A Yamaha apresenta a versão 2011 da YBR 125 Factor que tenta fazer frente à supremacia massacrante da Titan na categoria naked, custom ou street se preferir. A culpa em parte disso é da própria Yamaha que insistiu durante muito tempo em oferecer no mercado brasileiro, alérgico a oficinas e manutenções preventivas, motores a dois tempos. A última propaganda do Gol em que o consumidor "economiza" só de olhar o anuncio é um exemplo, já que uma pastilha de freios R$ 2,00 mais cara decide às vezes a compra de um carro ou moto independente do custo-benefício e/ou quantidade de acessórios ou equipamentos de série. Esses motores apesar de sua maior potência específica, exigem maior atenção quanto à sua manutenção referentes à descarbonização do cilindros, limpeza de escapamento e a adição do obrigatório óleo lubrificante à gasolina, já que motores dois tempos não tem cárter.
O erro foi corrigido há dez anos quando a linha YBR foi lançada e com motor a quatro tempos mas o estrago já estava feito. A Yamaha contabiliza um milhão de motos vendidas em 10 anos do modelo, e atualmente ela vende menos de um terço das vendas da CG 125 Fan e menos de um sétimo se contabilizar junto a CG 150. A moto ganhou alguns itens para diminuir a manutenção e tentar acabar com a fama de "indestrutível" da CG com boas sacadas como o sistema centrífugo de filtragem de óleo que não requer a substituição de elementos filtrantes e o farol com lente lisa em policarbonato com alta resistência e tratamento superficial de verniz. Esta característica permite o efeito de “auto-regeneração” de pequenos riscos e proteção contra o escurecimento por raios ultravioletas. A lâmpada do farol é uma alógena de 12V 35W/35. O quadro é do tipo diamante e o desenho da moto pretende dar um ar mais "encorpado" apesar de ela sr mais leve que algumas concorrentes do segmento de até 150 cc.
E para ganhar algumas vendas a mais a YBR 125 Factor versão 2011 ganhou novos grafismos e itens antes cromados como moldura de faróis e alguns suportes passaram a ser pintados em preto fosco (veja aqui a versão 2010 corintiana). E para dar um ar mais agressivo para a moto, a tampa lateral agora é pintada na cor "Matt Black", a mesma da YZF-R1 (veja a fera aqui).
A moto vem em três diferentes versões começando com a básica K (moto roxa) com partida a pedal, freios a tambor, suporte tubular das pedaleiras traseiras fixadas ao chassi, a intermediária E (moto vermelha) com partida elétrica, freios a tambor e suporte em aço estampado das pedaleiras traseiras fixadas ao chassi) e a top ED que vem com partida elétrica, freio dianteiro a disco, suporte em aço estampado das pedaleiras traseiras fixadas ao chassi e rodas em liga-leve. O preço da K é de R$ 5.769,00, da E R$ 6.398,00 e ED R$ 6.851,00 e as cores são essas três que ilustram esse post. As motocicletas Yamaha têm um ano de garantia de fábrica, sem limite de quilometragem.
O motor é um quatro tempos monocilíndrico OHC (Over Head Camshaft), arrefecido a ar, de 124 cc que desenvolve 11,2 cv a 8000 rpm e entrega 1,13 kgf/m a 6.000 rpm de torque. O câmbio é de cinco marchas.
A suspensão dianteira é uma telescópica convencional e a traseira é do tipo braço oscilante assistido por um par de amortecedores com molas e cinco regulagens da carga, para proporcionar conforto mesmo em pisos irregulares.


