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sábado, 16 de abril de 2011

Ford apresenta a tecnologia "aerada" Mucell, inspirada em chocolate

Com o passar dos anos os carros, especialmente os compactos, começaram a "engordar", principalmente por causa dos reforços estruturais para aumentar a segurança passiva e novos acessórios. Só para o leitor ter uma idéia o Fiat 147 lançado em 1976 pesava algo em torno de 790 kg, o Uno em 1984 se contentava com 830 kg e o novo Uno agora beira os 900 kg enquanto o Pálio chega facinho nos 1.100 quilos nas versões mais luxuosas, um aumento de 14% no peso das versões de entrada. Isso acarreta um aumento do consumo de combustível apesar da eficiência do motor ter aumentado. Um exemplo é o 147 que tinha 57 cv brutos, passando para 52 cv líquidos no Uno, que na versão Mille caiu para 48 cv, e que foi subindo para 65 cv na versão Economy, enquanto o novo Uno se contenta com 73 cv na versão Vivace. E isso para ganhar presumivelmente um ou duas estrelas no Latin NCap.
Apelar para materiais alternativos como a fibra de carbono e alumínio, mais leves e resistentes, encarecem o preço do veículo.
A Ford, que também está com dificuldade de tirar alguma "gordura" de seus veículos, encontrou uma solução para perder algumas gramas: arear os plásticos usados em seus veículos. A inspiração veio de alguns chocolates aerados que mantém a mesma resistência de um chocolate comum, mas com menos peso. A idéia é injetar bolhas microscópicas de ar antes que o plástico endureça, e quando é moldados formam uma estrutura semelhante à colmeia de abelhas. A idéia deu tão certo que o plástico ficou mais leve em 20% e sem aumentar os custos de produção e sem perder a resistência.
A tecnologia está sendo aplicada em seus modelos Focus, C-MAX e Grand C-MAX, S-MAX, Mondeo e Galaxy e faz partedos planos da Ford em reduzir o peso de seus modelos em até 300 kg até 2020.
E como se usa menos plástico na injeção os custos diminuiram, e ficou mais rápido e menos dispendioso moldar as peças, o que significa menos gastos com energia.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Ford Focus ST: 250 hp de emoção

A Ford sempre está lançando alguma versão esportiva de seu médio Focus e a ST deve ser uma das mais acessíveis que as poderosas versões RS (veja aqui a da antiga geração, já que a nova é inédita nessa geração) e a limitadíssima Le Mans (e aqui).
A novidade é o motor Ecoboost de 2.0l e quatro cilindros com injeção direta, turbo de baixa inércia que rende 250 cv com torque de 36,7 kgm/f em ampla faixa plana e substitui o 2.5 de cinco cilindros. Nesse processo de downsizing em que o motor perde um cilindro e meio litro de deslocamento o carro ganha em consumo e emissões 20% menores e torque e potência 10% maiores. Não estranhem se a próxima geração do Fiesta aparecer com um dois cilindros turbo...
"Esta é a terceira geração do Focus ST e nós determinamos que o novo carro continuará a forte tradição de preços acessíveis e alto desempenho dos modelos ST para o futuro ", disse Jost Capito. diretor do segmento de veículos globais da Ford "A tecnologia oferecida com os novos carros da plataforma global C da Ford também vai ajudar a garantir que o Focus ST forneça aos autoentusiastas uma experiência de condução excepcional". Nesse tempo de produtos sem graça, personalidade e individualidade, tomara que continue assim na Ford.
Interior recebe detalhes com a cor externa do veículo e o câmbio de seis marchas.
O "laranja gritante" é uma das cores berrantes que a Ford oferece para o ST.
O escape foi dimensionado para dar aquele "som viciante" que todo esportista adora.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Ford Focus RS 500 Le Mans Classic homenageia campeões da prova francesa

A escuderia francesa da Ford resolveu criar esses cinco exclusivos Focus RS pintados com as cores dos carros campeões da Ford em Le Mans. Os anos 60 foram muito bons para a Ford, especialmente com o lendário Ford GT 40 que acabou com a hegemonia da Ferrari na mais importante prova de longa duração. E tudo isso por causa de um mal entendido (veja aqui no site do BCWS na coluna do brilhante Roberto Nasser).
O interior dos carros conta com componentes em couro como volante, pomo da alavanca de câmbio, da alavanca de freio de mão, do apoio de braço central e do guia do cinto de segurança dianteiro. E os bancos são da marca Recaro, famosa por equipar carros esportivos com seus assentos. E cada carro recebe uma plaqueta no painel referente a série e a qual carro ele homenageia. E além disso cada carro terá um pacote esportivo da Ford e um relógio Le Mans Classic com cronômetro de três mostradores com fundo em safira que fazem parte de uma edição limitada a 600 exemplares.
Cada carro virá com dois pacotes de Ford:
A) Pack RS: Assentos dianteiros e traseiros Recaro, sensor de estacionamento traseiro, parabrisas térmico, sistema de abertura de portas e partida sem chaves.
B) Pack RS Tecnologia: sistema de navegação com DVD, monitor sensível ao toque e câmera de ré traseira, leitor de CD/DVD com reconhecimento de MP3, oito auto-falantes, bluetooth 2, alarme periférico e controle de pressão de pneus.
Esse pretinho com faixas brancas homenageia o GT 40 Mk II que deixou o patrão orgulhoso na época. Henry Ford II em pessoa deu a largada na 34ª Edição das 24 Horas de Le Mans realizada em 1966 e viu três de seus carros passarem a linha de chegada em primeiro, segundo e terceiro lugares, quebrando a invencibilidade de seis anos da Ferrari. Enzo Ferrari viu os Fords ocuparem os três primeiros lugares além de romperem a barreira dos 200 km/h de média na prova.
Esse vermelho com faixas brancas homenageia o GT 40 Mk II, pilotado por Dan Gurney e A.J. Foyt em 1967. Nesse ano a Ferrari queria uma revanche e preparou os bólidos 330 P4 pilotados por Ludovico Scarfiotti e Mike Parkes. Tomou uma surra histórica e viu seu tão odiado adversário marcar os recordes de distância (5.232,9 km) e velocidade média (218 km/h, um Fórmula 1 mais leve não passa dos 180 km/h).
O RS Branco com faixa azul ladeada por listras vemelhas homenageia o lendário GT 40 Mk II B, que correu em Le Mans em 1967 pela Ford França. Pilotado pelo piloto Jo Schlesser junto com outra lenda, Guy Ligier, não completou as 24 horas de le Mans, quando uma saída de pista na 13ª encerrou a participação do bólido, mas ganhou as 12 horas de Reims. Talentoso, Jo Schlesser morreu em 1968 durante o Grande Prêmio da França.
Esse bicolor azul céu e laranja é uma recriação para homenagear o GT40 pilotado pela dupla Pedro Rodriguez e Lucien Bianchi na equipe JWA, que mesmo não sendo oficial da Ford, massacrou a concorrência em 1968 formada por Porsches e Alfas. Em 1969 foi a vez de outro piloto lendário, Jacky Ickx, deixar a "besta", o inesquecível Porsche 917, para trás na quarta vitória consecutiva em Le Mans.
Esse azul e branco é em homenagem ao Ford Capri Capri 2600RS pilotado por Gerry Birrell y Claude Bourgoignie que foi primeiro em sua categoria na classe Turismo Especial nas 24 Horas de Le Mans de 1972. O carro foi produzido em duas gerações entre 1969 e 1986 e ganhou outras competições importantes em pistas de corrida e circuitos de rali pilotados por nomes consagrados da F1 e outras categorias importantes como Jackie Stewart por exemplo.

terça-feira, 30 de março de 2010

Focus RS 500: Edição limitada vai deixar saudade

O Focus foi o carro que fez o público voltar a olhar a Ford com carinho, especialmente na Inglaterra. Depois que o Escort inchou e ficou lento e chocho, a Ford inglesa, responsável pelos médios da marca na Europa, pôs a mão na massa e trouxe a primeira geração do Focus. Depois do sucesso, ofuscado pela ousadia no design que depois foi suavizado, teve essa geração, mais curta que só aportou no Novo Mundo através da Argentina, enquanto no norte ficou um arremedo ridículo, por covardia da matriz do oval azul, do que fora a brilhante primeira geração.
Agora com a terceira aportando em breve no Velho e no Novo Mundo (veja o sedã e hatch da nova geração aqui e a inédita perua aqui), será feita uma justa homenagem com 500 unidades especiais desse carrinho feroz que mostrou potência e tração dianteira fazem um casamento perfeito, apesar de alguns atritos, geralmente descontados no asfalto.
"Queríamos ter certeza de que os entusiastas mais exigentes poderiam pilotar no limite o Focus RS500 na pista, sem qualquer preocupação com a confiabilidade do carro", disse Matthias Tonn, engenheiro-chefe do desenvolvimento do Focus RS500. "Isto significa ir além das nossas rotinas de testes-padrão, e forçando o carro até o limite de seu desempenho. Após 500 voltas sem parar no circuito de Nürburgring, estamos muito confiantes em sua durabilidade e maravilhados com uma das voltas realizadas, com um tempo recorde de 8 minutos". Pode parecer pouco mas o lendário Nissan GT-R com um V6 de 485 cv fez em 7:27 e superou um Porsche em 6 segundos. Vai deixar saudade.
Interior completo com climatizador bizona, sensores de estacionamento, indicador de pressão de pneus, acendimento de faróis e limpadores de parabrisas automáticos, destravamento das portas e partida sem chaves, disqueteiras com capacidade de 6 CD's e assentos esportivos Recaro parcialmente cobertos em couro. Opcionais são o multimídia e GPS com tela touch screen e os bancos todo em couro vermelho.
Uma plaqueta de identificação feita a mão será fixada no painel de cada uma das 500 unidades dessa série de despedida da atual geração na Europa ao contrário daqui, cujo modelo durará um bom tempo já que ainda é "fresca" no mercado.
O motor 2.5l é da conhecida linha Duratec com 5 cilindros em linha e turbo com respeitáveis 350 cv e 46,9 kgm/f de torque. O desempenho é surpreendente para esse foguetinho com o 0-100 km/h em 5,6 segundos e máxima de 265 km/h, só 0.8 segundo mais lento que um Porsche Boxster (veja aqui).
O carro ganha rodas de 19 polegadas pintadas na cor preta calçados por pneus 235/35/R19. as pinças dos freios são pintadas em vermelho e os escapes na traseira estão maiores. A suspensão e o diferencial com escorregamento limitado seguram a cavalaria nervosa.

sábado, 6 de março de 2010

Surpresa em Genebra: Ford Focus Wagon

A Ford surpreendeu a todos em Genebra ao apresentar a versão Wagon da nova linha mundial do Focus (veja aqui) revelado em janeiro, opção extinta desde o fim da linha Escort no final da década passada. Talvez venha ao Brasil só daqui a 3 ou 4 anos e pelo pacote de opcionais poderá vir como uma versão premium vindo do México em categoria acima do Focus nacional que acabou de ganhar motor 2.0 Flex essa semana. Bem completa vem com câmera de ré, obrigatória em SUV's, auxílio de estacionamento, GPS com indicativo de velocidade máxima da via e com sistema que identifica placas de velocidade e alerta o motorista. Vem com sistema anti-cochilo que detecta uma mudança de faixa involuntária.
"A Wagon tem sido sempre um ponto-chave da gama do Ford Focus na Europa, e sua popularidade está situada em segundo lugar somente superada pelo hatch 5 portas", diz John Fleming, presidente e CEO da Ford Européia. "Estes clientes querem o espaço adicional e a flexibilidade que uma perua tradicional lhes proporciona, e também esperam dispor de toda a tecnologia possível, uma condução mais dinâmica e um desenho magnífico. Cremos que o novo Focus Wagon venha a satisfazer muito mais a seus desejos em todos os sentidos".
Interior vem com My Connect e na versão americana também com My Ford, tela tem mostrador touch screen. O interior é o do hatch mostrado também em Genebra que na versão perua deverá perder essas costuras e se tornar mais sóbria.
Virá com várias opções de motores começando com potências a partir dos 105 cv e não está descartada uma versão "SportWagon" com o novo motor Ecoboost com turbo e injeção direta. Segundo a Ford, esse é a quinto de dez modelos mundiais que usarão a plataforma C da marca e que serão apresentados até o final de 2012.
Outro destaque é um sistema anti-colisão semelhante ao da Volvo em que o carro freia e tensiona os cintos de segurança ao detectar uma colisão em baixas velocidades.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Ford Focus 2.0 Duratec também é flex

A preferência pelo Focus manifestada por alguns auto-entusiastas (veja aqui e aqui) e em alguns periódicos e sites especializados em automóveis não passou desapercebida pela Ford.
"Com o lançamento da linha 2010, este mês, o Novo Focus avança mais alguns degraus para se manter à frente do segmento, tanto no desempenho e no nível de equipamentos como na proposta de preço, reforçada pela manutenção econômica e pela garantia de 3 anos. Este veículo, que venceu todos os comparativos da mídia especializada, amplia as vantagens para o consumidor brasileiro", diz Antonio Baltar, gerente de Marketing da Ford por ocasião do lançamento da versão 2.0 Duratec que agora é flex. “A proposta do Novo Focus é oferecer a melhor compra da categoria, seja no design, desempenho, conteúdo e preço, ou no custo de manutenção. Com a tecnologia e desempenho do novo motor, ele ganha mais um argumento para conquistar os exigentes clientes desse segmento”, completa Baltar. Assim como o Sigma 1.6 mostrado no post anterior, ele é todo de alumínio. Com câmbio manual, acelera de 0 a 100 km/h em 10,4 s com etanol e 10,5 s com gasolina. Na versão automática, registra 12,1 s com o combustível de origem vegetal e 12,2 s com gasolina.
A velocidade máxima, com câmbio manual, chega a 205 km/h com etanol e 204 km/h com gasolina. No automático, vai a 194 km/h com etanol e 192 km/h com gasolina.
No consumo de combustível, o novo motor é mais econômico que o modelo anterior. Com transmissão manual, faz 11,2 km/l (gasolina) e 7 km/l (etanol) na cidade. Na estrada, roda 15,8 km/l (gasolina) e 10,3 km/l (etanol), o que dá um consumo médio de 12,9 km/l (gasolina) e 8,2 km/l (etanol). No modelo automático, faz 10,3 km/l (gasolina) e 7,6 km/l (etanol) na cidade e roda 14,9 km/l (gasolina) e 9,7 km/l (etanol) na estrada. Números estes que levam a uma média ponderada de 11,9 km/l (gasolina) e 7,7 km/l (etanol) –medições feitas de acordo com as normas NBR 6601 (cidade) e NBR 7024 (estrada). Os dados são fornecidos pela Ford.
A versão Ghia traz rádio My Connection com comando de voz, botão de partida sem chave Ford Power, ar condicionado automático e digital com controle individual de temperatura para motorista e passageiro, banco do motorista com ajuste de altura elétrico e ajuste lombar manual, teto solar elétrico, sensor de estacionamento traseiro e controle de cruzeiro.
Destaque para o rádio My Connection, que inclui conexão para dispositivos USB, iPod e Bluetooth para celular, com áudio streaming, e comandos de áudio na coluna de direção, além de comandos de voz em português (com pronúncia do Brasil) para controle de áudio, ar condicionado e telefone. Uma tecla de ajuda com instruções fornecidas por uma voz auxiliar apelidada carinhosamente pela Ford de "Rachel" nos primeiros passos de operação. Melhor que a "Maria", a versão portuguesa com certeza...
Como novidades, além do novo acabamento no console que nessa versão Ghia simula fibra de carbono marrom (de onde será que vi isso? Será que aqui?) vem com transmissão manual de cinco marchas ou automática seqüencial de quatro.
Agora sim podemos mostrar que tem encosto de cabeça com regulagem de altura para os cinco passageiros. Modelo que deveria ser seguido por outras fabricantes.
O novo motor Duratec 2.0 16V Flex vem com a nova e já defasada transmissão manual de cinco marchas ou a transmissão automática seqüencial e também mais defasada ainda de quatro velocidades, desenvolve a potência máxima de 148 cv (@ 6.250 rpm) com etanol e 143 cv (@ 6.250 rpm) com gasolina e torque máximo de 19,5 kgm/f (@ 5.250 rpm) com etanol e 18,8 kgm/f (@ 4.250 rpm) com gasolina.
Bem equipada a linha vem com air bag duplo, ar condicionado, direção eletro-hidráulica com três padrões de assistência, freios ABS com EBD e CBC, vidros e travas elétricas, computador de bordo, ajuste de altura dos faróis, banco do motorista com ajuste de altura, alarme antifurto volumétrico e perimetral, console central com descansa-braços, espelhos retrovisores elétricos com piscas integrados e rodas de liga leve de 16 polegadas.
A Ford oferece garantia de 3 anos sem limite de quilometragem. Sua cesta básica de peças é a mais barata do segmento, como mostra números da cesta básica da Anfavea, e todas as revisões até os 36 meses de uso têm valor prefixado, dentro do programa Revisão Preço Fixo Ford, disponível nos 420 distribuidores da marca no Brasil.
Preço competitivo: O Sedan GLX sai por R$58.570 com transmissão manual e R$63.100 com transmissão automática. O Sedan GHIA tem preço a partir de R$67.450, ou R$71.900 com transmissão automática. Já o Hatch GLX custa R$56.570 com transmissão manual e R$61.100 com transmissão automática. Na versão GHIA, sai por R$65.450 com transmissão manual e R$69.900 com transmissão automática.

Ford Focus 1.6 Sigma: Agora é Flex

“O Novo Focus 1.6 Flex com motor Sigma é traduzido pela tecnologia, modernidade e inovação superiores. O desempenho e a leveza do motor Sigma, a excelente dirigibilidade, a confiabilidade desse conjunto e o design atraente nos dão a certeza que o modelo 1.6 Flex está entre os melhores automóveis do País", afirma Marcos de Oliveira, presidente da Ford Brasil e Mercosul orgulhoso do novo motor que equipa o Focus nacional. Agora global (veja aqui), o novo motor também será exportado para o México onde equipará carros que serão vendidos naquele mercado e nos EUA e Canadá. Os "patropi" devem estar orgulhosos já que é mais importante fabricar e exportar algo bom para os EUA do que fabricar e consumir aqui.
“O motor Sigma Flex tem excelente equilíbrio de torque e potência. Isso pode ser sentido nas respostas rápidas do acelerador e no desempenho elástico em toda a gama de rotações”, diz Enio Gomes, engenheiro-chefe de Motores da Ford América do Sul, e acrescenta: “O motor 1.6 Sigma feito no Brasil tem padrão de tecnologia e competitividade global. É um projeto moderno, eficiente e com equação de custo favorável para o consumidor. E oferece ainda flexibilidade para futuros desenvolvimentos”.
O Sigma vem equipado de série com airbag duplo, ar condicionado, direção hidráulica progressiva, computador de bordo, vidros elétricos dianteiros, alarme e faróis com ajuste de altura. O novo sistema de som de série, com rádio, CD-player/MP3, entrada auxiliar e seis alto-falantes (dois woofers de 6”, dois tweeters e dois full-range de 6”) que proporciona alta qualidade sonora e efeito “home-theater”. O volume do rádio é ajustado automaticamente de acordo com a velocidade do veículo.
O painel de instrumentos é premium em todas as versões, GL e GLX, segundo a Ford. O volante revestido em couro com raios cromados, também vem todas as versões, para melhorar a sensação de refinamento. Equipamento de série na GLX: vidros elétricos traseiros com acionamento a um toque em todas as janelas, console central com descansa-braço, abertura e fechamento global das portas, retrovisores, maçanetas, régua do porta-malas e aerofólio pintados na cor do veículo.
Exemplar: banco traseiro, os três assentos contam com encosto de cabeça com regulagem de altura.
As rodas de liga leve de 16 polegadas calçadas por pneus 205/55 R16V de série são exclusivas no segmento segundo a Ford. O sistema de freios, é a disco na frente e a tambor na traseira, mas opcionalmente, pode vir com freios a disco nas quatro rodas e sistema ABS com distribuição eletrônica de frenagem (EBD) e controle de frenagem em curvas (CBC). A suspensão traseira independente do tipo multilink, vem com barra estabilizadora para melhorar o compromisso entre conforto e estabilidade.
A Ford oferece três anos de garantia e tem também a manutenção mais econômica, com a cesta básica de peças mais barata do segmento segundo levantamentos da Anfavea e do Cesvi – Centro de Experimentação e Segurança Veicular –, e as revisões Preço Fixo Ford.
Feito com bloco, cabeçote, cárter e pistões de alumínio, o motor Sigma se destaca pela leveza, eficiência, durabilidade e padrão de sustentabilidade. Tem 16 válvulas com duplo comando acionado por correia silenciosa e é o mais forte da categoria (por enquanto): desenvolve a potência de 115,6 cv com álcool e 109,3 cv com gasolina, e torque de 16.3 kgm/f (álcool) e 15,4 Kgm/f (gasolina) com 80% do torque máximo disponíveis a apenas 1.500 rpm.
Desempenho: de 0 a 100 km/h em 12,5 segundos com álcool e 13,3 segundos com gasolina e atinge a velocidade máxima de 189 km/h (álcool) e 183 km/h (gasolina).
Consumo segundo a Ford: Na cidade, faz 11,5 km/l (gasolina) e 7,5 km/l (álcool). Na estrada, roda 15,5 km/l (gasolina) e 10,3 km/l (álcool). O que resulta em média ponderada de 13 km/l (gasolina) e 8,5 km/l (álcool), considerando as normas NBR 6601 (cidade) e NBR 7024 (estrada).
Velho Astra ganha um sério concorrente, se a Ford trabalhar direito: o Focus 1.6 Flex tem preço a partir de R$ 49.900. "Agora, com a versão 1.6 Flex, o Novo Focus amplia a oferta e se posiciona como a principal opção do segmento por facilitar o acesso a um produto desejado”, diz Jorge Chear, diretor de Marketing e Vendas da Ford e cheio de planos para o carro, "Consideramos 2010 como o ano do Focus e estamos preparados: temos capacidade de produção e confiamos na força do produto. O objetivo é ficar entre os líderes do segmento”, afirma Chear.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Ford Focus: uma (Des)agradável surpresa

Não é o Fiesta bromatizado, mas sim a nova geração do Focus. Veja o que Alan Mulally, presidente e CEO da Ford disse sobre o novo carro "mundial" da marca: "O novo Ford Focus é uma clara demonstração de que a nossa estratégia ONE Ford está oferecendo aos clientes ao redor do mundo alguns produtos fantásticos que utilizam o melhor da Ford Motor Company". e acrescenta: "Os ganhos gerados pela nossa nova plataforma global do segmento C de automóveis novos nos permitirá oferecer aos clientes Ford uma oferta de qualidade a preços acessíveis, um consumo de combustível notável, segurança e tecnologia que irá exceder as suas expectativas".
Tudo lindo, tudo bonito, mas abaixo da linha do equador a conversa é outra. Parece que está virando moda mandar ferramental velho para os países subdesenvolvidos. Nosso caso é um exemplo, depois da Dobló, agora temos a desagradável surpresa de saber do lançamento simultâneo do Focus nova geração nos EUA e Europa. O nosso Focus vai ter uma sobrevida de mercado de uns oito anos, então essa geração deverá ser pulada ou vendida via México como uma unidade mais "chique" que seu primo pobre brasileiro (como acontece com os atuais Astra e Vectra, que são o mesmo modelo, mas de gerações diferentes). E milagre, a Ford norte-americana promete não estragar mais o Focus a ser vendido em seu território. Desde quando era chamado de Escort na longínqua década de 80, o carro sempre foi enfeado para se adaptar ao (duvidoso) gosto local, usou plataformas Mazda e agora esperemos que a Ford americana sossegue o rabo de vez.
A Ford pretendeu dar uma ar de carro grande mas sem perder a esportividade ao desenhar o interior do novo Focus. Inovações da geração anterior (vendida aqui) como partida sem chave continuam, tem um assistente de estacionamento que gira as rodas ao estacionar e uma câmera de ré para evitar os tradicionais amassadinhos.
Sistema multimídia MyFord está disponível em uma tela sensível ao toque de 8 polegadas e que aceita comandos de voz, aceita Bluetooth, navegação por satélite, e é compatível com a maioria dos dispositivos de áudio do mercado.
“O novo Focus é o ponto de convergência das tendências na indústria automotiva”, diz J Mays, vice-presidente do Grupo de Design e chefe de criação da Ford. "Criamos com uma clara compreensão dos clientes globais, mas é adaptado para cada região. O Focus combina o melhor da Europa, América do Norte e na Ásia para fornecer um nível de satisfação emocional ao volante nunca antes experimentado ao dirigir um carro desse porte. "
Segundo os marketeiros e designers da Ford, o estilo Kinetic ganha um novo nível ao utilizar linhas esportivas e ousadas para "capturar a sensação de energia em movimento" para dar a impressão de que o carro está sempre em movimento. Não sou físico, mas a única sensação de "energia em movimento" que eu conheço é quando se toma uma descarga elétrica...
Os faróis ganharam um desenho mais suave, mas nada de modernidades como xenon ou LED's. O modelo é o primeiro de dez produtos de gama global a ser lançados pelo projeto ONE Ford usando a nova plataforma C.
Rodas de liga, não foram informados os diâmetros da roda, disco de freios e outros dados, mas a julgar pelo o que vem no i-30, pode se esperar jogos de 17 polegadas.
Lanternas traseiras da versão sedã estão mais afiladas e horizontais que as do modelo anterior que era simplesmente um trapézio com uma esfera branca no meio onde se espremiam o pisca direcional e a luz de ré.
Por enquanto o Focus virá somente nas versões hatchback de 5 portas e sedã de 4. Está previsto a produção de um carro totalmente elétrico para o mercado norte americano já em 2011.
Carroceria mais rígida em 25%, usando a combinação de aços de diferentes resistências para garantir a segurança dos ocupantes em uma eventualidade. E ao mesmo tempo reduzir o peso do veículo o que garante um menor consumo de combustível.
"Os clientes mundiais querem cada vez mais carros com menores consumos de combustível, mas sem sacrificar o estilo, a tecnologia, a conectividade e a qualidade de condução exigidos em veículos maiores", disse Derrick Kuzak, vice-presidente de Desenvolvimento Global de Produtos Ford. "Nossa nova geração de automóveis C-liderada pelo novo Focus, demonstrará claramente que a Ford está pronta para enfrentar esse desafio", disse Kuzak.
Os lançamentos serão simultâneos na China, Europa e EUA no começo de 2011, depois os outros mercados serão progressivamente atendidos como o resto da Ásia, África e America do Sul. Preste atenção no desenho do bocal de combustível do hatch.
Nova geração: um novo carro, um novo motor. Haverá como opção inicial motores, um 1.6 Ecoboost turbo com injeção direta e várias opções diesel de tecnologia common rail. Todos com promessas de baixas emissões de CO² e redução de consumo entre 10 e 20 por cento.
No Salão de Detroit será mostrado um novo motor 2.0 Ti-VCT (com comando de válvulas de admissão e exaustão independentes) que promete ser 20% mais potente que o Duratec 2.0 e mais econômico no consumo de combustível em 10%.
Finalmente nós, pobres mortais, poderemos ter uma automatizada de gente grande (isto é, desde que você more nos EUA, Europa e China), com dupla embreagem e seis marchas. Só essa transmissão já economiza 9% no consumo de combustível em relação a um câmbio automático normal de quatro marchas (viu Peugeot, Citröen, Nissan...) e é mais leve já que não tem o pesado conversor de torque.
Vamos torcer para que a Ford americana resista à tentação e não estrague o desenho, já que os componentes mecânicos foram projetados em Dunton (Inglaterra) e o desenho foi feito no centro de desenvolvimento da Ford em Merkenic (Alemanha) e teve o apoio do Centro de Engenharia de Dearborn (EUA).