Antigamente a linha da GM brasileira era bem simples. Começou com o médio Opala que atendia o segmento de luxo, em seguida veio o Chevette e oito anos depois chegava o Monza. A partir do final de 89 a linha GM começou a ter a cara que conhecemos, com a chegada do Kadett, entre o Chevette e o Monza, depois o Ômega, um dos maiores lançamentos nacionais e um dos melhores carros fabricados aqui quase ofuscando a despedida do Opala. Na linha importada conhecemos as gerações anteriores do Astra e do Vectra que seriam fabricados aqui depois, e a nova geração do Ômega vem da Austrália com assinatura Holden, não mais Opel. O Vectra é substituído pela nova geração do Astra, enquanto a antiga tenta brigar no segmento dos médios. E agora entre o Vectra Astrão e o Ômega autraliano a Chevrolet achou uma brechinha para encaixar mais um importado:
“A proposta da General Motors para o consumidor brasileiro é oferecer a linha mais completa do mercado. Identificamos que no portifólio da Chevrolet, hoje, há espaço entre o Vectra sedã e o Omega. O Chevrolet Malibu chega para ocupar este nicho”, ressalta Jaime Ardila, presidente da General Motors do Brasil e do Mercosul.
O segmento é concorrido, e terá que disputar com o careiro Corolla Altis, o ignorado Azera (quero ver a Caoa entrar no Conar protestando...) e os médios-grandes bem equipados Honda Accord e o Toyota Camry.
O painel tem o conceito Dual Cockpit (dupla cabine, em português) inspirado no Corvette de 1953 (também conhecido entre os aficcionados como C1) visto no Agile (veja
aqui) e no futuro Spark (e
aqui) também presente no sedã. O painel em "T" tem duas áreas: O lado do condutor é mais "técnico", focado na visibilidade e com os instrumentos à mão, incluindo os comandos do rádio e do piloto automático no volante; e o lado do passageiro, com foco no conforto graças ao amplo espaço para as pernas e com os porta-objetos e recursos de entretenimento mais acessíveis. O entre-eixos de 2,85 m garante o conforto de quem vai atrás também.
E o carro virá exclusivamente com um câmbio automático seqüencial de seis marchas, com opção Active Select adaptativo, isto é, ele se adapta ao modo de conduzir do motorista.
Conforme a opção escolhida, pode funcionar como um câmbio automático normal, com as tradicionais posições “P” (Parking/estacionar), “R” (Reverse/marcha à ré), “N” (Neutral/neutro) e “D” (Drive/dirigir), ou no modo “M” (manual). No modo manual o motorista, por meio de comandos localizados no volante ou através de uma botão na manopla do câmbio, aumenta as marchas para frente (+) e as reduz dando toques para trás (-), de modo sequencial.
Segurança ativa e passiva é garantida pela sopa de letrinhas: ABS, EDB (Electronic Brake Distribuiction), Panic Assist (assistência de frenagem de emergência), controles de estabilidade e de tração, além de seis airbags – dois dianteiros, dois laterais e dois de cortinas.
“O Malibu reforçará a tradição que a Chevrolet tem no segmento dos sedãs. História de sucesso que começou com a linha Opala, em 1968, passando pelo consagrado Monza e chegando aos atuais Vectra Sedã e Omega”, afirma José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da General Motors do Brasil.
E eles estão otimistas: “Nossa expectativa de vendas é comercializar cerca de 200 carros por mês. O Malibu é um modelo que além de todas as suas qualidades em termos de espaço, itens de série e tecnologia, tem a exclusividade como outro ponto forte”, diz Marcos Munhoz, diretor geral de Vendas e Marketing da GM do Brasil.
O Malibu será comercializado aqui em versão única, a topo de linha LTZ, ao preço de R$ 89.900,00 e chega na segunda quinzena de junho.
O painel vem com acabamento em madeira, revestimento dos bancos em couro (Os dianteiros possuem aquecimento, regulagens elétricas sendo 8 para o motorista e 6 para o passageiro), regulagem de altura e profundidade do volante e a iluminação em Ice Blue.
Vem com computador de bordo que também traz dados como o monitoramento individual da pressão dos pneus, tem sensor crepuscular, espelhos retrovisores eletrocrômicos (interno e do motorista, que escurecem com a incidência da luz).
Bem completo traz ar-condicionado digital, sistema de som premium com rádio MP3, CD Player, entrada USB e oito alto-falantes da marca Bose. A chave com remote start possibilita ao motorista ligar o carro a distância, permitindo que o sistema de climatização torne o ambiente mais agradável quando for acessado.
O motor é o mesmo Ecotec com duplo comando de válvulas variável que equipa também a Captiva. ele desenvolve 171 cavalos de potência a 6.400 rpm e a oferece torque de 22,1 kgfm a 4.500 rpm, sempre abastecido com gasolina, já que não é flex.
O porta-malas tem razoáveis 428 litros e o tanque de combustível comporta 64 litros.
As rodas são de alumínio e aro 18, com pneus 225/50 R18 e o carro é tração dianteira. Tem direção com assistência elétrica com três voltas de batente a batente e diâmetro de giro de 12 metros.
O bom escalonamento do câmbio automático seqüencial, com a sexta marcha alongada, garante bons números de consumo já que o carro pesa mais de 1500 quilos: na estrada faz 14,5 km/l e na cidade tem média de 9,4 km/l. Em tempo, o carro tem tração dianteira.
A suspensão dianteira é McPherson com barra estabilizadora e a traseira é independente com quatro braços articulados e barra estabilizadora. Os amortecedores são telescópicos hidráulicos pressurizados a gás.
Desempenho: Faz de 0 a 100 km/h em 10,9 segundos e chega a 194 km/h de velocidade máxima. A distribuição de peso é de 59% na dianteira e 41 na traseira. E para parar freios a disco ventilados dianteiros e traseiros com 296 mm de diametro e 26 de espessura; traseiro tem 270 e 14 respectivamente.