terça-feira, 19 de outubro de 2010

Mazda BT-50: Contra o estilo quadradão

A Mazda lançou no Salão de Sidney a sua nova picape BT-50, que compartilha a mesma plataforma com a Ford Ranger. O desenho da carroceria optou por linhas sinuosas e musculares revelados pelo conceito Shinari (veja aqui) que está pautando a nova linguagem de desenho da marca. Chamada de KODO, busca reproduzir a tensão do instante anterior à explosão muscular de um ataque à uma presa feita por um predador. Se não entendeu assista algum documentário sobre a vida selvagem na savana africana no canal da Discovery Chanel, National Geografic ou que reproduza alguma reportagem e documentário da BBC de Londres se tiver um canal a cabo ou em algum jornalístico na TV aberta. Os marketeiros da marca afirmam que a picape foi desenhada para quem tem um "estilo de vida ativo" e não só para quem precisa de um utilitário para trabalhar ou empresas e frotistas, e sim também para o lazer. Bem, eles não viram a propaganda da Hoggar (veja a opinião do blogueiro no final do post da Citroën AirCross aqui) em que o cara não faz nada mas que você precisava experimentar o risoto dele (confira o vídeo aqui).
Voltando à picape, os designer queriam passar a impressão de que a picape era uma fera sofisticada, em que os proprietários sentissem orgulho de tê-la ao mesmo tempo em que o utilitário correspondesse às espectativas de utilização esperadas para esse tipo de veículo,ao contrário dos "aventureiros" lançados às dúzias no mercado nacional.
E como Ryo Yanagisawa, o designer-chefe responsável pelo desenho do novo BT-50 explica: "A mensagem da marca Mazda é o Zoom-Zoom, que se refere à emoção do primeiro movimento vivenciado por uma criança. Com o novo BT-50, tivemos como objetivo expressar a emoção através do design, e nós tivemos bastante inspiração de vários "movimentos" no mundo que nos rodeia. Por exemplo, nós temos uma fotografia de um leão. Ele parece um predador magnífico com todos os seus músculos a se contrair como se ele estivesse prestes a atacar a sua presa. Seus nervos estavam esticados prontos para o ataque, e sua juba dava um enquadramento masculino, o seu rosto estava nítido e que parecia dizer: 'Eu sou o rei dos animais com muito orgulho! De perfil, o leão pareceu um ser inteligente e poderoso. Eu queria para o desenho do projeto da picape esse tipo de imagem. Foi com este tipo de inspiração a base do design emocional da nova BT-50 em que trabalhamos tão duro para conseguir (o resultado). "
O quadro de instrumentos tem inspiração mais esportiva e os comandos do rádio e do ar condicionado podem ser manuseados pelos ocupantes do banco dianteiro sem ginástica. As barras em metal polido que parecem "sustentar" o painel dão um ar mais sofisticado ao interior.
O interior tem o desenho inspirado em carros de passeio e o painel tem desenho assimétrico, isto é, são diferentes os lados do passageiro e o do motorista. A idéia é "vestir" o motorista e dar um espaço mais aberto para o passageiro ao lado.
Não foram divulgados dados técnicos e nem sobre o tipo de motorização que a picape terá na Austrália e em outros mercados e que estrarão juntos. Serão novos projetos de motores denominados SKY-G para os motores a gasolina e SKY-D para os motores a diesel.
Esses motores serão mais eficientes e terão a missão ambiciosa de economizar até 30% no consumo de combustível até 2015, se comparado com o nível de consumo dos motores produzidos em 2008, segundo a estratégia "sustentável" Zoom-Zoom da empresa.

sábado, 16 de outubro de 2010

Nova Ford Ranger: Picape australiana com plataforma japonesa ganha o mundo

A Ford apresenta no Salão do Automóvel de Sidney a nova Ranger, que para a alegria da blogosfera e de alguns setores tecnófilos da imprensa, poderá ser fabricada em breve na fábrica de Rosário na Argentina e consequentemente ser vendida aqui sem impostos de importação devido ao Mercosul. Isto é, depois de terminar a reforma da fábrica argentina para se adequar à produção da picape. Antes ela será lançada na Tailândia, onde será fabricada na unidade Rayong para atender a região Ásia-Pacífico, depois será a vez da África do Sul e a unidade Rosário que irão atender as outras regiões, e isso a partir de 2012. Apesar da picape não ter previsão de ser comercializada nos EUA e Canadá, a Ford está confiante de que ela terá boas vendas ja que será vendida em mais de 180 países.
“Esta nova Ranger que apresentamos em estreia mundial é bem demonstrativa do que a nossa
estratégia “One Ford” nos permitiu alcançar,” refere-se Gary Boes, Diretor da linha de veículos Ford baseados na nova plataforma para as pickups compactas. “A nova Ranger foi projetada e desenvolvida por uma equipe de especialistas para ir ao encontro das necessidades dos clientes de picapes em todo o mundo. Para consolidar a sua invejável reputação mundial, a picape está sendo testada nas mais duras condições e nos climas mais rigorosos dos cinco continentes. A Ranger não só respeita os seus consumidores como vai conquistar o seu respeito dia após dia,” afirma confiante Boes sobre a estratégia "One Ford" que pretende criar produtos globais como a nova linha Focus (veja aqui) e Fiesta (também aqui) que terão desenhos similares ao redor do mundo, e a picape que foi desenhado no centro de estilo da Ford australiana também segue o mesmo destino dos outros produtos da marca. A picape compartilhará a plataforma da nova picape da Mazda, a BT-50 (veja aqui) que já tinha sido apresentada no Salão de Paris como prévia do Salão de Sidney.
"Em muitas regiões do mundo, as pickups compactas são extremamente importantes para os clientes" referiu Jim Farley, Vice-Presidente do grupo para o Marketing, Vendas e Serviço. "Em muitos casos, a pickup é o único veículo do agregado familiar e o único veículo com que o chefe de família pode contar no seu trabalho para prover ao sustento da sua família. Estas pessoas, que precisam de uma pickup preparada para realizar qualquer trabalho, ficarão surpreendidas com as novas tecnologias inteligentes da Ranger e a forma como estas contribuirão para facilitar as suas tarefas. Cada vez mais, estes clientes procuram características, tecnologias, espaço e refinamento geralmente só associados aos automóveis, e a Ranger também é inovadora nestes aspectos."
No painel de instrumentos, optou-se por designs que se adaptassem facilmente a componentes modulares, como rádios e comandos do sistema de aquecimento e ventilação, e os materiais utilizados na cabina como os forros dos bancos devem resistir ao desgaste causado por uma utilização mais comercial.
Detalhes da nova Ranger que poderemos ver em 2012, que irá substituir de uma vez duas gerações na América Latina, cujas linhas que seguem a linguagem de estilo “21st Century Tough” projetada pelo centro de estilo autraliano pretende dar um ar mais sofisticado ao utilitário e ao mesmo tempo manter o visual robusto característico do segmento.

Novos motores com destaque para dois novos modelos a diesel Duratorq TDCi da Ford, sendo um 2.2l com 150 cv e 38,24 kgm/f de torque e outro de 3.2l que desenvolve 200 cv etorque de 47,93 kgm/f. Em alguns mercados haverá a opção de um 2.5l a gasolina e todos com câmbios, manual ou automático, de seis marchas.
Apesar do foco ser a economia, a Ford não adiantou dados de desempenho e consumo da picape. Haverá opções de tração 4X2 e 4X4 e dentre os equipamentos haverá ESP e controle dinâmico com calibragem para carga e reboque. A indispensável camera auxiliar de manobras em ré também estará disponível.
A altura de rodagem agora é de 23 cm acima do solo e a suspensão só teve melhorias, sem pirotecnismo técnicos, sendo a tradicional McPherson na dianteira e a traseira usa feixe de molas, típicos da categoria. Mas a calibragem priorizou o conforto e o rodar é semelhante a um carro de passeio segundo a marca.
Além de melhoria na aerodinâmica, ponto crítico nesse tipo de veículos, a caçamba foi alargada em 10 cm e os usuários tem mimos como um compartimento abaixo do banco dianteiro para guardar ferramentas e na ausência de um quinto passageiro no banco traseiro, um descansa-braço com porta-copos estará disponível.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Yamaha YBR 125 Factor 2011: Arquirival da Titan ganha novo grafismo

A Yamaha apresenta a versão 2011 da YBR 125 Factor que tenta fazer frente à supremacia massacrante da Titan na categoria naked, custom ou street se preferir. A culpa em parte disso é da própria Yamaha que insistiu durante muito tempo em oferecer no mercado brasileiro, alérgico a oficinas e manutenções preventivas, motores a dois tempos. A última propaganda do Gol em que o consumidor "economiza" só de olhar o anuncio é um exemplo, já que uma pastilha de freios R$ 2,00 mais cara decide às vezes a compra de um carro ou moto independente do custo-benefício e/ou quantidade de acessórios ou equipamentos de série. Esses motores apesar de sua maior potência específica, exigem maior atenção quanto à sua manutenção referentes à descarbonização do cilindros, limpeza de escapamento e a adição do obrigatório óleo lubrificante à gasolina, já que motores dois tempos não tem cárter.
O erro foi corrigido há dez anos quando a linha YBR foi lançada e com motor a quatro tempos mas o estrago já estava feito. A Yamaha contabiliza um milhão de motos vendidas em 10 anos do modelo, e atualmente ela vende menos de um terço das vendas da CG 125 Fan e menos de um sétimo se contabilizar junto a CG 150. A moto ganhou alguns itens para diminuir a manutenção e tentar acabar com a fama de "indestrutível" da CG com boas sacadas como o sistema centrífugo de filtragem de óleo que não requer a substituição de elementos filtrantes e o farol com lente lisa em policarbonato com alta resistência e tratamento superficial de verniz. Esta característica permite o efeito de “auto-regeneração” de pequenos riscos e proteção contra o escurecimento por raios ultravioletas. A lâmpada do farol é uma alógena de 12V 35W/35. O quadro é do tipo diamante e o desenho da moto pretende dar um ar mais "encorpado" apesar de ela sr mais leve que algumas concorrentes do segmento de até 150 cc.
E para ganhar algumas vendas a mais a YBR 125 Factor versão 2011 ganhou novos grafismos e itens antes cromados como moldura de faróis e alguns suportes passaram a ser pintados em preto fosco (veja aqui a versão 2010 corintiana). E para dar um ar mais agressivo para a moto, a tampa lateral agora é pintada na cor "Matt Black", a mesma da YZF-R1 (veja a fera aqui).
A moto vem em três diferentes versões começando com a básica K (moto roxa) com partida a pedal, freios a tambor, suporte tubular das pedaleiras traseiras fixadas ao chassi, a intermediária E (moto vermelha) com partida elétrica, freios a tambor e suporte em aço estampado das pedaleiras traseiras fixadas ao chassi) e a top ED que vem com partida elétrica, freio dianteiro a disco, suporte em aço estampado das pedaleiras traseiras fixadas ao chassi e rodas em liga-leve. O preço da K é de R$ 5.769,00, da E R$ 6.398,00 e ED R$ 6.851,00 e as cores são essas três que ilustram esse post. As motocicletas Yamaha têm um ano de garantia de fábrica, sem limite de quilometragem.
O motor é um quatro tempos monocilíndrico OHC (Over Head Camshaft), arrefecido a ar, de 124 cc que desenvolve 11,2 cv a 8000 rpm e entrega 1,13 kgf/m a 6.000 rpm de torque. O câmbio é de cinco marchas.

A suspensão dianteira é uma telescópica convencional e a traseira é do tipo braço oscilante assistido por um par de amortecedores com molas e cinco regulagens da carga, para proporcionar conforto mesmo em pisos irregulares.

Lotus Eterne: A marca se rende ao modismo do "sedans-coupés"

Encerrando a série de lançamentos da Lotus no Salão de Paris, deixei para o final a "cereja do bolo" que no caso é esse inédito, para a marca, sedan desportivo com quatro portas e lugares reais, não 2+2 como os outros modelos. E levando em consideração que o conforto e luxo são algumas das qualidades dos Lotus atuais, os quatro ocupantes estarão bem confortáveis e sem pagar o preço exorbitante dos concorrentes. O alvo é o renovado CLS (veja aqui), que quando o Eterne ganhar as ruas em 2015 o "sedan-coupé" que inaugurou o segmento não vai estar tão "fresquinho"assim em sua segunda geração, o Aston Marin Rapide (agora aqui), o Porsche Panamera (também aqui), além do futuro Lambo Estoque, só para ficar nos mais conhecidos.
Dany Bahar, Diretor Geral do Grupo Lotus, declara: “O Eterne tem um desempenho sensacional e, como o resto da gama, oferece excelentes resultados en todos os aspectos. É certo que o Elite, é um modelo cheio de contradições, já que é compacto porém espaçoso, de alto rendimento porém com baixo nível de emissões (para a marca, já que 215 g/km pode ser alto nas severas normas do Euro 6 que vigorarão em breve), baixo peso relativo (do chassi) porém tranqüilamente sólido."
E continua: “Não tenho dúvida de que existe un mercado para o Eterne, já que não existe nenhum veículo similar em termos de desenho, desempenho e eficiência. A maior diferença entre o Eterne e os demais competidores de sua classe é que (ele) não surge da evolução de um modelo de duas portas já existente, e sim de uma criação única muito bem pensada e planejada. É o máximo expoente do conceito de veículo esportivo de quatro portas.”
O inédito sedan estradeiro (adoro esse termo vindo de Portugal, que resume bem os grandes sedans, tanto em técnica como em tamanho, devoradores de asfalto) da Lotus estreará na primavera (européia que é a partir de março) 2014 custando algo em torno de 115 mil libras (algo em torno de 131 mil euros em cotação de hoje).
Para privilegiar a distribuição de peso o motor V8 de 5.0l turbo, o mesmo do Esprit, é montado em posição central dianteira.
Ele rende 620 cv de potência e torque de 73,4 kgm/f e terá uma caixa de câmbio "híbrida" com motores elétricos integrados e opção de KERS.
Haverá opção híbrida e a tração será traseira, mas com opção de tração integral permanente, muito apreciada onde neva.
O desempenho prometido pela Lotus é o 0-100 em impressionantes 3,7 segundos e máxima de 315 km/h e emitindo razoáveis 215 g/km rodados.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Lotus Elite: Coupé-cabriolet quer justificar o nome

Mais um Lotus apresentado em Paris, o Elite, continuando a tradição de só nomear os carros com nomes iniciados pela letra "E", é um coupé-cabriolet 2+2 que quer mostrar refinamento e elegância. Outro diferencial é o motor V8 que assume posição central dianteira e terá como opcional o KERS que funciona de modo semelhante ao da Fórmula 1, além de uma caixa de câmbio (provavelmente de 7 marchas) híbrida se é que existe isso no mercado ou se o grupo de engenharia da marca a está desenvolvendo e a tração continua sendo traseira.
Como escrevi no parágrafo acima, o carro é um 2 + 2, disposição de lugares que leva dois adultos com conforto na dianteira e duas crianças ou dois adultos em emergências, tipo, caronas curtas. E o teto translúcido é auto-retrátil, o que deve roubar algum espaço no porta-malas quando o carro estiver em modo conversível. Pelo menos o nível de ruído com a capota rígida deve ser bem menor do que uma capota de lona. O carro estará disponível na primavera de 2014 e o preço deve começar a partir de 115 mil libras.
Interior 2+2 comporta dois adultos na dianteira e duas crianças atrás e opta por um vusual mais sóbrio.
O painel, como todos os Lotus apresentados em Paris, misturam elementos digitais com analógicos.
O carro faz o 0-100 em 3,7 segundos e chega a máxima de 315 km/h graças...
...ao motor V8 de 5.0l turbo que entrega 620 cv e 73,2 kgm/f de torque.

Lotus Elise 2015: Desempenho para todos

A Lotus apresenta a versão 2015 (!!) do Elise no Salão de Paris, que dentre as novidades está um pouco maior para que o usuário não precise fazer nenhuma nova posição de ioga para entrar na cabine e a possibilidade de receber uma motorização híbrida opcional. Não será o sistema KERS que será opcional nos outros Lotus mostrados aqui, mas a marca não adianta nada. Mas o que é líquido e certo é que o motor terá o sistema start&stop para ajudar a reduzir o consumo e as emissões de CO², que ficarão em módicos 150 g/km, já ajudados pelo seu peso pena um pouco maior que um Pálio que fica na casa de uma tonelada. A fábrica pretende transformar o Elise como um carro de acesso para a marca, a começar pelo preço em torno de 35 mil libras, e pretende democratizar o acesso a um carro com desempenho esportivo.
O carro ganha um console central flutuante e o interior confortável "veste" o motorista e passageiro.
O painel digital também mistura elementos analógicos e digitais.
O motor em posição central traseira é um 2.0l turbo com 320 cv e 33,6 kgm/f acoplado à tração traseira por uma caixa de seis marchas manual ou automática.
Desempenho: 0-100 km/h em 4.3 segundos e máxima de 270 km/h e emitindo somente 150 g/km com tecnologia híbrida a ser incorporada.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Lotus Elan: Sem compromisso e sem sacrifício

A Lotus continua com seus lançamentos em Paris, agora com o coupé 2+2 Elan que ganha nova geração em 2013. A proposta do novo Elan é de um coupé com desempenho de bem esportivo mas sem abrir mão do conforto e funcionalidade e podendo ser usado no dia-a-dia sem sacrificar o condutor. A Porsche já faz isso há algum tempo, mas sem o compromisso de um chassi mais leve como é mandatório na filosofia da Lotus.
Dany Bahar, diretor da Lotus afirma: "Se algum dia existiu um carro que evitou os atalhos, esse é o Elan. Perfeito tanto em pistas como em estradas, o Elan cumpre todas as expectativas, se não criar novas (no condutor). O Elan atrairá novos clientes para a Lotus. Na verdade, eu desafio a qualquer um que o dirija a não desenvolver uma certa dependência em conduzí-lo. Igualmente irá desfazer de certos preconceitos sobre a sua classe, como que para desfrutar de um alto desempenho deve-se sacrificar o conforto. Esses dias já passaram." E o executivo completa orgulhoso: "Uma vez que dirigir o Elan, não irá querer voltar atrás, porque ele lhe dará algo que você não sabia que existia. Essa é a essência da Lotus, e o Elan capturou perfeitamente esse espírito.
O interior é um 2+2 (dois adultos no banco da frente e duas crianças no banco traseiro, ou dois adultos em emergência) que promete conforto e alguma funcionalidade.
O painel combina elementos analógicos com digitais em vários displays. Não foi informado o tamanho do porta malas.
O motor central traseiro é um V6 de 4.0l turbo que rende 450 cv e 47,2 kgm/f e a tração é traseira. A caixa é de sete marchas e o KERS é opcional.
Ele faz o 0-100 em 3,5 segundos e tem velocidade máxima de 310 km/h. Contribui para isso além da posição cetral-traseira do motor o peso-pena do carro de 1.295 kg.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Lotus Esprit: A volta de um ícone

Um dos ícones da indústria automobilística inglesa está de volta. O Lotus Esprit volta em versão modernizada e a marca pretende tornar o carro uma referência em esportividade.
David Bahar, diretor geral da Lotus afirma que "o Esprit é o carro esporte definitivo, no passado quando alguém pensava no Esprit lembrava de filmes como "Uma Linda Mulher", "Instinto Fatal" e "007 - O Espião que me Amava", porém desta vez ele será a estrela do filme".
E continua: Devemos enfrentar com muito cuidado o desafio de reinventar um clássico icônico como o Esprit, já que todos tem a sua própria opinião a respeito. Existe um delicado equilíbrio entre reconhecer a um passado glorioso e avançar rapidamente em busca do futuro assegurando-se somente de haver justiça ao nome Esprit, mas também a marca Lotus. Cremos que logramos sucesso encontrando esse equilíbrio criando assim um novo ícone, um carro que será irresistível".
A marca faz questão de lembrar a filosofia da marca sobre alto rendimento, preço razoável e baixo peso, detalhes que fizeram o Esprit ser lembrado com saudade. O carro será lançado na primavera (européia) de 2013 e custará 130 mil euros aproximadamente.
Os dois bancos esportivos do tipo concha tem tecido que lembra as tramas da fibra de carbono...
...e o painel completo mistura elementos analógicos com displays digitais como o conta-giros analógico que engloba o velocímetro digital.
O motor é central traseiro com caixa de sete marchas e tração traseira. Opcionalmente virá com o sistema KERS semelhante ao usado na Fórmula 1.
O motor é um V8 com 5.0l turbo com 620 cv e 73,4 kgm/f de torque. A promessa é de 0-100 km/h em 3,3 s e máxima 330 km/h.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Mini Scooter E Concept: a "lambretinha" elétrica da Mini

Duas rodas, zero emissões. Com essas palavras a Mini pretende mostrar a sua nova motoneta elétrica no Salão de Paris como nova opção de mobilidade urbana. O foco é a conectividade e redes sociais. Um dos exemplos é o fato do smartphone ficar em um nicho preparado no painel, onde se conecta com a moto através de um programa fornecido pelo fabricante. E o smartphone pode ficar conectado na internet e usando um aplicativo que faz às vezes de GPS, pode indicar qual amigo está próximo e chamá-lo para "dar um rolê" por aí. As cores e grafismos tentam dar um ar retrô e ao mesmo tempo descolado à motoneta. A tração é traseira com o motor elétrico integrado à roda.
Detalhes da dianteira que recebe o brasão da Mini e os piscas que lembram a versão antiga do simpático carrinho. O farol que lembra o moderninho, ganha um anel transparente colorido que pode ser azul, verde ou vermelho.
Assim como a smart escooter, a Scooter E integra um smartphone via Bluetooth que fica em um nicho no painel de instrumentos que engloba o grande velocímetro e um medidos de carga de bateria líquido no guidão.
Totalmente elétrico, para reabastecer é só colocar na tomada. A Mini não passou detalhes como tempo de recarga, autonomia e desempenho. Detalhes cromados lembram os novos e velhos Minis.
Três opções de cores e acabamento e versões de um (a verde) e dois lugares (as demais) são apresentados, agora é torcer para a fabricação em série.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

smart escooter: mobilidade urbana conectada

Na Europa as scooters (motonetas) são o meio preferido de se movimentar nos grandes centros urbanos que enfrentam congestionamentos cada vez maiores em suas ruas estreitas. Na Ásia, especialmente em países como a Índia, Tailândia, Vietnã, Taiwan e China as scooters vendem tanto quanto as CUB's e "streets". Exemplo é a Lead da Honda que vendeu um milhão de unidades mundo afora e aqui não passou de 18 mil unidades, culpa da preferência do mercado pelas streets e agora as CUB's.
A smart que já vende o seu urbano fortwo em versão elétrica na Europa e nos EUA agora mostra essa motoneta elétrica no Salão de Paris como uma resposta sobre a chamada mobilidade urbana inteligente: "Quando nossos clientes nos falam entusiasmados sobre seus smart's e que descrevem o carro como um perfeito urbanino, já que é prático, manobrável, espaçoso, ágil e seguro e ainda oferece boas doses em prazer de dirigir tanto na estrada quanto para procurar uma vaga no estacionamento (eu não consigo ver ninguém se divertindo em busca de uma vaga em estacionamentos de shoppings e assemelhados, quem eles andaram entrevistando?), Muitas pessoas já estão ansiosas para ver o avanço da "visão smart" de emissões zero com o smart eletric drive, que logo tornará (os produtos da) empresa uma parte da paisagem urbana. E agora estamos trazendo todos esses recursos para duas rodas com o escooter", afirma a CEO da smart Dra. Annette Winkler, "Com a escooter, nós continuaremos a nossa "visão smart": a mesma
condução mais divertida na cidade, mais adaptabilidade, mesmo com os respectivos
ambientes, ainda mais flexibilidade - e não menos importante, pois oferece a possibilidade de ser integrado no nosso conceito car2go (sistema de aluguel de veículo compartilhado)", continua a CEO, " O escooter mostra o que é uma abordagem aberta e integrada que temos sobre o tema "Mobilidade Urbana". Esta abordagem pragmática, combinado com o fator de diversão "smart" típico, é o que torna inteligente, de modo especial. Percebemos a mobilidade como uma combinação de responsabilidade e emoção - e a nossa escooter inteligente preenche este pedido em todos os aspectos ".
A motoneta não nega as origens automobilísticas: ABS, air bag, detector de objetos em pontos cegos. A velocidade máxima é de 45 km/h e as baterias de íons de lítio garantem 100 km de autonomia com recarga a partir de três horas.
Outra novidade do conceito é a possibilidade de se conectar um smartphone, que graças a um dispositivo Bluethooth se conecta com a motoneta e um aplicativo serve de "painel" e GPS.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Ford Focus ST: 250 hp de emoção

A Ford sempre está lançando alguma versão esportiva de seu médio Focus e a ST deve ser uma das mais acessíveis que as poderosas versões RS (veja aqui a da antiga geração, já que a nova é inédita nessa geração) e a limitadíssima Le Mans (e aqui).
A novidade é o motor Ecoboost de 2.0l e quatro cilindros com injeção direta, turbo de baixa inércia que rende 250 cv com torque de 36,7 kgm/f em ampla faixa plana e substitui o 2.5 de cinco cilindros. Nesse processo de downsizing em que o motor perde um cilindro e meio litro de deslocamento o carro ganha em consumo e emissões 20% menores e torque e potência 10% maiores. Não estranhem se a próxima geração do Fiesta aparecer com um dois cilindros turbo...
"Esta é a terceira geração do Focus ST e nós determinamos que o novo carro continuará a forte tradição de preços acessíveis e alto desempenho dos modelos ST para o futuro ", disse Jost Capito. diretor do segmento de veículos globais da Ford "A tecnologia oferecida com os novos carros da plataforma global C da Ford também vai ajudar a garantir que o Focus ST forneça aos autoentusiastas uma experiência de condução excepcional". Nesse tempo de produtos sem graça, personalidade e individualidade, tomara que continue assim na Ford.
Interior recebe detalhes com a cor externa do veículo e o câmbio de seis marchas.
O "laranja gritante" é uma das cores berrantes que a Ford oferece para o ST.
O escape foi dimensionado para dar aquele "som viciante" que todo esportista adora.