Agora o mercado nacional. Diz um ditado antigo que de boas intenções o inferno está cheio. Acontece que nós somos emergentes, e a maioria não poderá bancar os custos de adquirir um veículo elétrico ou a célula de combustível. E sem contar os custos de instalação de infraestrutura que se já são caros lá fora, imagine aqui. Como esses veículos apresentarão um custo de manutenção e de abastecimento reduzidos, o que amortizará o alto preço inicial, eles não deverão sofrer nenhuma ou pouca depreciação no preço à semelhança dos veículos à diesel. Além disso teríamos que refazer a carga tributária dos veículos elétricos e movidos a células de combustível que são três vezes superior aos dos veículos a combustão, caso queiramos esse tipo de veículo circulando pelas ruas e estradas brasileiras. Com esse cenário deve-se imaginar os mais abastados "pagando" de "consciente ambiental" enquanto os menos favorecidos receberão a acusação de serem poluidores e que o lugar deles é em um apertado ônibus urbano caindo aos pedaços. Ou que vão pedalando por oito quilômetros da casa até o trabalho, e dificilmente a maioria das empresas tem vestiários para os funcionários. Imagine então como ficará cheiroso o ambiente de trabalho, bem ao estilo hippie que pregava que a sociedade é hipócrita e por isso não tomavam banho.Além disso, tem as questão energética. Aproximadamente 90% do abastecimento é realizado por hidroétricas, sendo o restante por termoelétricas, parte delas usinas de álcool e açucar que já amortizam boa parte do CO² com a plantação de cana-de-açucar. É extremamente vantajoso ter um carro elétrico porque ao contrário da Europa e EUA não há o ônus de emissão de CO² a cada reabastecimento.
Mas tem a questão do mercado. Não há concorrência. Simplesmente não há como escolher a tomada da companhia A ou B. E estamos no limite da capacidade de fornecimento de energia, o que ironicamente depende de autorização do Ibama para a construção de mais hidroelétricas ou outro tipo de usina.
As chamadas energias alternativas simplesmente não são "sustentáveis". Um painel solar completo custa aproximadamente o preço de um carro do nível e do porte de um C4 Pallas, subsidiado pelo governo alemão. Aqui deverá custar mais caro devido a nossa alta carga tributária e às nossas taxas de juros extratosféricas. E sem contar que um painel solar tem aproximadamente 30% de eficiência energática. A energia eólica custa 30% a mais que uma hidroelétrica e depende do sabor dos ventos. Só em alguns lugares como o Ceará por exemplo é que há uma produção regular devido aos ventos constantes.
Quanto aos geradores baseados em marés, não tenho embasamento nenhum para escrever devido à tecnologia ser extremamente recente e nem tenho dados sobre o nível da eficiência do processo. Quanto à tecnologia à hidrogênio, veja esse post e o link nele aqui.
É um preço muito caro para nós pagarmos. Você está disposto?

0 comentários:
Postar um comentário