segunda-feira, 24 de maio de 2010

Recall do Ford Ka: Problemas na parte elétrica


A Ford está convocando um recall em massa (são mais de 160 mil, muito para os nossos padrões) do Novo Ford Ka. São todos os veículos dos ano/modelo 2008, ano/modelo 2009 e do ano/modelo 2010 a convocação vai até o chassi AB203702. O motivo é que parte do chicote elétrico pode entrar em contato com a carroceria podendo danificar o isolamento dos fios. As conseqüências são a queima constante de fusíveis, inoperância de itens de segurança do veículo como faróis, setas direcionais e limpadores do pára brisa e, em caso extremo, curto circuito e princípio de incêndio no compartimento do motor, podendo ocasionar lesões.
O atendimento começa a partir de hoje e consiste em colocar novos isoladores no chicote.
Os proprietários dos veículos envolvidos deverão contatar imediatamente o Centro de Atendimento Ford (CAF), pelo telefone:
0800 703 3673

Honda avisa: Não compre esses carros!

Antes que saia por aí achando que o seu New Fit ou o seu CR-V tenha algum problema, relaxe. Não é algum aviso de recall ou coisa parecida. É que estelionatários faturaram dois CRV's (chassi 3CZRE2870AG502272, placas São Paulo, SP, EMW-4311 e 3CZRE2870AG502642, placas São Paulo, SP, EMW-4322) e dois New Fit (93HGE8890AZ203397, placas São Paulo, SP, EMW-4320 e 93HGE8890AZ203398, placas São Paulo, SP, EMW-4314) todos na cor preta e não pagaram. Se vir algum carro com essas características, chame a polícia.

Foi emitido um boletim de ocorrência e os veículos estão desaparecidos.

Os ônibus e as frases das seleções - Grupo A

A partir de hoje, entre uma novidade e outra do mundo automotivo, vou publicar diariamente fotos dos ônibus das seleções e as frases escolhidas em um concurso da Hyundai para estampar os veículos que levarão os jogadores para os estádios.
Vamos começar com os anfitriões Bafana-Bafana que terão algumas dificuldades em sua chave já que encaram de cara o México e na seqüência o Uruguai. E eles ainda terão a França que acredita que é uma potência futebolística depois de ganhar um título graças a um piripaque do fofômeno e rezarem para que esse jogo não seja só para cumprir tabela.
África do Sul: Uma nação, orgulhosamente unida sob um arco-íris
França: Juntos para um novo sonho azul.
México: É tempo de um novo campeão!

Uruguay: O sol brilha sobre nós. Vamos Uruguai!

Hyundai e Kia fornecem veículos para a Copa

É difícil fugir do assunto futebol, ainda mais em época de Copa do Mundo, então já que não se pode ir contra, junte-se a eles...
A Hyundai e a Kia na África do Sul estão fornecendo vários veículos para os dirigentes e profissionais da Fifa e todos os ônibus para as 32 seleções que irão disputar o Mundial.
E vou dar detalhes do ônibus que levará a nossa seleção e a dos outros países para os locais de jogos, e que os torcedores verão com certa frequência nos programas esportivos e telejornais.
O modelo é um Hyundai Universe Express que pode ser equipado com motores de 6 cilindros de 11 a 12 litros e nessa versão tem 380 cv e 148 kgm/f e pode comportar até 50 passageiros mais 95 kg de carga de cada um, sendo que as bagagens contam com 6.400l por passageiro.
O design não é pesado como costumam ser os modelos fabricados na Europa e nem tem desenho antiquado como alguns modelos da fábrica sul-coreana e alguns concorrentes locais e japoneses.
A versão que irá levar os jogadores para os jogos é tração traseira com eixo simples e mimos como ar condicionado, tela de 20 polegadas LCD e sistema de som, geladeira de bordo, suspensão a ar, bancos com porta copos e cintos de segurança, lâmpadas de leitura, saídas individuais do ar condicionado e banheiro para os passageiros. O motorista ainda conta com um painel completo que em algumas versões recebe acabamento de madeira e os espelhos de tripla função tem desembaçador de série.
Serão mais de 600 veículos fornecidos pela Hyundai e mais de 200 fornecidos pela Kia.

E cada ônibus foi pintado com as cores de cada seleção participante.

sábado, 22 de maio de 2010

Pininfarina Nido EV: Presente de aniversário

Já havia publicado sobre o Nido (veja aqui), um protótipo apresentado no Salão de Paris de 2004 cujo o foco era a segurança dos ocupantes em carros compactos. O problema de carros compactos é a sua pouca área de absorção de choques e a dificuldade de se criar uma célula de sobrevivência imune às deformações causadas por um choque contra algum obstáculo ou outro veículo.
E nesse mundinho politicamente correto onde você tem que se preocupar com a origem da comida que você está comprando, já que não basta ser saudável mas sim ambientalmente correto, carros grandes foram vítimas dessa nova versão da Santa Inquisição.
Um exemplo é a Hummer que fecha as suas portas de vez, e outro é a retirada de quebra-matos e para-choques de aço em jipes e utilitários.
Voltando ao Nido agora com sobrenome EV (eletric vehicle, se bem que estão devendo o Blue Car que prometem lançar junto com o Nido, veja ele aqui), a Pininfarina mostra uma versão pré-série onde falta muita coisa para se resolver no interior, mas que a parte externa mostra que do conceito de 2004, pouca coisa mudou e os detalhes estão com desenho mais afinado.
Na concepção se assemelha ao smart por ter somente dois lugares e motor, elétrico, na traseira.
Agora o foco é a redução do consumo de energia e a plataforma é modulável, podendo gerar mais modelos como esse 2 lugares, um 2+2, uma minivan e uma picape. E haverá mais uma versão híbrida que será um pouco maior para caber o motor a combustão na dianteira e outro com a mesma carroceria mas com motor elétrico junto com o motor a combustão na traseira.
A bateria batizada de Zebra Z5 Ni-NaCl sendo que o nome do eqüino que pasta nas savanas africanas significa Zero Emission Battery Research Activity (ou Atividade de Desenvolvimento de Bateria de Emissão Zero) que é composta por células de cloreto de sódio-níquel que trabalham em temperaturas elevadas (mínimo a 260 Cº), mas que não deixam resíduos tóxicos ao fim de sua vida útil. Finalmente um carro totalmente livre de emissões de poluentes.
Usando uma frase cretina que comerciante adora usar quando o estabelecimento faz aniversário, no caso os 80 anos da Pininfarina, quem ganha o presente somos nós.
As dimensões são compactas com 2,90 m de comprimento, 1,68 de largura e 1,51 de altura. O peso do carro é de altos 900 kg.
O motor desenvolve 40 cv, com 12,5 kgm/f de torque, o que dá 6,7 segundos de 0-60 e máxima eletronicamente controlada de 120 km/h. A tração é traseira.
O tempo de recarga da bateria é de 8 horas, e a autonomia é de 140 km. Não foi informado se terá opção de carga rápida de emergência.
Longe do interior de acabamento glamuroso e futurista, essa unidade mostra que ainda estão estudando os detalhes definitivos desse modelo. Veja a cordinha para abrir a porta à moda da F-40...

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Novo Jeep Grand Cherokee: A nova geração do velho guerreiro

Não, não é do Chacrinha que estamos falando, mas do bom e velho Cherokee que ganha a sua quarta geração no Salão de Nova Ior que. E para variar o foco é economia e redução de emissões e tem até uma versão flex, que lá usa o E-85 (85% de etanol e 15% de gasolina, o que elimina o tanquinho). E como não podia deixar de ser, ainda em um carro com esse pedigree, tem valentia de sobra para encarar as trilhas.
O carro conta com controle de estabilidade e capotagem, auxiliar de ladeira (subida e descida), controle de equilíbrio de freio de trailer e piloto automático adaptativo com detector de colisão, dentre outros itens. Os bancos podem receber aquecimento e resfriamento, tem encostos de cabeça ativos, câmera de ré, entre outros mimos.
A nova dianteira tenta relembrar a pioneira Wagooner que foi desenhada para esse fim, quando esse tipo de veículo era somente uma picape "traçada" transformada em perua. Lembra da Veraneio?
"O novo Jeep Grand Cherokee 2011 redefine a indústria do SUV com novos níveis de capacidade do 4x4, um interior mais luxuoso e refinado com itens de conveniência, um novo exterior deslumbrante, uma melhora na economia de combustível, suspensões premium independentes tanto na dianteira quanto na traseira, e um estilo de dirigir refinado", disse Mike Manley, presidente e CEO das Marca Jeep do Chrysler Group LLC. "O novo Jeep Grand Cherokee oferece uma mistura única de características e capacidade de trabalho, requinte e conveniências que nenhum outro fabricante pode oferecer, tudo em um grande preço. "
Virá em várias opções, incluindo as mais luxuosas Limited e Overland, e tem preço partindo de 31 mil dólares, com redução de 500 dólares no modelo mais em conta em relação à geração anterior.
Acabamento de madeira no volante e em detalhes do painel fazem parte do pacote Overland. Multimídia tem acesso à internet e radio via satélite.
Os bancos de couro napa são de série na Overland, com gravação no encosto. Os passageiros do banco de trás ganham mais 4 cm para as pernas.

O duplo teto solar panorâmico CommandView se estende desde o pára-brisa a até a traseira do veículo.
Os faróis deixam de ter a base arredondada e voltam a ficar mais quadrados, ou nesse caso um trapézio. Eles podem ser opcionalmente em bi-Xenon com auto-nivelamento.
Os motores vão de um novo V6 chamado Pentastar que rende 290 cv e 35,9 kgm/f de torque e o V8 rende 360 cv e tem 54 kgm/f de torque.
Segundo a Jeep, o V6 faz 9,78 km/l, o que é um consumo de combustível 11% menor que a geração anterior e promete andar 800 km com um tanque.

Nas versões normais, suspensão com molas helicoidais comum, mas nas mais sofisticadas tem a suspensão a ar Quadra-Trac II que eleva ou diminui a altura do veículo. As rodas são de 18 polegadas mas na Overland são de 20".

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Chevrolet Malibu tenta um lugar ao Sol

Antigamente a linha da GM brasileira era bem simples. Começou com o médio Opala que atendia o segmento de luxo, em seguida veio o Chevette e oito anos depois chegava o Monza. A partir do final de 89 a linha GM começou a ter a cara que conhecemos, com a chegada do Kadett, entre o Chevette e o Monza, depois o Ômega, um dos maiores lançamentos nacionais e um dos melhores carros fabricados aqui quase ofuscando a despedida do Opala. Na linha importada conhecemos as gerações anteriores do Astra e do Vectra que seriam fabricados aqui depois, e a nova geração do Ômega vem da Austrália com assinatura Holden, não mais Opel. O Vectra é substituído pela nova geração do Astra, enquanto a antiga tenta brigar no segmento dos médios. E agora entre o Vectra Astrão e o Ômega autraliano a Chevrolet achou uma brechinha para encaixar mais um importado:
“A proposta da General Motors para o consumidor brasileiro é oferecer a linha mais completa do mercado. Identificamos que no portifólio da Chevrolet, hoje, há espaço entre o Vectra sedã e o Omega. O Chevrolet Malibu chega para ocupar este nicho”, ressalta Jaime Ardila, presidente da General Motors do Brasil e do Mercosul.
O segmento é concorrido, e terá que disputar com o careiro Corolla Altis, o ignorado Azera (quero ver a Caoa entrar no Conar protestando...) e os médios-grandes bem equipados Honda Accord e o Toyota Camry.
O painel tem o conceito Dual Cockpit (dupla cabine, em português) inspirado no Corvette de 1953 (também conhecido entre os aficcionados como C1) visto no Agile (veja aqui) e no futuro Spark (e aqui) também presente no sedã. O painel em "T" tem duas áreas: O lado do condutor é mais "técnico", focado na visibilidade e com os instrumentos à mão, incluindo os comandos do rádio e do piloto automático no volante; e o lado do passageiro, com foco no conforto graças ao amplo espaço para as pernas e com os porta-objetos e recursos de entretenimento mais acessíveis. O entre-eixos de 2,85 m garante o conforto de quem vai atrás também.
E o carro virá exclusivamente com um câmbio automático seqüencial de seis marchas, com opção Active Select adaptativo, isto é, ele se adapta ao modo de conduzir do motorista.
Conforme a opção escolhida, pode funcionar como um câmbio automático normal, com as tradicionais posições “P” (Parking/estacionar), “R” (Reverse/marcha à ré), “N” (Neutral/neutro) e “D” (Drive/dirigir), ou no modo “M” (manual). No modo manual o motorista, por meio de comandos localizados no volante ou através de uma botão na manopla do câmbio, aumenta as marchas para frente (+) e as reduz dando toques para trás (-), de modo sequencial.
Segurança ativa e passiva é garantida pela sopa de letrinhas: ABS, EDB (Electronic Brake Distribuiction), Panic Assist (assistência de frenagem de emergência), controles de estabilidade e de tração, além de seis airbags – dois dianteiros, dois laterais e dois de cortinas.
“O Malibu reforçará a tradição que a Chevrolet tem no segmento dos sedãs. História de sucesso que começou com a linha Opala, em 1968, passando pelo consagrado Monza e chegando aos atuais Vectra Sedã e Omega”, afirma José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da General Motors do Brasil.
E eles estão otimistas: “Nossa expectativa de vendas é comercializar cerca de 200 carros por mês. O Malibu é um modelo que além de todas as suas qualidades em termos de espaço, itens de série e tecnologia, tem a exclusividade como outro ponto forte”, diz Marcos Munhoz, diretor geral de Vendas e Marketing da GM do Brasil.
O Malibu será comercializado aqui em versão única, a topo de linha LTZ, ao preço de R$ 89.900,00 e chega na segunda quinzena de junho.
O painel vem com acabamento em madeira, revestimento dos bancos em couro (Os dianteiros possuem aquecimento, regulagens elétricas sendo 8 para o motorista e 6 para o passageiro), regulagem de altura e profundidade do volante e a iluminação em Ice Blue.
Vem com computador de bordo que também traz dados como o monitoramento individual da pressão dos pneus, tem sensor crepuscular, espelhos retrovisores eletrocrômicos (interno e do motorista, que escurecem com a incidência da luz).
Bem completo traz ar-condicionado digital, sistema de som premium com rádio MP3, CD Player, entrada USB e oito alto-falantes da marca Bose. A chave com remote start possibilita ao motorista ligar o carro a distância, permitindo que o sistema de climatização torne o ambiente mais agradável quando for acessado.
O motor é o mesmo Ecotec com duplo comando de válvulas variável que equipa também a Captiva. ele desenvolve 171 cavalos de potência a 6.400 rpm e a oferece torque de 22,1 kgfm a 4.500 rpm, sempre abastecido com gasolina, já que não é flex.
O porta-malas tem razoáveis 428 litros e o tanque de combustível comporta 64 litros.
As rodas são de alumínio e aro 18, com pneus 225/50 R18 e o carro é tração dianteira. Tem direção com assistência elétrica com três voltas de batente a batente e diâmetro de giro de 12 metros.
O bom escalonamento do câmbio automático seqüencial, com a sexta marcha alongada, garante bons números de consumo já que o carro pesa mais de 1500 quilos: na estrada faz 14,5 km/l e na cidade tem média de 9,4 km/l. Em tempo, o carro tem tração dianteira.
A suspensão dianteira é McPherson com barra estabilizadora e a traseira é independente com quatro braços articulados e barra estabilizadora. Os amortecedores são telescópicos hidráulicos pressurizados a gás.
Desempenho: Faz de 0 a 100 km/h em 10,9 segundos e chega a 194 km/h de velocidade máxima. A distribuição de peso é de 59% na dianteira e 41 na traseira. E para parar freios a disco ventilados dianteiros e traseiros com 296 mm de diametro e 26 de espessura; traseiro tem 270 e 14 respectivamente.

Fiat Mio: Fiat FCC III tenta dar forma aos desejos dos consumidores


Um carro "plugado", "conectado" e fácil de estacionar. Essas foram as principais reinvindicações dos internautas que participaram do projeto Fiat Mio. O conceito lembra bem o compacto da Rinspedd, o UC? (veja aqui) e a diferença são o modo de uso e o modo de dirigir o carro. O site (aqui) está aberto ainda a sugestões e os esboços foram feitos por 10 profissionais que interagiram com os participantes do site. As dimensões da carroceria são de 1560 mm de largura, 1530 mm de altura e comprimento de 2500 mm. Veja o resultado abaixo, que ainda está sendo contruído (e se quiser ainda colaborar com mais idéia vá aqui) e teve mais de 10 mil idéias analisadas pela equipe:

Os faróis foram posicionados trás do amplo para-brisa que se "emenda" com as janelas laterais sem colunas. As linhas que começam na base do para-brisa sobem pelos "ombros"...

...e continuam em modo ascendente até contornar as janelas laterais. As grandes calotas que cobrem as rodas e os pneus tem motivo aerodinâmico. As lanternas traseiras também são cobertas pelo vidro traseiro.
Dois lugares com bancos inspirados em sofás, quadro de instrumentos no volante e um grande display que lembra um video-game onde o motorista e passageiro podem se conectar e se entreter durante o trajeto.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Ônibus londrinos ganham nova cara

Os tradicionais ônibus vermelhos de dois andares, cartões postais ambulantes de Londres, mudaram muito desde que os Routmasters foram aos poucos sendo aposentados. E periga mudar mais uma vez antes das Olimpídas a serem realizadas em 2012.
Desde 2005, quando a empresa de transporte coletivo de Londres retirou os últimos Routmasters da linha vieram algumas novidades como os articulados e agora os híbridos como uma maior preocupação com as emissões de carbono e óxido nitroso.
Para conter as emissões os novos ônibus abusarão da aerodinâmica de suas formas arredondadas e usarão materiais mais leves, além de utilizar uma motorização híbrida diesel-elétrica mais eficiente que os atuais double-deckers.
E os novos ônibus pretendem ser o novo padrão, e cartão postal também como os LTI (London Internacional Taxi), com desenho menos retilíneo e mais aerodinâmico, e a entrada voltará a ser pela porta traseira, como era tradição no Routmaster.
O desenho abusa de linhas curvas e do desenho assimétrico, contrastando o preto de algumas partes da carroceria e dos vidros com o tradicional vermelho londrino.
Boris Johnson prefeito de Londres afirma que os novos ônibus "não são só uma peça bonita" do sistema de transporte coletivo da cidade mas que há "um coração verde batendo" dentro de "sua elegante carroceria". E ele encerra o discurso esperando que haja centenas desse ônibus circulando e que as pessoas ao redor do mundo tenham inveja do novo "estandarte" do século XXI da cidade. É, não basta mais pegar um ônibus e deixar o carro na garagem para poupar alguns gramas de carbono, agora tem que cobrar do concessionário do transporte coletivo um ônibus mais verde...
Há promessas do ônibus ser 15% mais econômico que os atuais híbridos e 40% que os ônibus comuns movidos a diesel, e também ser mais silencioso que eles.

Deficientes físicos não foram esquecidos e a acessibilidade, pelo menos no piso inferior é garantida. E os passageiros poderão subir para o piso superior por duas escadas.

Chrysler ZZ Cruiser ganha assinatura de Emerson Fittipaldi

Durante a turnê que a banda americana de hard rock ZZ Top fará aqui no Brasil, com shows em São Paulo nos dias 20 e 21 de maio um veículo especial estará exposto na Via Funchal, local do evento, e servirá de transporte para os integrantes da banda.
É o Chrysler ZZ Cruiser, versão do PT Cruiser personalizado com detalhes como o logotipo "ZZ Cruiser", pintura "saia e blusa" e bancos de couro com logotipos da banda.
O projeto foi concebido por Sandro Marcasso, restaurador e customizador, numa parceria entre a Chrysler do Brasil, a Alive Concerts e o escritório Fittipaldi. Uma das principais mudanças ocorridas com a tunagem é a pintura, que valoriza o design retrô do PT Cruiser e também faz referência ao estilo dos Hot Rods das décadas de 30, 40 e 50.
A foto de abertura no primeiro dia do Salão do Carro e Acessórios, no dia 17 de abril, o ZZCruiser teve seu projeto de autenticidade assinado pelo bi-campeão mundial de Fórmula 1 e campeão mundial de Fórmula Indy, Emerson Fittipaldi.
O motivo dessa edição especial é que o guitarrista e vocalista da banda, Billy Gibbons que é considerado um dos maiores entusiastas e colecionadores de automóveis customizados e Hot Rods do mundo. Sua coleção inclui veículos originários de todos os países nos quais o ZZ Top realiza turnês, comumente utilizados para estampar as capas dos discos da banda. Com o ZZ Cruiser, o Brasil também estará representado, já que o carro segue para os EUA junto com a banda e fará parte do acervo do guitarrista. Um item raro de coleção.
No interior, as capas dos bancos receberam o emblema da banda...
...e o painel ganhou a inscrição ZZ Cruiser além de novo sistema de som.
As rodas de 17 polegadas foram mantidas e há a presença de dois tons, em estilo "saia e blusa", nas cores vermelho e preto...
...com a faixa divisória do veículo, que por sua vez, foi estilizada a partir do logotipo da banda, formado pela junção de duas letras "z".

Chrysler PT Cruiser Decade Edition: 10 anos do ícone

Um dos poucos sobreviventes à onda americana de carros modernos com design retrô, a ponto de sobreviver à extinção de sua divisão (era a Plymouth) chega ao seu décimo ano com relativo sucesso. Concorrentes como a releitura do Ford Thunderbird, a picape e furgão Chevrolet HHR dentre outros tiveram vendas pífias ou foram descontinuados à primeira crise que aparecesse.
E de vez em quando vem alguma série especial como a Couture Edition (veja aqui) e às vezes uma personalização exclusiva e especial (veja aqui).
A série especial Decade Edition vem, após 10 anos e 1 milhão de unidades depois, com a inscrição “Decade Edition 2000 – 2010” na traseira do veículo e certificado de autenticidade. A grade do veículo ganha detalhes cromados e virá com faróis de neblina. Bem equipado virá com com teto solar, espelhos retrovisores com dispositivo anti-embaçante, as travas elétricas com sensor de velocidade, computador de bordo programável e o sistema de som AM / FM / CD com entrada para conexão MP3 e quatro auto-falantes. Os bancos são em couro, sendo os dianteiros com aquecimento e o banco do motorista conta regulagem elétrica em seis direções.
Vem ainda com controle eletrônico de velocidade, airbags de última geração – frontais multiestágio e suplementares laterais, freios a disco nas quatro rodas com ABS e controle de tração em baixas velocidades, além de pontos de ancoragem para assentos infantis no banco traseiro. E tem ainda console central com descansa-braço deslizante e espaço de armazenamento coberto com porta-objetos para seis CDs, um porta-moedas e dois porta-copos embutidos para os ocupantes dos assentos traseiros. Os porta-copos dianteiros, os frisos nas laterais da carroceria e os trincos das portas da versão Decade Edition contam com detalhes cromados.
O painel conta com mostradores grandes e o relógio analógico Chrysler.
Já a vedação em volta dos sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado e o isolamento acústico do painel reduzem o ruído do motor e câmbio. Além disso, o perfil de borracha que veda cada porta e a espuma utilizada na coluna A reduzem o ruído provocado pelo vento.
Para evitar que mãos alheias caiam sobre essa preciosidade há o sistema imobilizador do motor Sentry Key®, que gera um código e não permite a partida sem a chave original do veículo e atua também no controle remoto de abertura das portas.
O Chrysler PT Cruiser Decade Edition será comercializado ao preço de R$ 69.900,00.
Vem com motor de 2.4L de 143 cv de potência e câmbio automático AutoStick de quatro velocidades e tem novas rodas de alumínio de 16 polegadas.
Seu interior pode ser configurado em até 30 formas diferentes, graças aos bancos traseiros dobráveis e/ou removíveis, banco do passageiro dianteiro dobrável e a tampa traseira móvel.

terça-feira, 18 de maio de 2010

VW Polo Bifuel: A gás de cozinha mesmo

Enquanto aqui no Brasil os legisladores e técnicos adoram legislar "nivelando por baixo". Assim não é necessário uma campanha de esclarecimento, afinal isso dá trabalho e tem custo e podemos arrecadar mais retendo os carros no pátio, emitindo altas multas, taxas e humilhar o cidadão que está tentando economizar algum troco.
Em alguns países da Europa como Alemanha e Itália, além do GNV (Gás Natural Veícular), é utilizado o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo). Contra o GLP temos uma maior probabilidade de incêndio, já que basta uma fagulha ou um olhar enviesado para explodir. Outro motivo é que para facilitar a vida da dona de casa, o GLP é subsidiado e dessa forma os carros movidos a esse combustível são proibidos em caso clássico de cobertor curto, onde cobre-se um santo mas despe-se outro. Como vive escrevendo o colunista autoentusiasta Bob Sharp, vivemos uma maldição energética (veja o blog AutoEntusiastas na minha lista de blogs ao lado). Pelo menos se oferece o GNV que nada mais é que a mistura de propano 3%) mais metano (86%) e etano (10%) e outros gases em proporções ínfimas. Vantagem é que é menos incendiário que o GLP que é composto por butano e propano em proporções variáveis.
Discussões a parte, o récem lançado Polo (aqui) que tem uma variante esportiva (veja aqui) e uma aventureira (veja aqui) na Europa ganha uma versão bi-combustível denominada Bifuel. Só para esclarecer ele não é Flex, isto é, ele não admite mistura de diferentes combustíveis.

Diferenças externas é só na tampa do porta-malas que recebe o nome dessa versão e do indicador de nível de gás que também faz a troca de combustível. Igual ao Siena Tetrafuel vendido aqui, mas que usa GNV.
O carro ganha um bocal a mais adaptado para receber o combustível gasoso e o tanque de gás vai no lugar do estepe. E se furar um pneu há um kit de reparos que ocupa bem menos espaço no porta-malas.
O tanque para o gás tem capacidade para 52 litros e dá autonomia de 640 km segundo a Volks alemã com consumo médio (ciclo europeu) de 12,4 km/m³. Com tanque a gasolina de 45 litros e consumo de 16,4 km/l percorre 660 km, o que dá 1300 km com os dois tanques cheios.
Na Alemanha o preço do GLP fica em torno de 0,69 Euros (R$ 1,53 a cotação de ontem) e na Espanha 0,50 euros o m³, o que torna vantajoso financeiramente e sem o desempenho limitado do diesel. Só para comparação o custo para rodar 100 km com gasolina fica em 9 Euros e a gás um pouco mais de 5.

O motor é um 1.4l de 16 válvulas com 85 cv a gasolina e 83 a GLP. Outro motivo de se incentivar na Europa o GLP além do preço mais em conta está nos números de emissões de carbono, que usando gasolina fica em 146 g/km e a gás 132 g/km, 9% a menos de CO² emitido.