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terça-feira, 18 de maio de 2010

VW Polo Bifuel: A gás de cozinha mesmo

Enquanto aqui no Brasil os legisladores e técnicos adoram legislar "nivelando por baixo". Assim não é necessário uma campanha de esclarecimento, afinal isso dá trabalho e tem custo e podemos arrecadar mais retendo os carros no pátio, emitindo altas multas, taxas e humilhar o cidadão que está tentando economizar algum troco.
Em alguns países da Europa como Alemanha e Itália, além do GNV (Gás Natural Veícular), é utilizado o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo). Contra o GLP temos uma maior probabilidade de incêndio, já que basta uma fagulha ou um olhar enviesado para explodir. Outro motivo é que para facilitar a vida da dona de casa, o GLP é subsidiado e dessa forma os carros movidos a esse combustível são proibidos em caso clássico de cobertor curto, onde cobre-se um santo mas despe-se outro. Como vive escrevendo o colunista autoentusiasta Bob Sharp, vivemos uma maldição energética (veja o blog AutoEntusiastas na minha lista de blogs ao lado). Pelo menos se oferece o GNV que nada mais é que a mistura de propano 3%) mais metano (86%) e etano (10%) e outros gases em proporções ínfimas. Vantagem é que é menos incendiário que o GLP que é composto por butano e propano em proporções variáveis.
Discussões a parte, o récem lançado Polo (aqui) que tem uma variante esportiva (veja aqui) e uma aventureira (veja aqui) na Europa ganha uma versão bi-combustível denominada Bifuel. Só para esclarecer ele não é Flex, isto é, ele não admite mistura de diferentes combustíveis.

Diferenças externas é só na tampa do porta-malas que recebe o nome dessa versão e do indicador de nível de gás que também faz a troca de combustível. Igual ao Siena Tetrafuel vendido aqui, mas que usa GNV.
O carro ganha um bocal a mais adaptado para receber o combustível gasoso e o tanque de gás vai no lugar do estepe. E se furar um pneu há um kit de reparos que ocupa bem menos espaço no porta-malas.
O tanque para o gás tem capacidade para 52 litros e dá autonomia de 640 km segundo a Volks alemã com consumo médio (ciclo europeu) de 12,4 km/m³. Com tanque a gasolina de 45 litros e consumo de 16,4 km/l percorre 660 km, o que dá 1300 km com os dois tanques cheios.
Na Alemanha o preço do GLP fica em torno de 0,69 Euros (R$ 1,53 a cotação de ontem) e na Espanha 0,50 euros o m³, o que torna vantajoso financeiramente e sem o desempenho limitado do diesel. Só para comparação o custo para rodar 100 km com gasolina fica em 9 Euros e a gás um pouco mais de 5.

O motor é um 1.4l de 16 válvulas com 85 cv a gasolina e 83 a GLP. Outro motivo de se incentivar na Europa o GLP além do preço mais em conta está nos números de emissões de carbono, que usando gasolina fica em 146 g/km e a gás 132 g/km, 9% a menos de CO² emitido.