Faz 50 anos que a Mazda entrou no mundo automotivo com o kei-jidosha R360 (carros microscópicos com motores de 360 cm³ que contam com regras de tamanho e capacidade, isenções ficais e incentivos do governo como até pouco tempo atrás, a não obrigatoriedade de local de estacionamento ou garagem por exemplo) e desde então ela tem procurado inovar o segmento, como os esportivos com motores rotativos sendo os mais conhecidos os RX-7 e 8, só para citar a mais conhecida. Ela é também responsável pelas versões do Escort e Focus americanos que receberam desenhos diferentes das versões sul-americanas e européias respectivas em acordo com a Ford americana que acha mais fácil confiar em um sócio nipônico do que nos companheiros europeus, sul-americanos e asiáticos.
E agora, na nova década que entra a marca procura uma nova linguagem visual baseada no movimento, chamada Kodo - a "Essência do Movimento". Ikuo Maeda, o chefe da Divisão de Design da Mazda, explica o projeto da nova linguagem visual KODO de uma maneira que acha mais fácil de entendermos: "Em nosso trabalho para aprimorar a expressão do movimento, a Mazda Design centrou-se na força, beleza e tensão encontrada no "movimento instantâneo" dos animais no momento em que o movimento começa. Este movimento é tão cheio de vitalidade que excita as emoções de quem o vê. Temos o chamado de "KODO - Essência do Movimento", e o nosso objetivo é expressar o movimento com forte vitalidade e velocidade, que contém o tema do design dos próximos modelos da Mazda. Maeda completa: "há quatro estúdios de design da Mazda localizadas no Japão (Hiroshima e Yokohama), Europa (Frankfurt, Alemanha) e América do Norte (Irvine, Califórnia) que estão se combinando para assumir o desafio que temos proposto e a conseguir um avanço na expressão de movimento no design do carro, e incorporar esta expressão em nossos produtos futuros."
E o primeiro conceito a usar essa linguagem é o concept car Shinari, palavra esta que representa a tensão acumulada quando o bambu é torcido ou o aço é dobrado ou quando um atleta se prepara para executar um movimento "explosivo" como corridas curtas como os 100 metros rasos em provas de atletismo.
O interior para quatro pessoas recebe bastante claridade, como os europeus gostam bastante, através de seu teto transparente e o painel e console central ganham contornos bem orgânicos. O interior ergonômico permite ao condutor mudar as configurações da cabine para três modos: negócios, laser e esporte. O "cockpit" deixa todos os comandos à mão do condutor e ausência de alavanca de câmbio pressupõe que a propulsão seja elétrica ou a célula de combustível. O console central representa uma coluna dorsal forte. Segundo a marca, a ergonomia é quase perfeita deixando os passageiros e condutor descansados no final de cada viagem.
A grade hexagonal e as lanternas afiladas que são divididas por uma barra de alumínio que segundo os designers representa "as três dimensões da velocidade" deverão ser a nova identidade visual da marca. E os para-lamas além dão continuidade ao "movimento" e são inspirados no sedan esportivo RX-8.
Detalhes em alumínio dão continuidade às formas e dão leveza ao conjunto como os discretos escapes nas laterais dos parachoques traseiros e o estrator, também do mesmo metal, em desenho flutuante. As formas musculosas semelhante a coupés superdesportivos continuam na traseira com seu porta malas alto e para-lamas ligeiramente abaulados, que devem inspirar a nova geração do médio Mazda 6, que ganhará um perfil mais esportivo.