados com o display em alta resolução colocado no centro do velocímetro que passa as informações do computador de bordo. O volante de três raios com acabamentos metálicos incorpora algumas funções de multimídia e GPS para que o motorista não precise tirar as mãos. Há um relógio analógco de alta qualidade no centro do painel.
O couro tem pré tratamento pra que não se deforme ou trinque quando exposto ao sol e as costuras são feitas manualmente. Os estofamentos e espumas dos bancos também são de alta qualidade. E dependendo da escolha do cliente, pode haver acabamento em fibra de carbono ou black piano, este último que recebe vários polimentos até ficar com acabamento brilhante.
Os coupés não são muito democráticos em matéria de transporte, e esse quatro-portas segue a tendência. Na parte de trás da cabine alguns porta-objetos e somente dois lugares no banco traseiro, todos com apoios de cabeça ativos e cintos de três pontos com pré-tensionadores. A seção central pode virar um descansa-braço, tipo poltrona de avião executivo.
Detalhes como o couro perfurado do volante e as costuras feitas a mão do acabamento do console central mostra a preocupação em mostrar requinte nesse carro. No painel e console central acabamento de madeira que é feito artesanalmente, e o cliente pode escolher entre nogueira marrom, alamo acetinado ou desse modelo em preto brilhante.
Xenon Out: xunners do Brasil, a moda agora é LED, já que a Mercedes que ainda insistia em combiná-los com faróis xenon, aposentou este último em nome da praticidade e economia de energia dos primeiros. São 71 elementos que segundo a marca garantem uma luminosidade mais eficiente.
Apesar de srr considerado uma "revolução" pela Mercedes, o carro mantém algumas tradições como a grade. Para demonstrar o carater desportivo do carro a estrela de três pontas desceu do capô para o centro da grande com duas barras horizontais ladeando-a.
Mais influências da Shooting Brake nos paralamas traseiros abaulados que recebem o vinco descendente que parte dos faróis que segundo a marca pretende lembrar as coxas de grandes felinos na hora de desferir um ataque. As belas rodas de cinco raios da AMG expõem os discos de freios sendo os dianteiros perfurados e os traseiros sólidos.
Não foram divulgados dados de motorização, suspensão, freios, carroceria e outros detalhes técnicos. A marca pretende divulgar mais dados no Salão de Paris quando o sedan, ops, "coupé de quatro portas" será finalmente apresentado.
Na traseira além dos escapes na seção inferior do parachoque traseiro, que acompanha o desenho elegante das alnternas traseira, também integralmente composta por LED's, há uma moldura superior metálica da placa de registro que divide a tampa do porta malas e ressalta o "rabo de pato".