Depois de toda a onda ecológica que pregava contra os SUV's em geral por serem mais pesados, gastões e em casos de acidentes quem sofria mais os danos eram os passageiros de carros menores, parece que esse tipo de veículo está longe de ser extinto. A Mini finalmente lançou o seu, no mesmo molde dos outros lançamentos: moderniza uma versão que era existente na linha do Mini clássico e a renomeia. Assim a Traveler virou a Clubman e a derivação 4X4 que ganhou o nome de Moke agora é a Countryman.
O interior mantém o mesmo desenho básico dos Minis modernos. Os bancos traseiros vem com regulagem de inclinação e podem ser deslocados em 130 mm e todos os bancos, inclusive o central vem com cinto de três pontos com pré-tensionadores. E a iluminação indireta, que é servida por um sistema de fibras ópticas, pode mudar as cores de forma contínua de um laranja quente para um azul de tom mais esportivo. Outro toque que remete ao Mini mais clássico é o cromado que engloba o pisca lateral e desce da linha da coluna"A" e é também complementado por uma saída de ar integrada.
Para encarar estradas mais difíceis há o novo sistema de tração integral Mini 4ALL que utiliza um diferencial eletrohidráulico que distribui a força entre os eixos na proporção de 50% pra cada eixo, mas que pode chegar a 100% caso uma das rodas tracione melhor. E vem com sistema DTS que também atua no diferencial autoblocante do eixo dianteiro.
E o chassi é completamente novo. Nessa versão, a Cooper S vem com um motor 1.6 de quatro cilindros de injeção direta de combustível, controle variável de vávulas e o sistema de turbo Twin Scroll emprestado da BMW que rende 184 cv e torque que pode chegar a 27 kgm/f. As aceleração vai de 0-100 km/h em 7,6 segundos com máxima de 215 km/h. E o consumo é de quase 16 km/l e as emissões de CO² ficam em razoáveis 145 g/km.
Os faróis combinam xenon com LED's que podem ser, opcionalmente, de fachos direcionais que acompanham o interior das curvas. E em relação ao concept Beachcomber, as luzes de milha migram para a saia inferior e dividem o lugar com as luzes de milha em duplo refletor, ao contrário do CrossFox que usa uma lâmpada de duplo faixo na mesma lente para executar as duas funções.
As versões One e Cooper vem com motores a gasolina com quatro cilindros com o sistema valvetronic, mas sem turbo, que tem potências de 98 e 122 cv, torque de 16 e 17 kgm/f e acelerações de 12,7 a 10,5 segundos respectivamente. E os consumos e emissões ficam em 16,9 e 16,4 km/l e 137 e 142 g/km de CO². E para a alegria dos europeus que adoram esse tipo de motor, há os diesel com quatro cilindros commom rail, com turbo de geometria variável, que rende potências de 90 e 112 cv, torque de 22 e 28 kgm/f e acelerações de 13,2 a 10,9 segundos respectivamente. E os consumos e emissões ficam em surpreendentes 23,2 e 22,7 km/l e 113 e 116 g/km de CO².
Pelas reações em blogs gringos, não estranhe se ele competir com a Dobló pelo posto de carro mais feio. Mas gosto é gosto e coisas subjuntivas são difíceis de medir. Mas ao analizar o desenho, podemos ver que não deixa de ser um Mini.
O interior é típico dos minis, com o grande velocímetro central que abriga o multimídia e o GPS.
Os assentos estão um pouco mais elevados que um Mini normal, mas sem perder as características de conforto e dirigibilidade típicas da marca.
O primeiro Mini de quatro portas tem quatro lugares, mas pode ser adquirido com banco traseiro para três lugares, mas aí perde o console central na traseira.
Esse console central pode ser configurado para colocar vários porta-objetos, com clipes de fixação podendo movê-los para a frente ou atrás ou mudar a disposição destes.

O porta-malas tem 350 que pode ser ampliado para 440 litros de capacidade ao deslocar os bancos para frente, mas quando são rebatidos alcança 1730 litros.
E agora virou moda: primazia dos tunners, a iluminação indireta agora é item obrigatório em todos os grandes lançamento.

As lanternas traseiras estão mais afiladas e verticais, "alargando" o veículo.
Esse é o interior em couro da versão Cooper, que recebe também detalhes cromados.
Novidade é o pisca direcional ser posicionado no paralamas dando continuidade à linha do parabrisas, que era a linha de solda do clássico Mini.
O símbolo da Mini agora é a maçaneta do porta malas do Coutryman.
Essa é a Cooper S, que ganha desenho diferenciado na grade e novas entradas de ar para refrigerar os freios.
Outro diferencial é as saídas de escape duplo e aberturas de ar nos parachoques traseiros.
As rodas de liga leve podem vir de 16 a 20 polegadas e é de série nessa versão "S" da Cooper.
O mais alto, mais comprido ao ficar com mais de 4 metros e largo dos Minis não perdeu o visual típico da marca.
O teto solar translúcido é outro grande opcional do crossover que contribui para clarear ainda mais o interior.
Os faróis dianteiros ganham aros cromados e a grade é em peça única na versão One.

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